29.01.2010
Porque às vezes é assim
Entre por esta porta agora e diga que me adora, você tem meia hora pra mudar a minha vida.
Vem, vambora, que o que você demora é o que o tempo leva...
28.01.2010
Quem decide o que você sente?

Na coluna in-ventário desta semana um convite a nos permitir sentir por nós mesmos.
27.01.2010
Um manifesto pró realidade
Às vezes o que a gente precisa mesmo é de mais realidade e menos fantasia. Nada como um bom choque de realidade concreta e incontestável, mais realidade e fatos, dados, situações, circunstâncias, concretude, números absolutos, provas, evidências, indícios palpáveis, lógica, materialidade, preto no branco, análise fria, empirismo, matemática, dureza, crueza. Porque a gente sonha e idealiza, lembra do que quer, justifica, cria uma história outra em que a gente escolhe o mocinho, roteiriza, romanceia, ficcioniza, edulcora, enfeita, perfuma, ajeita, muda a luz, escolhe a trilha, põe a culpa nos outros, na puta vida, nos maus, no acaso, no destino, no bispo, no pato, traveste, filtra memória, esquece o que não interessa. Porque a gente fantasia, e vai vivendo de mentira, e vai vivendo bobamente e deixa de viver de verdade. Consciência, sim. Mesmo que ela traga em si e consigo uma versão bem mais triste de nós mesmos e do que a gente escolheu acreditar, mesmo que ela deponha contra nós, mesmo que ela desnude nossos piores medos (aqueles que a gente no fundo sabe que procedem). Mesmo que ela nos diminua e nos mediocrize, mesmo que ela nos apequene e enfeie, mesmo que ela nos desvalore. Consciência para viver a realidade e conhecê-la, para decidir se é boa e se nos serve e se, for o caso, mudá-la para fazer dela o que temos vontade que ela seja.
26.01.2010
Minha estante de comidas
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O Mundo da Culinária, vol 1,2 e 3 - presente da Vó Nininha
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The Italian Kitchen Bible - presente do Cláudio, que sabe qual a minha religião
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200 Receitas com Baixo Teor de Gordura - para a hora do desespero
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Papel Manteiga, Cristiane Lisbôa - presente da Glau
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Doces Delícias, receitas da Fazenda do Secretário
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200 Receitas de Bons Carboidratos - para a minha nutri ficar orgulhosa
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O Rio Grande em Receitas, Carlos Castillo - bairrismo delícia
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Pizzas, Focaccias e Tortas Salgadas - namorido ganhou e deu pra quem interessa
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Delícias Light, Gracia Wenna - ótimos molhos
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Carlota, Balaio de Sabores, Carla Pernambuco - fiz o suflê de goiabada e ficou I-GUAL-ZIM
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More from Magnolia, Allysa Torey - o livro dos cupcakes perfeitos da Magnolia Beckery
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Publifolha - Pratos Rápidos e Saudáveis
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Publifolha - Baixo Carboidrato - ótimos para jantarzinhos comportados
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Afrodite, Isabel Allende - meu livro de culto, o que eu queria ter escrito
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Afinal, As Receitas do Les Halles - NY, Anthony Bourdain - amo o mau humor e o modo definitivo com que tudo é feito
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Nigella Express, Nigella Lawson - gostosa, gostosa, gostosa
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A Dieta do Chef - Roland Villard, tem coisas mais e menos light e eu amei o livro
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Celeiro Culinária, boas dicas, bons preparos
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O Livro de Pantagruel, presente fantástico da Eduarda que me mandou lá do Porto
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Adventures with Chocolate, Paul A. Young - um despautério total, atentado cometido pelo namorido
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Mastering the Art of French Cooking, I e II, Julia Child - meu presente pra mim de Natal
Summary Tips da Ticcia
Prometo que este blog entrará em nova fase logo. Com mais posts, com mais tudo. Enquanto isso minha coleção de livros de receita cresce (tem um Remy cuidando dela).
Minha cintura idem.
Hilda tá foférrima.
Vó Nininha foi ao Ridjanêro e amou. Pegou super turbulência e nem tchuns (teve mocinhas e mocinhos com 1/3 da idade que passaram mal).
Esta semana eu trabalho mais horas para fugir no Carnaval.
Tô absolutamente viciada em Carpaccio.
Falta só o livro 3 da coleção Millenium do Stieg Larssom, mas eu tô guardando pro carnaval (apesar da loucura pra ler).
Alfaia, em Copacabana. Um dos aumentos de circunferência corporal mais justificáveis evah. Vem com o peculiar humor português e tem Casal Garcia geladíssimo. E Mateus rosé. E pastel de natas.
Eu fiquei super dourada e agora tô desbotando.
Mesmo com FPS 60 dos bão em creme, chapéu com FPS 50 e oclão, manchei (mais) o rosto. ÓDIA.
Namorido:
"- Filho, viste a cueca que eu ganhei da Ticcia pra passar o reveillón? É amarelo..." Enteados em coro:
"CHEDDAR!"
Meus sonhos tão cada vez mais incríveis (e às vezes aterradores).
E eu tô sentindo falta de ter regularmente um blog. Vou ver o que podemos fazer.
15.01.2010
meu reboquinho querido
Felicidade é reencontrar suas maquiagens favoritas que haviam sido esquecidas há mais de 20 dias na longínqua Pelotas. Minhas manchas de sol nordestinas agradecem.
14.01.2010
11.01.2010
vinte-dez
if the future is looking dark
we're the ones who have to shine
if there's no one in control
we're the ones who draw the line
though we live in trying times
we're the ones who have to try
though we know that time has wings
we're the ones who have to fly
(Rush, Everyday Glory)
Que em vinte-dez
não falte a ninguém a coragem suficiente e necessária para traçar seu próprio caminho.
Seja o caminho que for. Desde que seja o seu. Pessoal e intransferível.
Love, always,
Belly
08.01.2010
Dica de leitura crítica
"A História Secreta da Rede Globo”, Daniel Herz, Editora Dom Quixote, Porto Alegre, 2009, brochura, 14 x 21, 423 páginas, ISBN 978-85-99988-20-6, coleção Poder, mídia e direitos humanos
Sinopse:
Este livro, originalmente lançado em 1983, que se encontrava esgotado desde 1987, reconstrói a história da formação da Rede Globo, lançando luzes em muitos aspectos que se faziam invisíveis. A História Secreta da Rede Globo é uma obra polêmica e, sem dúvida, importante para o debate do Brasil Contemporâneo, especialmente no que diz respeito à democratização da comunicação.
Palavras-chave:
Rede Globo – história; Televisão, Brasil, história; Televisão, influência.
Preço: R$ 40,00
Em Porto Alegre, à venda na palavraria, bamboletras e livraria cultura ou, se preferir, pedidos para editoradomquixoteARROBAterra.com.br
Não aguento de talta fofulência
Essa menina é o biotônico dos meus ovulinhos:
Catarina Dixit.
07.01.2010
Um novo 2010
imagem: Luis Logo Henriques
Em 2010 eu queria ser mais criança. Na verdade, em 2010 eu queria ser, pelo menos, um pouco criança. Ser a criança que não fui, ser a criança que ainda posso ser a esta altura do campeonato (?), ser um pouquinho criança nem que seja. Em 2010 eu queria aprender a brincar, a fazer de conta, a me entregar a fantasias, delírios, à imaginação que nos permite voar. Em 2010 eu queria poder depor as armas, descansar, desencucar, desencanar, desestressar, baixar a guarda, desligar o alerta, esquecer os protocolos de segurança, pular as checking lists, desligar o firewall, pôr os muros, as muralhas, as cercas a baixo. Em 2010 eu queria brincar, mansa e entregue, sem relógio, sem esquema, sem horário, sem compromisso. Em 2010 eu queria esquecer as responsabilidades, as consequências, as decorrências, as penitências, os pecados, os castigos, as culpas. Em 2010 eu queria perder o horário do jantar, aparecer na escola com o dever de casa por fazer, rodar na prova, matar aula, ser mal criada, fazer manha, fazer birra, quebrar brinquedo, cortar cabelo de boneca, pintar colcha com a hidrocor, manchar a parede de lápis de cera, sujar o sofá com o sapato, enfiar dedo no bolo, roubar brigadeiro antes da festa, puxar o cabelo da amiga, judiar do irmãozinho. Em 2010 eu queria manchar a roupa nova de fruta, passar a tesoura na franja, esquecer de escovar os dentes, rasgar o tênis novo, esquecer o chinelo na praia, comer chocolate até passar mal e me encher de brotoeja, levar tombo de bicicleta, ralar o joelho, tirar a tampa do dedão, subir em árvore e não saber descer. Em 2010 eu queria chorar alto, pedir colo, reclamar das injustiças da vida, como por exemplo, terem comido todo o bolo de chocolate. Mas para que eu possa conseguir ser e fazer tudo isso, em 2010 eu preciso acreditar que eu não sou o adulto de plantão, a mãe ad hoc, o escoteiro, a tábua de salvação, o último recurso, o homem de guarda, a sentinela do quartel, o fiel da balança e, mais do que isso, preciso acreditar que há quem esteja cuidando de mim. Cuidando bem de mim. Que venha um 2010 mais criança, então. Um feliz e mágico e doce e imaginativo e novo 2010.
05.01.2010
Um problema de pípolware
Ticcia feliz, dourada, marinada em caipirinha de siriguela e pitanga por 8 dias inteiros, num bom humor à prova de (quase) tudo, vai embarcar de volta do Aeroporto Zumbi do Palmares, nas Alagoas, para o Galeão.
De posse de sua frugal - pero estratégica - malinha de bordo, é parada no raio X. Tem objeto cortante? Não tem. Mostra a micro tesourinha sem ponta. Não é isso. A pinça de sobrancelha. Não é isso. Está atrás de um aerosol. É o repelente. Não é isso. Ao lado de pilhas. Nada. Biquínis, saídas de banho, duas havaianas, necessaire, bolsa de maquiagem e possivelmente mais um tanto do acervo que possibilitaria a Jack Bauer fabricar uma pequena bomba de neutrons que arrasaria meio nordeste, com filtro solar, rímel e gloss, o cara sentencia que o que ele vê "
é um alicate multiuso". Hein? Cuma? Alicate? Ticcinha tem certeza de que alicate não há e que só sobraram - umas poucas - peças de roupa na mala. Até que, depois de embaraçosos minutos intermináveis com a coleção completa da Victoria's Secret em exposição, a luz se fez para a otoridade raioxinesca. O que o senhor esse via como alicate multiuso era - acreditem e pasmem - o cadeado codificado (externo) da malinha samsonite.
Pra completar, na sala de embarque tinha um TV transmitindo - não me perguntem - ópera. Era 1 e meia da madrugada e eu achei motivo pra querer voltar pra casa.