22.09.2008

Flying Tips da Ticcia

O final de semana teve show Maré da Adriana Calcanhotto (crítica do Alex na Paradoxo, aqui). Onde ela, porque era o último dia de inverno, cantou Inverno - que só cantou mesmo no domingo. E cantou Vambora, que fez uma determinada pessoa chorar de soluçar na platéia. Uma monstra essa Adriana. Uma monstra linda, diga-se. E eu finalmente assisti o show que eu deveria ter assistido há 3 meses, na companhia de quem eu deveria assistir. Tem coisas que. Pois é.



Aliás, adeus inverno. Hosana nas alturas. Agora só falta avisarem São Pedro de que no Rio Grande do Sul também já é primavera. Eu e minhas libelinhas e meu libelão estamos prontas para bater asas por aí.



Não vou nem contar que uma das moças da produção disse quando me viu passar que eu era a cara da Adriana Calcanhotto. Vou atribuir o elogio ao xale vermelho que remetia ao figurino da ídala, mas que eu bem fiquei toda-toda, eu fiquei. EGOdzila, claro, agora quer gravar um CD.



Ganhei (também) Ensaio Sobre a Cegueira. Lerei antes de reassistir o filme. Para quem ainda não foi, fica a ordem: VÁ!



Entre libelinhas, livros, músicas e uma infinidade de carinho e coisas inenarráveis, a moça tem a declarar que está absurda e irremediavelmente mal acostumada. Como diria Ibrahim Sued: EU QUERO É MOCOTÓ. Pois é isso. Mocotó. Nada menos.



Gentes amadas reunidas no domingo. Vontade de conversar horas e horas e horas com cada uma delas. Vontade de só estar perto e não dizer nada. Vontade de ficar só ouvindo as vozes e as risadas. Estar entre amigos, bom saber o que é isso.



«Ainda tem o seu perfume pela casa, ainda tem você na sala, porque o meu coração dispara quando tem o seu cheiro dentro de um livro, dentro da noite veloz...»

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 22:04 de 22.09.2008
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