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Mostra Indie de Pesadelos - Segunda Temporada

E, quando não tem a dor, tem os pesadelos.

Continuando o pesadelo (!!) de três semanas atrás - aquele, em que você, pesadelante, morava numa peculiaríssima travessa da Assis Brasil* que, não obstante ser uma travessa da Assis Brasil, ficava no meio do mato e bandoleiros e malfeitores de todas as cepas passeavam por perto da sua casinha de pinus elliotis com gritantes nós da madeira aparecendo, e berravam ameaças para você e sua família, todos vestindo tecidos rústicos estampados e com dificuldade para conseguir tomar um banho (agh) - mas enfim, continuando o pesadelo, não contente em morar numa travessa da Assis Brasil que, paradoxalmente, consegue estar no meio do mais escuro e cerrado mato, você passa a trabalhar nos arredores da Assis Brasil, para um órgão do Poder Judiciário que não fica absolutamente lá. Trabalhando lá também, as pessoas mais sinistras de todos os tempos, entre elas - ta-raaa! - o pai da cheerleader de Heroes, aquele que você nunca sabe direito de que lado está e por isso já antipatiza com o personagem. Ele senta do seu lado no transporte público (ninguém tem carro: é um pesadelo dentro do outro, quase uma matrioshka pesadelal) e começa uma conversa estranha que termina num dantesco acidente de trânsito.

Num interregno de tudo isso, numa espécie de outra travessa igualmente rural da Assis Brasil, uma mãe velhinha que fora a um piquenique numa kombi velha-caindo-aos-pedaços mata o filho mediante imprensamento contra o frontão da casa por acreditar que o filho é uma espécie de demônio, já que tem um dos pés completamente vermelho. (Erisipela, nem pensar.)

Não sei você, mas eu evitaria (evitarei) a Assis Brasil por algum tempo.
E especialmente as ruas que lhe sejam perpendiculares.


* "Assis Brasil" é a Avenida Assis Brasil, na zona norte de Porto Alegre. Bastante movimentada, com comércio intenso e tráfego pesado, constitui uma das vias de entrada e saída da cidade, direcionando-se a cidades suburbanas.

Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 11:29 de 09.05.2007

Chris comentou:

E quando se é obrigado todos os dias a passar por ela e se trabalha em uma destas travessas,mas precisamente em um hospital onde costuman chegar esses filhos esmagados por mães alucinadas por suas pilulas emagrecedoras?????Muito medo nesta hora...
Chris
às 11:38 de 09.05.2007

Sua Criada comentou:

Chris, é complicado.

Faça outro caminho?

Arrume um olho-turco ou outro amuleto qualquer?

Bad vibes descontrol.

-- Isso de mães alucinadas com pílulas emagrecedoras é totalmente Réquiem para um Sonho, não? Espanto.
Sua Criada
às 11:45 de 09.05.2007

Ticcia comentou:

Bah.
Ticcia
às 11:58 de 09.05.2007

Gláucia comentou:

Pqp!
Gláucia
às 13:34 de 09.05.2007

Monica comentou:

Já estou acostumada. Moro perto do Strip Center e não tenho escapatória.
Monica
às 13:43 de 09.05.2007

Sua Criada comentou:

Monica, você está acostumada com o quê, exatamente?
Sua Criada
às 15:03 de 09.05.2007

Florinda comentou:

O ápice pra mim foi o pai da cheerleader (é alguma coisa Bennet o nome dele) no ônibus, nem precisava da conversa estranha ou do acidente, HAHAHA

tô até hoje sem saber qual é a desse cara...
Florinda
às 15:29 de 09.05.2007

Monica comentou:

Acostumada com congestionamentos, a ter de andar de óculos de grau, já que lentes de contato não resistem ao ar-condicionado do carro (os vidros do carro não podem ter nenhuma fresta, por menor que seja, em razão dos assaltos e propagandas que meninas praticamente nuas entregam). Senhoras andando com sacolas i-men-sas da Rainha das Noivas batendo nas pernas das pessoas me irritam profundamente. Afffff... Mas o pior de tudo é ter de aguentar pedestres que pensam que estão na Europa, sim, pois deve ser por isso que eles atravessam as faixas de segurança sem olhar para os lados. Já desviei de diversas canelas, vi carros parando a centímetros da traseira do meu para evitar um atropelamento. Enfim, a Assis Brasil é um caos.
Monica
às 17:05 de 09.05.2007

freuda comentou:

bem, evitar a Assis Brasil nao vai adiantar muita coisa, sendo que ela é apenas um simbolo de coisas que se passam bna sua vida.
seria bom tu investigares.
freuda
às 17:32 de 09.05.2007

Sua Criada comentou:

Freuda. Isso é só e somente só um post.

Às vezes, um charuto é só um charuto.
Sua Criada
às 17:52 de 09.05.2007

Marcia comentou:

Não sei se é pesadelo ou real, mas minha mãe não fez muito difente comigo. Não por isto, fiquei fria ou alheia à situações semelhantes. Mas dói.
Marcia
às 19:21 de 09.05.2007

Beatrix_21 comentou:

Faixas de pedestres ... São páreo duro para motoristas. Aqui, na capital federal, os pedestres atravessam, um a um, na maior calma ... Quase um deboche com aquele monte de carros rosnando à beira das passarelas que se distribuem, muitas das vezes, de 100 em 100 metros. Ás vezes, até menos ... É um duelo diário, contínuo. Claro, Brasília não é a Europa. Nem daqui a 500 anos.
Beatrix_21
às 23:39 de 09.05.2007
ver tabela de smileys: aqui