28.06.2010

Amanhã, 29/07, às 18h: Palavra Composta – O futuro dos blogs, em tempos de twitter e Facebook




Conversa sobre a propalada “agonia” dos blogs. A ascensão do twitter e de outras redes sociais, como o Facebook, para as quais muitos blogueiros têm migrado. O “encanto” dos blogs está diminuindo? Para produção de conteúdo amador, o auge deles já passou?

Convidados – Bruno Galera: jornalista, tecnologista, ex-integrante dos coletivos de blogs Exquisite e Insanus, autor do brunogalera.com.
Patrícia Antoniete Ferreira (Ói Eu!!): advogada, colaboradora de sites, autora do ticcia.com e do naodiscuto.com.

Mediação: Lucas Colombo, editor e colunista do Mínimo Múltiplo


Quando: 29/06, terça-feira, às 18h
Onde: livraria Letras&Cia. (Osvaldo Aranha, 444, Porto Alegre)
Realização: MínimoMúltiplo.com e Letras&Cia.
Entrada, estacionamento (Osvaldo Aranha, 420) e primeiro café gratuitos


Bora lá conversar e tomar café gostoso?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 22:58 de 28.06.2010
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26.06.2010

Quando quase esqueço que tenho fome






Tem dias que a vida leva um susto, soluça e pára no ar, meio anestesiada, meio ébria, meio incrédula de si. Suspendem-se as convenções e protocolos, interrompe-se seu curso e por alguns instante nada "tem que ser", nada é óbvio ou inevitável, nada está decidido ou é certo. As escolhas sobressaem, existem alternativas, dúvidas se evidenciam e no meio do mundo em câmera lenta nos permitimos sentir, querer, desejar, admitir o que em nós não se encaixa perfeitamente, não atende as expectativas, não passa pela cabeça de ninguém que possa existir. Naquele instante somos nós e todas as possibilidades descartadas, embotadas, abortadas, sabotadas, renunciadas. Principalmente aquelas escolhas que fazemos questão de esquecer, que fazemos de conta que não existem e que naquele instante - só naquele instante - nos dão a certeza de que nos fariam parar de sentir fome.




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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 21:13 de 26.06.2010
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18.06.2010

O mundo fica menos humano, muito menos humano e a palavra perde um dos seus maiores artesãos




José Saramago, 1922-2010.



Este é o primeiro texto que li dele, fiquei completamente arrebatada. Eu tinha recém entrado na faculdade de Direito e era a minha primeira aula de Direito Agrário.

Introdução ao livro Terra, de Segastião Salgado:

"Oxalá não venha nunca à sublime cabeça de Deus a idéia de viajar um dia a estas paragens para certificar-se de que as pessoas que por aqui mal vivem, e pior vão morrendo, estão a cumprir de modo satisfatório o castigo que por ele foi aplicado, no começo do mundo, ao nosso primeiro pai e à nossa primeira mãe, os quais, pela simples e honesta curiosidade de quererem saber a razão por que tinham sido feitos, foram sentenciados, ela, a parir com esforço e dor, ele, a ganhar o pão da família com o suor do seu rosto, tendo como destino final a mesma terra donde, por um capricho divino, haviam sido tirados, pó que foi pó, e pó tornará a ser. Dos dois criminosos, digamo-lo já, quem veio a suportar a carga pior foi ela e as que depois dela vieram, pois tendo de sofrer e suar tanto para parir, conforme havia sido determinado pela sempre misericordiosa vontade de Deus, tiveram também de suar e sofrer trabalhando ao lado dos seus homens, tiveram também de esforçar-se o mesmo ou mais do que eles, que a vida, durante muitos milénios, não estava para a senhora ficar em casa, de perna estendida, qual rainha das abelhas, sem outra obrigação que a de desovar de tempos a tempos, não fosse ficar o mundo deserto e depois não ter Deus em quem mandar.
[clique aqui para ler o texto na íntegra]
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:19 de 18.06.2010
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A dor de Clarice

Clarice me dói toda, me dói as mãos, os pés, os fios do cabelo sobre a testa, o espaço entre a unha e a carne na ponta dos dedos. Clarice me dói nos espaços do corpo que descubro que existem quando a leio, uns lugares secretos, insondáveis, que só denunciam sua existência aguda quando soa a palavra perfeita, quando a frase termina da última - e melhor - maneira que eu poderia imaginar. Clarice é um susto, é um disparate e uma bênção. Leio-a quase com raiva, quase com náusea, quase com gozo - como fazemos as coisas quando nos apaixonamos. Lê-la pela primeira vez é o maior milagre de que me recordo: a linguagem subitamente ganhara vida, me pegara pelos punhos, chacoalhara, me esbofeteara a face e depois me dera um beijo. Pela primeira vez a linguagem era outra coisa, uma coisa que doía, doía e fervilhava, era violenta, brutal e, por mais inteligente e perspicaz que eu fosse, por mais sensível e humana que eu viesse a me tornar, me surpreenderia caçoando de todas as obviedades e traria à tona coisas de mim que eu ignorava e ignoro. Clarice me dói sempre, eu a leio com o cuidado de quem se move entre navalhas, completamente vulnerável, nua e à deriva, exposta ao maior perigo de todos - ao perigo de mim mesma.


Tentação (Clarice Lispector, in A Legião Estrangeira)

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.

Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.

Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.

Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.Mas ambos eram comprometidos.
Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.



Beijo para a Melina, que me deu um texto do Caio, que me trouxe de volta à Clarice.
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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 00:01 de 18.06.2010
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11.06.2010

Não poderia concordar mais

O melhor de conhecer gente inteligente é poder se servir do argumento escrito por elas e explicar o que sentimos sem esforço.
Obrigada, Nervocalm.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:23 de 11.06.2010
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10.06.2010

Carta da Pri, uma leitora querida

O quanto uma vida pode ser modificada pela música?

A resposta para mim é difícil, já que faz pouco menos de um ano que mergulhei nesse mundo. Uma novata, nada mais do que isso. Mas mesmo em tão pouco tempo, a música já efetuou mudanças profundas em mim e na minha rotina.

Tenho 29 anos, e até último aniversário meus planos estavam fechados: fazer faculdade de Engenharia, pós-graduação em Gerenciamento de Projeto e ter o meu próprio negócio, uma Consultoria de Planejamento. Isso foi antes da inscrição na Camerata da empresa que trabalho e da sugestão do Maestro Luis Maurício Carneiro - regente, arranjador e professor, um Maestro multitask! - da referida Camerata: “Que tal a Viola? Pelo tamanho da sua mão e estrutura corpórea, você vai se adaptar melhor do que ao Violino.” Até então, minha única experiência musical tinha sido com uma flauta doce, bem baratinha, nos idos de 1980 e alguns, nas aulas de música da escola primária.

Da entrada da Camerata pra cá, no entanto, vieram meses de dedicação, descobertas e um estado de felicidade permanente, aumentado por três aulas diferentes por semana e por pelo menos uma hora de estudo diários. Isso porque meu horário de serviço é de 7:00h as 17:00h. Não quero mais fazer Engenharia, não quero mais pós- graduação, não quero mais Planejamento. Quero me dedicar inteiramente à música.

Na vida pessoal, as coisas vão de bem a melhor: mais tranqüila, dormindo melhor, mais disposta, mais criativa. Coisa de gente apaixonada, né?

Incentivada pelo mesmo Maestro que escolheu pra mim a Viola, me inscrevi no Centro de Cultura Musical de Campos dos Goytacazes - RJ (CCMC), escola que é referência em música no Estado. O Centro fica em um casarão antigo, e eu me senti no meio de um filme: crianças e jovens correndo de um lado pro outro, mães confabulando nos bancos, sons diferentes saindo de cada sala de aula e um ar assim, meio diferente. Eu estava respirando música, e o meu amor triplicou naquele lugar.

Não demorou pra descobrir que o CCMC era também sede de uma ONG: a Orquestrando a Vida. Essa ONG é ligada diretamente ao “El Sistema” de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, sistema esse que ganhou o IMC-UNESCO International Music Prize, em 1993. Foi desse mesmo “El Sistema” que veio o hoje internacionalmente conhecido Maestro Gustavo Dudamel. É um projeto incrível, fundado por José Antonio Abreu em 1975, muito pouco conhecido aqui no Brasil, mas que tem um vasto alcance social naquele país. Basicamente, eles mudam a vida de pessoas e comunidades, tendo o ensino formal e profissional da música como catalisador.

Aqui em Campos são mais de 1.100 crianças participantes, todas vindas da rede pública, comunidades e Projeto Casa Lar (os orfanatos da cidade). Eles são divididos bascamente em três orquestras completas (Infantil, Infanto-Juvenil e Jovem), diversos coros, cameratas e bandas sinfônicas.

Tive a oportunidade de vê-los logo depois numa apresentação de aniversário do CCMC (19 anos!) no Teatro Trianon e tremi nas bases. Foi emocionante ver desde os mais miúdos - alguns menores do que seus instrumentos – aos mais velhos, fazendo vibrattos, tocando algumas músicas até sem partitura, muito compenetrados e orgulhosos de estarem ali na frente de todos nós.

Notei a massiva presença e incentivo das famílias dos integrantes das orquestras: mães, pais, tios, tias, primos, irmãos, ex-alunos, colegas de aprendizado que não estavam tocando (Como eu! Mas no meu caso, por um nível bem mais baixo de aprendizado. Hahaha.) e amigos numa algazarra barulhenta, igualzinho a uma torcida de futebol. Notável também o capricho dos uniformes dos alunos e das roupas das famílias: parecia missa de domingo.


A Orquestra Infantil apresenta “Yellow Submarine” dos Beatles, regida pela Maestrina Fernanda. Dá pra ver no fundo o sorriso do Maestro Mauricio? Fonte: Acervo pessoal.


Eles tocam de clássicos à música popular. Nos números finais, o Maestro sai de cena e seguindo a velha máxima, “quanto o gato sai... ”, os metais tocam trechinhos de marchinhas de carnaval e o restante do grupo faz um baile com confete, serpentina e fantasias! O público vai à loucura!

Tenho me aproximado pouco a pouco dos mais velhos, especificamente o naipe das violas (porque sim, nós somos bairristas e unidos! Hahaha) da Orquestra Jovem por motivos financeiros: eles se organizaram para juntar dinheiro e comprar as próprias passagens para um festival em La Paz – Bolívia, festival o qual foram a única orquestra brasileira a ser convidada.

A ONG não dispõe dos recursos necessários para bancar essa oportunidade, mas eles não desanimaram. Todos os naipes estão em POLVOROSA fazendo rifas, festas, pedindo patrocínio de porta em porta, vendendo guloseimas em suas escolas e faculdades.

Estou ajudando eles com algumas questões organizacionais de planejamento, arranjei alguns prêmios pra rifarem e exercito meus dotes culinários fazendo muffins pra que vendam (e como vendem! Hahaha). Penso com os meus botões que, na idade deles, jamais tive ou teria a iniciativa de me organizar ou vender coisas para alcançar alguma coisa que desejasse muito.

É importante frisar que não sou representante legal desta ONG, mas me responsabilizo social e judicialmente com relação a qualquer problema relacionado às doações feitas por meu intermédio.

Duas formas de doações podem ser feitas:

Dinheiro: Qualquer valor faz uma diferença imensa. Os depósitos podem ser feitos diretamente na conta da ONG e eles estão totalmente disponíveis pra mandar comprovantes, pros que precisam disso pra Imposto de Renda e tal. A ONG é idônea e tem toda a papelada legal pra receber (e comprovar) doações e eles estão inteiramente à disposição pra qualquer pergunta que seja necessária. Para receber o número da conta, entrem em contato comigo no e-mail informado abaixo;

Passagens: essa é a opção ideal pra quem não puder ajudar com dinheiro e /ou tem milhas que estão pra vencer, mas não poderão aproveitá-las. 10.000 milhas rendem um trecho da passagem (20.000 milhas garantem a ida e volta) e pode-se retirar essa passagem diretamente no nome dos integrantes da Orquestra, sem maiores complicações, segundo a operadora do trecho.

Em qualquer um dos casos, a conta de correio para contato é violistasojc@gmail.com. Sou eu, pessoalmente que atenderei qualquer pessoa que tenha interesse em nos ajudar.

Ah! Os (as) Violistas prometem um presente de agradecimento para todos que derem uma forcinha!

Muito obrigada!

E agora vocês me respondam: O quanto uma vida pode ser modificada pela música?

Abaixo, alguns links pra quem quiser saber mais sobre a ONG Orquestrando a Vida: Blog da ONG Orquestrando a Vida

Um videozinho síntese do projeto

A Orquestra Jovem e a Infanto-Juvenil sendo regidas pelo Maestro Marcos Rangel (o mesmo que deu um depoimento emocionado no vídeo síntese do Projeto)

Site do CCMC

Página da Orquestra Jovem na Dell’arte


Priscila Braga (futura violista)




Eu achei a história linda. Vamos ajudar?


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:14 de 10.06.2010
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07.06.2010

Sopa creme da Mme Mãe

Esta é a sopa da semana (que eu preparo segunda, para jantar a semana toda). É uma sopa que eu e Paulinha amamos e que a mãe faz e a gente morre de tanto comer: consistente, quentinha, aconchegante.

Em uma panela de pressão, dourar a carne em pedaços, refogar a cebola e o alho, juntar água, batatas e cenouras descascadas e cortadas em pedaços. Tapar a panela e deixar cozinhar depois que pegar pressão por 40min. Abrir, tirar a carne, desfiala em lascas grossas. Esmagar as batatas e cenouras ou usar o mixer dentro da panela mesmo. Voltar a carne, adicionar azeitonas e ovos cozidos picados, acerte o sal e adicione pimenta tabasco a gosto. Hummmmmm.

Ingredientes:

600g de carne para sopa (músculo, peito, acém)
1 cebola média
3 dentes de alho
2 batatas grandes
4 cenouras médias
azeitonas picadas
3 ovos cozidos
sal e tabasco a gosto


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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 22:10 de 07.06.2010
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60's total - verão glam

Delineador bem anos sessenta com tudo no verão europeu. É o que diz a Vogue Paris, minhas filhas. Como delineador é um dos meus itens de culto, já tá na lista para aquisição de um novinho, do que eu mais gosto: Dior Style Liner.


Também ótimo e fenomenal é o MAC Fluidline. Amamos muito.
Para as mimosas que querem aprender como aplicar a ferrari dos delineadores, tutorial MAC:


Tradução tosca para as amigas que não falam inglês entenderem melhor o moço:

1. Aplicar um primer de sombra, misturadinho com primer de rosto.
2. Com um pincel macio (ele usa o de esfumar) aplicar sombra clara (mate ou cintilante), com batidinhas, concentrando na linha dos cílios e espalhando pela pálpebra.
3. Com o pincel chanfrado de delineador, pegar o fluidline, tirar o excesso e deixar o pincel bem firme e no ângulo certo.
4. Começar a linha do meio para fora, reta e depois preencher com delineador o espaço entre a linha e os cílios.
5. Manter a linha curta no início, e progressivamente ir estendendo na linha dos cílios até o canto interno dos olhos.
6. Agora sim, pode-se ir estendendo e engrossando a linha, até o efeito desejado.
7. Aplicar lápis claro na linha d'água dos cílios inferiores, para acentuar o efeito do delineador e dar contraste.
8. Curvar os cílios com curvex.
9. Aplicar rímel.
10. Aplicar um leve sombreado de marrom na linha dos cílios inferiores, para dar mais definição à linha d'água.
11. um pouquinho de rímel nos cílios inferiores.
12. Gel de sobrancelha.
Dica final: o segredo é manter a linha curta no início e ir estendendo progressivamente.



Dicas de Mme:

Dica 1: o pincel chanfrado para delineador do Boticário é muito bom. Recomendo.
Dica 2: Para as moças que não tem primes importados, como o MAC ou Urban Decay, o primer de sombra do Contém 1g é bom e o primer de rosto Magix da Avon quebra bem o galho.
Dica 3: Boticário e Duda Mollinos têm sombras mate claras (raridade).
Dica 4: Duda Mollinos tem lápis de olhos bege, bem bom, fica mais natural para um look casual do que o lápis brancão (mais Barbarella vibe).

Aqui, em PDF, o tutorial da Marina para o mesmo delineador.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:21 de 07.06.2010
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Da coluna do Ancelmo Gois

"Ensaboa, mulata

Veja só. O censo de 1872, o primeiro feito no país, registrou que o percentual de escravas ocupadas no serviço doméstico era de 24% do total.
Em 2010, passados 138 anos, 23,3% das mulheres pretas e pardas que trabalham estão no serviço doméstico, diz a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Os dados são do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, 2 edição, coordenado por Marcelo Paixão, do Instituto de Economia da UFRJ.


Depois ainda tem gente que diz que não precisa de cotas, quew o tempo e a sociedade já superam o racismo e a coisa se ajeita. Pois está aí, fofos, 140 anos depois... tá de igual para pior.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:22 de 07.06.2010
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02.06.2010

Nosso diário/scrapbook de viagem




Quando me falaram d'As Papeleiras, tive vontade de encomendar TUDO. Aí pensei que elas poderiam ser a solução para o meu problema de não achar um caderno que se prestasse decentemente a ser um diário/scrapbook de viagem. Primeiro porque é difícil achar um caderno charmoso que possa engordar com recortes e colagens. Segundo, porque precisa ser resistente para aguentar o tranco de andar dentro de mala, ser manuseado todo dia e ainda voltar lindo para servir de referência para próximas viagens e dicas para os amigos.


Mandei um email contando o que eu precisava e o que tinha em mente. Elas sugeriram, pesquisaram tecidos, formatos, costuras, lombadas e chegaram a esta lindeza aí (mais fotchinhas, no site delas). Em menos de 15 dias! Não vejo a hora dele chegar aqui em casaaaaa!

Obrigada, gurias mimosas. Vocês Têm mãos mágicas.

É o primeiro de muitos pedidos, com certeza.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 13:16 de 02.06.2010
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