07.11.2008

Um final de semana de amores certos, para todos nós




Post para o Alex, que vai ser sempre o meu amor certinho para falar dos amores errados (e dos certos).

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:32 de 07.11.2008
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Momentos de canalhice




"Quando acordares deprimida com sua aparência, não se esqueça:
o olhar e o sorriso nunca têm celulite."

Um bom fim de semana, minhas princesas.


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Coluna: Madame Satã
por Canalha, às 10:41 de 07.11.2008
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E já que estamos em época de reler coisas

Ontem um leitor chamado «saudosista do futuro» comentou num post meu do ano passado. Eu fui reler No Escuro do Mundo e, olha, que coisa.

Tem coisas que eu escrevo num transe tão absoluto que depois releio e penso: bãh, no rim. É ver uma foto da alma naquele momento, lá longe. E hoje é um dia de olhar para a coisas em perspectiva. Bem em perspectiva.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:32 de 07.11.2008
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Vale a pena ler de novo


DA DIFÍCIL ARTE

O amor não é fácil, não, é complicado pra chuchu. Ele é exigente e descontente e fominha, incansável e resistente, renitente e impaciente e quando a gente menos espera, tem crise existencial e se pára a esperniar, a gritar e a fazer manha. O amor é detalhista, minucioso, metódico, cri-cri, perfeccionista, crítico, perspicaz, inquieto, intranqüilo, tem um olho no padre e o outro na missa, gosta de tudo muito bem fundamentado e quando a gente acha que está desatento, na verdade está é procurando lente de aumento para poder ver tim-tim por tim-tim. O amor é cabeça dura, é teimoso, obstinado, genial, obcecado, obsessivo, insaciável, implacável e extremamente temperamental. O amor é pior do que a Bárbara Heliodora, o Paulo Francis e o Diogo Mainardi juntos. O amor não aceita desculpa furada, ainda que pareça que sim. No fundo ele está só colocando na sua conta de débitos a resgatar, cobra juros e correção monetária, não perdoa dívidas e resgata à vista, sem choro nem vela, doa a quem doer. O amor é duro na queda, invencível, provocador, desafiante, irritante, não dá refresco. O amor quer saber é de amor, que é o que interessa, o resto é só o resto, te vira. O amor não manda recado, diz na cara, paga pra ver, cobra dobrado, não leva desaforo pra casa e se a gente bobear, babaus. O amor é tático, métrico, exato, pernóstico, complexo, mas nenhuma das leis ou métodos que eu ou você aprendemos na escola se aplica a ele. O amor é um caso sério, muito particular, uma raridade e, por isso, cada dia se torna mais difícil achá-lo e lidar com ele de forma a mantê-lo longe da extinção. Se você tem um, dê-se por satisfeito e esteja ciente do privilégio que é ele ter dado o ar da graça, ora veja, logo pra você.

Trate-o como se fosse a coisa mais importante do mundo, até porque, é mesmo.


Publicado originalmente em 12.06.2006,
no Megeras Magérrimas.
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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:21 de 07.11.2008
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