Que ano bonito, esse meu ano de dois mil e oito. Que ano repleto, cheio, rico. Em alegrias, em desafios, em reviravoltas, em sentimentos - às vezes contraditórios, em gente, em experiências, em planos e suas mudanças. Quase um ano Janete Clair. E eu não quero muito mais da vida, não. Quero a riqueza das palavras e dos sentidos, da língua e dos ouvidos, da pele e do suor. Quero os múltiplos, os únicos, os máximos e os incomuns, tudo aqui comigo, eu e minha vida no caleidoscópio louco de mim mesma. Quero poder ser eu reinventada quantas vezes achar necessário e quero continuar tendo comigo as pessoas que amam aquela e essa de mim, nova e cheia de coisas velhas e conhecidas, manias recentes, ranzinzices antigas. Quero comigo as pessoas que eu amo e aprendo a amar cada vez mais, em suas qualidades excepcionais, em suas peculiaridades fascinantes. Que 2009 venha assim, desse mesmo jeito, me mantendo viva, de olhos e braços abertos, feliz como eu estou hoje e, daqui para frente, cada vez mais.
Natal em família, com todos presentes, de um jeito ou de outro. E eu me encarreguei da ceia mais uma vez, para minha imensa alegria. O hit deste ano foi o molho de gorgonzola e o chester assado meio congelado (o Facelo tinha esquecido de descongelar de véspera) que ficou perfeito. A farofa de maracujá também foi sucesso e das caipirinhas inspiracionais eu nem vou falar. O lombo com geléia de pêssego da Bê foi um concorrente à altura e eu acertei em cheio em descentralizar as sobremesas. O Facelo foi às lágrimas pelo pudim e os docinhos da Fátima estavam de comer de joelhos. Vó Nininha mimadíssima, Paulinha 4 kg mais magra, Marcus mimoso como sempre de flanelinha de peru, Cris numas de top model, minhas irmãs de coração Aline e Dadaia cada vez mais lindas, Carlinhos de amores com o sobrinho cão Teo, Dindo mostrando fotos burlescas impagáveis (estamos em negociação para publicação neste humilde blog), Beth sendo a melhor auxiliar de cozinha ever, João azucrinando Madame Mãe e Vô Paulo nos olhando de algum lugar. E os que amamos muito, muito perto, dentro dos nossos corações.
um Natal entre aqueles que a gente ama, de corpo presente ou não. Um Natal de coisas gostosas, carinhos e comidas, bons abraços e boas lembranças. Paz, acima de tudo. Coração tranqüilo. Um sorriso com vontade, ternura e algumas certezas. Não precisa mais.
Sonhar, a noite toda, um sonho que tem Madredeus de trilha sonora. A insanidade tá tomando conta.
Essas últimas duas semanas são o que se pode chamar de semanas Juscelino: 50 anos em 5. Minha impressão é que daqui a 8 dias começa 2010.
Minhas alegrias alergias são *definitivamente* psicossomáticas.
Compro uma rasteirinha que tinha ficado namorando desde Pelotas. Saio da loja e ela literalmente se despedaça nos meus pés. Claro que não tinha outra.
Eu sei que o assunto é meio mórbido, mas fica o registro: optem por cremação, por mil motivos que eu não vou declinar agora, mas oh, como é melhor. Principalmente pra quem fica. Sério.
Minha irmã é uma mulher adulta que não só se vira sozinha para dar conta tão bem (ou melhor) do que eu daria das coisas práticas e terríveis, como me dá a força (sólida, consistente, sem nhém-nhém) que eu preciso às vezes e não sabia que havia alguém no mundo capaz de me dar.
Segunda, 18:30: cara coberta de ácido amarelão, manobrista foge da pessoa com medo de pegar a peste. Segunda, 22:30: rosto lavado e mudança zero. Óquei, óquei, paciência, parece que é assim messs.
Terça, 8:30: acorda e corre para o espelho e ainda nada. Sei não, acho que não vai adiantar nada. Desilusão. Terça, 22:00: leve avermelhadinho no queixo e uns descamadinhos mini. Muito fraco isso.
Quarta, 8:30: oi, eu sou a sua cascavel em plena muda e aquilo ali na pia é um pedaço do meu nariz. Quarta, 22:00: parece que eu enfiei a cara numa panela de óleo fervendo.
Espera-se que na sexta a nova Ticcia nasça de dentro da velha exatamente como o 8º passageiro.
Há quem demonize a vida das mais diversas maneiras. Há quem crie demônios das mais diversas espécies: dramas, ciúmes, grandes problemas, questões insuperáveis, vale tudo para fugir do tédio, o grande demônio do meio dia. Excelente texto do sempre excelente Contardo Calligaris.
A notícia citada no post abaixo, que chamou tanto a atenção da Belly quanto a minha, tem um ponto que eu acho crucial. Ao que parece (não dá pra ter uma idéia muito boa dos reais resultados de uma pesquisa lendo vinte e poucas linhas), o «grande problema» das comédias românticas é muito menos a idéia de que a gente pode achar um grande amor e se apaixonar loucamente (isso realmente acontece) e muito mais a idéia de que depois disso há um happy ever after pelo simples fato de que aquela ali é a sua alma gêmea.
Amar e ser amado requer disposição e trabalheira. De se mostrar e de enxergar o outro, de viabilizar, construir, consertar e concertar, lutar e querer muito. Depois da paixão e dos sparkling diamonds, depois de correr ao aeroporto e evitar que ele vá embora pra sempre, depois de ir a Marselha pedi-la em casamento, depois que a parte hollywwodiana termina, começa o nosso belo filme real.
E a parte hollywoodiana existe? Existe. Tenho eu aqui minha cota de situações encantadoras e que dariam um ótimo seriado da Fox, ou da Sony, ou ainda um filme com a Marisa Tomei ou com a Ashley Judd (Audrey seria pedir demais? Ok). O problema é que não deu material para a segunda temporada, nem para a seqüência do filme de grande bilheteria: o roteiro seguinte é de filme europeu daqueles de pensar, com gente de verdade, cheia de defeitos e medos e carências, que faz merda e se magoa, magoa os outros e tenta acertar - e esses a gente sabe que nem todo mundo curte com sorriso no rosto e pipoca na mão.
AHÁÁÁÁÁÁ! What a surprise! Vocês não estão surpresos? Não? NEM EU.
Clica no textinho e leia na página do Estadão. Vá lá, vá. Toma esse Sonrisal e caia na real.
Esperando ansiosa para saber o que *Eles* dirão dos efeitos socio-antropológicos indiretos de predileção por filmes de psicopatas, musicais e suspense trash.
Tô encantada com as sombras e o lápis esfumador Duda Molinos. Nenhum dos dois itens custa mais de meros vite reaus e a qualidade é buótima. Destaquíssimo para as sombras aqua, azul e verde (respectivamente n.º 12,13 e 14) que ficam maravilhosas combinadas entre si e para a beringela, nº 10, que é um arraso total (quem tem olheiras deve cuidar com essa, porque sombras púrpura tendem a dar uma impressão pior). Já o lápis tem cobertura muito boa e vem com uma ponta emborrachada para dar aquele efeito esfumado. Tão bom quanto os que custam R$120.
Conforme for experimentando os outros itens, conto pra vocês.
A moça foi ontem fazer seu primeiro peelings, uououou peelings. Primeiro cristal e depois químico, modos que acordou hoje achando que a vida ainda é bela, já que a cara deve começar a cair amanhã. Dermato muito, muito boa (a gente conhece pela pela da dita, que é porcelânica), estamos confiando muito.
Anthelios XL 60 Creme Fondante, da La Roche-Posay. Depois de eu ter experimentado o Fluido extremo de mesma potência, mais fininho, que some mais rápido, devo dizer que gostei muito do mais grossinho que é resistente à água. Confio mais nesse moço mais robusto para fazer base para maquiagem, já que depois vai base e tals.
A dermato manda reaplicar protetor 3 vezes ao dia? A gente retoca a maquiagem. Melhor que lavar o rosto e fazer tudo de novo, né, hein?
Descobri o maravilhoso mundo do blush, ângulos novos e formas que essa maravilha faz. Atualmente estou na fase iluminadores/bronzeadores. Amei muito o iluminador para olhos e rosto da Natura Diversa. Tem um perolado lindão.
Há uns dois anos e meio eu pedi para ele me definir musicalmente. Nós nos conhecíamos há muito menos tempo e não éramos os irmãos que somos hoje. Acho que ele ainda tinha uma idéia muito glamurosa e sofisticada de mim, ou quis me dar de presente o que ele achava que eu precisava ouvir para ficar mais feliz. Enfim. Quem o conhece sabe que a segunda hipótese é bem mais provável. O que conta é que este foi e é um dos CDs que eu mais ouço em todos os tempos. Adoro, adoro, adoro. Como hoje eu bem tô precisando de um carinho e acho que vocês também já merecem um presente de Natal antecipado, aproveitem e vejam se ele é que não é muito melhor do que uma obra de ficção.
Vuelvo al Sur como se vuelve siempre al amor, vuelvo a vos con mi deseo, con mi temor
Llevo el Sur como un destino del corazon, soy del Sur como los aires del bandoneon
Sueño el Sur, inmensa luna, cielo al revés, busco el Sur, el tiempo abierto y su después
Quiero al Sur, su buena gente, su dignidad, siento el Sur, como tu cuerpo en la intimidad
"you can dance, you can jive, having the time of your life..."
Por mais de dez anos fiz ballet clássico e jazz. Na verdade, comecei no ballet clássico para ter uma base técnica boa para dançar jazz. Acabei apaixonando pela virtuose da mecânica da coisa, e só quem já fez inúmeras piruetas em cima do gesso de uma sapatilha de ponta entenderá o que quero dizer. Quem dança desafia as leis da física, é como um pequeno e seguro vôo de Ícaro.
Nunca fui uma criança magrinha e, na adolescência, quando dançava, era pesada semanalmente e pressionada para baixar até 50 quilos - em 1,70 cm. Com um grande esforço e ossos aparentes em todo o torso, mantinha 56 quilos, marca obtida com sacrifício. O torso podia ser descarnado, mas as coxas eram roliças e não afinavam, nem poderiam, para ajudar a sustentar 1,70m de uma estrutura óssea típica mediterrânea. Daí que quando assisti Fantasia pela centésima vez, na adolescência, vi a mim mesma executando a Dança das Horas. Aquele tamanho todo, e a alegria, a leveza a despeito da massa corporal. Descobri que era uma hipopótama dançante de Walt Disney. O que, convenhamos, hoje sei que é muito melhor do que ser a Minie. Ou a Margarida. Só que na época eu era uma adolescente, e adolescentes são inseguros por natureza. Qual o rapaz que vai preferir uma hipopótama no cotejo com uma ave-do-paraíso, com uma gazela, mesmo com uma potranca? Por ser uma natural born lone rider e uma pessoa que nunca se encaixou em grupo algum, acabei pensando, "mas que diabos, nesse mundão de meu deus há de ter espaço para todas as criaturas, inclusive as hipopotâmicas, não é possível que *ninguém* goste das hipopós" e segui vivendo, dançando e acreditando que não há nada de errado comigo ou com outras pessoas como eu, o erro está no olhar totalmente desprovido de amor e simpatia que muitos lançam sobre o outro e adotam como pré-requisito para considerarem a si mesmos como pessoas que seguem O Padrão.
Alguns anos mais tarde, minha convicção foi posta à prova. Havia um amigo com quem tinha um relacionamento muito, mas muito amigável. E como eu, outras duas moças, e todas nós mais ou menos sabíamos umas das outras e tínhamos a chave da casa do sujeito. Eu sei, soou meio esquisito e ripônguico demais, mas era o que acontecia e o fato é que nós três nos gostávamos de verdade, tanto que não falamos mais com o sujeito mas continuamos nos falando entre nós. Bem, cada uma ganhou uma chave presa num chaveirinho, dava pra ver que os chaveiros tinham todos o mesmo estilo (chapa de metal com alto-relevo colorido com esmalte), que tinham sido comprados juntos. Muito isonômico. O chaveiro da mais jovenzinha era uma ave multicolorida. O chaveiro da mais velha era um buquê de flores. O meu chaveiro era um hipopótamo. Sim, eu era *bem* maior que as outras duas moças, que tinham em média 1,50m. Você que está lendo, especialmente se é uma mulher, deve imaginar como me senti, com uns vinte anos na cara (maturidade = zero) e vinte centímetros a mais que as outras duas moças, tendo como guardião da chave da casa do amigo em comum o hipopótamo feliz. Parecia que minha alma tinha caído aos pés e que qualquer um poderia sair chutando-a aos trambolhões. Não disse uma palavra e fiquei com a chave do hipopó. Algum tempo mais tarde, fiz o amigo em questão comer toda a padaria do diabo (talvez por causa da mágoa hipopotâmica, vá vendo, nunca magoe um hipopótamo): ele se apaixonou e fez as propostas as mais absurdas, como casa-comida-roupalavada, fidelidade (HA!), entre outras. Minha resposta foi sair com outro rapaz e devolver a chave do apartamento dele - sem o chaveiro de hipopótamo, que peguei para mim e acabei perdendo durante os Anos Ciganos, em que me mudei cinco vezes no período de trinta e seis meses.
Lembrei disso porque às vezes tomo café da manhã na lanchonete aquela dos arcos duplos dourados, e eles estão com brinquedinhos de pelúcia de algum filme que tem leão, zebra, macaco ... e hipopó. A hippo é uma mocinha, na minha opinião descaradamente chupada das dancing hippos do Fantasia. Ela é hipopotamicamente grande, decidida, voluntariosa, extremamente feminina, perspicaz e meio manhosa. Olhei para ela e pensei, "olá, colega", e levei-a para casa. Está aqui do lado do micro me olhando com olhos semicerrados e sorriso monalísico, na languidez pós-êxtase de quem desafia as leis da física e dança com jacarés - que, como sói ocorrer com lobos maus, te veem melhor, te ouvem melhor, te cheiram melhor e ainda te comem.
Com um beijo de dimensões hipopotâmicas para o Senhor Loiro.
See you later, Alligator!
Eu me emocionei tanto, mas tanto com esse comercial do SpaceFox.
Sei lá, alguma coisa de Maggie Taylor, talvez, naquele cachorro-peixe incrível. Totalmente diferente de tudo que eu vi de comercial de automóvel. É de uma poesia, de uma beleza, tão, mas tão bem feito... Amei muito, muito, muito.
A agência é a AlmapBBDO. Eu tentei achar os créditos de criação do comercial no site deles e não consegui. Se alguém souber, por favor, mande.
Restam-me a noite e o vento que vem do rio. Tenho relâmpagos e uma inquietação elétrica por sobre os prédios, acima das nuvens, a muitas milhas. Tenho uns olhos teus, frases, ruídos, pedaços de imagens. Tenho o perfume que vem de lá, das noites perto do mar, janelas abertas, barulho de onda e o peito repleto de coisas desacomodadas, antes de eu desistir de entender. Tenho o adormecer em teus braços que não se repete em nenhum outro lugar, tenho o teu corpo sempre perto demais e sempre fora do meu alcance. Tenho a névoa, a bruma, uma estrada escura e quilômetros a percorrer entre árvores altas voltando para a casa que não existe, que nunca existiu.
Há dias em que a vida dói mais, em que custa mais viver. Há dias em que finalmente a força falta e desaba-se sobre si mesmo, implode-se a si, derruem-se os alicerces, cedem as bases, dobram-se os joelhos, apequenam-se as mãos, encolhem-se os ombros, murcham-se os olhos, paralisam-se as pernas. Há dias em que as pernas já não se conseguem pôr-se a andar, não respondem, exaustas, trôpegas, inertes, não se firmam, não se prestam a mais nada ainda que, ainda como, ainda se. Há dias em que basta de desculpas, justificativas, bons modos, intenções, vontade e ânimo. Há dias em que o mundo te olha e pergunta as mesmas perguntas de sempre e não sabe-se mais nada daquilo, esqueceu-se da fórmula, do verbo, do jeito. Não se tem mais jeito, e se algum dia jeito houve, não se sabe. Há dias que se regride, diminui-se, encolhe-se, mingüa-se, involui-se até que só se sente o desamparo e o terror, até que só se resta a si e a solidão de si mesmo, branca, láctea, primeva e a cara contra o chão frio. Há dias que esquecemos nossa armadura, casca, carapaça. Há dias em que não nos sobra nem um band-aid. Há dias que a dor é crua, despida, clara e evidente como a boca arreganhada de um bicho que já nos arrancou um grande pedaço. Há dias inconsoláveis e tristes como poucos, em que esquecemos dos treinamentos de prevenção de incêndio, alagamento, terremoto, tsunami, onde não conseguimos lembrar para que lado diabos ficava a saída de emergência, nem o que fazer em caso de acidente. Há dias que vêm sem barra anti-pânico, sem freio de mão, sem alavanca de segurança. Há dias em que todas as coisas das quais não se podia lembrar se reúnem em segredo com tudo de pior que aconteceu e resolvem tomar a vida de assalto. Há dias sem subterfúgios, sem rotas de fuga, sem bote salva-vidas, sem tiro de misericórdia, sem último pedido, sem extrema unção. Há dias em que lágrimas não bastam, soluços não bastam, urros não bastam, só sobra o medo, a tristeza, a decepção, o desconsolo e um enorme e plúmbeo cansaço junto com a sensação inderrogável de fracasso. Há dias que, olha, felizmente acabam.
Acabo de ligar para aquela criatura ingrata e vil que se diz minha enteada para perguntar se ela queria que eu trouxesse trouxinhas de nozes pelotenses para ela e sabem o que ela disse?! Sabem?! Saaaaabem?! Que não, obrigada, o PADRASTO também vai para Satolep e ele já vai trazer. Sim. O Padrasto. Juro. Disse assim, na minha cara - no ouvido, porque era telefone - e a meliante nem gaguejou. Tá e pá, na lata. O padrasto traz.
Pode um troço desses? A gente cria uma enteada a vida inteira, ou pelo menos a metade dela, para agora ouvir isso, que não precisa das nossas trouxinhas, que um padrasto qualquer já vai trazer, (pausa para fungar e secar os cantinhos dos olhos com kleenex verde) trouxinhas essas que nós sempre trouxemos com o maior amor e carinho, acondicionadas para viagem, com todo sacrifício, cuidando para não desgrudar um único enfeitinho, seja de carro, de ônibus, sempre no colo, sempre como se fossem para a Rainha da Inglaterra, para agora isso?! É?! Ééééééééééé? É assim? E olha que eu tava ligando para oferecer trouxinhas e ver se ela tava bem porque o desnaturado do pai dela foi viajar (não para Pelotas) e eu que cuide e fique de olho e veja se tá bem. EU. Mas não, as trouxinhas quem vai trazer é o padrasto. Tá bem, é assim mesmo. Eu já devia saber, não tem importância alguma. AAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRGGGGGHHHHH.
Diga ADEUS às trouxinhas Dona Isadora, A-DE-US. Trouxinhas de nozes nunca mais, jamé. Trouxinhas de nozes bai-bai. Esse padrasto aí nem tem vó em Pelotas, nem tem mãe em Pelotas, nem vai todos os meses pra lá. Mas agora vai pedir PARA ELE, que a minha fonte de trouxinhas, ó, babaus, secô. Humpf.
Conheço uma certa Solineuzza que diz que o que separa um heterossexual de um bissexual são três doses de uísque. Eu não acredito na aplicação universal deste princípio, mas que em alguns casos funciona, ô, funciona.
***
Namorada do meu pai, contando a sua prece noturna diária: «- Papai do céu, me ajude a emagrecer. Se isso não for possível, por favor engorde todas as minha amigas.»
Me falta tiempo para celebrar tus cabellos.
Uno por uno debo contarlos y alabarlos:
otros amantes quieren vivir con ciertos ojos,
yo sólo quiero ser tu peluquero.
En Italia te bautizaron Medusa
por la encrespada y alta luz de tu cabellera.
Yo te llamo chascona mía y enmarañada:
mi corazón conoce las puertas de tu pelo.
Cuando tú te extravíes en tus propios cabellos,
no me olvides, acuérdate que te amo,
no me dejes perdido ir sin tu cabellera
por el mundo sombrío de todos los caminos
que sólo tiene sombra, transitorios dolores,
hasta que el sol sube a la torre de tu pelo.
União perdoará dívidas de 453 mil pessoas e 1,6 mi empresas
Sabe como deveria se chamar a manchete para esta notícia? AVALANCHE. Vai chover criaturas contribuintes que «ouviram falar em perdão de dívida». Eu mereço. A matéria não diz nada, não dá detalhe nenhum, não esclarece lhufas. É praticamente uma ordem de invasão para que centenas e centenas de criaturas se avancem na esperança de desencavar um refresco.
Alteração no ECA para combate à pornografia infantil
Destaque para a mudança que incrimina inclusive o «mero» armazenamento das imagens, não sendo mais necessário para configurar crime que a pessoa publique, venda ou distribua.
Vamos combinar? Se você diz uma coisa e faz outra, eu não acredito no que você disse. Ou, pelo menos, fico com sérias dúvidas a respeito.
No Galeão, da penúltima vez que fui ao Rio, o taxista respondia a tudo que eu falava com «positivamente» ou «negativamente». E tinha DVD no carro. Me senti no tascxis das estrelas da Terça Insana.
Foi eu falar ontem que meus sonhos andavam sumidos para eu sonhar com um inseto no meu ouvido, médica anã e móveis que são movimentados por demônios. Uououououuouou, diria Aline Dorel.
Depois de uma incursão à Linna, o paraíso dos DDA's, estou pronta para fazer a produção do presépio pelotense, para rechear a minha necessaire com mini-potinhos (inclusive um com spray), para consertar a porta do armário, etc, etc. O mais engraçado é o nível de especialização das vendedoras. Dá gosto de ouvir os diálogos com os clientes: «- Isso é fita adesiva?» «Não, isso adere em metal. É fita para revestir arames e fazer caules.»
Se eu tiver que ser eternamente uma cenoura dependurada na frente do nariz do burro, count me out.
Hoje a Margarida-mor está de aniversário. Ela está bandeada para os lados do Ridjanêro, cada vez mais feliz, cada vez mais carioca, com um sorriso cada vez mais bonito. Eu morro de saudades, mas a verdade é que ter ela por lá só me faz acreditar mais e mais no quanto a gente é irmã, como a gente tem o mesmo jeito de ser feliz, acreditando na importância das mesmas coisas.
Feliz aniversário, Gláucia Margarida.
(Gláucia deve ser nome de um tipo de cobertura de doce).
Receberam o 13º, flores do planalto? Pois então.
As cartas estão na mesa. Vão encontrar La Reina e se embasbacar com as coisas lindas lá na Nunca Fui Santa.
Eu vou ficar aqui morrendo de inveja.
Judiciário gaúcho mobilizado para ajudar os desabrigados de SC
As doações para a campanha em benefício das famílias desabrigadas em Santa Catarina podem ser entregues em caixas coletoras no saguão de entrada do TJ (Av. Borges de Medeiros, 1565, em Porto Alegre) e do Foro Central (Rua Márcio Veras Vidor, s/nº).
Por orientação da Defesa Civil, a prioridade é de materiais de higiene pessoal, absorventes higiênicos e fraldas descartáveis infantis e geriátricas.
Posto de recolhimento: Os donativos também podem ser entregues até quinta-feira (4/12), no 4º andar, sala 6, do Centro Administrativo Fernando Ferrari/CAFF. O material será enviado na sexta-feira (5/12), por meio da Empresa Modal Expresso Ltda, de Porto Alegre, que colocou sua infra-estrutura à disposição para o recolhimento das doações.
Num lugar fictício, com chefias e subordinados fictícios, houve uma grande mudança de chefias fictícias. A ordem fictícia é de que não deve ficar uma única função gratificada fictícia intocada: a troca deve ser ampla, geral e irrestrita, coisa bastilhesca. Vai daí que os antigos ocupantes fictícios das chefias, que ficticiamente se eternizavam no poderzinho fictício, ficaram ficticiamente apavorados com a possibilidade de terem que ficticiamente exercer qualquer outra função que envolvesse, digamos, ficticiamente mão na massa, ou que implicasse, digamos, ficticiamente ter de dividir funções, ou pior, ser subordinados com/a aqueles que ficticiamente estiveram a eles subordinados (e que por eles foram ficticiamente sacaneados, mal administrados, mal orientados, etc.).
Pois ver o pavor desse povo fictício tentando desesperadamente arrumar uma boquinha em qualquer lugar onde possam ficticiamente estar a salvo é, no mínimo, ficticiamente divertidíssimo.
Para a alegria fictícia ser completa, só se eles ficticiamente soubessem o quanto a choldra fictícia anda morrendo de rir da fuça fictícia deles. Mas pronto.
Meus amores, a coisa em Santa Catarina foi muito feia e está muito ruim. Já existe registro de 78.707 desalojados e desabrigados, sendo 27.410 desabrigados e 51.297 desalojados. São 116 ÓBITOS e 31 desaparecidos confirmados.
Vocês sabem que, como toda calamidade que envolve água, os efeitos se protraem e se agravam conforme os dias vão passando. Se não houver atendimento rápido, doenças vão aparecer. Por isso, a gente aqui pede que você ajude. De qualquer jeito. Pode ser organizando doações de alimentos e roupa, de remédios, pode ser por depósito bancário (use as contas oficiais indicadas aqui) que o trabalho é quase nenhum.
Aqui em Porto Alegre eu tenho visto postos de coletas em condomínios, supermercados, repartições públicas, empresas. Organize o seu posto de arrecadação. No site da Defesa Civil de Santa Catarina tem tudo o que você precisa saber.
Salada Fatuche e beringela gratinada feita em casa, sestear um bocadinho, passear no xópim, tomar café, secar o São Paulo comendo Häagen Dasz, jantar para duas no japa preferido, duas garrafas de xampã, CD's diversos: para isso tem cardermast. O que não tem preço é tricotar com a irmã mais velha onze anos mais nova o domingo e a madrugada de domingo todo.