23.02.2011

The Bridezilla Chronicles

Depois de tentar a nutricionista trendy descolex Caras Global das estrelas, cheguei a algumas conclusões. Pelo menos para mim, esse negócio de dieta totalmente desconectada do mundo real das pessoas humanas de carne e osso e banhas não funciona. Tá certo que glúten e laticínios podem ser de mais difícil digestão e não vou pautar a minha dieta neles, mas bani-los também não tem cabimento.

Se não tenho doença celíaca nem intolerância à lactose (felizmentíssimo), não preciso riscar esses alimentos do mapa, ainda mais quando isso significa reestruturar totalmente a alimentação 180° duplo carpado. Já basta que a criatura está restringindo o número de calorias ingeridas e tentando engrenar num programa de exercícios, ainda vai banir glúten e laticínios? É como alguém que quer aprender a andar de bicicleta e resolve que vai amarrar uma perna nas costas. Não, né?

Viva a nutrição funcional, sim, mas menAs, né? Sim, vamos diminuir carnes vermelhas, amido refinado, açúcar branco, vamos apostar nos integrais, nas fibras, nos orgânicos, sem dúvida. Mas plano alimentar que vem com A MARCA do arroz integral E a loja onde vende? Oi? Além de não facilitar nem estimular a adesão ao programa, ainda fica com cara de marchandising pago, é ou não é?

Modos que fui pedir socorro, mesmo de longe, à Santa Ana Harb, a nutricionista indispensável, que super me entendeu e segue me acompanhando, ajudando, dando dicas, mesmo lá de Porto Alegre, via mail. Love you, Ana.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:36 de 23.02.2011
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12.02.2011

The Devil in Mr.Lecter




Eu sou suspeitíssima porque eu simplesmente sou apaixonada por ele, mas gente, o filme é de arrepiar. Pra resumir, digo só que as cenas onde ele fala como diabo com sua própria voz são 8765439 vezes mais aterrorizantes do que quando fazem vozão de demo. Bilhões de vezes. O olhar ausente x olhar satânico, BAH. Não é um filme pirotécnico, cheio de efeitões, o que faz sentido no caso de um filme baseado em fatos reais, muito mais O bebê de Rosemary do que O exorcista (no filme, inclusive, há uma referência a este). Eu amei e não acho que vocês possam perder. De brinde, Rutger Hauer, sim, ele mesmo, outro monstro meu de culto. E, sim, o padreco júnior é um escândalo de lindo, mas quem nota alguém mais?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:59 de 12.02.2011
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11.02.2011

The Bridezilla Chronicles


Depois de alguns meses preparando uma cerimônia pequena de casamento, aqui do alto dos meus quase 38 anos e segundas núpcias, percebi o que há 17 anos não havia percebido. Não sei se porque há 17 anos a cerimônia foi em Santo Ângelo, interior do RS, ou se porque de lá pra cá a tão propalada "indústria" do casamento cresceu em progressão exponencialmente geométrica ou geometricamente exponencial.

O fato é que saquei que a coisa toda funciona mais ou menos assim: nenhum serviço que você contrata e nenhuma compra que você faça no que concerne a casamento envolvem simplesmente uma matéria prima + mão de obra, ou um material vendido com um percentual de lucro. Não é isso que se vende. Vende-se um conceito, uma experiência, um sonho daquilo que supostamente (muito supostamente e acho que muito improvavelmente) será (fila de aspas) o dia mais importante da sua vida, o seu (dedo na garganta) dia de princesa. Tudo tem um sobrepreço absurdo, tudo vai às raias da exploração desmedida e ilógica.

Exemplifico. Pensava eu no que usar no cabelo, já que mocinha aqui tem cabelo curtinho e tals. Sugestão do cabeleireiro: agendar uma hora (?!) numa boutique de vestido de noivas e acessórios para provar algumas opções e depois decidir. Eu já tinha olhado os acessórios que eu cogitava na Etsy (flor, tiara, pente) mas como a loja é virtual, não havia provado efetivamente nada. Lá fui eu. Hora marcada, despencamos eu e Mme irmã para a tal boutique.

Antesala de gosto duvidoso, cheia de pátinas e lustres de cristal coloridíssimos, fomos recebidas como se tivéssemos consulta com o melhor neurocirurgião do Rio de Janeiro: recepcionista, cadastro, água, café, mate, prosecco, suco e um balaio de vime almofadado para colocarmos os sapatos dentro (oi?). Ao que tudo indica, para não sujar o provador que também é usado para vestidos. OK.

Lá dentro, um camarim, espelhos, momento provador da Barbie noiva (Suzi noiva, no meu caso, que sou noiva vintage), vieram os tais acessórios em uma bandeja de prata, mas eram, óbvio, todos dos mesmos materiais que se encontra na Etsy, em boutiques de bijoux, ou, creiam, no Saara se procurar bem. Prova daqui, prova dali, gostei de uma flor e um pente com cristais e fitas, que eram bonitinhos, mas não tinham nada de extraordinários. Quanto? R$ 300,00 a flor, R$ 650,00 o pente. PARA. ALUGAR. POR. UM. DIA. Eu sorri, Mme Irmã quis saber quanto era para comprar, claro, que ela é phyna e capricorniana, não ia passar atestado de pobre, porque queremos guardar de recordação, né? Claro. Muito obrigado.

Comprei a flor, o pente e a tiara muito mais lindos, na Etsy, todos, por R$150,00. No dia da prova, decido. Tá boua?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:07 de 11.02.2011
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The Bridezilla Chronicles





A descoberta da semana é a 5eizen.
Aliás, noivas (mães, gentes em geral) do meu Brasiew,antes de comprar qualquer acessório e ser explorada e roubada e vilipendiada até o último centavo, procure na Etsy.
Mesmo.
Se na loja não disser que mandam para o Brasil, mande email e peça para cotarem o frete, quase todos fazem isso.









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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:28 de 11.02.2011
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10.02.2011

O problema da tolerância religiosa


Dei com essa palestra do Sam Harris no You Tube e ela me fez refletir acerca do quanto realmente é deletéria a questão da aparente inocente, politicamente correta, ingênua tolerância ou moderação religiosa, que nada mais é do que esse respeito às crenças e à fé dos outros, por mais destituídas de razão e racionalidade que elas possam ser, por mais sofrimento que elas imponham. Há uma responsabilidade nisso, sim, como argumenta brilhantemente Harris.

O texto que vem a seguir NÃO É UMA TRADUÇÃO, é um resumo interpretativo, totalmente influenciado pelo meu parco domínio do inglês e minhas convicções pessoais. Ou seja, recomendo assistir o vídeo.



Crenças são representações do mundo, mas crenças são mais do que isso. Uma crença diferente de uma expectativa, a crença estabelece a realidade, determina nossas emoções, sentimentos, é a nossa maneira de ver e entender o mundo, que é baseada em nossas crenças, na nossa representação da realidade.

22% da população americana acredita que com certeza Jesus Cristo vai voltar à Terra nos próximos 50 anos para julgar os vivos e os mortos. Outros 22% acreditam que provavelmente isso acontecerá. 44% dos americanos querem que só a versão criacionista do surgimento do mundo seja ensinada nas escolas, ignorando-se por completo a evolução. 44% da população americana acredita que Deus pessoalmente prometeu aos Judeus a terra de Israel. Essas crenças têm consequências palpáveis, imediatas, seja na deliberada ignorância da ciência (evolucionismo), sejam consequências geopolíticas. As pessoas não acreditam nisso só aos domingos, quando se reúnem para falar de deus ou da bíblia.

A igreja católica condena o uso de preservativos e continua pregando isso na Africa, onde milhões morrem de AIDS todos os anos. Há congressistas no mundo todo impondo barreiras às pesquisas com células tronco em nome de uma noção medieval de que há uma alma que adentra no zigoto no momento da concepção e que um amontoado de células indiferenciáveis (blastocisto) em uma placa de Petry merece a mesma preocupação, a mesma consideração, o mesmo tratamento do que um menina de 8 anos com diabete ou um homem de 40 anos com Parkinson.

Mas essas questões nunca são discutidas sob o aspecto ético, não se fazem juízos de moralidade a respeito, nem no que concerne ao sofrimento imposto por tais crenças. Não há discussão política disso porque é um tabu a crítica às crenças religiosas. A fé pura e simplesmente é um ponto final em qualquer discussão.

Em resposta a essas questões, muitas pessoas, bem intencionadas - diga-se, chegam a conclusão de que uma acomodação apropriada seria uma espécie de religiosidade moderada. Essas pessoas acreditam num deus, podem conversar com ele, rezar, ter fé, não estão certos do que acontece depois da morte, não participam de rituais, não são ligados a religião instituída alguma. O essencial nessa religiosidade moderada é ideia de que cada um é livre para acreditar no que quiser, não há problema algum, a fé e as crenças são assuntos privados, da intimidade da cada um.

Todavia, há grandes problemas com essa concepção.

Primeiramente porque essa religiosidade moderada dá cobertura ao fundamentalismo religioso. Porque não se pode criticar o fundamentalismo religioso, o literalismo religioso, porque é um tabu político, é supostamente falta de civilidade criticar a fé do outro. Os fundamentalistas criticam uns a religião dos outros, mas o moderado se põe à parte disso.

Outro problema com a moderação religiosa é sua falência intelectual. Essa noção de que temos que respeitar as crenças dos outros é totalmente insustentável. Em que outras áreas isso também se reproduz? Alguém respeita as crenças dos outros no que diz respeito a história, ou biologia ou física? Nós não respeitamos as crenças dos outros nessas áreas, nós avaliamos suas razões. Se as razões de alguém forem boas para acreditar no que ele acredita, outros também acreditarão no mesmo, e assim por diante. Isso é ser um ser humano racional. Fica muito claro como essa questão de respeitar a crença dos outros é absurda se simplesmente trocarmos de área. Por exemplo: se alguém disser para você que acredita que há um diamante do tamanho de uma geladeira enterrada no seu quintal, você vai perguntar porque ele acha isso. Se ele responder da mesma forma que os moderados responderiam ou admitiriam ter como respostas, algo como "acreditar nisso dá sentido a minha vida" ou "eu não gostaria de viver num mundo onde não houvesse um diamante enterrado no meu quintal", parece óbvio que isso é totalmente absurdo, seriam respostas dignas de um maluco ou de um completo idiota.

Além da falência intelectual, a moderação religiosa também é uma falência teológica, porque os fundamentalistas efetivamente leram os livros e eles tem certeza do que dizem. Nesses livros há toda intolerência, toda a violência que os fundamentalistas alegam que existe. A intolerância com os homossexuais está na Bíblia, literalmente. Há quem acredite que o Novo Testamento veio invalidar toda essa violência e brutalidade do Antigo testamento, mas a verdade não é essa. Os inquisidores leram o novo testamento e acharam um jeito de enquadrá-lo para justificar suas atitudes e queimar pessoas vivas. Houve quem torturasse alunos para que não sustentassem teoria astronômicas. Olhamos para esse passado e pensamos, mas isso são loucos, dementes. Mas não, eram atitudes totalmente embasadas pelas crenças.

Outro problema ainda com a moderação religiosa é que os moderados tendem a ser cegos por sua própria moderação. Para um moderado é muito difícil acreditar que essas pessoas realmente acreditam em sua fé, nos dogmas, nos preceitos de forma rígida. É difícil para um moderado acreditar que numa Jihad, quando um suicida olha para a câmera e diz que um crente ama mais a morte do que um infiel ama a vida que ele realmente acredita nisso antes de se explodir junto com inocentes. Um moderado tende a pensar que ele não fez isso por motivos religiosos, que isso é política, ou falta de oportunidade, de educação. Quantos outros engenheiros e arquitetos vão ter que se espatifar contra arranha-céus para que nós consigamos compreender que não é uma questão de falta de instrução? A situação é ainda mais bizarra: é totalmente possível que alguém seja tão bem instruído a ponto de poder fabricar uma arma nuclear e também acreditar que vai ganhar as 72 virgens no paraíso.

O que há de verdadeiro na ética e na espiritualidade, e não há dúvida de que um ser humano pode ter experiências espirituais, o que houver de verdadeiro nisso, é algo que tem que transcender fronteiras e diferenças culturais. Há razões pelas quais não se fala em física cristã ou matemática muçulmana, porque não há diferenças nos experimentos conduzidos aqui ou em Bagdá. Há verdade ética e há verdade espiritual e a única coisa que garante que a nossa discussão não tem um final fechado é a nossa disposição de ter as nossas crenças constantemente postas em dúvida e modificadas pela razão, pelo argumento, porque quando os ânimos se alteram, há só duas opções: o diálogo ou a violência, em nível individual ou de sociedade.

Então a questão é que a solução para a nossa sociedade não é o politicamente correto que prega tolerar todo o tipo de crença absurda, mas a razão, a racionalidade e a busca de evidências.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 22:23 de 10.02.2011
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Posta restante



Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você


Chico Buarque, Futuros Amantes


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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 20:19 de 10.02.2011
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09.02.2011

Bornay




Mais do que inspiração, um delírio visual, uma delícia.

Nunca vi nada tão lindo.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 21:17 de 09.02.2011
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08.02.2011

Questão de sobrevivência






Apesar de no primeiro dia terem se dirigido em inglês a mim três vezes, encarar sol no centro da cidade (ou em qualquer lugar) sem chapéu, não dá. Em homenagem aos meus melasmas-monstro, comprei um Panamá. E tô adorando.






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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:54 de 08.02.2011
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Maquiagem, um resumo das ocorrências


Telescopic, L'Oreal, 37 reaus na Droga Raia, é o melhor rímel desde o finado (snif) Fatale. Morro de medo que saia do mercado, como 99,9% dos rímeis com pentinho em vez de (blergh) escovinha ou (ultra-blergh) bolinha cabeluda.



Taupe, MAC, o batom redenção. Não posso amar mais, dica da Seslaf.


Maquiagem mineral, especialmente a base em pó, é A Opção no Rio 40°C. Gosto bastante da L'Oreal, a Avon quebra muitíssimo bem o galho e se a Everyday Minerals voltasse a entregar no Brasil eu seria mais feliz, mas pronto. Antes, protetor solar Neutrogena, Ultra Sheer SPF 85, e um primer. O Magix da Avon com cor quebra o galho no dia a dia e o da MAC com FPS em ocasiões especiais.


O Maquicomplet, Lancôme foi eleito meu corretivo de culto, mas não tem no Brasil. O Camuflage da Kryolan é ÓTEMO, mas como é pesadim, fica para o dia que a maquiagem é mais luxo.



Apaixonada pelo iluminador. Testando vários, cada vez amo mais, no C (têmpora/malar) dá um ups na pessoua.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:42 de 08.02.2011
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Julio Verne

É o melhor letreiro do Google de todos os tempos. Note que mexendo na alavanca do lado direito, você pilota o Nautilus. :O
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:21 de 08.02.2011
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Ela vai dominar o mundo! Não percam!




Todo mundo lá!

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 08:24 de 08.02.2011
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