30.04.2009

Monotemáááááática




Na coluna In-ventário desta semana
, viagens.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 08:23 de 30.04.2009
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29.04.2009

29 de abril



Oi! Sou a Belly e este é mais um post de aniversário.

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Conheci esta moça Lívia também pela internet. E daí, você vai me dizer, tem alguém que você não tenha conhecido pela internet, sua freak? Teeem, amigo. Tem. O que aconteceu é que a conversa fluiu muito fluidamente e foi de um nonsense tamanho, como se todo o meu nonsense e freakness de ogra-da-jaula tivesse encontrado a amiga perdida de infância na Mrs. Hyde dela. Porque ela é fina, ela é Dra. Jekyll, usa pérolas, tailleur e discorre sobre economia e ciências, às vezes sobre as duas juntas. Mas quando a gente se encontra é um shitspeaking de dimensões tão montypythonianas e escalafobéticas que ninguém mais acha graça nenhuma. Só nós. Quer dizer. Alguns poucos amigos acabam rindo também, não sabemos ainda se de constrangimento ou se da nossa capacidade de nos abobarmos e ficarmos alucinadas sem absolutamente qualquer estímulo químico externo, só livre associação de idéias e brainstorming.

O que a jeune fille Liviá tem de sensacional é que ela é tudo o que você vê e também é um monte de coisas que você não vê. Ela é tudo o que você conhece e também tudo o que você ainda não viu e vai ver daqui a instantes, porque ela é plenipotenciária e multifacetada, como aquelas máscaras do carnaval de Veneza que tem uma face na frente (onde é a face do folião) e uma face nas costas (onde é o fundo da cabeça, acima da nuca), de modo que você nunca sabe se ele está de frente, de costas, ou ambos. Ela canta chanson française com o eRRRRe na garganta e logo depois mostra o "AH!" de Luma de Oliveira. Ela emassa e pinta paredes, mas tem medo fóbico alucinado de barata. Ela ama jazz e a nordestina da Terça Insana com a mesma paixão. Ela canta Romaria sentada no chão dos ônibus na França e assim sente-se a francesa mais brasileira que a brasileira mais francesa. Ela infunde, difunde, confunde - inclusive e principalmente a si mesma -, e é por isso que os textos dela são tão bons.

Joyeuse Fête, chèrie! Giovanna Gassion aí ao lado afirma que quem tem ganas (aka 'take your passion and make it happen') não se arrepende de nada.
Estou com ela, assino embaixo e digo mais: na dúvida, vá. A gente não se lembra com carinho e orgulho de todos os dias em que manteve todos os fios de cabelo no lugar. Pelo contrário. Mas disso você já sabe.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 12:40 de 29.04.2009
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roar!

Pessoal, não esqueçam que amanhã é o último dia pra remeter suas informações pro Leão!

Tá avisado.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 12:10 de 29.04.2009

lôka, lôka, lôka

Pessoua tá lôka com preparativos de viagem. Pessoua bota despertador para mais tarde e acorda plim! duas horas antes. Pessoua não tá no seu juízo perfeito e tá com MIL cousas para fazer. Portanto pessoua pede paciência.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:32 de 29.04.2009
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27.04.2009

Música chiclete


Não recomendado para pessoas de mau humor ou desencantadas amorosamente.








Do you hear me,/ I'm talking to you/ Across the water across the deep blue ocean/ Under the open sky, oh my, baby I'm trying/ Boy I hear you in my dreams/ I feel your whisper across the sea/ I keep you with me in my heart/ You make it easier when life gets hard/ / I'm lucky I'm in love with my best friend/ Lucky to have been where I have been/ Lucky to be coming home again/ / They don't know how long it takes/ Waiting for a love like this/ Every time we say goodbye/ I wish we had one more kiss/ I'll wait for you I promise you, I will/ / I'm lucky I'm in love with my best friend/ Lucky to have been where I have been/ Lucky to be coming home again/ Lucky we're in love every way/ Lucky to have stayed where we have stayed/ Lucky to be coming home someday/ / And so I'm sailing through the sea/ To an island where we'll meet/ You'll hear the music fill the air/ I'll put a flower in your hair/ though the breezes through trees/ Move so pretty you're all I see/ As the world keeps spinning round/ You hold me right here right now










Acabei de ouvir e pim! grudou. Tão bonitcheeeenha... Para começar a semana (que vai ser curta, YEY!) em alto astral.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:22 de 27.04.2009
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26.04.2009

Fetuccine à Forestier cover

No maravelololoso Atelier das Massas, que, diga-se, é dos meus restaurantes preferidos e acaba de sair na Veja Porto Alegre 2009/2010 como o melhor italiano da cidade, come-se um fetuccine com molho cremoso, com escalopes de filé que é alguma coisa de. Chama-se Fetuccine à Forestier. Madame andou se experimentando e tentando fazer um cover à altura do original que tem feito muito sucesso.

Eu começo fatiando o filé em iscas bem fininhas. É importante que ele fique em mini mini mini bifinhos de 5 ou 6 cm de comprimento por 2 ou 3 cm de largura e de espessura muito fina. Essa é a parte chata do prato. Feito isso, em uma panela de ferro, ou de fundo bem grosso, aqueço óleo com uma generosa colher de manteiga. Enquanto o óleo esquenta, salpico uma colher bem cheia de farinha de trigo sobre os escalopes e misturo com as mãos para que toda a carne pegue um tantico de farinha. Quando o óleo estiver bem quente e a manteiga estiver dourada, largo o filé dentro da panela da forma mais espalhada possível e não mexo muito para que a carne não perca suco. Quando a parte de baixo estiver dourada, mexo para dourar o outro lado. Enquanto isso, pico a cebola e o alho e junto assim que o filé estiver dourado. Deixo dourar também. Junto uma xícara de vinho branco seco e com uma colher de pau, desgrudo a farinha dourada que pegou no fundo. Depois que o álcool evapora, junto o tamate picado e seu suco, orégano, pimenta preta, cominho e um caldo de carne, um tantico de água e deixo o molho apurar. Ajusto o sal e junto as ervilhas, o creme de leite e a salsinha picada. Cozinho o fetuccine e esparramo o molho por cima. E voilá, hora de abrir um bom vinho.


Ingredientes:

500 g de filé mignon
1 col sopa de farinha de trigo
óleo de soja
1 col sopa de manteiga
1 cebola grande picadinha
2 dentes de alho amassados
1 xic vinho branco seco
1 lata de tomate pelado picado
orégano, pimenta preta, cominho
1 tablete de caldo de carne
1 lata de ervilhas ou quantidade equivalente de ervilhas frescas
1 caixinha de creme de leite
1 punhado de salsinha picada


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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 23:23 de 26.04.2009
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25.04.2009

Outono em Porto Alegre




É no outono que Porto Alegre é mais bonita. Quem conhece a cidade nessa época, apaixona-se perdidamente. Diria Quintana que no outono o céu de Porto Alegre é lilás. É mesmo. A cidade ganha uma outra luz, os dias são secos, o ar é propício a carregar os cheiros das folhas, da grama, do rio, das pessoas que passam, dos cafés recém coados, dos bolos de laranja ainda quentes. As pessoas já saem com casacos pela manhã, mas não há o desconforto do frio de um dígito. Há o acolhimento das primeiras lãs, do cashemere, um cachecol mais leve, um xale. Depois, conforme o dia vai ficando alto, o calorzinho chega, espanta o geladinho das sombras, aquece num abraço. A cidade se espraia sob nossos pés e pede que a percorramos sem pressa, sem automóvel, sem ruído. Pede que a escutemos com atenção, sua música, suas canções. Eu sempre ouço Nei Lisboa pelas ruas no outono de Porto Alegre. E Vitor Ramil. No outono Porto Alegre é mais minha, é mais clara, é mais azul. É quando o chimarrão nos parques cai melhor, é quando as pessoas são mais bonitas, mais felizes, tem um sorriso pronto e vontade de olhar em volta. Para os pássaros pousados nos fios elétricos, nos postes, em revoada ao entardecer. O outono de Porto Alegre me traz uma solidão menos triste, mais límpida e eu fico mais inteira. Deve ser a sensação ingênua de que o inverno não volta mais, que junho está muito longe, que a vida se resume a hoje, sob o céu lilás de Porto Alegre.





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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 18:26 de 25.04.2009
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Atualização de links

Sai Dona Isadora, a enteada, que agora abandonou o blog para dedicar-se exclusivamente a tornar-se universitária, entram Ana Paula (urbanamente), Ana Elisa (La Cucinetta) e Melina (Dona Menina). Aproveitem que elas são o máximo.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:26 de 25.04.2009
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PÁRA TUDA!


La Reina Madre em Brasília!!

Corre para a Nunca Fui Santa (111 Sul). É só mais hoje!

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:14 de 25.04.2009
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24.04.2009

Amigos são pra essas coisas


E aí povo, que programa (ver, ir, comer, beber, olhar, sentir, visitar, show, restaurante, boteco, bar, lugar, museu, loja, bairro, rua), ainda que não seja o mais tradicional - e talvez bem por isso - você recomendaria em NY?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:13 de 24.04.2009
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Sobre adequação e verdade


- Você tem que me amar!

Eu adorei os dois posts mais recentes da Belly e o assunto se conecta bastante com a coluna dessa semana da Paradoxo e com algumas conversas com o Alvaro e com algumas sessões bem punks com o terapeuta, então bora lá, deixa ver se eu consigo dividir umas coisinhas com vocês.

Ser aceito é ótimo, ser amado é excelente, não estar sozinho é uma maravilha. Porque a despeito do que possa se dizer de que a gente TEM QUE se bastar e ser feliz, a verdade, convenhamos, é que todos queremos que TODOS nos amem, nos gostem, nos aprovem, nos admirem, nos convidem pras festcheeenhas (nem que seja para aquelas que a gente nem que ir), sintam nossa falta, nos achem maravilhosos. E aí a gente tem duas opções (três, na verdade): ser a gente mesmo, ser um êmulo em constante esforço para agradar todo mundo, ou despirocar e agredir todo mundo porque já que não se pode juntar-se a eles, vença-os pelo cansaço.

Todas as opções têm vantages e desvantagens, para si e para os outros, obviamente.

Quando a gente é um agradador, todo mundo te ama, mas ama aquele êmulo que você inventou. Você se sente amado, mas sabe lá não tão no fundinho que o que eles amam não é você, é o seu esforço de agradar e, então, você se sente amado, mas não se sente; não é abandonado, mas sabe que se a máscara cair, babaus.

Quando a gente é um agressor, todo mundo te odeia, mas odeia a geni que você incorporou. Você sabe que não te odeiam verdadeiramente, odeiam o personagem que você criou como seu anteparo, como seu testa de ferro, e pode viver com a secreta (e confortável) sensação de que SE te conhecessem de verdade, gostariam de você. Neste caso há um puls a mais: se algum doido amar você nessas circunstâncias, bah, aí sim, é amor de verdade.

Quando a gente consegue ser a gente mesmo, não tem mentira atrás da qual se esconder. Quem te ama, ama você, quem não gosta de você realmente não gosta. Isso é bom, mas é ruim e é ruim mas é bom. As pessoas que te amam, te conhecem, sabem dos prós e contras, estabelecem uma relação verdadeira e, portanto, mais difícil e mais fora do controle (não é você que manipula, que compra amor ou ódio, é o outro que gosta ou não gosta). As que não gostam de você não gostam e pronto, você tem que viver com isso. Elas não vão te aplaudir, te apupar, te validar, te apoiar. Elas simplesmente não gostam de você e muitas vezes vão deixar isso bem claro e vai doer (porque, lembra, a gente quer que TODOS nos amem).

Se você for exótico, há quem vá achar você feio. Se você é livre de espírito e resolveu que vai ter várias experiências, há quem vá dizer que você é promíscuo. Se você adora ter papos cabeça, vai ter quem ache você um chato. Se você compartilhar suas angústias existencias, vai ter quem ache você um deprimido chorão. Se você for super sincero e disser as verdades duela a quien duela, vai ter quem te ache um mal educado. E assim por diante.

É o preço que a gente paga para ser a gente mesmo, o preço da desaprovação de alguns que, a meu ver, vale o amor verdadeiro de outros. Basta conseguir fazer esta opção.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 10:43 de 24.04.2009
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message in a bottle

Oi!! Sou a Belly! A Sauer-Belly!

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Quero agradecer à Ticcia pelo espaço e pela amizade, não necessariamente nessa ordem.
Quando a Ticcia me convidou para partilhar do espaço, na verdade ela me ofereceu o acesso a todos vocês, que vêm aqui ler o Madame Mean. E isso não é pouca gente. É uma tremenda visibilidade. Para alguém (como eu) que quer ter um feedback de algumas coisas, é uma oportunidade de ouro.
Então, quero agradecer também a cada um de vocês que lê o Madame Mean, que deixa sua opinião no sistema de comentário.
Sabe, tem dias que são bons, outros nem tanto. Tem dias que parece que sou uma ilha e que não há nenhuma embarcação no horizonte tendendo a se aproximar. Nesses dias, lançar uma mensagem na garrafa aqui e receber outras garrafas com mensagens de volta não tem preço.
Obrigada, folken.
Mesmo.

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Tenho a dizer, não em defesa da minha pessoa ou dos meus escritos, mas em defesa da objetividade e da solidariedade humanas, que eu, assim como toda e qualquer pessoa, sou falha e incompleta. Tem todo um mundaréu de coisa que eu não sei. Algumas eu estou aprendendo. Outras, não vou aprender nunca. A minha opinião pode mudar, e isso não é ruim, se for fruto do amadurecimento, do conhecimento e da aquisição de sabedoria. Há momentos em que tenho arroubos de fúria, de agressividade, de paixão, de tormento, arroubos, enfim. Nessa caminhada para descobrir o que sou, uma das poucas coisas que já sei é que sou uma pessoa de arroubos e que minha alma é pintada em amarelo e vermelho vibrantes de Kahlo, em formas de Gaudí, e dança sob o luar de um céu estrelado no ritmo de uma guitarra flamenca, depois de comer muita pimenta. Ela dança e vibra, porque pouco fala. É uma alma silenciosa e dada a manifestações dramáticas, embora de certa forma contidas. Sim, é o próprio paradoxo.

Então que muitas vezes posso ser malcomportada, escrever palavrão, aplaudir atos agressivos, apoiar manifestações revolucionárias no mau sentido. Não quer dizer que, passado o arroubo, eu não medite sobre o assunto e não possa mudar de opinião. Ou passar a ter uma.

O que sei, amigos, é que passei algum tempo tentando ser asséptica, antisséptica, edulcorada, emulsificada e adoçada artificialmente móde me enquadrar ao 'adequado'. Queria ser 'adequada' para 1) ser benquista e 2) não enfrentar tantos problemas na vida, ter um caminho mais suave (alô, Livs!) Numdianta. Não sou 'adequada'. E pergunto, quem foi que estabeleceu esses parâmetros de 'adequação'? Que 'adequação' é essa? Isso é adequação, é educação, é finesse, é mediocridade, é passividade, é empáfia, é enfado?

Questiono; portanto, jamais serei adequada.

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Mas eu serei eu. Já é algum começo.



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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 10:00 de 24.04.2009
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Não sou eu que tô dizendo...




Namorado enviou o vídeo estupefato com a similitude à uma certa peluda gorda que a gente ama muito.
A patinha cutucando o rosto de leve é IGUAL.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:50 de 24.04.2009
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23.04.2009

reclaminhos

Meu nome é Belly.
Sobe no caixote!

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Todas as reclamações ora postadas são reclaminhas. Porque, em verdade, queria reclamar de coisas bem mais fortes. Reclamações pimentudas, grandes, polpudas, pastosas como lava do Vesúvio, que se derramam por tudo afora, fazendo a mó lambança e destruindo o que há pelo caminho, tal panela de pressão que explode e inunda a cozinha de feijão, isso quando não arranca a cabeça da cozinheira.

Mas é de muito malgosto, ou mal gosto, fazer isso assim em público. Vocês não têm nada a ver com isso, n-a-d-a. Então vou soltar a verve reclamilda a reclamar de coisas estapafúrdias comezinhas do meu dia-a-diazinho, essa coisinha prosaiquinha.

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O vizim chatonilds: geeeeeeente, por que todo mundo tem que ter um vizinho do inferno sempre? Sai, demonho! O sujeito, além de cantar DO YOU HAVE TO, DO YOU HAVE TO, DO YOU HAVE TO LET IT LINGEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER bem alto, em horários incomuns, como meia-noite, cinco da manhã ou sete horas da madrugada de domingo (alô, ave canora), acha que todos, absolutamente todos os problêmis do apartamêntis dele decorrem do fato de morar embaixo de mim. Logo eu, que nunca estou em casa.

Se falta água na casa dele, não é porque a coluna de água do edifício foi fechada para reparos: é porque eu fiz alguma coisa misteriosa no meu apartamento que magicamente fez com que sumisse toda a água da casa dele.

Se tem um vazamento no teto da cozinha dele, não é porque a coluna do esgoto (eeew) do edifício está com uma rachadura: é porque alguma infiltração misteriosa no meu apartamento está drenando para o teto da casa dele.

Se falta luz no apartamento dele, não é porque ele não pagou a conta de luz, ou porque a casinha dos relógios de luz é uma bagunça e o técnico terceirizado da companhia de eletricidade cortou a luz errada: é porque alguma misteriosa fiação, que alimenta toda a eletricidade da casa dele, passa por algum ponto crucial de algum cantinho do meu imóvell-ll-ll-lll, e eu estou naquele exato momento enfiando o salto 15 do stiletto que eu não uso exatamente ali.

Daí o vizim demonho começa a ligar no interfônis gasguito cujas ligações caem após cinco segundos "áááinnn, será que vocêêên podíaaan..." tu-tu-tu-tu, caiu, daí ele liga de novo e começa tudo de novo, porque, afinal, ele é polido. Educado.

Vizim, eu desejo que você ganhe na megassena acumulada e se mude para BEM LONGE de mim!
Ou então que fique mudo. Mudo e paralítico.

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The Art of Noise: a terapia do grito no balcã da repartiçã.

O povo brasileiro, cansado de ser logrado pela confraria do dinheiro na cueca, pela irmandade congressista da pizza, pela máfia da passagem aeroviária, pelo nababesco senado nabucodonosoriano e pelo entendimento gilmarferreiramendesiano que sanciona isso tudo e que diz que brazéo, brazéo - brazéo é o país do suingue, vê no servidor público a ponta do iceberg de toda essa falácia. Na verdade, quem atende no serviço público é menos do que o peão no jogo de xadrez: não tem cartão corporativo - e se tivesse, não usava; não tem cota de passagem - e se tivesse, tampouco usaria; não coloca dinheiro na cueca, porque não precisa, pode perfeitamente colocar seu dinheiro na carteira e declarar no imposto de renda, porque é dinheiro honesto; a pizza que conhece é aquela que compra na telepizza, ou na pizzaria do bairro, e paga com o seu próprio dinheiro, e as passagens aeroviárias são aquelas compradas dessas companhias aéreas mambembes que estão por aí tentando sobreviver e, enquanto não conseguem, fazem o consumidor de gato e sapato.
Bem, voltando: quem atende é só a pontinha da pontinha da pontinha do tentáculo de um polvo gigantesco que nunca chegamos a conhecer. E escolhemos fazer parte do tentáculo por uma questão de ideologia ou de sobrevivência, às vezes ambas. Mas vá explicar para o incauto cidadão que lê manchete de revista semanal. Veja, Isto é uma coisa, aquilo é outra coisa. Só que para eles não interessa: para eles, o funcionário é a cara da administração pública. Quem pode dizer que a lógica deles está equivocada? E eles estão tão poootos com a administração pública, mas tão poooootos com a administração pública, que eles querem bater na cara da administração pública e cuspir na cara da administração pública. Eu vos asseguro, enquanto pessoa que atende o respeitável público: é isso que eles vêm fazendo.

Não foi para um nem para dois que tive que esperar que terminasse o berredo (eu disse: berredo) para então avisar, polidamente, que ali era o balcão de atendimento da repartição pública XYZ, e que não era a terapia do grito nem o CVV e que, portanto, eles precisavam manter um mínimo de urbanidade, do contrário não seriam atendidos.

Ah. Tem um agravante. Quando é uma mulher atendendo, as pessoas berram mais. Especialmente os homens. Alô? Mulher = sparring?


Como é que vai acabar? Fácil! Vai acabar mal.


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Estava caminhando num shopping metido a besta porque fui num restaurante que só tem lá. (até onde sei, só tem lá)
Passei por uma vitrine daquelas bem vitrinosas, que a loja tem mais vitrine do que loja. Entendem?
As mocinhas vendedoras começaram a apontar para mim e rir!

!!

Uai, sô.

Entrei na loja.


- Boa tarde! Tudo bem? Vim aqui compartilhar da alegria de vocês a respeito da minha pessoa!
- Hã?
- ...
- ...
- É! Eu estava passando, só tinha eu na frente da loja, e vocês três apontaram para mim e começaram a rir muito, parecia muito divertido! Eu também quero me divertir!
- .... hã...
- ....hm... hum....
-....
- Vocês não vão contar?
- Hã....hã...
-...
-....
- Nossa! Vocês só dizem '"hã"! Ou vocês são muito mesquinhas, ou são oligofrênicas! Deixa assim! Bom trabalho, tchau!

Olha, não me senti realizada por perpetrar ódio. Em minha defesa, tenho a dizer que fui bullied na infância e que, tchipos, CANSEI de gente que não sabe nem de ouvir falar o que é, por exemplo, o pi, indigitando para mim o seu dedo que aperta o botão do volume do iPod-mp-whatever pra ouvir o pior funk do mundo no volume mais alto e caindo na gargalhada. Quer rir de mim? Ria. Mas tenha um mínimo de conteúdo, australopiteco.

Em outras palavras, perdi a oportunidade de dar o salto quântico. Em vez de encher-me de compaixão e cantar o mantra de Tara Vermelha para aquelas pobres almas risonhas, eu desci ao nível delas e me macaqueei como a australopiteca que, entre outras coisas, sou.

Mas afinal, não será às vezes a compaixão uma tremenda empáfia e, assim, um profundo desprezo que retém o sentimento de superioridade do ser compassivo?

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Eu sou só uma pessoa.

E, às vezes, eu preciso subir no caixote.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:28 de 23.04.2009
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Saudades zero



Esta semana na coluna In-ventário
, o horror da adolescência sem grana e fora dos padrões.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:01 de 23.04.2009
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22.04.2009

Barraco no STF




Tem coisas que só um Barbosa faz por você.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 22:24 de 22.04.2009
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21.04.2009

That's all, folks




Feriado tão, tão bom.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 22:02 de 21.04.2009
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19.04.2009

verdades nuas das noites de domingo, a série

A verdade é que se Geddy Lee me retribuísse na mesma moeda, eu largava tudo (menos o filho, o filho ia embaixo do braço) e ia viver com ele.

A sorte, minha e de Geddy Lee, é que ele nem sabe que eu existo.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 23:50 de 19.04.2009
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17.04.2009

Sparlkling Tips da Ticcia


Eu sei que a tela do computador não é vitrine e que pão com manteiga não é donnut, mas eu tenho que concordar com Holly:
tem dias que a gente merece olhar e olhar e olhar muito coisas lindíssimas em um lugar perfeito.



Casa com flores e com cheiro de esperar coisas boas.



Os dias azuis de outono em Porto Alegre. Tão azuis que o céu parece lilás. Tenho vontade de hortênsias e de voar.



Em dúvida do que ouvir. Pizzarelli, Krall e o meu DVD lindo.



A palavra mais bonita da língua portuguesa: feriadão.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:57 de 17.04.2009
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red barchetta

Hello, is it me you're looking for?
Aqui quem vos fala é a Belly e, se você quer saber como estou, I say: no, no, no.

Não. Não pergunte.

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Tenho um monte de coisa desagradável pra contar, inclusive de golpes pra cima de velhinhos aqui na cidade. Só que vai ficar pra outra hora, porque 1) faz tempão que não venho e não estou a fim de assunto desagradável e 2) estou em recuperação da saúde, vamos conversar coisas legais, né!

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A Madama dona do pedaço escreveu sobre as calças jeans, e foi uma comentação geral. Inclusive eu mesmíssima comentei, contando que faço uso de calças bastante populares que você encontra em lojas de departamento porque, oras, porque elas me servem. Servindo é o que vale pra mim. E isso já é bastante coisa, folken.

Teve uma amiga que comentou sobre as peças da grife Equus, com que simpatizo a começar pelo nome. Aí que fui dar uma olhadinha no site da Equus e gostei do que vi para a estação do frio. Achei bacana, parece confortável e despretensioso. No site tem um link que informa onde tem loja da marca. Aqui nesta cidade de onde vos escrevo tem duas lojas. Só não sei em relação a preços e modelagens como fica a coisa, pois só tenho uma peça, e é uma blusa.

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Já tive golpes tremendos, bizarros, sofridos e enlouquecedores na minha autoestima (agora é assim, sem hífen, não é?) E fico pensando: da mesma forma que numa luta o adversário necessariamente abre a guarda quando vai atacar, e é aí que ele fica vulnerável, é isso o que nos sucede na vida. Talvez quando a pessoa resolva sair do seu caminho natural, aquele em que tudo parece fluir, para tentar uma outra coisa que, no fundo no fundo no fundinho, não diz respeito aos anseios d'alma, e sim à satisfação da projeção do desejo de terceiros, no intuito de deles arrecadar mais amor, é quando ela abre a guarda porque necessário fazer um movimento de ataque. Às vezes, um movimento de ataque contra si mesma.

Tentei diversas coisas, diversas personas, maneiras diversas de fazer as mesmas coisas. Tentei tanta coisa que meio me esqueci de como sou. Agora estou um pouco confusa: eu sou o que eu sou ou eu sou aquilo que eu fiz de mim? E quanto de cada parte? É uma média harmônica ou ponderada?

E o supersensacional de tudo é que agora estou sozinha, porque o senhor aquele que me convenceu que era preciso sentir as coisas não atende mais. Ê beleza. Talk to the hand.

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Vou acabar como Eastwood em Gran Torino. Vou. Com a desvantagem de não ter mais o Gran Torino, porque o veículo que me fazia às vezes de Gran Torino foi puxado em 2004.

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Talvez seja hora de comprar um carro. Não The Great Gran Torino of my life.
Um carro, apenas.

Para levar adolescentes em festas e, mais importante ainda, para buscar os adolescentes nas festas.


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Exit... Stage Left.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 11:58 de 17.04.2009
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16.04.2009

Quero-te




Na coluna in-ventário desta semana
, um plural na segunda pessoa do singular.



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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:04 de 16.04.2009
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15.04.2009

Goop

Lindo, simples e poooodre de chique. Não poderia ser de outro jeito: Goop, o site de Gwineth Paltrow.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:22 de 15.04.2009
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Momento Becky Bloom

Em verdade, em verdade vos digo: há compras e compras e há algumas que justificam serem feitas em determinados lugares; outras, não. Tipo sapato. Tipo calça jeans. E por falar nisso, no que concerne ao meu very private own derrière (e suspeito que em algumas pouquíssimas sortudas qualquer coisa caia bem), dependendo do jeans, eu posso ficar com um bumbum, um popozão, uma jamanta acoplada, uma busanfa, uma traseira disforme, um desastre geológico ou uma bunda propriamente dita. Ou seja, no meu caso específico, valem os duzentos reaus que me cobra o Sr. Carlos Miele, mas mais do que isso eu me recuso a pagar. Muito menos se a justificativa for a ostentação inútil e imbecil de eNtiqueta no parachoque traseiro, tipo Di*s*l (que, diga-se, não funcionada NADA bem em mim). Já blusõezinhos, tricozinhos, malhinhas e basiquinhas, vamos e venhamos, quem diz se é Armani, Elus, Colcci ou da C&A? Só a fatura do nosso odiado e idolatrado cartão de crédito.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 00:26 de 15.04.2009
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13.04.2009

Dia Mundial do Beijo




Rostand, Cyrano de Bergerac, 1897, Ato III, cena 10. Um oferecimento, Monsieur Namorado.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 22:19 de 13.04.2009
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Pavê (e pacomê) de bombom da Vó Nininha


Se você não comeu o suficiente na Páscoa e está precisando de um reforço calórico (huhauahuahau), ou não sabe o que fazer com aquele monte de bombom que ganhou, ou ainda se você precisa de algo muito doce e muito bom para espantar qualquer angústia existencial, seus problemas acabaram: pavê de bombom da Vó Nininha.

Numa panela junte o leite condensado, 1 xícara (chá) de leite, 1/2 col. sopa de maisena e 3 gemas peneiradas (reserve as claras). Leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar. Deixe cozinhar por mais 5 minutos, mexendo sempre. Retire do fogo e misture uma lata de creme de leite sem soro. Em uma outra panelinha, junte mais 2/3 de xícara de leite leite e 5 col. sopa de chocolate em pó (chocolate mesmo, não serve achocolatado!) e misture. Leve ao fogo médio para ferver. Depois de ferver, retire do fogo. Reserve.

Numa batedeira, bata as claras até o ponto neve. Vá acrescentando 5 col. sopa de açúcar (bem cheias) aos poucos para as claras não murcharem, até ficar um merengue firme. Desligue a batedeira, acrescente uma lata de creme de leite sem soro (sim, é a segunda!) e misture, delicadamente, até incorporá-lo às claras. Reserve.
Agora vamos montar o pavê. Num refratário distribua uniformemente o creme amarelo no fundo. Pique os bombons grosseiramente e espalhe sobre o creme.Em seguida, regue com o choocolate dissolvido e cubra com o creme de claras. Polvilhe com um pouco de chocolate e pó.

Leve ao congelador por, no mínimo, 3 horas ou até ficar consistente. Tire uns 20 min antes de servir.


Ingredientes:

- 15 bombons de sua preferência (nós preferimos sonho de valsa)
- 1 2/3 xícara (chá) de leite
- 1 lata de leite condensado
- 2 latas de creme de leite
- 1/2 colher (sopa) de maisena
- 5 colheres (sopa) de açúcar
- 5 colheres (sopa) de chocolate em pó
- 3 ovos


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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 09:32 de 13.04.2009
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participações sociais de Páscoa

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"Eu vou te MORDER! - e não vou largar!"





Coelho da Páscoa, que trazes pra mim?
Enxaqueca, herpes e desgostos sem fim.

O melhor da Páscoa neste ano foi que ela finalmente acabou.

Boa semana, colegas de auditório que levam essa vida de Fênix e matam um leão por dia. Força aí vocês também, que aqui seguimos alive and kicking.

PS: essa é para vocês, amigas bacanudas com quem preferia ter estado nos dias de feriado e com quem não estive porque Parenti Serpenti and I am spaghetti.









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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 09:10 de 13.04.2009
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Satolep Tips da Ticcia


Meus sobrinhos gatos estão uma paixão total. Mesmo quando eles resolvem brincar de vale tudo em cima de mim às 4h da madrugada.

Meu escondidão de camarão foi sucesso de crítica e público. Em breve, a receitcheeenha.

Sonhos reiterados sobre procrastinação que devem financiar a piscina da casa de praia do analista. E assim vamos.

Dormir duas noites com a minha irmã caçula, mesmo com os sobrinhos gatos brincando de vale tudo em cima da gente, ajudam a pessoa a ser mais filiiiiz.

Faltou o Facelo em Satolep. A mãe dele tava jururu, jururu e eu tenho que admitir que com Facelo a coisa toda tem mais graça. Mme Mãe só ficou mais faceira depois da doação do ovo de meio quilo.

Eu voltei com sinusite, com a gastrite meio-meio, uns dois quilos a mais e com uma certa inquietação existencial. Mas tem coisas que só Satolep faz por você. Tipo o pavê de bombom da Vó Nininha.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:06 de 13.04.2009
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09.04.2009

A little help from my friends






Pípols e pípals, alguém aí assistiu algum desses musicaizões brodueianos e recomenda?






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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:20 de 09.04.2009
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08.04.2009

Por vários motivos



Na coluna In-ventário desta semana
, a republicação de uma carta pra mim mesma.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 22:53 de 08.04.2009
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Cat on a Hot Tin Roof







Sumi, né? É que a leve gastrite se associou-se a si mesma em conjunto com uma intoxicação alimentar básica e ontem eu fiquei me contorcendo o dia todo feito minhoca no asfalto quente. Agora medicada e sob recomendação de passar a mingau de arrozina e cream cracker nos próximos dias, começo a recuperação. Não esmorecerei. Não passarão, diria o Cap. Nascimento.










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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:26 de 08.04.2009
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07.04.2009

chasing Dirceu

Sei que você fez os seus castelos e jurou ser salva do dragão.
Desilusão, meu bem;
quando acordou estava sem ninguém.

Sozinha no silêncio do seu quarto, procura a espada do seu salvador. E, no sonho, se desespera: jamais vai poder livrar você da fera da solidão.



Você precisa é de um homem pra chamar Dirceu.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 08:39 de 07.04.2009
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03.04.2009





Em Defesa da Comida, Michael Pollan - Tô amando , amando, amando muito. Recomendo muitíssimo. Um livro que diferencia alimento de nutriente e conta como foi que a indústria, o governo e a impressa nos fizeram acreditar em baboseiras que fazem com que a gente não se sinta capaz de decidir o que comer. Dados consistentes, leitura ótima, to literalmente de-vo-ran-do.

A dica foi dessa moça, com quem eu simpatizei assim que li a sua auto-definição: uma nona em treinamento.






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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:08 de 03.04.2009
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I could hold you for a million years




A música é originalmente do Bob Dylan e eu adoro a versão da Adele.
Um barato são as mesclas dos sons da música e do próprio clip.

Um bom fim de semana.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:14 de 03.04.2009
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02.04.2009

2 de abril


Este é um outro post de aniversário. Não sei se estou profícua em posts de aniversário ou se ando muito azeda e sem humor para contar coisas que não seja de uma forma queixume, ou se é falta de tempo mesmo (mais provável esse último, tá apertadinho aqui, folken). Também colabora o fato da concentração de efemérides de gente querida. Diz o ditado que desgraça pouca é bobagem; pois o inverso deve ser ainda mais verdadeiro e é por isso que esse povo todo nasceu assim, ajuntado.

Confesso pra você: sempre pensei que carioca fosse meio folgado. Aquela coisa de ser quatrocentão, mais a cidade maravilhosa, mais o samba, mais a praia, mais o fato de ter sido capital da República - e não deveria nunca ter deixado de sê-lo, mas minha opinião ainda não está formada a respeito então não vou completar a idéia - mais o chiado charmoso na fala, mais os corpos sarados, mais Tom e Vinícius, mais floresta da Tijuca, Cristo, Urca, Baía da Guanabara, Arcos da Lapa, Corcovado, Pão de Açúcar e bondinho, vamos combinar: são muitos motivos para a pessoa sentir o rei na barriga e começar a folgar com os outros. Então que levava um certo medo dos cariocas, achando que eles iam debochar da minha falta de coolness e nonchalance, da minha brancura sulina e da minha literalidade de raiz européia. Fugia deles como gato escaldado.

Mas aí calhei de conhecer um carioca mais de perto. Carioca, assim, carioquíssimo. Carioca da gema, mesmo. E acabei por concluir que todo aquele arquétipo do malandro carioca nada mais é do que uma tremenda distorção (pra pior, evidente) das coisas mais bonitas e bacanas que tem alguns cariocas, como esse carioca aí que eu conheci e que faz aniversário hoje.

Ele tem um jeito fluido de ser, e isso é uma arte. Não tenho como explicar melhor: é um jeito fluido. Ele leva a vida com a leveza de um dançarino. Ele a pega pela mão e a conduz com delicadeza, para onde quer levá-la, ao ritmo do que está tocando, pois já aprendeu que é preciso dançar conforme a música. Mas nem por isso precisa abrir mão do seu estilo, e isso ele tem de sobra. E é assim que ele vai levando leve a vida, encantando-a entre rodopios precisos e passos gentis, porém decididos, em que cada movimento já contém em si o princípio do próximo, num encadeamento absolutamente fluido que é lindo de ver e que dá vontade de dançar junto.

Ele já viu coisas tristes, mas traz só doçura nos olhos cor-de-mel, uma doçura fluida que serpenteia em torno da gente quando ele nos abraça, mostrando que foi menino criado a pão na chapa, biscoito globo, sorvete de frutas, caminhada no calçadão de copacabana e samba da bênção, aquele que diz que é melhor ser alegre que ser triste e que a tristeza tem sempre a esperança de um dia não ser mais triste não. Ele tem sempre (ou quase sempre) um sorriso para oferecer. Ele tem mais energia que uma criança aprendendo a caminhar. E ele tem muitos e muitos e muitos méritos, mas nunca fala sobre eles, porque está mais interessado em saber no que vai compartilhar com você enquanto estiver na sua companhia do que ficar demonstrando os seus (dele) feitos para seu assombro - como, aliás, costuma fazer 90% da humanidade.

Ele me manda sempre notícias de hipopótamos, quadrinhos, charges e ilustrações com hippos. Provando que ele me entende mais do que eu seria capaz de entender.

E ele tirou uma grande amiga minha para dançar. Tango.

Alvaro Antonio, você é gente fina pra caramba! Sem parada sinistra nenhuma, aê.
Feliz aniversário, queridão!


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:09 de 02.04.2009
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O mais importante a gente sabe sem perceber, ou Happy Birthday Monsieur Namorado



A coluna in-ventário desta semana é para o Alvaro
, que está de aniversário hoje.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:21 de 02.04.2009
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