Que ano bonito, esse meu ano de dois mil e oito. Que ano repleto, cheio, rico. Em alegrias, em desafios, em reviravoltas, em sentimentos - às vezes contraditórios, em gente, em experiências, em planos e suas mudanças. Quase um ano Janete Clair. E eu não quero muito mais da vida, não. Quero a riqueza das palavras e dos sentidos, da língua e dos ouvidos, da pele e do suor. Quero os múltiplos, os únicos, os máximos e os incomuns, tudo aqui comigo, eu e minha vida no caleidoscópio louco de mim mesma. Quero poder ser eu reinventada quantas vezes achar necessário e quero continuar tendo comigo as pessoas que amam aquela e essa de mim, nova e cheia de coisas velhas e conhecidas, manias recentes, ranzinzices antigas. Quero comigo as pessoas que eu amo e aprendo a amar cada vez mais, em suas qualidades excepcionais, em suas peculiaridades fascinantes. Que 2009 venha assim, desse mesmo jeito, me mantendo viva, de olhos e braços abertos, feliz como eu estou hoje e, daqui para frente, cada vez mais.
Natal em família, com todos presentes, de um jeito ou de outro. E eu me encarreguei da ceia mais uma vez, para minha imensa alegria. O hit deste ano foi o molho de gorgonzola e o chester assado meio congelado (o Facelo tinha esquecido de descongelar de véspera) que ficou perfeito. A farofa de maracujá também foi sucesso e das caipirinhas inspiracionais eu nem vou falar. O lombo com geléia de pêssego da Bê foi um concorrente à altura e eu acertei em cheio em descentralizar as sobremesas. O Facelo foi às lágrimas pelo pudim e os docinhos da Fátima estavam de comer de joelhos. Vó Nininha mimadíssima, Paulinha 4 kg mais magra, Marcus mimoso como sempre de flanelinha de peru, Cris numas de top model, minhas irmãs de coração Aline e Dadaia cada vez mais lindas, Carlinhos de amores com o sobrinho cão Teo, Dindo mostrando fotos burlescas impagáveis (estamos em negociação para publicação neste humilde blog), Beth sendo a melhor auxiliar de cozinha ever, João azucrinando Madame Mãe e Vô Paulo nos olhando de algum lugar. E os que amamos muito, muito perto, dentro dos nossos corações.
um Natal entre aqueles que a gente ama, de corpo presente ou não. Um Natal de coisas gostosas, carinhos e comidas, bons abraços e boas lembranças. Paz, acima de tudo. Coração tranqüilo. Um sorriso com vontade, ternura e algumas certezas. Não precisa mais.
Sonhar, a noite toda, um sonho que tem Madredeus de trilha sonora. A insanidade tá tomando conta.
Essas últimas duas semanas são o que se pode chamar de semanas Juscelino: 50 anos em 5. Minha impressão é que daqui a 8 dias começa 2010.
Minhas alegrias alergias são *definitivamente* psicossomáticas.
Compro uma rasteirinha que tinha ficado namorando desde Pelotas. Saio da loja e ela literalmente se despedaça nos meus pés. Claro que não tinha outra.
Eu sei que o assunto é meio mórbido, mas fica o registro: optem por cremação, por mil motivos que eu não vou declinar agora, mas oh, como é melhor. Principalmente pra quem fica. Sério.
Minha irmã é uma mulher adulta que não só se vira sozinha para dar conta tão bem (ou melhor) do que eu daria das coisas práticas e terríveis, como me dá a força (sólida, consistente, sem nhém-nhém) que eu preciso às vezes e não sabia que havia alguém no mundo capaz de me dar.
Segunda, 18:30: cara coberta de ácido amarelão, manobrista foge da pessoa com medo de pegar a peste. Segunda, 22:30: rosto lavado e mudança zero. Óquei, óquei, paciência, parece que é assim messs.
Terça, 8:30: acorda e corre para o espelho e ainda nada. Sei não, acho que não vai adiantar nada. Desilusão. Terça, 22:00: leve avermelhadinho no queixo e uns descamadinhos mini. Muito fraco isso.
Quarta, 8:30: oi, eu sou a sua cascavel em plena muda e aquilo ali na pia é um pedaço do meu nariz. Quarta, 22:00: parece que eu enfiei a cara numa panela de óleo fervendo.
Espera-se que na sexta a nova Ticcia nasça de dentro da velha exatamente como o 8º passageiro.
Há quem demonize a vida das mais diversas maneiras. Há quem crie demônios das mais diversas espécies: dramas, ciúmes, grandes problemas, questões insuperáveis, vale tudo para fugir do tédio, o grande demônio do meio dia. Excelente texto do sempre excelente Contardo Calligaris.
Tô encantada com as sombras e o lápis esfumador Duda Molinos. Nenhum dos dois itens custa mais de meros vite reaus e a qualidade é buótima. Destaquíssimo para as sombras aqua, azul e verde (respectivamente n.º 12,13 e 14) que ficam maravilhosas combinadas entre si e para a beringela, nº 10, que é um arraso total (quem tem olheiras deve cuidar com essa, porque sombras púrpura tendem a dar uma impressão pior). Já o lápis tem cobertura muito boa e vem com uma ponta emborrachada para dar aquele efeito esfumado. Tão bom quanto os que custam R$120.
Conforme for experimentando os outros itens, conto pra vocês.
A moça foi ontem fazer seu primeiro peelings, uououou peelings. Primeiro cristal e depois químico, modos que acordou hoje achando que a vida ainda é bela, já que a cara deve começar a cair amanhã. Dermato muito, muito boa (a gente conhece pela pela da dita, que é porcelânica), estamos confiando muito.
Anthelios XL 60 Creme Fondante, da La Roche-Posay. Depois de eu ter experimentado o Fluido extremo de mesma potência, mais fininho, que some mais rápido, devo dizer que gostei muito do mais grossinho que é resistente à água. Confio mais nesse moço mais robusto para fazer base para maquiagem, já que depois vai base e tals.
A dermato manda reaplicar protetor 3 vezes ao dia? A gente retoca a maquiagem. Melhor que lavar o rosto e fazer tudo de novo, né, hein?
Descobri o maravilhoso mundo do blush, ângulos novos e formas que essa maravilha faz. Atualmente estou na fase iluminadores/bronzeadores. Amei muito o iluminador para olhos e rosto da Natura Diversa. Tem um perolado lindão.
Restam-me a noite e o vento que vem do rio. Tenho relâmpagos e uma inquietação elétrica por sobre os prédios, acima das nuvens, a muitas milhas. Tenho uns olhos teus, frases, ruídos, pedaços de imagens. Tenho o perfume que vem de lá, das noites perto do mar, janelas abertas, barulho de onda e o peito repleto de coisas desacomodadas, antes de eu desistir de entender. Tenho o adormecer em teus braços que não se repete em nenhum outro lugar, tenho o teu corpo sempre perto demais e sempre fora do meu alcance. Tenho a névoa, a bruma, uma estrada escura e quilômetros a percorrer entre árvores altas voltando para a casa que não existe, que nunca existiu.
Vamos combinar? Se você diz uma coisa e faz outra, eu não acredito no que você disse. Ou, pelo menos, fico com sérias dúvidas a respeito.
No Galeão, da penúltima vez que fui ao Rio, o taxista respondia a tudo que eu falava com «positivamente» ou «negativamente». E tinha DVD no carro. Me senti no tascxis das estrelas da Terça Insana.
Foi eu falar ontem que meus sonhos andavam sumidos para eu sonhar com um inseto no meu ouvido, médica anã e móveis que são movimentados por demônios. Uououououuouou, diria Aline Dorel.
Depois de uma incursão à Linna, o paraíso dos DDA's, estou pronta para fazer a produção do presépio pelotense, para rechear a minha necessaire com mini-potinhos (inclusive um com spray), para consertar a porta do armário, etc, etc. O mais engraçado é o nível de especialização das vendedoras. Dá gosto de ouvir os diálogos com os clientes: «- Isso é fita adesiva?» «Não, isso adere em metal. É fita para revestir arames e fazer caules.»
Se eu tiver que ser eternamente uma cenoura dependurada na frente do nariz do burro, count me out.
Hoje a Margarida-mor está de aniversário. Ela está bandeada para os lados do Ridjanêro, cada vez mais feliz, cada vez mais carioca, com um sorriso cada vez mais bonito. Eu morro de saudades, mas a verdade é que ter ela por lá só me faz acreditar mais e mais no quanto a gente é irmã, como a gente tem o mesmo jeito de ser feliz, acreditando na importância das mesmas coisas.
Feliz aniversário, Gláucia Margarida.
(Gláucia deve ser nome de um tipo de cobertura de doce).
Receberam o 13º, flores do planalto? Pois então.
As cartas estão na mesa. Vão encontrar La Reina e se embasbacar com as coisas lindas lá na Nunca Fui Santa.
Eu vou ficar aqui morrendo de inveja.
Judiciário gaúcho mobilizado para ajudar os desabrigados de SC
As doações para a campanha em benefício das famílias desabrigadas em Santa Catarina podem ser entregues em caixas coletoras no saguão de entrada do TJ (Av. Borges de Medeiros, 1565, em Porto Alegre) e do Foro Central (Rua Márcio Veras Vidor, s/nº).
Por orientação da Defesa Civil, a prioridade é de materiais de higiene pessoal, absorventes higiênicos e fraldas descartáveis infantis e geriátricas.
Posto de recolhimento: Os donativos também podem ser entregues até quinta-feira (4/12), no 4º andar, sala 6, do Centro Administrativo Fernando Ferrari/CAFF. O material será enviado na sexta-feira (5/12), por meio da Empresa Modal Expresso Ltda, de Porto Alegre, que colocou sua infra-estrutura à disposição para o recolhimento das doações.
Meus amores, a coisa em Santa Catarina foi muito feia e está muito ruim. Já existe registro de 78.707 desalojados e desabrigados, sendo 27.410 desabrigados e 51.297 desalojados. São 116 ÓBITOS e 31 desaparecidos confirmados.
Vocês sabem que, como toda calamidade que envolve água, os efeitos se protraem e se agravam conforme os dias vão passando. Se não houver atendimento rápido, doenças vão aparecer. Por isso, a gente aqui pede que você ajude. De qualquer jeito. Pode ser organizando doações de alimentos e roupa, de remédios, pode ser por depósito bancário (use as contas oficiais indicadas aqui) que o trabalho é quase nenhum.
Aqui em Porto Alegre eu tenho visto postos de coletas em condomínios, supermercados, repartições públicas, empresas. Organize o seu posto de arrecadação. No site da Defesa Civil de Santa Catarina tem tudo o que você precisa saber.
Salada Fatuche e beringela gratinada feita em casa, sestear um bocadinho, passear no xópim, tomar café, secar o São Paulo comendo Häagen Dasz, jantar para duas no japa preferido, duas garrafas de xampã, CD's diversos: para isso tem cardermast. O que não tem preço é tricotar com a irmã mais velha onze anos mais nova o domingo e a madrugada de domingo todo.