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Fal, o release



“Tenho 44 anos e sei que isso não é felicidade.
Mas sei também que não deixa de ser.”


Boitempo II, livro de poemas memorialísticos de Carlos Drummond de Andrade, traz o seguinte subtítulo: “esquecer para lembrar”. Parafraseando e contradizendo o “poeta maior”, a pintora quarentona Alma passa em revisão sua biografia, num ritual pessoal de “lembrar para esquecer” – um acerto de contas com o passado na tentativa de escrever felicidade em seu futuro, algo mais intenso do que “sigo vivendo”. Alma é a protagonista de Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, primeiro e surpreendente romance da paulistana Fal Azevedo.

A autora constrói, no livro, a narrativa de maneira não-linear, alternando discursos diferentes, momentos distantes e vozes distintas. Tais vozes interagem indiretamente com Alma, através de cartas, postais e e-mails, e confundem-se com a própria protagonista e narradora – qual um diálogo interno de alguém em auto-análise.

O nome da personagem, aliás, é o sopro de uma humanidade marcada por conflitos, diferenças, feridas. Alma desenrola, no presente, em sua casinha, na estância balneária de Bertioga, em São Paulo – em meio aos vários cachorros, inúmeros gatos, os bolos, os mimos do vizinho, Seu Lurdiano, as missivas e correios eletrônicos de uma extensa legião de amigas e amigos (Biuccia, Cláudio, Tela, Binho, Ticcia, Gigio, Rose, entre outras e outros) –, o novelo da sua vida, atravancada em nós trágicos e dolorosos.

Cada capítulo da obra é intitulado com o nome de alguma comida, tempero ou bebida – “Doce de leite”, “Croquete”, “Manjericão”, “Suco de uva”. Paladares que marcam o gosto, na memória, de cada instante vivido com pessoas que forjaram sua história: pai; mãe; a irmã do meio, Violeta; o padrasto, Eliano; a meia-irmã, Ana Beatriz; os avós paternos, Estela e Juan; os maternos, Greta e Max; o ex-marido, Otávio; a única filha, Fernanda. A lembrança é um relicário de sensações muito reais; as cicatrizes são as provas cabais da experiência – “uma vida feita de pequenas omissões e minúsculos assassinatos”. A vida que só Alma sabe viver.

Verdadeiro soco no estômago, o livro de Fal Azevedo é uma grata surpresa na cena literária contemporânea, que emociona sem pieguices. As perdas dos entes mais queridos de Alma levam, invariavelmente, o leitor a reavaliar suas relações familiares e a pensar, com o coração apertadinho, em ligar para o pai, a mãe, os irmãos, os filhos, quem quer que lhe seja especial. Afinal, a morte, essa novidade indesejada, sempre nos pega de surpresa e rouba um pedaço da gente.


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Rá! Tão vendo? Viram o MEU NOME ali no meio? Te mete! Quase engoli meus brincos quando vi e a vaca da Falzoca nem pra me avisar preu deixar o isordil à mão. Por pouco não vou para no HPS. Já o EGOdzila, cês sabem, acabou de pegar um guarda-chuva fúcsia e sair sem dizer pra onde.

Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 18:17 de 19.08.2008

fal comentou:

Ticcia, que doce. Obrigada, muito, muito. Mulé, sabia não? Pois se a Alma escreve e-mail pra você, criaturinha de deus! A Alma só se dá com gente boa. ))))
fal
às 19:39 de 19.08.2008

Cláudio Luiz comentou:

Ah, vc pode grafar o Cláudio da lista que aquele sou eu. Ele omitiu o Luiz, mas no livro tem. eheheheh Ah! e eu sei porque eu já comprei o meu exemplar. Já li até páginas sessenta e poucos... e já posso garantir É BOM! MUITO BOM!

Tomara segunda seja um dia lindo. eheheheh
Cláudio Luiz
às 22:53 de 19.08.2008

lu olhosdemar comentou:

este livro me perseguiu neste finde. eu passei boa parte dele em livrarias, e ele estava lá, me olhando. agora venho aqui (cada vez costo mais daqui) e voil lá!

um belo dia pra vc.

Lu
lu olhosdemar
às 09:21 de 20.08.2008

Adrina comentou:

Só não entendi o "primeiro livro", porque, nós privilegiados sabemos que é o terceiro.
Invejinha rosa puxando para o pink de você estar na lista dela, viu?
Beijocas.
Adrina
às 11:29 de 20.08.2008
ver tabela de smileys: aqui