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    <title>Mme. Mean</title>
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    <language>en-us</language>           
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    <category>Weblog</category>
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      <title>Mme. Mean</title>
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 <title>Cancelamentos para mudança, parte 1</title>
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<description><![CDATA[<b>SKY</b> - alguma insistência para eu passar o ponto para algum conhecido com desconto de 30%, impossibilidade de saber quando o povo vem pegar o equipamento, nem de marcar uma data antes de 27.08 (até quando está pago), apesar de eu PEDIR para buscarem antes sem me importar de pagar sem usar, 28 minutos depois, tenho o protocolo de cancelamento e a combinação de que o equipamento ficará depositado na portaria, responsabilidade minha, claro, se sumir.<br />
<br />
]]></description>
 <category>Conversa de Madame</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2586</comments>
 <pubDate>Tue, 27 Jul 2010 13:49:58 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>Em casa, mas de mudança</title>
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<description><![CDATA[Acabei de chegar em Porto Alegre depois de 20 dias de Portugal/Rio. Vou contando da viagem, vou preparando a mudança para o Rio, que será na primeira semana de agosto. Enquanto isso, vou voltando ao inverno, ouvindo Drexler, desfazendo e refazendo malas.<br />
<br />
<object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/y0l6ajPmK6M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/y0l6ajPmK6M&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object><br />
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]]></description>
 <category>Conversa de Madame</category>
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 <pubDate>Mon, 19 Jul 2010 12:34:54 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>Amanhã, 29/07, às 18h: Palavra Composta – O futuro dos blogs, em tempos de twitter e Facebook</title>
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<description><![CDATA[<br />
<a href="http://www.ticcia.com/media/1/20100628-palavracomposta.jpg"></a><br />
<br />
Conversa sobre a propalada “agonia” dos blogs. A ascensão do twitter e de outras redes sociais, como o Facebook, para as quais muitos blogueiros têm migrado. O “encanto” dos blogs está diminuindo? Para produção de conteúdo amador, o auge deles já passou?<br />
<br />
Convidados – Bruno Galera: jornalista, tecnologista, ex-integrante dos coletivos de blogs Exquisite e Insanus, autor do <a href="http://www.brunogalera.com">brunogalera.com</a>.<br />
Patrícia Antoniete Ferreira (Ói Eu!!): advogada, colaboradora de sites, autora do <a href="http://www.ticcia.com">ticcia.com</a> e do <a href="http://www.naodiscuto.com">naodiscuto.com</a>.<br />
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Mediação: Lucas Colombo, editor e colunista do <a href="http://www.minimomultiplo.com/">Mínimo Múltiplo</a><br />
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<br />
<i>Quando: 29/06, terça-feira, às 18h<br />
Onde: <b>livraria Letras&Cia</b>. (Osvaldo Aranha, 444, Porto Alegre)<br />
Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.<br />
Entrada, estacionamento (Osvaldo Aranha, 420) e primeiro café gratuitos</i><br />
<br />
Bora lá conversar e tomar café gostoso?<br />
<br />
]]></description>
 <category>Conversa de Madame</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2584</comments>
 <pubDate>Mon, 28 Jun 2010 22:58:47 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>Quando quase esqueço que tenho fome</title>
 <link>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2583</link>
<description><![CDATA[<div class="rightbox"><a href="http://www.ticcia.com/media/1/20100626-albertotorres01.jpg"></a><br />
<a href="http://www.thousandimages.com/foto.asp?idautor=1551&amp;idfoto=97&amp;t=&amp;g=&amp;p=17"><small>Imagem Alberto Torres</small></a></div><br />
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Tem dias que a vida leva um susto, soluça e pára no ar, meio anestesiada, meio ébria, meio incrédula de si. Suspendem-se as convenções e protocolos, interrompe-se seu curso e por alguns instante nada "tem que ser", nada é óbvio ou inevitável, nada está decidido ou é certo. As escolhas sobressaem, existem alternativas, dúvidas se evidenciam e no meio do mundo em câmera lenta nos permitimos sentir, querer, desejar, admitir o que em nós não se encaixa perfeitamente, não atende as expectativas, não passa pela cabeça de ninguém que possa existir. Naquele instante somos nós e todas as possibilidades descartadas, embotadas, abortadas, sabotadas, renunciadas. Principalmente aquelas escolhas que fazemos questão de esquecer, que fazemos de conta que não existem e que naquele instante - só naquele instante - nos dão a certeza de que nos fariam parar de sentir fome.<br />
<br />
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<br />
<br />
]]></description>
 <category>Madame Bovary</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2583</comments>
 <pubDate>Sat, 26 Jun 2010 21:13:42 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>O mundo fica menos humano, muito menos humano e a palavra perde um dos seus maiores artesãos</title>
 <link>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2582</link>
<description><![CDATA[<br />
<a href="http://www.ticcia.com/media/1/20100618-Saramago.jpg"></a><br />
<br />
<b>José Saramago, 1922-2010</b>.<br />
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Este é o primeiro texto que li dele, fiquei completamente arrebatada. Eu tinha recém entrado na faculdade de Direito e era a minha primeira aula de Direito Agrário. <br />
<br />
Introdução ao livro Terra, de Segastião Salgado:<br />
<br />
"Oxalá não venha nunca à sublime cabeça de Deus a idéia de viajar um dia a estas paragens para certificar-se de que as pessoas que por aqui mal vivem, e pior vão morrendo, estão a cumprir de modo satisfatório o castigo que por ele foi aplicado, no começo do mundo, ao nosso primeiro pai e à nossa primeira mãe, os quais, pela simples e honesta curiosidade de quererem saber a razão por que tinham sido feitos, foram sentenciados, ela, a parir com esforço e dor, ele, a ganhar o pão da família com o suor do seu rosto, tendo como destino final a mesma terra donde, por um capricho divino, haviam sido tirados, pó que foi pó, e pó tornará a ser. Dos dois criminosos, digamo-lo já, quem veio a suportar a carga pior foi ela e as que depois dela vieram, pois tendo de sofrer e suar tanto para parir, conforme havia sido determinado pela sempre misericordiosa vontade de Deus, tiveram também de suar e sofrer trabalhando ao lado dos seus homens, tiveram também de esforçar-se o mesmo ou mais do que eles, que a vida, durante muitos milénios, não estava para a senhora ficar em casa, de perna estendida, qual rainha das abelhas, sem outra obrigação que a de desovar de tempos a tempos, não fosse ficar o mundo deserto e depois não ter Deus em quem mandar. <br />
Se, porém, o dito Deus, não fazendo caso de recomendações e conselhos, persistisse no propósito de vir até aqui, sem dúvida acabaria por reconhecer como, afinal, é tão pouca coisa ser-se um Deus, quando, apesar dos famosos atributos de omnisciência e omnipotência, mil vezes exaltados em todas as línguas e dialectos, foram cometidos, no projecto da criação da humanidade, tantos e tão grosseiros erros de previsão, como foi aquele, a todas as luzes imperdoável, de apetrechar as pessoas com glândulas sudoríparas, para depois lhes recusar o trabalho que as faria funcionar -  as glândulas e as pessoas. Ao pé disto, cabe perguntar se não teria merecido mais prémio que castigo a puríssima inocência que levou a nossa primeira mãe e o nosso primeiro pai a provarem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A verdade, digam o que disserem autoridades, tanto as teológicas como as outras, civis e militares, é que, propriamente falando, não o chegaram a comer, só o morderam, por isso estamos nós como estamos, sabendo tanto do mal, e do bem tão pouco. <br />
<br />
Envergonhar-se e arrepender-se dos erros cometidos é o que se espera de qualquer pessoa bem nascida e de sólida formação moral, e Deus, tendo indiscutivelmente nascido de Si mesmo, está claro que nasceu do melhor que havia no seu tempo. Por estas razões, as de origem e as adquiridas, após ter visto e percebido o que aqui se passa, não teve mais remédio que clamar mea culpa, mea maxima culpa, e reconhecer a excessiva dimensão dos enganos em que tinha caído. É certo que, a seu crédito, e para que isto não seja só um contínuo dizer mal do Criador, subsiste o facto irrespondível de que, quando Deus se decidiu a expulsar do paraíso terreal, por desobediência, o nosso primeiro pai e a nossa primeira mãe, eles, apesar da imprudente falta, iriam ter ao seu dispor a terra toda, para nela suarem e trabalharem à vontade. Contudo, e por desgraça, um outro erro nas previsões divinas não demoraria a manifestar-se, e esse muito mais grave do que tudo quanto até aí havia acontecido. <br />
<br />
Foi o caso que estando já a terra assaz povoada de filhos, filhos de filhos e filhos de netos da nossa primeira mãe e do nosso primeiro pai, uns quantos desses, esquecidos de que sendo a morte de todos, a vida também o deveria ser, puseram-se a traçar uns riscos no chão, a espetar umas estacas, a levantar uns muros de pedra, depois do que anunciaram que, a partir desse momento, estava proibida (palavra nova) a entrada nos terrenos que assim ficavam delimitados, sob pena de um castigo, que segundo os tempos e os costumes, poderia vir a ser de morte, ou de prisão, ou de multa, ou novamente de morte. Sem que até hoje se tivesse sabido porquê, e não falta quem afirme que disto não poderão ser atiradas as responsabilidades para as costas de Deus, aqueles nossos antigos parentes que por ali andavam, tendo presenciado a espoliação e escutado o inaudito aviso, não só não protestaram contra o abuso com que fora tornado particular o que até então havia sido de todos, como acreditaram que era essa a irrefragável ordem natural das coisas de que se tinha começado a falar por aquelas alturas. Diziam eles que se o cordeiro veio ao mundo para ser comido pelo lobo, conforme se podia concluir da simples verificação dos factos da vida pastoril, então é porque a natureza quer que haja servos e haja senhores, que estes mandem e aqueles obedeçam, e que tudo quanto assim não for será chamado subversão. <br />
<br />
Posto diante de todos estes homens reunidos, de todas estas mulheres, de todas estas crianças (sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra, assim lhes fora mandado), cujo suor não nascia do trabalho que não tinham, mas da agonia insuportável de não o ter, Deus arrependeu-se dos males que havia feito e permitido, a um ponto tal que, num arrebato de contrição, quis mudar o seu nome para um outro mais humano. Falando à multidão, anunciou: “A partir de hoje chamar-me-eis Justiça.” E a multidão respondeu-lhe: “Justiça, já nós a temos, e não nos atende. Disse Deus: “Sendo assim, tomarei o nome de Direito.” E a multidão tornou a responder-lhe: “Direito, já nós o temos, e não nos conhece." E Deus: "Nesse caso, ficarei com o nome de Caridade, que é um nome bonito.” Disse a multidão: “Não necessitamos caridade, o que queremos é uma Justiça que se cumpra e um Direito que nos respeite.” Então, Deus compreendeu que nunca tivera, verdadeiramente, no mundo que julgara ser seu, o lugar de majestade que havia imaginado, que tudo fora, afinal, uma ilusão, que também ele tinha sido vítima de enganos, como aqueles de que se estavam queixando as mulheres, os homens e as crianças, e, humilhado, retirou-se para a eternidade. A penúltima imagem que ainda viu foi a de espingardas apontadas à multidão, o penúltimo som que ainda ouviu foi o dos disparos, mas na última imagem já havia corpos caídos sangrando, e o último som estava cheio de gritos e de lágrimas. <br />
<br />
No dia 17 de Abril de 1996, no estado brasileiro do Pará, perto de uma povoação chamada Eldorado dos Carajás (Eldorado: como pode ser sarcástico o destino de certas palavras...), 155 soldados da polícia militarizada, armados de espingardas e metralhadoras, abriram fogo contra uma manifestação de camponeses que bloqueavam a estrada em acção de protesto pelo atraso dos procedimentos legais de expropriação de terras, como parte do esboço ou simulacro de uma suposta reforma agrária na qual, entre avanços mínimos e dramáticos recuos, se gastaram já cinqüenta anos, sem que alguma vez tivesse sido dada suficiente satisfação aos gravíssimos problemas de subsistência (seria mais rigoroso dizer sobrevivência) dos trabalhadores do campo. Naquele dia, no chão de Eldorado dos Carajás ficaram 19 mortos, além de umas quantas dezenas de pessoas feridas. Passados três meses sobre este sangrento acontecimento, a polícia do estado do Pará, arvorando-se a si mesma em juiz numa causa em que, obviamente, só poderia ser a parte acusada, veio a público declarar inocentes de qualquer culpa os seus 155 soldados, alegando que tinham agido em legítima defesa, e, como se isto lhe parecesse pouco, reclamou processamento judicial contra três dos camponeses, por desacato, lesões e detenção ilegal de armas. O arsenal bélico dos manifestantes era constituído por três pistolas, pedras e instrumentos de lavoura mais ou menos manejáveis. Demasiado sabemos que, muito antes da invenção das primeiras armas de fogo, já as pedras, as foices e os chuços haviam sido considerados ilegais nas mãos daqueles que, obrigados pela necessidade a reclamar pão para comer e terra para trabalhar, encontraram pela frente a polícia militarizada do tempo, armada de espadas, lanças e alabardas. Ao contrário do que geralmente se pretende fazer acreditar, não há nada mais fácil de compreender que a história do mundo, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser complicada demais para o entendimento rude do povo. <br />
<br />
 Pelas três horas da madrugada do dia 9 de Agosto de 1995, em Corumbiara, no estado de Rondônia, 600 famílias de camponeses sem terra, que se encontravam acampadas na Fazenda Santa Elina, foram atacadas por tropas da polícia militarizada. Durante o cerco, que durou todo o resto da noite, os camponeses resistiram com espingardas de caça. Quando amanheceu, a polícia, fardada e encapuçada, de cara pintada de preto, e com o apoio de grupos de assassinos profissionais a soldo de um latifundiário da região, invadiu o acampamento. varrendo-o a tiro, derrubando e incendiando as barracas onde os sem-terra viviam. Foram mortos 10 camponeses, entre eles uma menina de 7 anos, atingida pelas costas quando fugia. Dois polícias morreram também na luta. <br />
<br />
A superfície do Brasil, incluindo lagos, rios e montanhas, é de 850 milhões de hectares. Mais ou menos metade desta superfície, uns 400 milhões de hectares, é geralmente considerada apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícolas. Ora, actualmente, apenas 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. O restante, salvo as áreas que têm vindo a ser ocupadas por explorações de pecuária extensiva (que, ao contrário do que um primeiro e apressado exame possa levar a pensar, significam, na realidade, um aproveitamento insuficiente da terra), encontra-se em estado de improdutividade, de abandono. sem fruto. <br />
<br />
Povoando dramaticamente esta paisagem e esta realidade social e económica, vagando entre o sonho e o desespero, existem 4 800 000 famílias de rurais sem terras. A terra está ali, diante dos olhos e dos braços, uma imensa metade de um país imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao todo? 15 milhões? mais ainda?) não pode lá entrar para trabalhar, para viver com a dignidade simples que só o trabalho pode conferir, porque os voracíssimos descendentes daqueles homens que primeiro haviam dito: “Esta terra é minha”, e encontraram semelhantes seus bastante ingénuos para acreditar que era suficiente tê-lo dito, esses rodearam a terra de leis que os protegem, de polícias que os guardam, de governos que os representam e defendem, de pistoleiros pagos para matar. Os 19 mortos de Eldorado dos Carajás e os 10 de Corumbiara foram apenas a última gota de sangue do longo calvário que tem sido a perseguição sofrida pelos trabalhadores do campo, uma perseguição contínua, sistemática, desapiedada, que, só entre 1964 e 1995, causou 1 635 vítimas mortais, cobrindo de luto a miséria dos camponeses de todos os estados do Brasil. com mais evidência para Bahia, Maranhão. Mato Grosso, Pará e Pernambuco, que contam, só eles, mais de mil assassinados. <br />
<br />
E a Reforma Agrária, a reforma da terra brasileira aproveitável, em laboriosa e acidentada gestação, alternando as esperanças e os desânimos, desde que a Constituição de 1946, na seqüência do movimento de redemocratização que varreu o Brasil depois da Segunda Guerra Mundial, acolheu o preceito do interesse social como fundamento para a desapropriação de terras? Em que ponto se encontra hoje essa maravilha humanitária que haveria de assombrar o mundo, essa obra de taumaturgos tantas vezes prometida, essa bandeira de eleições, essa negaça de votos, esse engano de desesperados? Sem ir mais longe que as quatro últimas presidências da República, será suficiente relembrar que o presidente José Sarney prometeu assentar 1 400 000 famílias de trabalhadores rurais e que, decorridos os cinco anos do seu mandato, nem sequer 140 000 tinham sido instaladas; será suficiente recordar que o presidente Fernando Collor de Mello fez a promessa de assentar 500 000 famílias, e nem uma só o foi; será suficiente lembrar que o presidente Itamar Franco garantiu que faria assentar 100 000 famílias, e só ficou por 20 000; será suficiente dizer, enfim, que o actual presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, estabeleceu que a Reforma Agrária irá contemplar 280 000 famílias em quatro anos, o que significará, se tão modesto objectivo for cumprido e o mesmo programa se repetir no futuro, que irão ser necessários, segundo uma operação aritmética elementar, setenta anos para assentar os quase 5 000 000 de famílias de trabalhadores rurais que precisam de terra e não a têm, terra que para eles é condição de vida, vida que já não poderá esperar mais. Entretanto, a polícia absolve-se a si mesma e condena aqueles a quem assassinou. <br />
<br />
 O Cristo do Corcovado desapareceu, levou-o Deus quando se retirou para a eternidade, porque não tinha servido de nada pô-lo ali. Agora, no lugar dele, fala-se em colocar quatro enormes painéis virados às quatro direcções do Brasil e do mundo, e todos, em grandes letras, dizendo o mesmo: UM DIREITO QUE RESPEITE, UMA JUSTIÇA QUE CUMPRA.<br />
]]></description>
 <category>Conversa de Madame</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2582</comments>
 <pubDate>Fri, 18 Jun 2010 11:19:40 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>A dor de Clarice</title>
 <link>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2581</link>
<description><![CDATA[Clarice me dói toda, me dói as mãos, os pés, os fios do cabelo sobre a testa, o espaço entre a unha e a carne na ponta dos dedos. Clarice me dói nos espaços do corpo que descubro que existem quando a leio, uns lugares secretos, insondáveis,  que só denunciam sua existência aguda quando soa a palavra perfeita, quando a frase termina da última - e melhor - maneira que eu poderia imaginar. Clarice é um susto, é um disparate e uma bênção. Leio-a quase com raiva, quase com náusea, quase com gozo - como fazemos as coisas quando nos apaixonamos. Lê-la pela primeira vez é o maior milagre de que me recordo: a linguagem subitamente ganhara vida, me pegara pelos punhos, chacoalhara, me esbofeteara a face e depois me dera um beijo. Pela primeira vez a linguagem era outra coisa, uma coisa que doía, doía e fervilhava, era violenta, brutal e, por mais inteligente e perspicaz que eu fosse, por mais sensível e humana que eu viesse a me tornar, me surpreenderia caçoando de todas as obviedades e traria à tona coisas de mim que eu ignorava e ignoro. Clarice me dói sempre, eu a leio com o cuidado de quem se move entre navalhas, completamente vulnerável, nua e à deriva, exposta ao maior perigo de todos - ao perigo de mim mesma.<br />
<br />
<br />
<small><b>Tentação</b> (Clarice Lispector, in A Legião Estrangeira)<br />
<br />
<i>Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.<br />
<br />
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.<br />
<br />
Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.<br />
A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.<br />
<br />
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.<br />
<br />
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.<br />
<br />
Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.<br />
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.Mas ambos eram comprometidos.<br />
Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.<br />
<br />
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.</i></small><br />
<br />
<br />
Beijo para a <a href="http://donamelina.blogspot.com/">Melina</a>, que me deu um texto do Caio, que me trouxe de volta à Clarice.<br />
]]></description>
 <category>Madame Tussaud</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2581</comments>
 <pubDate>Fri, 18 Jun 2010 00:01:19 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>Não poderia concordar mais</title>
 <link>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2580</link>
<description><![CDATA[O melhor de conhecer gente inteligente é poder se servir do argumento escrito por elas e explicar o que sentimos sem esforço.<br />
Obrigada, <a href="http://nervocalm.blogspot.com/2010/06/desatanos-voces-ja-reparam-que-tem.html">Nervocalm</a>.<br />
<br />
]]></description>
 <category>Conversa de Madame</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2580</comments>
 <pubDate>Fri, 11 Jun 2010 11:23:32 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>Carta da Pri, uma leitora querida</title>
 <link>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2579</link>
<description><![CDATA[<i><b>O quanto uma vida pode ser modificada pela música?</b> <br />
<br />
A resposta para mim é difícil, já que faz pouco menos de um ano que mergulhei nesse mundo. Uma novata, nada mais do que isso. Mas mesmo em tão pouco tempo, a música já efetuou mudanças profundas em mim e na minha rotina.<br />
<br />
Tenho 29 anos, e até último aniversário meus planos estavam fechados: fazer faculdade de Engenharia, pós-graduação em Gerenciamento de Projeto e ter o meu próprio negócio, uma Consultoria de Planejamento. Isso foi antes da inscrição na Camerata da empresa que trabalho e da sugestão do Maestro Luis  Maurício Carneiro - regente, arranjador e professor, um Maestro multitask!  - da referida Camerata: “Que tal a Viola? Pelo tamanho da sua mão e estrutura corpórea, você vai se adaptar melhor do que ao Violino.” Até então, minha única experiência musical tinha sido com uma flauta doce, bem baratinha, nos idos de 1980 e alguns, nas aulas de música da escola primária.<br />
<div class="rightbox"><a href="http://www.ticcia.com/media/1/20100610-Foto1pri.jpg"></a></div><br />
Da entrada da Camerata pra cá, no entanto, vieram meses de dedicação, descobertas e um estado de felicidade permanente, aumentado por três aulas diferentes por semana e por pelo menos uma hora de estudo diários. Isso porque meu horário de serviço é de 7:00h as 17:00h. Não quero mais fazer Engenharia, não quero mais pós- graduação, não quero mais Planejamento. Quero me dedicar inteiramente à música.<br />
<br />
Na vida pessoal, as coisas vão de bem a melhor: mais tranqüila, dormindo melhor, mais disposta, mais criativa. Coisa de gente apaixonada, né?<br />
<br />
Incentivada pelo mesmo Maestro que escolheu pra mim a Viola, me inscrevi no <b>Centro de Cultura Musical de Campos dos Goytacazes - RJ (CCMC)</b>, escola que é referência em música no Estado. O Centro fica em um casarão antigo, e eu me senti no meio de um filme: crianças e jovens correndo de um lado pro outro, mães confabulando nos bancos, sons diferentes saindo de cada sala de aula e um ar assim, meio diferente. Eu estava respirando música, e o meu amor triplicou naquele lugar.<br />
<br />
Não demorou pra descobrir que o CCMC era também sede de uma ONG: a <b>Orquestrando a Vida</b>. Essa ONG é ligada diretamente ao “El Sistema” de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, sistema esse que ganhou o IMC-UNESCO International Music Prize, em 1993. Foi desse mesmo “El  Sistema” que veio o hoje internacionalmente conhecido Maestro Gustavo Dudamel.  É um projeto incrível, fundado por José Antonio Abreu em 1975, muito pouco conhecido aqui no Brasil, mas que tem um vasto alcance social naquele país. Basicamente, eles mudam a vida de pessoas e comunidades, tendo o ensino formal e profissional da música como catalisador.<br />
<br />
Aqui em Campos são mais de 1.100 crianças participantes, todas vindas da rede pública, comunidades e Projeto Casa Lar (os orfanatos da cidade). Eles são divididos bascamente em três orquestras completas (Infantil, Infanto-Juvenil e Jovem), diversos coros, cameratas e bandas sinfônicas.<br />
<br />
Tive a oportunidade de vê-los logo depois numa apresentação de aniversário do CCMC (19 anos!) no Teatro Trianon e tremi nas bases. Foi emocionante ver desde os mais miúdos - alguns menores do que seus instrumentos – aos mais velhos, fazendo vibrattos, tocando algumas músicas até sem partitura, muito compenetrados e orgulhosos de estarem ali na frente de todos nós.  <br />
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Notei a massiva presença e incentivo das famílias dos integrantes das orquestras: mães, pais, tios, tias, primos, irmãos, ex-alunos, colegas de aprendizado que não estavam tocando (Como eu! Mas no meu caso, por um nível bem mais baixo de aprendizado. Hahaha.) e amigos numa algazarra barulhenta, igualzinho a uma torcida de futebol. Notável também o capricho dos uniformes dos alunos e das roupas das famílias: parecia missa de domingo.<br />
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<div style="text-align: center"><a href="http://www.ticcia.com/media/1/20100610-Foto2pri.jpg"></a><br />
<small>A Orquestra Infantil apresenta “Yellow Submarine” dos Beatles, regida pela Maestrina Fernanda. Dá pra ver no fundo o sorriso do Maestro Mauricio? Fonte: Acervo pessoal.</small></div><br />
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Eles tocam de clássicos à música popular. Nos números finais, o Maestro sai de cena e seguindo a velha máxima, “quanto o gato sai... ”, os metais tocam trechinhos de marchinhas de carnaval e o restante do grupo faz um baile com confete, serpentina e fantasias! O público vai à loucura!<br />
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Tenho me aproximado pouco a pouco dos mais velhos, especificamente o naipe das violas (porque sim, nós somos bairristas e unidos! Hahaha) da Orquestra Jovem por motivos financeiros: eles se organizaram para juntar dinheiro e comprar as próprias passagens para um <b>festival em La Paz – Bolívia, festival o qual foram a única orquestra brasileira a ser convidada.</b><br />
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 A ONG não dispõe dos recursos necessários para bancar essa oportunidade, mas eles não desanimaram. Todos os naipes estão em POLVOROSA fazendo rifas, festas, pedindo patrocínio de porta em porta, vendendo guloseimas em suas escolas e faculdades.<br />
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Estou ajudando eles com algumas questões organizacionais  de planejamento, arranjei alguns prêmios pra rifarem e exercito meus dotes culinários fazendo muffins pra que vendam (e como vendem! Hahaha). Penso com os meus botões que, na idade deles, jamais tive ou teria a iniciativa de me organizar ou vender coisas para alcançar alguma coisa que desejasse muito.<br />
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É importante frisar que não sou representante legal desta ONG, mas me responsabilizo social e judicialmente com relação a qualquer problema relacionado às doações feitas por meu intermédio.<br />
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<b>Duas formas de doações podem ser feitas:</b><br />
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<b>Dinheiro:</b> Qualquer valor faz uma diferença imensa. Os depósitos podem ser feitos diretamente na conta da ONG e eles estão totalmente disponíveis pra mandar comprovantes, pros que precisam disso pra Imposto de Renda e tal. A ONG é idônea e tem toda a papelada legal pra receber (e comprovar) doações e eles estão inteiramente à disposição pra qualquer pergunta que seja necessária. Para receber o número da conta, entrem em contato comigo no e-mail informado abaixo;<br />
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<b>Passagens:</b> essa é a opção ideal pra quem não puder ajudar com dinheiro e /ou tem milhas que estão pra vencer, mas não poderão aproveitá-las. 10.000 milhas rendem um trecho da passagem (20.000 milhas garantem a ida e volta) e pode-se retirar essa passagem diretamente no nome dos integrantes da Orquestra, sem maiores complicações, segundo a operadora do trecho.<br />
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Em qualquer um dos casos, a conta de correio para contato é <a href="mailto:violistasojc@gmail.com.">violistasojc@gmail.com.</a> Sou eu, pessoalmente que atenderei qualquer pessoa que tenha interesse em nos ajudar.<br />
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Ah! Os (as) Violistas prometem um presente de agradecimento para todos que derem uma forcinha!<br />
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Muito obrigada!<br />
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E agora vocês me respondam: O quanto uma vida pode ser modificada pela música?<br />
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Abaixo, alguns links pra quem quiser saber mais sobre a ONG Orquestrando a Vida: <a href="http://academiadeorquestrasecoros.blogspot.com/">Blog da ONG Orquestrando a Vida</a><br />
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<a href="http://www.youtube.com/watch?v=P5Ww5yXFqkI">Um videozinho síntese do projeto</a><br />
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<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zy6w8gluai">A Orquestra Jovem e a Infanto-Juvenil sendo regidas pelo Maestro Marcos Range</a>l (o mesmo que deu um depoimento emocionado no vídeo síntese do Projeto)<br />
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<a href="www.centrocultural.com.br">Site do CCMC</a><br />
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<a href="http://www.dellarte.com.br/OrquestraDeCampos.php">Página da Orquestra Jovem na Dell’arte</a><br />
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<b>Priscila Braga (futura violista)</b> </i><br />
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Eu achei a história linda. Vamos ajudar?<br />
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]]></description>
 <category>Conversa de Madame</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2579</comments>
 <pubDate>Thu, 10 Jun 2010 23:14:36 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>Sopa creme da Mme Mãe</title>
 <link>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2578</link>
<description><![CDATA[Esta é a sopa da semana (que eu preparo segunda, para jantar a semana toda). É uma sopa que eu e Paulinha amamos e que a mãe faz e a gente morre de tanto comer: consistente, quentinha, aconchegante.<br />
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Em uma panela de pressão, dourar a carne em pedaços, refogar a cebola e o alho, juntar água, batatas e cenouras descascadas e cortadas em pedaços. Tapar a panela e deixar cozinhar depois que pegar pressão por 40min. Abrir, tirar a carne, desfiala em lascas grossas. Esmagar as batatas e cenouras ou usar o mixer dentro da panela mesmo. Voltar a carne, adicionar azeitonas e ovos cozidos picados, acerte o sal e adicione pimenta tabasco a gosto. Hummmmmm.<br />
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<i><b>Ingredientes</b>:<br />
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600g de carne para sopa (músculo, peito, acém)<br />
1 cebola média<br />
3 dentes de alho<br />
2 batatas grandes<br />
4 cenouras médias<br />
azeitonas picadas<br />
3 ovos cozidos<br />
sal e tabasco a gosto</i><br />
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]]></description>
 <category>Uma Madame na Cozinha</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2578</comments>
 <pubDate>Mon, 7 Jun 2010 22:10:36 -0200</pubDate>
</item><item>
 <title>esmaltes Chanel feitos em casa?</title>
 <link>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2577</link>
<description><![CDATA[Sim! <a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1597952-9798,00-VEJA+O+PASSO+A+PASSO+PARA+FAZER+EM+CASA+OS+TONS+DE+ESMALTES+MAIS+COBICADOS.html">Dicas preciosas de como ter a sua cor Chanel sem precisar de transplante de órgão</a>.<br />
]]></description>
 <category>Conversa de Madame</category>
<comments>http://www.ticcia.com/index.php?itemid=2577</comments>
 <pubDate>Mon, 7 Jun 2010 13:20:58 -0200</pubDate>
</item>
  </channel>
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