09.01.2009

Moving poetry


Those who don't feel this love
pulling them like a river

Those who don't drink dawn
like a cup of spring water
or take sunset like supper

Those who don't want to change
Let them sleep.

This Love is beyond the study of theology
that old and trickery and hypocrisy

If you want to improve your mind that way
Sleep on.

I've given up on my brain
I've torn the cloth to shreds
and thrown it away.

If you're not completely naked
wrap your beautiful robe of words
around you

and sleep.


(Jalal Al-Din Rumi, Séc. XIII)
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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:28 de 09.01.2009
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Bola fora - Atualizado

No primeiro capítulo da minisséria Maysa, pouco antes da cantora morrer num acidente de carro, ela conversa com seus pais e lhes diz que «não é computador, não gosta de ser programada». Só que a ação se passa em 1977, quando se computadores há, com certeza não há a familiaridade de se referir a eles nestes termos, usar «programa» como uma figura de linguagem corrente. Manoel Carlos é o roteirista e, como se pode ver, cometeu uma enorme gafe.

Em tempo: por obra e graça do Andrei e do Marcelo, Manoel Carlos está salvo: a frase está na biografia de Maysa e não no roteiro. Desculpe, Manoel Carlos.
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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 09:43 de 09.01.2009
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Y entristeces de pronto como un viaje

Porque teve medo, porque teve medo e estava triste, sabia que a situação exigia medidas extremas. Precisava de um poeta, de um poeta que lhe tocasse a alma. Então foi até a estante e tomou o livro entre as mãos, solene como quem está prestes a desvendar um segredo e ser salva e leu:

«Para mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastan mis alas.
Desde mi boca llegará hasta el cielo
lo que estaba dormido sobre tu alma.
Es en ti la ilusión de cada día.
Llegas como el rocío a las corolas.
Socavas el horizonte con tu ausencia.
Eternamente en fuga como la ola.
He dicho que cantabas en el viento
como los pinos y como los mástiles.
Como ellos eres alta y taciturna.
Y entristeces de pronto como un viaje.
Acogedora como un viejo camino.
Te pueblan ecos y voces nostálgicas.
Yo desperté y a veces emigran y huyen
pájaros que dormían en tu alma.»


Grossas lágrimas escorreram pelo rosto, o corpo acolhido e manso, abraçado pelas palavras, compreendido em sua angústia crestada e apascentado finalmente. Algo no mundo a observava e dela inteiramente tinha consciência. Fora salva não por compreender, mas por ver-se compreendida, de entendimento e de pertença.


O poema é o Poema 12, de Veinte poemas de amor y una canción desesperada, Pablo Neruda. .
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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 00:18 de 09.01.2009
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