29.12.2013

2014 e um grande desafio


Freedom is just another word for nothing left to lose, diz a canção cantada por Janis. Durante tanto tempo eu ouvia essa música e sentia o vento da liberdade soprar no meu rosto: todas as possibilidades, nenhuma amarra, ninguém que dependesse de mim. E agora, depois de alguns meses tentando traduzir o meu deslumbramento com a maternidade, devo dizer que, paradoxalmente, nunca entendi tanto o que significa isso. No meio da alegria, do amor, do encantamento, existe um medo de perder tão, mas tão grande, que fica difícil descrever. Medo, sim, medo imenso de adoecer, de morrer, de (não vou nem mencionar). E aí vocês vão me dizer, ora, não dá para pensar assim, afinal, devemos pensar nas coisas boas e blá, blá, blá. Mas o medo, depois que o pavor passa, depois do olho escancarado, dilatado no breu, do pesadelo palpável sentado sobre o peito, do coração sacudir todo o corpo dormente e paralisado, do estômago cheio de pedras, dos pés de concreto armado, o medo nos pega pela mão e nos leva para uma dimensão clara e precisa do sentir, quase objetiva, quase pragmática – a uma distância racional da esperança e da fé - e nos mostra o quanto temos, tudo que temos. Mostra todos os ínfimos detalhes do sorriso que se repete, mas que todo dia inaugura uma alegria nova, um pedaço da vida que vem inteiro, perfeito, irretocável. Mostra o privilégio de participar das descobertas mais simples e mais bonitas, um toque, uma gargalhada, uma cor, um sabor, uma palavra, um som. Mostra o amor impossível de descrever ou explicar, impensável, incrível, e que cresce, cresce, cresce sem limites. Mostra o pertencimento que buscamos tanto, quisemos tanto, aconchegado no colo, de olhos brilhantes. Mostra a vida transformada em outra vida, repleta, única, feliz.

Então se há uma liberdade que é só outra palavra para mais nada a perder, há um tipo de medo que é quem nos dá a dimensão do que conquistamos, que é o lado do avesso da completude, a sombra que a felicidade projeta, e vem com ela como um irmão siamês, de mesmo coração.

Que em 2014 sejamos capazes de domar o medo, domesticá-lo e lidar com ele de forma humana, corajosa, humilde, como quem mantém um animal selvagem no quintal, entre o fascínio e o temor, e que possamos superá-lo, esquecê-lo às vezes, e aproveitar sempre e cada segundo a felicidade da forma mais inteira possível, em cada detalhe.

Feliz Ano Novo

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por Ticcia, às 11:36 de 29.12.2013
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16.09.2013

Tamanhos da Carters e B'gosh

Só para constar, tanto a Carters quanto a B'gosh, quando dizem 3 meses, 6 meses, 9 meses, etc., é ATÉ e não a partir, ou seja, as roupinhas tam 3 meses duram até os três meses e não a partir de 3 meses, pelo menos se seu bebê for gordinho, como a Cecília. Na tabela de tamanho deles, as roupas de três meses são para bebês de até 61cm e 5,7kg, que é o tamanho da Cecília (na verdade ela está com 6kg) no dia que fez 3 meses.

Já na Gymboree, o tam é mais claro 3-6m, 6-9m, etc.

Antes de comprar, dê uma olhada no site das marcas que você pretende adquirir e procure pelo "sizing". Você vai ver que algumas são bem diferentes das outras.

Saber disso é útil (teria sido, no meu caso), para se levar em conta a temperatura/estação do ano na qual o bebê vai usar as roupas, evitando de comprar coisas grossas para o verão ou muito frescas no inverno. Fica a dica.

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por Ticcia, às 15:58 de 16.09.2013
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02.09.2013

Dica de compra de roupa para bebê recém nascido



Queridas mamis, ouçam o conselho que eu não tive: quando forem se planejar para comprar a roupinha do bebê, invistam no macacão. Peça única, super prático, não engruvinha nem "sobe" enquanto dá de mamar, fácil de vestir e de trocar, perfeito para andar por aí no sling ou no canguru E perfeito para dormir.

Carters, Gimboree e B'gosh têm em várias espessuras, do fleece (tipo soft) até algodão bem fininho. Há modelos com zíper MARAVILHA pra hora que a gente precisa trocar em super velocidade porque o bichinho tá faminto, há modelos sem pezinho (que duram mais, mas "sobem" na canela).

Se eu voltasse no tempo compraria 4 bem pequetiticos para as primeiras duas semanas (a Cecília nasceu com 3,095kg e usou até quase 1 mês) - a Carters têm uma numeração pequeninha para prematuros (premie). Eu acho que vale comprar para o bebê recém nascido não ficar mondrongo cheio de pano sobrando. Compraria 8 de recém nascido e 10 de 3 meses.

De resto, bodies manga curta (manga longa precisa pouco, porque usa mais macacão), macacão curto - que não se acha muito, mas é ótimo para banho de sol, e algumas calças. MUITAS meinhas, nada de sapatinho duro (desconfortáve e só cai do pé). Para sapatinho, melhor comprar da puket as sapatilhinhas, mais maleáveis e confortáveis. Há ainda um "segurador de meia"que eu comprei e achei genial, principalmente para as primeiras semanas, como esse.

Vestido é lindo mas muito pouco confortável e nada prático, vale pra sair e tirar foto. Dezenas de panhinhos de boca. Sério. Uns 30 pelo menos.

Outra coisa que é ótimo são as mantas de malha e cobertorzinhos de fleece da Carters. Super macios. E os cueiros de algodão puro da Aden+Anais, que servem de cueiro, claro, mas para forrar carrinho, proteger do sol, enrolar para dar banho e são uma nuvem de tão macios.

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por Ticcia, às 15:43 de 02.09.2013
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12.08.2013

O dia em que mudou tudo




13.06.13, 3,095kg, 50 cm.
E um amor tão grande que a gente não imagina que possa existir.

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por Ticcia, às 16:31 de 12.08.2013
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06.06.2013

Um lugar para Cecília




Querida Cecília,

Quando pensamos num lugar para você - num lugar físico, para além dos nossos corações - comecei a me perguntar que cara esse lugar teria, que cor, que cheiros, que objetos. Logo descartei um tema, porque a vida não pode ser monotemática e você vai ser geminiana e possivelmente não iria querer um tema só.

Seu quarto nasceu primeiro da cor azul, porque eu queria que você visse flores voando no céu. Depois pensei em adicionar um tantinho de coral, um pouco de preto e branco, uma cortina que deixasse a luz entrar. Aí veio a ideia das matrioskas, porque sua bisavó vai fazer 90 anos, sua avó tem 60, eu tenho 40 e sua dinda tem (quase) 30. E você nasce da linhagem dessas mulheres corajosas e cheias de amor. Uma moça prendadíssima lá de Satolep fez algumas de tecido, seu pai comprou uma caixa com livros e bloquinhos lindos e um rapaz da Ucrânia me achou na rua e me ofereceu a boneca de verdade, de madeira e tudo.

No seu quarto também tem coisas da Carol W, a almofada de gato e a caixa de papel machê. Achei o gato muito divertido e foi ele que nos ajudou a escolher o tapete, num clima meio gato de Alice Cecília. Lá também vai ter presentinhos de muita gente querida, a árvore genealógica que a Nara mandou fazer, muitos brinquedos fofos, de ursos a monstros, corujas e peixes-boi, o trilho bordado pela sua avó, o berço que foi dos seus irmãos e foi restaurado pelo seu avô, a medalha de berço da sua bisa (que foi da prima dela e tem mais de 100 anos), o entalhe que estava no berço do seu pai.

Por falar no seu pai, lá também está o cavalo de pau dele, feito pelo vô Antônio, quando ele era pequeninho. No balanço dele tem um calço, para assegurar que ao montar, ele faça mesmo pocotó - exigência do pequeno Alvaro, atendida pelo seu avô, acho que você vai achar divertido. Sua avó Carmem providenciou uma cela de tecido, para que ele sirva como biblioteca, enquanto você não faz aulas de hipismo. E tem o Alexandre, o cachorro de feltro que ele brincava desde pequeninho, que tá velho, manchado, rasgadinho, mas carrega amor há mais de 40 anos.

Sua avó Angélica está terminando a almofada de flores (em que não há nenhuma igual a outra) e a sua avó Carmen está esperando o dia do seu nascimento para bordar a data no enfeite da porta, que por causa do seu bisavô Paulo, tem um passarinho azul (ele amava passarinhos, amava demais, e eu desconfio que ele tenha virado um). Acho que está tudo pronto, Cecília. Só falta você.

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por Ticcia, às 13:58 de 06.06.2013
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28.05.2013

Kit berço


Gostei muito do serviço e da qualidade do Atelier Minimóbile. A Daniela é atenciosíssima, entregou antes do prazo, preço justo. Recomendo.


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por Ticcia, às 21:43 de 28.05.2013
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Cecília


Para a felicidade da mãe dela, a pediatra olhou a ultrassonografia e disse que acha que o nariz é o do pai. <3
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por Ticcia, às 21:38 de 28.05.2013
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16.04.2013

Um apelo à real beleza

Não, o post não é pago, não é patrocinado, não é sob encomenda. É um convite.

Primeiro, assistam ao vídeo:



A proposta é a seguinte:

Que tal se cada uma de nós escolhesse uma, duas, três amigas do Facebook e fosse lá comentar uma foto onde elas apareçam (de preferência só elas) e ressaltar o que elas tem de mais lindo fisicamente? Vamos? Vamos quebrar o protocolo de que mulher só vê defeito em mulher, vamos olhar com sinceridade as nossas amigas e dizer pra elas o que elas têm de mais lindo? Acho que pode fazer bastante bem, pra gente e pra elas.

Para ficar melhor explicadinho, sugiro que antes de comentar as fotos você copie e cole na sua timeline a explicação e diga que amigas você vai comentar, sugestão:

"Amigas mulheres da minha timelinda, a propósito desta peça publicitária da Dove, tive uma ideia. Que tal se cada uma de nós escolhesse uma, duas, três amigas do Face e fosse lá comentar uma foto onde elas apareçam (de preferência só elas) e ressaltar o que elas tem de mais lindo fisicamente? Vamos?

Link para o video

A gente publica esse texto aí em cima par explicar e convidar mais gente. Bora?
Eu vou começar pela Fulana, Beltrana e Ciclana."

Que tal?
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por Ticcia, às 18:48 de 16.04.2013
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03.04.2013

Cecília




Em 22.03, 946g, 30cm, 5cm de pezinho (?!) e nariz quadradinho (que mamãe torce que mude e fique parecido com o do papai).

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por Ticcia, às 11:43 de 03.04.2013
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05.03.2013

O cipoal de regras de maternidade ou Motherzillas, o suplício


Nesses 5 meses e meio de gestação tenho observado atentamente como as pessoas no geral reagem à gravidez dos outros, em especial as mães. Como sou mãe de primeiríssima viagem, ninguém da minha família mais chegada foi mãe há pouco tempo, sou uma curiosa por necessidade e despreparo, esperando ajuda e ouvindo e filtrando as mais diversas opiniões.

O que até agora me chamou atenção é que conforme a geração das mães, a abordagem é diferente.

Se a mãe é da geração passada (ou retrasada), a reação mais comum a praticamente tudo o que é diferente do que era feito por ela é que ou trata-se de baboseira, ou invencionismo da medicina mercenária, ou necessidade inventada consumista, ou todas as respostas anteriores. Não é por mal, claro, é uma maneira de não se sentir culpada (apesar de serem dados de que essa mãe não dispunha) por ter submetido a criança a risco ou a algo que hoje não seria nada recomendado. Vale de alimentação a escolinha, de babá a exames, tudo. A exceção é fumo e cinto de segurança, e olhe lá. Álcool nem é pacífico. O reforço argumentativo é sempre o(s) filho(s) que sobreviveram e estão aí, firmes e fortes. As intenções são as melhores, mas se você não levar isso em conta, vai se achar exagerada, louca, hipocondríaca e Maria vai com as outras, além de nunca mais saber em quem confiar, afinal, a pediatria moderna vai passar a ser um amontoado de exageros imbecis.

Se a mãe é dessa geração, há uma mistura de dois comportamentos, às vezes isolados, às vezes combinados. Algumas vão perguntar se você sabe/fez/viu/comprou coisas que, claro, você não sabe, nem fez, nem viu, nem comprou. Muito frequente nas mães que ou também estão grávidas, ou acabaram de ter bebê. É uma maneira de se sentirem mais no controle da situação do que você, o que, claro, afasta um tanto insegurança que elas também sentem a respeito das próprias escolhas; outras vão deixar bem clara a sua incompetência e te mostrar quão árduo é o caminho que você ainda tem que percorrer, como ainda faltam coisas a providenciar, como há coisas em que você ainda não pensou e, principalmente, como você está prestes a viver << o tempo mais difícil da sua vida>>. Não contratou AINDA a babá 24h/7 dias por semana?! Não está agendada pra entrevista com 5 pediatras?! Não começou a visitar escolas?! Coitada de você. Mais uma vez, não é por mal e as intenções são as melhores. São mães que estão muito orgulhosas - com razão, diga-se - do papel que estão desempenhando com louvor e sucesso, de terem superado os inevitáveis perrengues e agruras e estarem aí para contar que vieram, viram e venceram. Só não se dão conta que com isso você pode hiperventilar, panicar, entrar em crise de ansiedade e insuficiência e querer sair correndo em direção à Belize, bem louca - crise de choro eu não vou nem citar, porque né, normal e cotidiana.

Mas há as exceções. Felizmente. Há as exceções que te acolhem e te ajudam, que compartilham experiências sem impor uma determinada regra, que opinam sem esperar que você se torne uma discípula ou seguidora eternamente grata por ter bebido da Sua Sabedoria, mas uma amiga que vai ouvir a opinião e ponderar, avaliar e decidir de acordo com as sua realidade, valores, anseios e necessidades, que não cobram nada, apóiam e, se vêem você fazendo uma grandissíssima burrada, alertam, mas respeitam e na hora do aperto, ajudam mais ainda. Sabem que cada mãe acha o seu jeito, a sua maneira, seja ela instintiva (para aquelas que acreditam nisso), fruto de bom senso, pesquisa, leitura, opinião ou ligação pro pediatra. Exceções valiosíssimas que não têm preço, têm amor e amizade. E zero cobrança.

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por Ticcia, às 12:39 de 05.03.2013
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27.02.2013

Enxoval de bebê em Miami - Dicas


Quando resolvemos comprar o enxoval da Cecília nos USA, me vali de muitas (dezenas) de preciosas dicas de blogs e fóruns na internet. Desde a fase de definir para qual cidade ir, até como fazer as benditas malas na volta. Decidi então, agora que está tudo comprado, fazer eu também um post para ajudar um pouquinho com a minha experiência pessoal (muito pessoal, diga-se).

Para qual cidade ir?
Fomos em fevereiro de 2013 e decidimos ir a Miami. Primeiro porque Miami é uma cidade de compras e para compras, com shoppings enormes e mil outlets, trânsito bem razoável e facilidade de deslocamento, que não é o caso de NY. Lá os outlets são bem longe e as compras são de rua, muito mais difíceis de desovar em partes . Além disso, em fevereiro o clima em Miami é ameno, ao contrário de NY que está um frio louco. Poderia ter optado por Orlando? Sim, mas aí o “descanso” seria em parques e aí é descansar carregando pedra, no caso, caminhando e ficando de pé, o que não era a minha pessoal ideia de diversão. Indo a Miami demos uma fugidinha até Key West, aproveitamos a paisagem, vimos pôr-do-sol, ficamos num hotel sossegadinho.

Ficar em Miami, onde?
Os hotéis mais baratos são perto do aeroporto em em Miami, mas optamos por ficar em Miami Beach porque depois de um dia puxadíssimo era legal poder andar umas poucas quadras até um lugar bacaninha pra comer em vez de ter que pegar carro e se deslocar. O site Trip Advisor dá sempre dicas ótimas de hotel e restaurante.

Comprar antes pela Amazon?
Sim, sim e sim, mil vezes sim. Foi das dicas mais preciosas ever. No nosso caso houve um enorme facilitador que foi uma amiga que mora em Boca Ratón e recebeu os inúmeros pacotes que foram chegando ao longo de uma semana. Se tivéssemos optado por mandar para o hotel, teríamos que ter programado para que tudo chegasse durante a nossa estadia ou sido muito mais comedidos, comprado só os itens maiores (e não TODA a miuçalha de mamadeiras, brinquedos, chupetas, esterelizador, itens de higiene, etc.) porque nenhum hotel na face da terra vai ter paciência (e controle + segurança) para receber 80 itens em caixas que variam de 4cmx4cm até 1,5m e estocar isso sabe-se lá onde até você chegar). Seja razoável. Sem contar que há hotéis que cobram uma taxa POR PACOTE. Portanto, verifique isso no momento da reserva e veja se vale a pena, se recebem MESMO, se cobram, etc.

Se for ficar uma semana/ 5 dias, vale a pena comprar dois dias antes de ir e já mandar entregar no próprio quarto, sem ser preciso armazenagem. Aí pode liberar o Amazon descontrol, desde que, claro, fique atenta para os prazos de entrega. No check in avise e peça para que tomem nota de que vão chegar encomendas e que elas podem ser encaminhadas diretamente ao quarto, inclusive autorizando que a própria recepção assine o recebimento, se for necessário.

O serviço de tracking da Amazon é muito bom, confiável e preciso. Ferramenta utilíssima para acompanhar se tudo está vai chegar no prazo. Além disso, você pode optar por contratar o serviço Prime da Amazon (está incluído no Amazon Mom's) ou pode ser feito independente. Há um período de experiência (varia entre um e três meses) que é gratuito. Você pode se cadastrar e depois se descadastrar (o descadastramento não é automático, já marque na agenda pra não haver débito no cartão de crédito) e aproveitar o serviço que propicia entrega mais rápida e frete grátis (uma mão na roda, ainda mais se você vai se afundar na Amazon).

Faça a compra em nome da mesma pessoa em que foi feita a reserva do hotel e cadastre um endereço para entrega (na Amazon, Your account, a opção Settings Adress book) nos seguintes moldes:

Hotel Tal e Tal
Guest: SILVA, Fulano (5th-13th March, 2013)
B10024 Bablabla St.
Miami, FL
33140


O grande conveniente da Amazon (o post não é patrocinado, eu juro) é que você não vai ficar como uma barata tonta dentro de lojas imensas e farmácias e supermercados catando item por item de uma lista relativamente grande (no cansaço a gente acaba desistindo de comprar um monte de coisas), mas bem padrão, com grau de emoção compras zero (e aí você poupa pernas e tempo para escolher roupinhas, que é muito mais legal). Além disso, quando houver opções, você pode ler as reviews dos consumidores exigentíssimos e cricrizíssimos da Amazon que falam de tudo, criticam tudo, uma beleza.

Pelo menos um mês antes da viagem eu fui criando uma wishlist (ou várias, conforme a classificação do item na sua lista) e fui botando lá tudo que me interessava. De vez em quando, eu revisava as wishlists e eliminava coisas que se repetiam. É melhor adicionar à wishlists do que ao carrinho de compras propriamente dito, porque você depois vai fechando os pedidos conforme o fornecedor, data prevista e tals.

Li várias recomendações de que deveria comprar somente o que fosse vendido e fornecido pela Amazon, mas comprei de outros fornecedores que vendem através da Amazon (você pode verificar a reputação dos fornecedores no próprio site da Amazon) e não tive problema algum, fora o fato de que alguns demoram um pouco mais pra entregar. Comprei tudo dia 12 e estava TUDO entregue até dia 19. Em alguns casos tive que fazer uma adaptação de forma de envio e houve cobrança de frete (isso é verificado na hora de fechar o pedido e você pode fazer uma estimativa do preço).

Uma das grandes ferramentas de compra é classificar o produto pela avaliação dos compradores. Por exemplo: Dentro do departamento Baby, você procura “bouncer” e depois reclassifica por Avg. Customer review. Bingo. É um jeito de começar a se achar nesse sem fim de opções fofas e bonitinhas.

Adianta fazer lista?
É difícil, porque as listas que circulam são IMENSAS, a gente que é mãe de primeira viagem não tem a mínima ideia do que vai realmente precisar, fica muito perdida (e apavorada com as necessidades infinitas). Além disso, mesmo pedindo opinião para outras mães, cada um tem um jeito de lidar com a situação, cada bebê tem suas peculiaridades e preferências, de forma que há que se basear nas listas, nas opiniões e, sempre, no seu bom senso e instinto.

Um bom parâmetro é olhar se vendem o item no Brasil, ou se há similar nacional e quando custa aqui. Tem coisas (poucas, mas existem) que não vale a pena comprar lá, p.ex.: cadeirão de comer (é imenso e desajeitado para trazer e um modelo simples aqui não é uma fortuna).

Eu fiz uma lista geralzona, dividida entre o que comprar fora e o que comprar no Brasil e uma grade de roupinhas, conforme a estação do ano que o bebê vai nascer. Isso evita que você compre muitos macacões de manga e perna comprida para a época em que vai estar MUITO calor.

Na minha grade de roupa separei por idade e mês do ano, pra melhor visualizar. RN-JUN/JUL, 3 meses-AGO/SET/OUT, 6 meses- NOV/DEZ/JAN, 9 meses- FEV/MAR/ABR, 12 meses- MAI/JUN/JUL, e por tipo de roupa, body manga curta, body manga longa, calça sem pé, camiseta manga curta, camiseta manga longa, shorts, macacão, pijama, casaco, roupa para ocasião especial (sugiro uma peça para RN, 3 meses e 6 meses, 2 para 9 meses e 12 meses – ganha-se muito de presente), meias. Praticamente não comprei sapatos, já que até um ano o bebê usa pouquíssimo.

Os links que amei muito:

90 produtos indicados pelo Hugo, no Viaje na Viagem
Coisas de bebê e as dicas para economizar e comprar só o essencial

Coupons para descontos valem a pena?
Eu me cadastrei no dealspl.us e antes de viajar (na véspera), fui ao site, na aba kids & babies e catei todos os printable coupons (que são os que você pode usar na loja). Os que fornecem códigos são para compras on line. Vale muitíssimo a pena. Imprima tudo e leve em um envelope, conforme você for nas lojas, na hora de pagar (de preferência antes de registrar), mostre o cupom. Normalmente eles são cumulativos, então se na loja já houver desconto, você leva o desconto da loja e mais o seu do cupom.

Devo alugar um carro?
Em Miami é imprescindível e alugue um GPS. Se você for comprar os itens grandes pessoalmente, atente para o tamanho do porta-malas para poder transportar tudo do shopping para o hotel. Se for comprar pela Amazon e entregar no hotel e quiser fazer uma economia boa, alugue um carro menor para a semana e troque por um maior na véspera de ir embora, já que para as malas a coisa fica complicada em carro menor. No momento da retirada do carro, informe-se qual é a locadora mais próxima do seu hotel e como você faz o upgrade.

Antes de ir, separe um caderninho e inclua todos os endereços: hotel (já vai ser necessário na imigração), lojas, shoppings, restaurantes de interesse, locadora mais próxima do hotel, etc. Facilita na hora de programar o GPS.

Quantas malas vou precisar?
Consegui voltar apenas com 4 malas grandes, sem ultrapassar os 32kg em cada. Foi quase um milagre, mas demandou boa logística e algum trabalho.

Eu sugiro levar duas malas grandes (o limite de tamanho das cias aéreas é normalmente 62 polegadas - soma-se altura, largura e profundidade – cheque no site da sua companhia) e duas malas de mão, que podem ser despachadas dentro das grandes na ida – e comprar duas malas expandíveis lá, daquelas que vão crescendo conforme você abre o zíper (comprei na Amazon umas simplinhas de 36 polegadas de altura em que cabia o carrinho que deram conta do recado e custaram U$ 30). As de 36 polegadas são levemente maiores do que o padrão aceito, mas a American não complicou.

Uma amiga que mora lá me deu a dica que é melhor embalar em plástico do que colocar cadeado, já que cadeado a alfândega simplesmente arrebenta (mesmo sendo certificado pela TSA) e deixa aberto e a embalagem plástica tem seguro e eles mandam reembalar. Embalamos só na volta e deu tudo certo, U$ 15 por mala, no Car Rental Center do aeroporto de Miami.

Assim que você passar por uma papelaria ou um Walgreens, entre e compre estiletes (tantos quantos forem as pessoas que vão embalar as coisas e fazer as malas) para facilitar a abertura das caixas e a retirada das etiquetas. Um rolo de fita adesiva também é útil, já que para diminuir o volume você vai tirar tudo das caixas e há partes soltas que podem se perder ou se misturar.

Quando abrir as caixas, vá separando os manuais de instrução e deixe tudo junto, assim como as faturas para controle (e para a alfândega, se precisar). Separe também saquinhos plásticos, que podem ser reaproveitados para partes soltas. Recomendo abrir as caixas no penúltimo dia, quando for fazer a mala.

Quanto às roupinhas, assim que for chegando no hotel, tire dos cabides (volume imenso e desnecessário) e retire as etiquetas e papelões e separe por idade. Assim você vai ter uma melhor ideia visual do que e quanto já comprou.

Uma das recomedações era que eu comprasse as space bags para embalar a vácuo as roupinhas e diminuir o volume. Comprei e não usei, por que acabei colocando as roupinhas entre os itens, aproveitando cada espacinho e ajudando a estofar e proteger os itens. Dá dó de enfiar as coisas fofas para estofar carrinho e tals, mas pense que depois tudo vai ser lavado e passado.

Onde ir e em que ordem?
Minha opção foi ir direto ao Sawgrass Mills, um outlet fora da cidade (cerca de 1h) e começar a matar a lista de roupinhas pela Carter's e Gymboree. Chegue cedo que é mais tranquilo, já que a partir das 16:30 fica bem lotado. Estacione perto do corredor das lojas de bebê, para facilitar a entrada e saída, já que este shopping é IMENSO. Procure a placa no estacionamento que indica a JC Penney e estacione perto da entrada (fica ao lado direito da loja, numa estrada meio escondida, quase dobrando uma esquina). Na chegada já alugue um carrinho de compras, U$ 6, porque o peso é de lascar e aí você evita de ter que ir e vir desovando sacolas no carro. Uma boa dica é olhar (e imprimir) o Mapa do Sawgrass e marcar as lojas que interessam. Idem para qualquer outro shopping.

No Sawgrass ainda tem a Hartstrings, GAP kids, a Childrens Place e a Motherhood, que é uma loja pra gestantes com preços ótimos. A loja é meio bagunçada, então precisa ter saco de garimpar coisas bacanas, mas vale a pena. Comprei calças jeans ótimas por U$ 40.

Minha sugestão é sempre começar a compra pela arara de Clearance, que fica sempre no fundo das lojas. O que está lá está sempre quase de graça. É ponta de coleção passada, que não tem mais opções de tamanho e tals. Tem pechinchas inacreditáveis, mesmo em lojas fora do outlet.

No Aventura Mall tem lojas bacanonas, como a Janie and Jack, mais GAP, mais Kidz, mais Gymboree. Lá não é outlet e as coisas são das coleções mais recentes.

Eu ainda fui à Carter's da North Miami Ave pra gastar o bônus que eu ganhei no primeiro dia ( a cada U$50 em compras, ganha-se um bônus de U$ 10 pra gastar a partir do dia seguinte. Vale muito a pena. A loja é MUITO mais vazia e tranquila, dá pra fazer tudo com mais calma.

Eu recomendo vivamente que você dê uma boa olhada nas lojas virtuais e sites das lojas que você vai ir. Ajuda a ter uma noção melhor de qual é a gama de produtos que você vai encontrar, se a loja é cara, se é requintada, se tem básicos.

Dicas de lojas:

Macetes de mãe
Dicas da Fer
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por Ticcia, às 13:19 de 27.02.2013
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28.01.2013

A vida de dentro

É a coisa mais louca que eu já vivi: um ser que cresce e se define, se mexe, tem um coraçãozinho que bate em descompasso com o meu, mas está dentro do meu corpo, compartilhando tudo, sangue, alimento, oxigênio, sensações, emoções. Às vezes dúvida, às vezes medo e coragem, às vezes uma incapacidade de estar mais certa do que isso, às vezes todas as certezas e toda a força que possam existir. O corpo se arredonda e se prepara, contém, gesta, nutre, se expande, se estranha, se maravilha, se adapta, dói, estica, aprende a ser ele e mais outro, algo tão natural quanto incrível e surreal. E ela cresce. E eu cresço. Por fora e por dentro. Todos os dias.

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por Ticcia, às 10:08 de 28.01.2013
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27.12.2012

Ano Novo



Imagem João Garcia

Por mais óbvio que possa parecer, corpo e mente são expressões fiéis do que somos, nossa tradução mais inexorável, mais perfeita e, por mais que nos custe crer, não o espelho um do outro, mas a mesma coisa. Só me dei conta disso recentemente, depois que uma hérnia de disco me colocou a nocaute e a fisioterapeuta que nunca tinha me visto antes disse que minha postura, física sim, mas principalmente diante da vida, tinha feito aquilo. Eu, boquiaberta e muito desconfiada, ouvi que carrego os problemas – meus e dos outros - as responsabilidades, os compromissos, a vida, enfim, sem pedir ajuda, sem arquear as costas, sem demonstrar cansaço, sem me dobrar, sem acusar os golpes. Ouvi daquela total estranha a descrição fiel de quem sou eu: todos contam comigo e nem imaginam que eu precise contar com eles porque simplesmente fiz questão de que ninguém percebesse – e, às vezes, o peso se torna excessivo. Isso tinha feito a hérnia. A hiper retificação, o peito aberto/pescoço esticado eram só a expressão física de uma postura emocional que se tornara insustentável. Finalmente a pergunta que todos os médicos até ali tinham feito, e que eu havia negado peremptoriamente,"- Você carregou peso?", finalmente estava respondida: sim, carreguei peso, muito tempo, o mais ereta que pude. Para não quebrar, precisaria aprender a vergar em vez de endurecer, a ceder em vez de sustentar, esmorecer em vez de insistir, cansar em vez de persistir, encurvar em vez de esticar, aninhar em vez de enfrentar, acolher em vez de rebater, pedir ajuda em vez de ser autossuficiente.

Tenho certeza que foi só porque entendi isso (com muita ajuda) que pude começar a achar outra configuração, física e emocional, e ser mãe pode passar de um desejo que não achava meios a uma possibilidade concreta, tão concreta quanto essa pessoinha incrível crescendo dentro de mim possa ser e que já começou sua existência me ensinando o quanto a generosidade comigo mesma e com os outros pode transformar as coisas.

Para a minha sorte, ela vai estar aqui dentro, dividindo o meu corpo, meus pensamentos e minhas emoções por mais seis meses, me ensinando ainda mais sobre compartilhar e amar, mudando e atribuindo novos significados a tudo.

Em 2013 ela chega, lá para o final de junho, e aí vai ser a vez de vocês me ajudarem a compartilhar o mundo e o amor de vocês com ela.

Bem vindo, ano novo. Bem vinda, Cecília.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:33 de 27.12.2012
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30.01.2012

Silêncio



Imagem A.Monks

Se eu não escrevo, é porque não quero das asas à dor, não quero emprestar permanência ao sofrimento, às angústias, às incertezas. Melhor que fiquem quietos, silenciosos e miúdos, imóveis, inertes, inauditos e insuspeitos. Não devem merecer o sol da página em branco, o calor dos olhos sobre elas, o chão fértil de outro peito que não o meu. Silêncio, digo aos meus dedos, imobilize-se toda a poesia, cesse-se toda a tradução do que desmorona secretamente na profundeza, que escava imensas fendas invisíveis à superfície.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 13:10 de 30.01.2012
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09.06.2011

14 dias sem carboidrato, total

A perda em 14 dias foi de 2,8kg. Para quem já tinha perdido 4kg antes, achei bem satisfatório. Agora vou seguir maneirando...

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:35 de 09.06.2011
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