Deu no VnF que Duda Mollinos está lançando linha de pincéis! Yeah! O Boticário já lançou pincéis junto com a linha Celebrare, mas aqui no fim do mundo do RS só chega a partir do dia 10 de abril (já liguei para TODAS as lodjeeenhas de Porto Alegre reclamando).
Agora é torcer para alguma destas linhas ser mais macia e suave que os outros terrores arranhadores nacionais e por um preço que não seja vilipêndio de carteira.
Assim, do nada, um banzo profundo. É a falta, é o excesso, é o meio-termo muito no meio, com ou sem hífen? Uououououou. Será o mais do mesmo exponencial?
Uma sensação adolescente de sufocamento e a necessidade súbita de partir sem mala nem lenço, só o documento (e o filho), porque, sem documento (e sem o filho), né, fica difícil. A sensação é adolescente, mas a pessoa é macaca véia e já aprendeu alguma coisinha. Mas aí tem o documento, e tem o filho, e o documento do filho, e as vontades do filho, será que o filho quer partir, e partir sem mala ainda por cima? Filhos em idade escolar não costumam querer partir de súbito, filhos querem ficar com os colegas, ficar na escola, ficar para descobrir o que acontece depois, ficar com a colega de classe, ficar entretido com todo esse momento revolucionário que é a adolescência em si. Não precisa mexer muito no filho, o filho já tem um turbilhão dentro dele e fica quietinho, olhando pra dentro de si e se maravilhando consigo mesmo.
E aí vou ficando. Ficando.
Como vou ficando, resolvi que as coisas vão indo. Indo. E fiz limpeza e mandei muitas e muitas coisas fora e a casa fica bem melhor assim, sim, mas vai ficar ainda mais melhor de bom no sábado que vem, quando teremos replay de limpeza com a participação da Zuper Zélia, que engole um superamendoim e trabalha de uma forma tão eficiente e rápida que chega a desesperar quem está por perto.
- Zélia, peloamordedeus, VAI PARA CASA. Tu tá aqui há DOZE HORAS. Vai pra casa.
- Ah, mas eu quero juntar esses panos e arrumar essa cadeira e virar essa mesa e arrastar essa estante e passar essa roupa e ... (continua ad infinitum)
Zélia precisou ser sumariamente expulsa. Tão sumariamente que esqueceu seus óculos. Sim, eu expulso as pessoas da minha casa. Ao menos quando elas vem aqui trabalhar (esse vem agora é um 'vem' ou é um 'vêm'? por favor, me ajude nos comentários, agradeço) e insistem em ficar doze horas semi-ininterruptas trabalhando. Não dá. Estou sabendo que um dos maiores problemas da economia mundial é o excesso de jornada, daí vou deixar a pessoa ficar trabalhando doze horas na minha casa? Que moral de cuecas é essa? Alôu?
Mas eu amo a Zélia. E eu a abracei depois de expulsá-la.
E fui até onde ela estava trabalhando hoje móde devolver seus óculos.
A irritação com tudo, com todos, sobretudo consigo mesma, transparecendo no rash eritematoso que é o nome pomposo bularremediento da alergia de pele. A pessoa coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça coça, sangra. Nem assim tira de si o agente irritativo. Nem assim. Dizem que com sangue, entra. Mas o contrário não é verdadeiro.
Afasta de mim esse cale-se!
E me passa a palha de aço!
São 1:19 da madrugada e faz 25ºC em Porto Alegre. Louvado seja o verão que este ano tá apegadim, apegadim. Deus conserve. Por mim pode seguir assim até novembro.
Essa é Maria Antônia, minha nova sobrinha. Nasceu dia 25.03, no dia do aniversário do Vô Paulo. Ela é tão linda que eu não consigo explicar, a foto não faz justiça. Pequeninha, fortona, veio antes do tempo e mostrou que não se abala por qualquer coisa. Ri dormindo, aperta os olhinhos, mexe os dedinhos e se expreme toda. Fez a tia Madame dela chorar sem parar horas de tão emocionada com aquele pedacinho de gente.
Maucisquinho, o mano ciumento, ainda está se acostumando com a idéia. Por enquanto tudo é «Tonha, não». Lembra um pouco uma certa micro-madame que ao se deparar com o novo mano, gritava e chorava a plenos pulmões: «Não querooooooo Faceeeeellllooooooo!» Já sabemos que são os dois privilegiados: Maucisquinho e Maria Antônia, que jamais vão estar sozinhos, para sempre terão um ao outro.
Hoje também é aniversário do paizão dela, o Maurício-pai, que tá todo bobo e babão. Parabéns duplos, Maurício. Triplos, aliás.
Minha nova paixão nas unhas: Dior Black Sequins, preto com um levíssimo glitterzinho azul. BÁR-BA-RO.
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A moça tá mega alérgica, mega irritada (inclusive dermatologicamente), über sensível (idem), reagindo desmedidamente (bolhas, vermelhidões, coceira, bolinhas, eritemas, fissuras, machucados) a praticamente tudo e qualquer coisa. Não precisam dizer, djo lo sé.
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Semana punk, mas que termina na quinta. Pelo menos isso.
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Povo gateiro de Porto Alegre, preciso de indicação de um excelente veterinário que vá em casa. Hildolina é uma psicopata social e precisa tomar suas vacinas e fazer sua revisão e não estamos conseguindo falar com sua veterinária. Alguém que possa nos ajudar?
Ele me deu um DVD que ele fez só de clipes pra mim. E eu fui assistir bem hoje, tepeêmica. Comecei a chorar na música 1, A Sorta Fairytale - Tori Amos, e nas outras 25 músicas chorei mais, ri, me emocionei, cantei junto, chorei de novo, mais e mais e mais, nos vi numa cena de Love and Other Disasters (que ele fez questão de colocar) para depois encerrar com o final de Breakfast at Tiffany's, gato molhado e tudo, maior covardia da face da terra e agora não consigo mais parar. Vaco, vaco, vaco.
Há medos contra os quais não há nada a fazer, a não ser viver com a possibilidade de que um dia eles se realizem ou acabem por nos vencer pelo cansaço de sua ameaça. Existe, claro, a possibilidade de que eles simplesmente desapareçam. Mas quem conta com isso?
Teve até parabéns gaudério, puxado por Lívia, a paulista. Teve vó Nininha, Paulinha, Monsieur Pai, Facelo e Cris, Isa, Belly, Carlos, Antônio, Greg, Rafa, Alex, Dindo e Dinda, João e Carol e o namorado que se despencou do Rio de Janeiro para encerrar as comemorações oficiais do aniversário de Madame, que agora vale pelo menos a mesma coisa do que duas de 18.
Patricia do Rio avisa que a Azul está voando do Rio-Porto Alegre. Apesar da escala em Campinas (e do dobro do tempo de um vôo direto), chega-se no Santos Dumont, a R$ 199,00 cada trecho. Tamos achando que vale a pena.
Fui, engoli e venci. É verdade que os manetas do hospital deixaram vazar soro e sedação para fora da minha pobre veia, o que faz com que cada vez que eu abaixe o braço sinta que minha mão vai explodir de dor, mas isso é o de menos. A bactéria ameeeeega, se é que ela existe, viveu seu dia de celebridade em frente às câmeras e está com seus dias contados.
Depois de Claudio Luiz e Patrícia na Lapa comemorando comigo o pré-pré-aniversário (temos fotas), de festa deliciosa com famílias e amigos onde compareceu Dona Margarida e esposo e da melhor segunda-feira da minha vida, com direito a declarações de amor de fazer a pessoa solução e espirrar lágrimas como chafariz, como a da Belly, do Alex e da Isa, mil telefonemas e sms, Madame está de volta multiplicando seis por meia dúzia, acreditando que valha mais a pena do que duas de 18.
Enquanto isso, chegaram meus pincéis Sigma. Falaremos deles em breve, bem como da base mineral Mary Kay que estamos amandomuitopopontocompontobêérre.
Minha páscoa chegou antes e é só alegria. Fora os demais presentes que são lindos de arrasar.
Vó Nininha desembarca hoje em terras portoalegrenses para a parte gaúcha da efeméride.
Paulinha também vem, mas vem sábado.
E amanhã tem episódio Linda Lovelace hospitalar, a endoscopia.
Possivelmente muitos saibam, mas para os outros tantos que ainda não sabem e para marcar a data, vos digo que hoje é o aniversário dela, A Carioca Extraviada, que inclusive se tocou praquelas bandas móde celebrar seu aniversário na terra a que ela julga pertencer.
Anos atrás nascia a petiça, no Pampa, arregalando o olhão pra ver tudo melhor e chorando por achar muito frio aqui. (Em março. Vá vendo.)
Alimentada por leite gordo de vaca, minuano que assobia, umidade, chuva, frio de renguear cusco, ripa da costela e uma tal coisa chamada manapança que não faço idéia do que seja, a prendinha foi encompridando até virar chinoca bonita de canela comprida.
A coceira de saber do mundo e das coisas era tamanha que, ainda piazita, encilhou o pingo e saiu faceira rumo à capital da província móde estudar e conhecer de tudo. Foi estudando e lendo e fazendo força que a guria provou estar correto o adágio de que o caminho é aquele que o caminhante faz ao caminhar, muito embora ela goste de acreditar em um monte de coisa mágica e malassombração - mas isso é coisa de pisciano, tem que dar um desconto.
Ela anda por aí, fingindo que não sabe que o caminho dela foi ela mesma quem fez e faz, cheia de estrela naquele par de olhão de gazela assustada. Tem um monte de coisa que ela gosta e pensa que ela não tem, e que ela nem sabe mas guarda lá dentro de si enfiado de qualquer jeito numa caixa de papelão amassada, manchada e cheia de cacareco, que ela não quer mexer porque faz bagunça.
(você vai me perguntar como é que sei. aaaah! eu sou expert em caixas de papelão amassadas, manchadas e cheias de bagunça.)
É.
Eu tenho fé que um dia ela se dá conta que tudo - mas tudo tudinho - que ela sempre quis, que sempre desejou e precisou, ela levou o tempo todo com ela, cuidadosamente escondido de si mesma, na tal caixa de papelão amassada. Da mesma forma que se deu conta que o calorzinho amigo de onde foi extraviada já ao nascer não era do outro lado do mundo, era aqui pertinho. Bem pertinho.
Patilça, you got rhythm! Who could ask for anything more?
Feliz aniversário, Nêga Tilça.
Daisies in green pastures and sweet dreams (coming true) under the starlights, forever.
Ela disse dia desses sobre as borboletas no estômago e o desconforto do regresso. Tinha a (minha) resposta na ponta dos dedos mas não escrevi. É que nas esquinas da infância de cada um de nós as crianças que fomos espreitam, com grandes olhos arregalados incrédulos, de queixo caído, estampando no semblante pueril porém encardido o assombro com nossas atitudes. "O que foi que você fez de mim?", elas nos indagam mudamente e cheias de desapontamento, antes de desaparecerem como que por encanto.
Nasci e cresci e moro na mesma cidade, pelo que não tenho para onde voltar. As esquinas não me são assombradas pela infante que fui, porque na mesma esquina passou a criança, a adolescente, a jovem, a mulher madura. A minha pequena mini me não vaga pela cidade natal aguardando ansiosa a minha volta. Ela guarda-se a si mesma no escuro fundo dos olhos muito escuros que me fitam do espelho, e dali ela me espia um pouco todos os dias, nos momentos mais inesperados. Quando a enxaqueca não passa e não há nada que a faça passar. Quando surpreendo a mim mesma no reflexo de uma vitrine e não reconheço minha própria figura. Quando acordo pela manhã sem ainda ter efetivamente despertado, ela está lá. Ela me contempla do fundo dos meus próprios olhos com os seus olhos, ainda maiores e mais escuros que os meus agora, e me pergunta, e se pergunta, "o que foi que você fez de mim?"
Escolhas, garota. Eu fiz escolhas. Como você não vai crescer, você nunca vai entender.
Só por hoje, no more blue tomorrows. Vamos dançar juntas sua música favorita. Porque, sabe de uma coisa? É a minha favorita também.
Tendo em vista que o CCC está lotado há duas semanas, transferimos a efeméride para o Bar da Ladeira: Rua Evaristo da Veiga 149,Lapa. Final da rua Riachuelo, paralelo aos arcos da lapa. A partir das 20:30.
A moça ainda está a cata de explicações gastro-psico-intestinais e continua se digladiando com lipídios, glicídios, proteinas, enzimas, lactoses e glútens. A esperança (que é a última) é que o inferno astral morra e com ele a pessoa volte às funções normais de comer e digerir como dantes e que isso não seja a idade caindo feito um viaduto.
Enquanto isso, o gastro italiano muito meu chapa já notou que não basta boa comida e boa bebida e resolveu submeter a moça a um momento Linda Lovelace hospitalar, marcando endoscopia. O que, claro, só farei na semana que vem. Até lá, muito amor, carinho, samba, suor e ouriço(o que denuncia a minha idade).
Hoje zarpo rumo às areias escaldantes do Rio de Janeiro, para comemorar minhas águas de março aos pés do Redentor. Vamos nos falando. Evoé.
Tudo em riba pra sábado? Centro Cultural Carioca às 22:30h? Samba até amanhecer?
Reservado na agenda, banho marcado, talco cheiroso, gel no cabelo, sapato engraxado, camisa engomada?
Mais detalhes neste mesmo blog até sexta, mas quero saber se tão todos afivelados.
Esses dias Dona Ro me liga e diz que meu corpo é igualzinho ao da Vera Fischer e eu não larguei tudo para ir lá dar de conga na infeliz e ainda agora há pouco eu cometi algo que seria impensável desde que eu aprendi a me olhar no espelho: um vestido de oncinha (que, eu juro pela Guciana Limendez, não achei cafona).
Conclusão: das duas, uma. Ou a idade realmente chega como um viaduto (com semloçãozice insuspeita), ou o micobrinho não foi encontrado porque já tá atacando o célebro.
Bom, minha aposta estava errada e só de pensar em tutu eu tenho calafrios (o que dá a idéia de gravidade da causa, já que conto nos dedos de uma das mãos as vezes na vida que eu recusaria um tutu). O pior de tudo - creia, é o pior, pois quisera eu que eu como eu me conhecia residisse no fundo de um frasco de omeoprazol - é que depois de terem revirado a moça do avesso com direito a inúmeras espetadas e materiais diversos colhidos em potcheeenhos, nada. Nada, nadica, nem um micobrinho, nada. Tá lá o intestino revoltoso na ecografia, Dr. Renato viu (amamos Dr.Renato), reviu e explicou tuda, com alças dilatadas, movimentos peristálticos raivosos, tuda, a moça com dor, a moça sem comer nada mais consistente que sopeeeenha, a moça com engulhos e indisposição e com, bem, com coisas bem pouco declináveis no horário, e os exames vêm imaculadamente negativos para qualquer coisa. Qualquer coisa, eu disse.
«Só» inferno astral? - pergunta a moça, esperando que o médico da cabeça responda ou dê uma pista, porque ela, sinceramente, não tem mais estômago nem pra pensar nisso.
Tem músicas, como esta, ou esta, que a despeito de terem uma letra que poderia ser felicíssima, são cantadas com tanta dor que soam irônicas. E aí é que são geniais.
Esse assunto da excomunhão dos médicos que fizeram aborto na menina de 9 anos grávida de gêmeos me remete a algumas outras atitudes e posicionamentos da igreja católica apostólica romana, tais como a condenação da homossexualidade e da anti-concepção, a contrariedade às pesquisas com células tronco e, voilá, minha posição é simplérrima: é triste que qualquer instituição, mundial ou associação de bairro, pregue absurdos com base em teorias hipócritas, inverídicas e sem base científica alguma. Contudo, dogma é dogma e é de sua própria natureza que seja algo a aceitar e ter fé sem questionamento.
Como na MINHA vida NADA se aceita sem questionamento, eu tô pouco me lixando para a igreja católica. Não casei nem vou casar sob suas bênçãos, não vou lá batizar meus rebentos se algum dia os tiver e convido a todos aqueles que não aceitam os dogmas da santa madre igreja a fazer o mesmo: não frequentem, não se sirvam dela, não fortifiquem nem avalizem uma instituição que prega posicionamentos contrários às suas convicções. Não sejam tão hipócritas quanto eles, não os alimente, não os prestigie.
Que continue frequentando a igreja católica quem faz sexo só e somente só para procriar (e sexo inseguro, diga-se), quem acha que homossexualidade é uma aberração antinatural que condena quem não consegue controlar seus instintos demoníacos ao inferno, quem acha que os embriões ficam melhor no lixo ou no freezer do que em uso para fins científicos, quem prefere que a menina de 9 anos dê a luz aos gêmeos fruto de abuso reiterado. Eles que celebrem o amor do deus deles que, com a mais absoluta certeza, não é o mesmo meu.
Rímel com vibrador. Sim, acredite. O novo rímel da Lancôme tem vibrador que faz o trabalho de zigue-zague para cobrir até o último pedacinho de cada fio. Cá pra nós, a gente poderia resistir? Nah. Hohoho. A partir de amanhã, pré-venda na loja on line.
Oi, eu sou o seu estômago e as coisas não estão bem
Meu corpo fala comigo. Se algo psicologicamente não vai bem, ele sussura, dá a dica, insinua, põe um pontinho de exclamação aqui e outro lá. Se ignoro, ele grita. Há mais de uma semana que não consigo digerir direito quase nada. Como e passo mal, me sinto mal, principalmente à noite, quando por mais cedo que seja o jantar, ao deitar parece que comi um mamute mal passado. E o mamute fica passeando, sobre mim, a noite inteira. Então hoje vou ao gastro, já que para extirpar a raiz do problema deve demorar um pouco mais do que uma endoscopia, dieta e algum medicamento. Minha esperança é que em vez disso ele diga que é tudo stress e me dê um atestado de três meses. Aposto que daqui a dois dias eu posso jantar Tutu à mineira com muito torresmo e nem tchuns.
Em tempo: Belly leu o post e me ligou preocupada. Expliquei que marquei médico e que entre um gastro de sobrenome alemão e um de sobrenome italiano, escolhi este, claro. Diante da perplexidade dele, expliquei o que pra mim é óbvio: um alemão vai achar que a solução para os meus problemas passa necessariamente por exames, dieta rigorosa e ter mais o que fazer para me distrair dos problemas, ou seja, vai me olhar com aquele olhinho azul ariano brilhando de satisfação e dar a ordem (alemães amam tanto mais a ordem quanto mais difícil seja cumpri-la), «dieta sem nada disso (puxa uma lista de 300 itens), exercícios diários, álcool zero e trabalho organizado». Ora, um italiano JAMAIS pensaria na hipótese de que a solução para os meus problemas seria comer e beber menos. Para italianos TUDO se resolve com boa bebida, boa comida e alegria (o que exclui trabalhar mais e abre a possibilidade de um atestado). Belly está chocada com a minha estratégia. Hohoho.
Gostaria de externalizar minha satisfação com o fato de que o oito de março deste ano cai num domingo.
Eu não tenho trabalho. Consequentemente (e não trema), não preciso sequer sair de casa. Por conseguinte, estou isenta, ao menos neste ano, de ouvir cumprimentos hipócritas quem me trata mal o ano todo e sorri amarelo pra mim no oito de março porque ó, coitadinha, ela é mulé.
Não vou ganhar flores murchas em portas de banco, ou bombons marca diabo imprestavelmente derretidos em portas de loja, ou balas gosmentas em portas de shoppings, ou cumprimentos medíocres e vazios na porta do trabalho. Francamente, o pseudocarinho marca diabo, imprestável, murcho, gosmento, vazio e medíocre dessas instituições nunca me interessou. Se eu fosse comprar um amor, comprava um cachorro. Um cavalo. Um carrapato. Ou qualquer outra coisa, começasse com "c" ou não. Mas para que eu e que todas as mulheres do mundo possam comprar os objetos de seus encantos materiais, é preciso que o trabalho seja medido somente pela competência com que é elaborado, sem interferência do gênero do trabalhador. Essa interferência existe e é apontada em todos estudos estatísticos que se faz acerca de mercado de trabalho.
Eu e meus botões não achamos que as mulheres precisem de um dia em sua pseudohomenagem. Eu e meus botões trocávamos fácil esse oito de março aí pela efetiva igualdade salarial e igualdade em postos de comando. Mas é que, né, sempre tem umas cálegas que sabotam a causa. Sempre tem umas que colocam a mãozinha na testa e dizem que dependem da gentileza de estranhos. Seguintch, enquanto as Blanche DuBois forem maioria, 'tamos raladas. Porque além de não ajudar, elas atrapalham e ainda pegam o Kowalski de jeito.
E pra completar a lista (da qual poupá-los-ei), sinusite. Graças, claro, ao ar condicionado descontrol daquele prédio simpático onde eu ganho o pão com o granizo do meu rosto.
Pelo menos hoje à noite a Eliana do Galochas Roxas vem aqui me mostrar produtcheeeenhos da Mary Kay. Nem tudo está perdido.
Sim, o Orgasm da NARS é o melhor blush ever. Tá experimentado. Sutil, coloração coringa para qualquer tipo de pele, faz a diferença. Veio em duo com o Laguna, efeito bronze. Amei, tá eleito, é ele.
Fui comunicada sem dó nem piedade que meu rímel de culto já saiu de linha: a Lancôme não faz mais o Fatale, ou pelo menos não há mais distribuição no primeiro mundo (apesar de ter na loja virtual da Sephora). No lugar da minha encomenda veio o Cils Design Pro, que tem aquele duo que nós já conhecemos de outros carnavais, mas quando se trata de Lancôme, o furo é mais embaixo. De um lado, escovinha que define e alonga, depois o outro lado que é um pentinho (muito melhor que o do Fatale) que faz o TAAAAAAAAAARAM. Eu que sou ciliuda posso furar o olho de algum incauto que chegue perto. O melhor é que os cílios ficam separadjeeenhos. Amei, amei, amei.
Em um ato desesperado de compensação, a pobre criatura que não achou o meu Fatale adquiriu um estojão lindo e sparkling da Lancôme com:
01 - CilsBooster XL - base para máscara
01 - Définicils
01 - Virtuôse
01 - Le Crayon Khôl waterproof
01 - Sombra iluminadora Vue Shimmer
A moça, claro, tá na disney dos cílios.
O tal Cils Booster é uma espécie de colinha branca com farpinhas, que quanto mais camadas a gente passa, maiores vão ficando as pestanas pestanosas. Pró: efeito dragqueen total. Contra: quando a gente vai aplicar o rímel em cima, tem que ser muito cuidadosa para não deicar branquinhos aparecendo e não grudar os cílios um nos outros.
Définicils - ótemos para o dia-a dia, eu não gosto de escovinha mas essa funciona. Aprovado.
Virtuôse - Efeitaço black total, quanto mais camadas, mais pertão e mais cilhão, se aplicar o Booster embaixo, sai de cílio postiço sem ter. Claro que a drag que me habita A.M.O.U.
Le Crayon Khôl - O melhor lápis de olhos de todos os tempos e olha que eu não uso produtos à prova d'água normalmente. No entanto é muuuuito macio e ótimo para aplicar na linha interna do olhos, principamente a superior, ainda mais pras moças que como esta que vos fala, usa lentes de contato e não quer sair por aí enxergando tudo meio borrado de preto. No calorão também é ótemo e segura muito bem sem borrar.
Curvex Shu Uemura - podem me amaldiçoar até a 4ª geração, mas o fato é que curvez pra mim não faz diferença nenhuma. Tinha esperança que o Shu, a ferrari dos curvex, fosse dizer a que veio, mas meus cílios nem tchuns para ele. Deve ser porque eu nasci com cilião e curvex natural, sorry perifa.
De brinde, vieram três glosses da Sephora, muito fofos, hidratantes e tals. Mas eu não sou a maior fã de gloss do mundo, tenho mania de baton seco, sempre acho meio peguento demais. Ainda assim, ótemos para o diário. Não aconselhamos beijocas com ele, a menos que o cidadão curta uma purpurina.
Essa música é tão o meu Rio de Janeiro, tão, tão as tardes de luz âmbar, a maresia perto do Forte, Copacabana ao entardecer, as ruas do Leblon para andar devagar e se perder, torcer para encontrar com o Chico um dia, tomar café no Talho, a praia em Ipanema na areia, preguiça, biscoito Globo doce ou salgado, andar e andar mais, ouvir bossa nova no Ipod, o Aterro, meu deus, eu sempre fico chocada quando vejo o Aterro, tão absurdamente lindo, o Jardim Botânico e seu cheiro de Tom Jobim, a Lapa e suas ruas de pedra, as fachadas que só eu vejo, o samba, o toque do surdo, o Paço, os bares do Flamengo, O Mofo, Belmonte, as pessoas passando na rua de havaianas e roupa de banho, o cheiro do mar, o chope na calçada, o calor tão bom, um milhão de caipirinhas, a Urca, meu deus, aquele muro, as cervejas, aterrisar num aeroporto chamado Tom Jobim, Santa Tereza de bonde, das casas que eu viveria para sempre como uma senhora dos anos 20 entre vitrais e lustres para sair à tarde e comer feijoada no Mineiro, a Lagoa, o Cristo me olhando de canto de olho pela janela e pensando: que gaúcha, que nada.
arrependo-me algumas vezes.
lembro de todas em que fiquei vulnerável, até porque quase todas registradas.
não renego nenhuma. mas arrependo-me e me envergonho.
não digo que voltaria atrás. é inútil. então só repudio, dou as costas e, como não esqueço, guardo no lugar escuro das coisas que não deveriam ser.
não procure por aquela que fui, aquela que você conheceu.
ela está há tanto tempo entre o pó e as traças que já esqueceu o próprio nome.
Quando ouvi falar esta receita pela primeira vez, fiquei muitíssimo intrigada. Pera? Assim, com queeeeijo? Humm. E, acreditem, fica uma maravilha. Vençam as suas resistência e acreditem nimim, o seu jantarzinho vai virar um acontecimento, mesmo que solitário.
Primeiro descasque as peras, que devem ser firmes e corte em cubinhos de 1 cm. Coloque de molho na água fria com gotinhas de limão (evita que oxidem). Depois pique o queijo e reserve. Providencie uma panela/leiteira com água quente e dissolva o caldo de galinha. Mantenha em fogo baixo, sempre fervendo. Agora é hora de começar o trabalho sério. Em uma panela decente e de fundo grosso, coloque azeite de oliva e a manteiga e deixe esquentar sem queimar. Coloque a cebola muito picadinha e refoque até ficar transparente. Junte o arroz sem lavar, pelamordedeus, e siga fritando por mais uns minutinhos. Junte o vinho branco e deixe evaporar o álcool. Junte duas conchas de caldo e mexa sem parar, delicadamente, mas sem parar. O arroz vai cozinhar lentamente, absorvendo o caldo, ficando cremoso. Quando secar e antes de grudar no fundo, junte mais uma concha de caldo e assim por diante. Sempre assim: quando estiver seco, mais uma concha. Essa fase dura uns 15-20 min e o arroz deve estar QUASE cozido, mas ainda com um coraçãozinho cru e cremoso, já sem caldo. Hora de juntar o queijo e as peras (escorridas, claro). Mexa delicadamente até o queijo derreter, prove o sal e corrija se necessário (não coloco antes porque há queijos muito salgados e o caldo de galinha tem sal) e desligue o fogo. Adicione nozes picadas, se quiser, uma colher de manteiga e o parmesão ou grana padano ralado e mexa só para misturar. Tampe a panela e deixe descansar dois minutinhos. Sirva imediatamente.
Os pedacinhos de pera ficam escondidinhos e surpreendem a língua no meio do sabor do queijo. Hummmmm.
Ingredientes:
2 xícaras de arroz arborio ou carnaroli (prefiro este)
2 peras maduras, mas firmes
150g de queijo brie (se quiser um resultado bem sutil) ou gorgonzola (mais forte e picante, prefiro)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colher de sopa de manteiga (uma para o início, uma para o fim)
Nozes picadas a gosto (experimente com e sem e decida o que prefere)
100g de parmesão ou grana padano ralado
E então ele chegaria, já muito tarde. Se num dia de semana, de uma reunião, ou um jantar; se num fim de semana, algum encontro com amigos, e chegaria cansado e exaurido, pensando em horas a menos de sono, água quente, dia seguinte, coisas que não deram tão certo e o que fazer para consertar, e chegaria devagar e manso, muito silencioso para que eu não despertasse, e me encontraria adormecida e segura de que em algum momento da noite ele estaria de volta e amanheceria a meu lado. Ele sentaria na cama e observaria os fios de cabelo encostando em minha sobrancelha, os cílios espessos, minha primeiras rugas, sorriria de notar a boca levemente aberta, o rosto todo outro e no entanto o mesmo de todas as noites até ali. Teria vontade de me despertar num beijo, mas teria pena, ajeitaria o lençol sobre os meus ombros porque saberia que ali sempre tenho frio, deitaria a meu lado e não desejaria estar em nenhum outro lugar, com nenhuma outra pessoa, e seria completamente feliz.
Há de haver algum lugar, um confuso casarão, onde os sonhos serão reais e a vida não
Por ali reinaria meu bem com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite sonhasse comigo, talvez
Um lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar
Entre escadas que fogem dos pés e relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor, não voltava jamais