A verdade é que boa parte do tempo vivo silenciosamente aterrorizada. A vida é aterrorizante e, se ainda respiro, é graças a minha capacidade atávica de exercer a covardia nas suas mais variadas formas. Penso em outra coisa assim que o terror se apresenta, escondo-me debaixo do grande cobertor de pensamentos enovelados, com a cabeça bem tapada e cantarolo lalalalará pra mim mesma. Não enfrento o meu terror, fujo dele, fujo como o diabo da cruz. Digo que o enfrento e o venço, mas a verdade é essa: não tenho nem mesmo a mais tenra idéia de que cara ele tenha.
Make Up primer = reparador de pontas, comassimbial?
Tudo começou quando eu li no 2beauty o comentário da Bruna que perguntava para a Marina se ela já tinha lido uma certa dica no orkut e se tinha experimentado. Eu li e fiquei tão passada, mas tão passada que pensava: não pode ser.
A Badá, que postou o tópico Dossier MakeUp Primer, diz em muitas linhas e muito bem explicadinhas, resumidamente o seguinte: o Primer, que tanta gente adora e que tão carésimo é e que tão bons efeitos traz tem, basicamente a mesma formulação do que os reparadores de pontas de silicone. Sim. Chocada, santa? Pois aqui a Badá conta tudo, mata a cobra e mostra o Primer.
Produtcheeeenhos carézimos e adoradézimos como o Smashbox Photo Finish Foundation Primer (30ml, U$ 36), o Primer da MAC (30ml, U$ 30) e que só encontramos ao redor de 100 reais aqui na Tongolândia fazem o mesmo efeito de silicone de cabela, daqueles fulerentos? Éééééé. Indignada e decidida a não ser mais engambelada pela indústria cosmética (pelo menos não
nesse ponto específico), eu me possuí-me a mim mesma pelo demo e resolvi fazer algo.
Bom, mas a moça aqui é muito fresca e, claro, não teve coragem de ir até a farmácia do seu Pedro, sair de lá com aqueles silicones de tampa de bolota dourada descascada de design muito duvidoso e nomes toscos (tipo Renasc*r, Rep*rateur e por aí vai) e espalhar o contiúdo em sua cútis. Até porque depois no caso da cara cair (eu sempre acho que a cara vai cair), como é que eu vou entrar no JEC pedindo indenização miliardária e dizer que espalhei o troço da cabela na cara, dããããã? Não dá, néam?
Posto o dilema, a moça faz o quê? Liga para a farmácia de manipulação ameeeeega e pede ajuda a quem entende. Expliquei o caso, disse que queria um mix de silicones (dimethicone e ciclomethicone) para uniformizar a pele antes da maquiagem e aproveitei e pedi filtro solar UVA e UVB (o que encarece um pouquinho). A Laura mimosa coisa querida formulou e eu saí de lá com o meu personal Primer, 20ml por R$ 20,50, já devidamente testado e aprovadérrimo.
Se você tem a sua farmácia de manipulação de confiança, faça o mesmo. Eu fiz na Pharmacus. E é bom que se diga que isso não é jabá remunerado, viu? Se você é mais corajosa e menos fresca do que eu (faça o teste antes, claro, pinga gotinha atrás da orelha e vê se não irrita), se joga no reparador de pontas! As moças lá no orkut tão usando e já discutem qual deles é o melhor Primer, acredita, bunita.
Holly Golightly: You know those days when you get the mean reds?
Paul Varjak: The mean reds, you mean like the blues?
Holly Golightly: No. The blues are because you're getting fat and maybe it's been raining too long, you're just sad that's all. The mean reds are horrible. Suddenly you're afraid and you don't know what you're afraid of. Do you ever get that feeling?
Paul Varjak: Sure.
Holly Golightly: Well, when I get it the only thing that does any good is to jump in a cab and go to Tiffany's. Calms me down right away.
Se a pessoa não está, não está. A lógica diz que a ausência, a 12 ou a 12.000km é exatamente a mesma, ainda mais quando a perspectiva de reencontro não se altera. E assim deveria ser a saudade. Mas vai explicar isso para o meu coraçãozinho. Blé.
Seguinte, para aquelas que ainda não ouviram falar, a nova onda são as maquiagens minerais, ideais para peles mistas e oleosas. São produtos feitos exclusivamente de pigmento mineral, sem os tradicionais veículos como óleos, silicones, emolientes. Um dos efeitos é que esses produtos têm o prazo de validade muito maior. Enquanto um produto em base aquosa ou cremosa dura em média 6 meses, o produto mineral dura 2 anos.
Uma das marcas mais famosas e confiáveis existentes é a Everyday Minerals. Lá no site a gente pode encomendar um kit de amostras grátis, escolhido de acordo com a preferência e só paga as despesas de envio (aprox. U$ 7). É necessário cartão de crédito internacional.
Como o esquema é meio confusinho, aí vai um tutorial para pedir as amostrinhas:
1. Clique aqui para acessar diretamente a página de kits.
2. O segundo item da lista é Free Sample Makeup Kit FREE!, clique em add to cart.
3. Agora você vai escolher 3 cores de base, uma de blush ou sombra e uma de corretivo.
4. Para isso, vá até MakeUp Base. Passando o mouse por cima de cada cor, há uma pequena explicação.
Se quiser escolhê-la, clique no produto e arraste até a parte direita da tela, onde está listado o seu kit, dentro do seu Shopping Cart. Note que há 4 tipos de acabamento: mate (peles oleosas - acabamento fosco), semi-mate (mistas a oleosas - acabamento semi-fosco), original glow (normais - acabamento natural) e intensive (cobertura mais intensa).
5. Você vai ver que aparecerá um X vermelhinho, sinalizando que você já escolheu aquela amostra.
6. Escolha mais duas bases.
7. Escolha o blush. Há quatro acabamentos disponíveis: mate (fosco), shimmer (leves brilhinhos), sheen (acetinado) e lucent (translúcido). Para selecionar, clique no item pequeno mostruário e arraste até o Shopping Cart.
8. Escolha o corretivo. Procedimento idêntico.
9. Se quiser mudar de idéia, remova o item clicando no X vermelhinho, ao lado do item no Shopping Cart.
10. Quando terminar de montar o kit, no alto da página do lado direito, clique em Shopping bag, confira tudo e clique em Check Out.
11. Daí pra frente o procedimento é muito parecido com qualquer outra compra.
A mamis da Marina, ou casa de ferreiro, espeto de aço inox
Que a Pharmacus é a melhor farmácia de manipulação de Porto Alegre eu já sabia há muito tempo. Meus dermatos e médicos em geral sempre me indicam essa farmácia quando a coisa é mandar manipular cosméticos e medicamentos. Mas, veja só, a dona da Pharmacus é nada mais nada menos do que mamis da Marina, uma das minhas referências de maquiagem. Daí para juntar a fome com a vontade de comer é um pulo, já que a Marina já pediu para mãe manipular vários produtcheeeeenhos que a gente só encontra a preço de ouro líquido e que acabam saindo super em conta quando manipulados.
Já experimentei:
1) Brush Cleanser Shampoo: ótemo para lavar os pincéis de maquiagem e deixá-los ultra-macios. Em torno de R$ 5.
2) Pharma Fix Spray: uso para muitas coisas (é quase o vidrex do Casamento Grego), desde para umedecer o pincel antes de passar sombras em pó, para molhar a esponjinha ou o pincel antes da base para uma cobertura mais natural, até para borrifar bem de longe depois da maquiagem toda pronta para dar uma fixada geral. Em torno de R$ 20.
Se alguém, algum dia, me ouvir chamar o (se algum dia houver) pai dos meus filhos/marido de «pai» ou me ouvir sendo chamada por esta mesma criatura de «mãe», nem se dê ao trabalho de me internar: é favor me esbofetear com vontade.
Direto do Chic com pitacos de Ticcia: o que não pode faltar na nécessaire na proxima estação
Daniel Hernandez, recordista de makes no Fashion Rio: pó translúcido Kryolan."Ele dá um acabamento leve e com um certo brilho ao make."
Miguel, meu super designer de sobrancelhas, já tinha me falado desta marca, que é de produtos profissionais para supermaquiagens, daquelas de efeitos especiais e teatro, mas que os mortais podem aproveitar. Aqui estão os pontos de venda. Só SP e RJ, oficorsemente.
***
Max Weber: rímel da L'oréal. "São baratinhos e ótimos!"
Experimentaremos, claro, já que BBB é a preferência da casa. Difícil vai ser abandonar o meu rímel de culto, Fatale, mas enfim.
***
Robert Estevão: spray fixador Elnett da L'oréal. "É o melhor, todos os profissionais usam. Pode apostar."
Eu simplesmente não consigo pensar uma ocasião para usar spray fixador no meu cabelitcho curtex, mas fica a dica pras moças que vão investir no coque banana.
***
Vanessa Rozan, maquiadora sênior da M.A.C.: batom cor-de-rosa claro, puxando para o lilás. Pode ser o Snob e o Up the amp, ambos M.A.C., misturados.
Lilás/rosa fica pés-si-mo em mim, porque minha pele é amarelada. Fico parecendo um cadáver insepulto. Não posso nem com batom, nem com esmalte sesses tons, mas as moças clarinhas/loiras/branquinhas ficam uma delicadeza.
***
Marcos Costa: batom cor de uva. "É chique e sofisticado!"
Acho que para compor um look fashion noite sofisticado invernal fica tuda, ainda mais se nos olhos for só um iluminador claríssimo, levemente asa de borboleta.
***
Lau Neves: batom preto. "Ou pode ser um vinho escuro também."
Idem, idem, mas preto, preto, preto eu não me arrisco. Batom preto só para passarela ou pra góticos, é a minha opinião.
***
Ricardo dos Anjos: "Protetor solar, para a vida toda!"
Isso sim é dica: inverno ou verão, em casa, na praia ou na fazenda, sob as luzes fluorescentes do escritório ou na frente da tela emissora de luz branca do computador, como diria o Bial, Filtro Solar. Indicamos muito os da La Roche-Posay e da ROC. Como diria minha sábia dermato: ruga é sol e luz, fique longe desses venenos.
***
Celso Kamura: protetor labial "sem dúvida alguma". "Para ficar com os lábios saudáveis."
Idem, idem, idem. Protetor labial com filtro solar, craro. Tem de tudo que é marca.
Segundo Glorinha, a tendência são os rostos nude, naquela linha que falamos no post sobre a matéria do Terra. Mais uma vez fica claro: não se trata de estar sem maquiagem, mas de estar bem maquiada. Ou alguém acredita que as divas foram à premiação só com gloss e rímel? Não, né? Ah, tá.
* Rayuela, Cap. 7, Julio Cortázar: «Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y nuestros ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos, las bocas se encuentran y luchan tibiamente, mordiéndose con los labios, apoyando apenas la lengua en los dientes, jugando en sus recintos donde un aire pesado va y viene con un perfume viejo y un silencio.»
Alex falou e eu fui conferir e estou totalmente amando. Só a abertura já dá uma noção do clima, que mistura vampiros, demônios, telepatas, sexo, assassinatos. Digamos que é assim um Cr*púscul* para quem já passou da puberdade. Os atores são cada um melhor do que o outro. True Blood, na HBO. Delicioso.
Se fosse para chutar, eu diria que a manchete deve estar errada. Não porque o jornalista responsável não sabe o que diz, nem porque quem coordenou a pesquisa não sabe. Quem não sabe do que está falando é o homerio.
Explico: o que homem não gosta (e ninguém de bom gosto gosta, nem homem, nem mulher, nem mesmo um poste) é mulher MAL maquiada. E por mal maquiada entenda-se desde produtos mal aplicados até maquiagem inadequada para a hora e/ou lugar e/ou pessoa.
O que o homem vê como mulher "pouco" maquiada na verdade é uma mulher BEM maquiada, ou seja, com uma base discreta e bem levinha, sem parecer que tá com massa corrida aplicada na cara, sem placas faiscantes sobre os olhos às 11 da manhã, ou um batom púrpura no almoço de domingo. Maquiagem serve para valorizar. Parafraseando Chanel*, se uma mulher está mal maquiada, nota-se a maquiagem, mas está impecavelmente maquiada, é ela que notam. Por aí.
*A frase original de Chanel era «Si une femme est mal habillée, on remarque sa robe, mais si elle est impeccablement vêtue, c'est elle que l'on remarque.»
E porque lá em cima há alguém com um peculiar senso de humor, eu faço um intervalo para comer um sanduíche e paro na Warner Chanel, onde está passando nada mais, nada menos do que Before Sunset. Aí eu vou até o banheiro, enfio a cabeça no vaso e dou descarga, claro.
Marieta Severo na fila do Galeão. Mulher de verdade.
Praia, mesmo quando só intermeia um solaço: já serve para eu me escarrapachar. Quem me viu, quem me vê. Eu sou uma sem caráter, graças a deus.
Paula Toller no show do Circo Voador: emocionada por voltar ao seu primeiro palco, linda - e, olha só - de calça comprida. Sim, tudo aquilo que eu já disse (e que não influem na cantora que ela é) e mais uma voz que eu ouço há mais de 20 anos. Muito gostoso.
O Rio definitivamente continua lindo, lindo, lindo. E lá mora o meu coração.
Porto Alegre de volta, na versão do Comandante Rodrigues da Gol: temperatura em solo, trin-ta-e-qua-tro-gra-us. E eu só um pouco menos triste.
Ia comer no aeroporto antes de ir pra casa, mas vi um gatinho ser desembarcado em sua caixa, completamente aterrorizado. Corri para o táxi.
No final do banho, chuveiro elétrico foi pras cucuias. Monsieur pai devidamente convocado, mas a moça tem que providenciar o novo antes do final da tarde.
Enquanto isso, Hilda decide qual a minha melhor posição para que ela se acomode a contento.
Colaboração da leitora Nancy, que não mandou dizer onde foi.
Mas eu cá com a minha experiência, acho que é Rio de janeiro, 25/01.
Manda dizer se eu acertei, Nancy.
Não sei como não tinha achado essa moça antes, meu deus. Marina é maravilhosa. Sabe TUDO de maquiagem, faz tutoriais lindos e ótimos, dá dicas de substituições de uns produtos por outros e ainda tem uma mamis que manipula os produtinhos que ela não acha por aqui. Além de tudo a moça é inteligente, escreve bem e é super bem humorada. Já é um sucessérrimo e já é meu novo vício.
O Juiz de Direito Afif Jorge Simões Neto, da 2ª Turma Recursal Cível, proferiu voto em forma de verso, em julgamento realizado na manhã dessa quarta-feira (21/1). A ação, que tramitou perante o Juizado Especial Cível da Comarca de Santana do Livramento, trata de pedido de indenização por dano moral.
O autor da ação, patrão do CTG Presilha do Pago, afirmou ter sido ofendido em sua honra pessoal durante pronunciamento feito por Conselheiro Fiscal da 18ª Região Tradicionalista durante o uso da tribuna livre da Câmara de Vereadores. O ofensor teria dito que o Patrão não prestava conta das verbas públicas recebidas para a realização de eventos. Salientou que as afirmações foram publicadas também no jornal local A Platéia. O réu negou as ofensas.
A decisão no Juizado Especial Cível de Livramento condenou o Conselheiro ao pagamento de R$ 1,5 mil. Houve recurso à Turma Recursal. Para o relator, a ofensa não aconteceu (veja integra do voto abaixo). Os Juízes Eduardo Kraemer e a Leila Vani Pandolfo Machado acompanharam o voto do relator, reformando a decisão de 1º Grau para negar o pedido de indenização.
“Este é mais um processo
Daqueles de dano moral
O autor se diz ofendido
Na Câmara e no jornal.
Tem até CD nos autos
Que ouvi bem devagar
E não encontrei a calúnia
Nas palavras do Wilmar.
Numa festa sem fronteiras
Teve início a brigantina
Tudo porque não dançou
O Rincão da Carolina.
Já tinha visto falar
Do Grupo da Pitangueira
Dançam chula com a lança
Ou até cobra cruzeira.
Houve ato de repúdio
E o réu falou sem rabisco
Criticando da tribuna
O jeitão do Rui Francisco
Que o autor não presta conta
Nunca disse o demandado
Errou feio o jornalista
Ao inventar o fraseado.
Julgar briga de patrão
É coisa que não me apraza
O que me preocupa, isso sim
São as bombas lá em Gaza.
Ausente a prova do fato
Reformo a sentença guerreada
Rogando aos nobres colegas
Que me acompanhem na estrada.
Sem culpa no proceder
Não condeno um inocente
Pois todo o mal que se faz
Um dia volta pra gente.
E fica aqui um pedido
Lançado nos estertores
Que a paz volte ao seu trilho
Na terra do velho Flores.”
OBS1.: Aos poetas formados em Direito vai também o alerta: as inscrições para o concurso de Juiz Substituto no Rio Grande do Sul estão abertas.
OBS2.: Favor não tecer comentário quanto ao nome do CTG. Quero deixar bem claro que é em Santana do Livramento, não em Pelotas.
*Mazá: [de mas + ah] (interj., RS) usado geralmente no início de sentenças para congratular alguém por suas qualidades ou por algum grande feito; designa também admiração, contentamento ou espanto. Quando dito com o segundo "a" prolongado, no final de uma sentença ou sozinho na frase, indica regozijo ou júbilo muito intenso.
Ex.: Mazá gaiteiro bom!
Mazá, ganhou o prêmio!
Trouxe a cerveja, mazáaaaa!
Eu acredito piamente que deve haver uma conspiração quântica para fazer com que coisas desaparecidas há muito, muito tempo, reapareçam cruelmente num determinado momento, do nada, em lugares que a gente mexeu todos os dias nos últimos anos e nunca estiveram lá, com a mais absoluta certeza. Mas aí um belo dia sabe-se lá porquê (aqui deve entrar uma equação tão cheia de variáveis que seria necessário um supercomputador que faria os da previsão meteorológica parecerem relógios-calculadora) reaparecem, plim, para nos darem um enorme murro no meio da cara. Just like that. E aí primeiro a gente sente o sangue nos fugir das faces e das mãos e direcionar-se T.O.D.O para o estômago, faltam forças, falta chão, falta profundidade em tudo que nos cerca, o mundo vai ficando progressivamente monocromático e contrastante até aquele ponto que antecede o desmaio. Aí, se a gente for forte o suficiente, consegue achar entre as coisas que se movem como se derretessem tal como uma tela do Dalí, um lugar para sentar e evitar se esborrachar no chão feito um saco de batatas. Feito isso, a cabeça está girando, mas só a parte de dentro dela. A gente tenta obter um referencialzinho que seja e tudo na volta desaparece. Só AQUILO existe. Aquilo e tudo que aquilo trouxe de volta, como se aberto estivesse um ralo para outra dimensão do tempo e do espaço que acaba de lhe sugar pra dentro. E então você está lá, de volta lá, naquele dia, naquela hora que você julgava perdidos para sempre, com aquela luz e aqueles cheiros, com os rostos das pessoas vívidos e perfeitos, as vozes claras, você de volta naquele seu corpo, dentro daquela roupa, daqueles sapatos, ostentando aquele sorriso que não doía, de posse daqueles olhos brilhantes cheio de inocência imbecil, com o peito rebentando de felicidade e certezas tão absolutas quanto cegas, coisas essas que você só saberia muito mais tarde, muito mais tarde, quando numa tarde de sol você abrisse uma gaveta que você tinha aberto incólume todos os dias até então e encontrasse aquele pequeno pedaço de você. Perdido. Para sempre.
Paulinha agora é mãe de gêmeos: dois gatinhos. Um preto, um ruivo. Tô morrendo de inveja. Aceita-se sugestões de nomes. Eu já sugeri Castor e Pólux.
Hildolina faceiríssima com o cerumano de estimação dela em casa esta semana. Spa com massagista garantido a hora que ela está a fim. Para compensar, ela está cada vez mais inteligente. Esta madrugada me chamou da porta do quarto aos berros. Como a situação é inusitada, mesmo bêbada de sono, fui ver o que era: a chuva fortíssima estava alagando a sala.
Sim, sim, chove a bandeiras despregadas na capital da província de São Pedro.
E eu passei a noite sonhando com comidas mil. Alguns exemplos: molho com castanhas de caju, ovo frito com gema molinha e polenta. Acordei de estômago roncando.
Alex é o responsável pela minha programação noturna na TV. Estou agora assistindo Mad Men. E adorando.
Agora o momento polêmica: vocês já viram o DVD Nosso da Paula Toller? Minhas humildes impressões: sim, a mulher é absurdamente linda, o figurino não atrapalha e ela está cantando melhor do que nunca. Ainda assim, o repertório do show é só médio-menos (aquele Barcelona 16, pelamordedeus, que coisa ridícula, apesar de Grand Hotel, Nada por mim e Fly me to the moon serem ótimos), de vez em quando os vibratos são um charme, de vez em quando são chatérrimos e ela é a cantora menos confortável consigo mesma no palco que eu já vi. Que coisa, madresantíssima. Uma mulher de mais de quarenta (experiente e experimentada, supõe-se), com uma carreira de bem mais de 20 anos, linda, com tudo em riba, travada daquele jeito? Fazendo aquelas dancinhas de menina impúbere reprimida, sem saber onde colocar as mãos, desviando os olhos, querendo fugir? Gestos, trejeitos, expressões, tudo artificial, tudo desconfortável, como se ela estivesse doida que alguém gritasse «corta» pra sair correndo. Prazer zero, interação menos 20, segurança inexistente. Fiquei impressionada.
Pra piorar, depois do DVD de La Toller, vi um da Sade, gravado em 2001. Chega a ser criminoso.
(...) Tenemos
la tierra con nosotros
para siempre,
la primavera con nosotros
para siempre,
y cuando se desprenda
de las enredaderas
una hoja
tú sabes, amor mío,
qué nombre viene escrito
en esa hoja,
un nombre que es el tuyo y es el mío,
nuestro nombre de amor, un solo
ser, la flecha
que atravesó el invierno,
el amor invencible,
el fuego de los días,
una hoja
que me cayó en el pecho,
una hoja del árbol
de la vida
que hizo nido y cantó,
que echó raíces,
que dio flores y frutos.
Y así ves, amor mío,
cómo marcho
por la isla,
por el mundo,
seguro en medio de la primavera,
loco de luz en el frío,
andando tranquilo en el fuego,
levantando tu peso
de pétalo en mis brazos,
como si nunca hubiera caminado
sino contigo, alma mía,
como si no supiera caminar
sino contigo,
como si no supiera cantar
sino cuando tú cantas.
Para Paula que é também a minha alma, que tem meu mesmo nome, que me faz faz caminhar segura pela ilha e pelo mundo na primavera mesmo quando faz frio, que me deixa levá-la comigo carregando seu peso de pétala nos braços porque sabe que eu não sei caminhar senão a seu lado, porque sabe que não sei cantar senão junto com ela.
Eu não poderia deixar de registrar uma cena de Brothers & Sisters que, sabe-se lá por qual configuração astral, conspiração mística ou física quântica, eu assisti ontem, chorando, claro, aos soluços. Eu tinha passado os últimos dias falando e falando e falando sobre família, sentir-se em casa, não estar só, ter com quem compartilhar as grandes inquietações, os problemas e todo o resto e aí esses rapazes resolvem fazer isso comigo. Colaborou para o choro convulso o fato de Monsieur pai (ainda ele) ter vindo aqui ontem trocar as lâmpadas do meu lustre, mas essa é só a menor de todas as coincidências.
A Melitta lançou cafés especiais: Sul de Minas, Mogiana e Cerrado. E para isso foi buscar produtores que cultivam os grãos de maneira sustentável. Comecei provando primeiro da lista, claro. Tô amando muito.
Por enquanto, o lançamento foi só no Rio Grande do Sul. Sorry, pípol.
Alguém sabe lugar em Porto Alegre onde seja possível comprar carne para carpaccio já fatiada?
Arroz soltinho do Facelo sem erro nunca mais: duas xícaras de arroz seco, sem lavar, numa panela. Vai mexendo até os grãozinhos irem ficando esbranquiçados. Quando metade estiver assim, colocar um fiozinho de óleo (fiozinho mesmo) e sal. Terminar de mexer até ficar todo branquinho (não deixar amarelar). Baixar o fogo e colocar 4 xícaras de água quente(muito cuidado que a temperatura vai estar altíssima e pode-se queimar com o vapor). Tampar e deixar secar em fogo brando.
Por falar em café, ganhei uma micro cafeteira de expresso italiano. É minha nova paixão.
O povo antenado avisou nos comentários e no mail que o biógrafo da moça foi à Folha reclamar.
Para quem quiser ler a matéria e não for assinante nem da Folha, nem do UOL, link abaixo. Cortesia da Ione mimosa. [clique aqui para ler o texto na íntegra]
Apesar da Folha não ter querido descer o sarrafo, nem ter entrado em maiores detalhes e polêmicas, por esta notícia vemos que não sou só eu que fiquei descontente com a falta de consistência do argumento da minissérie.
Como eu havia dito aqui, ao vermos uma Maysa rica (sem problemas financeiros), bem amada (casou com o homem pelo qual era apaixonada e ainda deixou claro que o homi entendia muito bem do riscado), cantando (apesar de ser socialite o marido permitiu que ela até gravasse um disco e ia aos shows e premiações), com pais maravilhosos, um filho lindo, a gente não consegue entender de onde vem a depressão da moça que a fez beber, enfiar o pé na jaca e perder seu grande amor. O único problema, pelo que vemos na série, era a sogra, com a qual ela, diga-se, nem falava. Das drogas, das anfetaminas e de uma possível origem para esta depressão, nem uma palavra. Não dá pra entender nada.
** Olá pessoal, sou a Belly, a Criada Sumida que quase se afogou com as chuvas em Santa Catarina (no reveilão), o estado com algumas das mais belas praias brasileiras. De volta por alguns instantes, para dar um recado quase mais curto que essa introdução. Paradox is my middle name? Ô, quem dera.
Vinícius dizia e, embora não concorde 100% com absolutamente tudo que Vinícius disse durante sua vida, o Samba da Bênção é coisa que não sai da cabeça ou do repertório - a qualquer momento, em qualquer lugar, cantando joãogilbertamente e sorrindo enquanto isso. O que levou a pensar: por quê?
Ora, porque é muito verdade. E se para o viver pleno é preciso não evitar a tristeza, é igualmente verdadeiro que se impõe, na mesma medida, não evitar a alegria. Taí uma lição bem difícil para quem é apegado ao sofrimento.
Então seguem as duas estrofes favoritas do Samba da Bênção, que ficam ainda mais interessantes (minha opinião) fora de ordem:
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
Senão não se faz um samba, não
Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Com essa favorita do meu coração, vão também votos de vida plena nesse período que se inicia (pra variar, dou votos atrasados, porque sou atrasilda de nascença):
que nesses 365 dias menos 10 (que já passaram), não tenhamos receio de viver nossas tristezas, e que muito menos ainda tenhamos medo de curtir por inteiro todas nossas alegrias.
No primeiro capítulo da minisséria Maysa, pouco antes da cantora morrer num acidente de carro, ela conversa com seus pais e lhes diz que «não é computador, não gosta de ser programada». Só que a ação se passa em 1977, quando se computadores há, com certeza não há a familiaridade de se referir a eles nestes termos, usar «programa» como uma figura de linguagem corrente. Manoel Carlos é o roteirista e, como se pode ver, cometeu uma enorme gafe.
Em tempo: por obra e graça do Andrei e do Marcelo, Manoel Carlos está salvo: a frase está na biografia de Maysa e não no roteiro. Desculpe, Manoel Carlos.
Porque teve medo, porque teve medo e estava triste, sabia que a situação exigia medidas extremas. Precisava de um poeta, de um poeta que lhe tocasse a alma. Então foi até a estante e tomou o livro entre as mãos, solene como quem está prestes a desvendar um segredo e ser salva e leu:
«Para mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastan mis alas.
Desde mi boca llegará hasta el cielo
lo que estaba dormido sobre tu alma.
Es en ti la ilusión de cada día.
Llegas como el rocío a las corolas.
Socavas el horizonte con tu ausencia.
Eternamente en fuga como la ola.
He dicho que cantabas en el viento
como los pinos y como los mástiles.
Como ellos eres alta y taciturna.
Y entristeces de pronto como un viaje.
Acogedora como un viejo camino.
Te pueblan ecos y voces nostálgicas.
Yo desperté y a veces emigran y huyen
pájaros que dormían en tu alma.»
Grossas lágrimas escorreram pelo rosto, o corpo acolhido e manso, abraçado pelas palavras, compreendido em sua angústia crestada e apascentado finalmente. Algo no mundo a observava e dela inteiramente tinha consciência. Fora salva não por compreender, mas por ver-se compreendida, de entendimento e de pertença.
O poema é o Poema 12, de Veinte poemas de amor y una canción desesperada, Pablo Neruda. .
Perguntinha: a Maysa nasceu podre de rica, casou com um milionário pelo qual era apaixonada, o homi a tratava a pão-de-ló, até gravar disco podia, teve filho, viagens, tuda. Era deprimida por que mess? Ou a senhora essa precisava de um Prozac que não havia na época, ou tem coisa mal contada. Eu suspeito que não estão dando a ênfase necessária às anfetaminas que a moça consumia muito e que dão uma deprêêê felomenal.
O melhor creme para mãos de todos os tempos: New Hands, da Neutrogena. Inclusive com FPS 15, retinol, mega-hidratante. Vocês ouviram «manchinhas senis»? Nem eu. Mas não custa prevenir.
Amiga irmã companheira, vai aqui uma realidade nua, crua e incontestável: se você usa óculos, não use brincos grandes, entendendo-se brincos grandes como qualquer um que não fique circunscrito ao lóbulo da sua orelhinha. Não, NADA maior do que isso fica bem. Você parece uma árvore de Natal. Não, nem mesmo se você tem 1,80. O que muda é que você parece uma árvore de Natal com 1,80. Believe-me.
O que eu mais gosto na minissérie Maysa depois dos vestidos: a taça de cristal lapidado lindíssima da abertura.
E por falar em brincos: um determinado cidadão acaba de me mandar uma fotchinha dos meus brincos de perolão à la Victory Ford que ele descolou sabe-se deus onde. Eu sou mesmo uma sortuda feliz, feliz e mimada.
Abençoado ginecologista que fala que tem pacientes de 42 anos fazendo pré-natal. Pode ser mentira, mas ó, que bom ouvir. Meus angustiados óvulos batem palminhas e pedem uma piña colada.
O Des. Odone Sanguiné, meu ex-professor de Penal (I, II, III, IV e V - muito estudo nessa hora que o homi era exigentíssimo), tem se destacado por excelentes votos no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde integra a 9ª Câmara Cível, principalmente no que concerne a acidentes de trabalho. Eu particularmente adorei esta decisão. Eu amei o precedente. Se lesão em jogo de futebol promovido pela empresa é acidente de trabalho, acho que poderíamos começar a pensar em ação de danos morais quando somos obrigados a ir aquelas festinhas RIDÍCULAS de final de ano, ou de aniversário compulsórias, é ou não é? U-huuuu.
Faz algum tempinho que eu ouvi falar de uma grife de camisetas muito legais, obra de quatro amigos que resolveram ganhar a vida fazendo o que gostam. Só isso já bastaria para que cada peça fosse agraciada com uma energia ótima. Só que além disso, as camisetas são feitas de malha ecológica, bambu, algodão, deliciosas e cada coleção é mais incrível do que a outra. A atual coleção da Budha Khe Rhi é todinha inspirada nos Beatles, cada camiseta correspondendo a uma faixa de um disco.
A grife tem loja virtual e atende o Brasil todo, mas se eu puder dar a dica, registre-se: se você é de Porto Alegre, vá pessoalmente à casa que abriga a confecção (não estranhe a adorável cara de república) nos altos da Protásio Alves e sinta as malhas gostosas, namore as estampas. De quebra, chore um desconto com o Cássio, que é um amor de criatura e faz embrulhos para presentes muito originais. Palavra de quem fez a festa natalina das suas pessoas mais queridas lá, num clima strawberry fields forever.
Assisti o DVD Caetano e Roberto Carlos, gravado no show que fizeram no Municipal em homenagem ao Tom. Eu sei que já está todo mundo relativamente cheio dessa avalanche de Bossa Nova 50 anos, mas eu confesso que apesar da produção tosquíssima do DVD (como é que Caetano e Roberto deixaram o troço sair daquele jeito?), foi uma emoção ouvir Roberto. As escolhas de repertório do Caetano, muito mais sofisticadas, não o salvaram (e olha que eu gosto do Caetano) de ser muito menos bem sucedido. Talvez meu nariz torcido se deva ao fato dele ter escolhido duas músicas que Elis deu interpretação definitiva e insuperável mais de trinta anos antes (Inútil Paisagem e Por Toda a Minha Vida). Roberto arrasa, mesmo no óbvio, mesmo em Eu sei que vou te amar, mesmo em Samba do Avião, a melodia da voz dele é muito mais bossa, muito mais Tom. E quando ele canta novamente Lígia, que ele havia cantado com Tom num de seus especiais de final de ano, aí, bah, não tem pra mais ninguém.
Voltei meu povo e voltei em grande estilo, ou como explicar um sonho em que eu, além de ser loira e ter cabelos compridos, sou convidada a protagonizar um filme gaúcho, superprodução, onde eu serei, nada mais, nada menos, do que Nossa Senhora? Tão rindo? Eu tô a-pa-vo-ra-da. Nunca mais como MM's antes de dormir. Muito menos vendo Maysa.
Por falar em comer, povoará meus mais recônditos sonhos a ida ao Mr. Lam. Monix já falou, Monix avisou e Madame foi conferir. Coisincrível. Recomendamos muitíssimo. Das entradas divertidas ao pato laqueado de chorar no cantinho pedindo misericórdia, tudo magaveloloso.
Mme. Enteada está na Faixa de Gaza, também conhecida como vestibular da UFRGS. Todo o nossos bons fluidos e energias positivas, por favor.
Hildolina está bem, foi mimada pelo padrinho dela, o moço lindo do café, modos que está feliz com a volta de sua cerumana de estimação, mas continua mega blasé. Tipo: «oh, que bom que voltaste. Senta aí que eu vou te fazer um fofo.» E só.
Ainda falando em comer, o carpaccio da casa no Via Farme. O que é aquilo, meudeusdocéu? Comi uma vez e já me declaro viciada. Queremos muito tudo aquilo.
Por falar em Maysa: produção linda, Larissa arrasando, figurino deslumbrante, mas... sei lá. Vocês não sentiram alguma coisa plástica no ar? Foi impressão minha? Eu ainda não sei o que é, se os atores estão travados (com exceção da Larissa, óbeveo), se o roteiro é ligeiramente (muito) protocolar, tem alguma coisa que não tá batendo. Vocês também sentiram, ou sou euzinha que tô num ataque de chatice? Eu tô esperando que os próximos episódios deem (ói nóis no acordo ortográficooooooooo suprimindo o chapeuzim, meu povo!) uma visceralizada radical, ou não conseguiremos chegar de verdade àquela mulher. Se é que isso é possível.
Vem aí o Porto Verão Alegre, e com ele váááárias coisas legais. dentre elas, La Nonna, que eu assistirei pela, sei lá, 8ª vez. Se liguem que vale muito, muito, muito. E os ingressos são pra lá de baratiols.
Minha nova aquisição de make up é um show total: Soft Blush na cor Broze solar. Eu confesso que não uso a esponjinha deles (abro o frasquinho e passo com pincel), mas o efeito é maravilhoso. Tom de bronzeado, incrível. Importante: logo após a aplicação, o glittler dourado fica bem aparente, mas depois ele fica discreto e pode sem problemas ser usado durante o dia. Lindo.
Tô meio off, né pípol? É que esta cariúcha que vos fala está tostando as carninhas nos costados de São Sebastião, que para bem dos seus devotos, bem anda contrariando a previsão meteorológica e brindando seus fiéis seguidores com horas de agradável sol e malemolência.
Posso dizer que já fui ao Zuka e lá me refestelei com os camarões em crosta de alho com risoto de limão, com a Fronzen Zucca de kiwi (uma frozen margherita feita de sakê), com mil pastéis do Belmonte, com sorvete de coco da sorveteria Itália, com as saladas do Gula-Gula (salada do Gula-Gula pós praia? Tão vendo que eu encarioquei de vez, né?), com o gnochi de abóbora com molho de gorgonzola do Artigiano e assim segue a vida dura, como vocês bem percebem. Também posso dizer que pulei minhas sete ondas, joguei flores para Iemanjá, vesti branco e beijei na boca, para que 2009 venha com tudo que a gente tem direito.
Informo, ainda, que se não há biquinis pra mim em Porto Alegre, aqui a coisa é BEEEM diferente. Tô satisfeitissíssima.
Hoje encontrei Dona Frida no xóps pós-cinema. Eu saindo de Bolt, o supercão, ela indo para Madagascar 2. Como pode-se perceber, o stress e as questões de alta indagação filosóficas andam nos consumindo.
E boralá e temos aí 364 dias pela frente. Vamos comendo pelas beiradas que o mingau tá quente e camarão que dorme a onda leva.