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Muito, muito além da decência.
Eu adoro pão. Adoro. Difícil resistir, sempre. E ontem, na fila do supermercado, o demônio colocou um senhor ao meu lado na fila da padaria pedindo pão francês folhado. PÃO FRANCÊS FOLHADO. E eu, miserável criatura que até então desconhecia a existência de mais este pecado, quase chorei de emoção, quase tive uma embolia gustativa. Pedi dois, tentando me convencer-me a mim mesma que ia guardar um para a manhã seguinte. Não contente, afinal, condenada, condenada e meia, comprei mortadela. Mal cheguei em casa, devorei ambos. Folhados. Com mortadela. Quentinhos, crocantes, esfarelativos. Do Zafari, senhoras e senhores da platéia, supermercado que fica em frente, mesmo em frente, à minha casa.
E o purgatório lá, me olhando, com uma balança e uma fita métrica. Mas isso só vi depois, bem depois.
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Cláudia comentou:
Ah querida... dessa, nem mesmo deus consegue te libertar.Eu queria trucidar quem inventou pães e massas.
às 13:19 de 29.11.2006