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Da coluna do Ancelmo Gois

"Ensaboa, mulata

Veja só. O censo de 1872, o primeiro feito no país, registrou que o percentual de escravas ocupadas no serviço doméstico era de 24% do total.
Em 2010, passados 138 anos, 23,3% das mulheres pretas e pardas que trabalham estão no serviço doméstico, diz a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Os dados são do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, 2 edição, coordenado por Marcelo Paixão, do Instituto de Economia da UFRJ.


Depois ainda tem gente que diz que não precisa de cotas, quew o tempo e a sociedade já superam o racismo e a coisa se ajeita. Pois está aí, fofos, 140 anos depois... tá de igual para pior.

Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:22 de 07.06.2010

Patricia do Rio comentou:

Ai, Ti, eu, branca casada com um negro (Álvaro conheceu no sábado na Argumento), sou cada vez mais contra cotas e qualquer tipo de movimento assim. Não gosto (nem ele) dessa afirmação da diferença, acho que ela só faz o preconceito se perpetuar. Os negros de classe média que conheço não têm, ou têm poucas, histórias de discriminação. Já pobre, pelo menos aqui no Rio, negro e paraíba (nordestino) são olhados do mesmo jeito. Aliás, qual seria o percentual de nordestinos no trabalho doméstico? Se eu e meu marido tivermos filhos, não quero que eles se sintam mais brancos ou mais pretos, quero que eles se sintam pessoas somente (aliás, o que é ser pardo, né?, cabe tanta coisa nessa definição).
Patricia do Rio
às 15:32 de 07.06.2010
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