Tem, mas acabou.
Minha tolerância ao drama é ≈ zero. Não gosto de drama, de coisas que se avolumam e multiplicam e dóem e martirizam e ai ai ai e que desgraça e tal. Não gosto. Nem em mim, nem nos outros. Não me sinto confortável e me sinto ainda menos confortável quando tentam me deixar confortável para fazer drama. Detesto. Sim, é verdade que tenho uma tendência a minimizar o sofrimento (meu principalmente). Mas desconfio seriamente que isso é um expediente que eu uso para evitar o drama, tanto que detesto. Aquela coisa chorosa e cheia de ranho, olhos vermelhos, argh, e voz de miado. Sei que às vezes recorro à voz de miado. Mas me odeio um pouco por isso. E evito, evito, evito quase até a morte. E odeio muito o drama, a lupa de aumento do drama, o filtro de contraste do drama, o ambiente e a trilha sonora. Tenho mesmo um antídoto e uma vingança. Diante do drama, nem solidariedade, nem admoestação, uma indiferença pálida – ou quase. Às vezes, me traio e meus cantos da boca repuxam de desconsideração. Aquele nhém nhém nhém, aquela choradeira, a lamúria, a reclamação, a ladainha, a súplica pela comiseração, pelo tantinho de atenção mendigada à custa do mais medíocre expediente – a pena. Difícil disfarçar o asco. Mas evito. Diante do drama, o melhor é a frieza e a cara de paisagem. Mas é difícil. Sim, deve ter aí embutida a minha arrogância, prepotência, magalomania e doença psíquica a mais não poder. Mas pronto.
Desgrazia ma non troppo.
Ontem fui ver pela 7ª ou 8ª vez,
Tangos e Tragédias. Eu gosto muito daqueles guris (que, 23 anos depois, já não são tão guris). Impossível não se emocionar com Epitáfio, ou Eleven's Train. A gente sai de lá levinho e de barriga doendo de tanto rir.
Hilda, a gata, agora só que saber de dormir dentro de caixa de sapato. Tá com síndrome de barraco. Adora caixa. Deita e dorme um dia inteiro.
Eu perdi a prática de dar comprimido pra ela. Faz dois dias que ela me dá um baile.
Pra quem tem Firefox: vocês já viram
a fofulência do tema de gatinhos? Amei muito. Dica da Mme. Irmã.
Sábado teve casamento de amigona mimosa e linda. Barrigão de 8 meses. A coisa mais linda do mundo. Minha sorte é que eu lembrei de levar os óculos escuros. Minha vontade era de soluçar de emocionada (várias vezes). E não, não usei chapéu. Um mimo a noiva trocando os sapatos de bico fino por havaianas brancas na festa. Fofulência pura. Dava pra sentir a felicidade no ar. Coisa boa, né hein? E a moça aqui, vocês imaginem, perante uma gravidíssima vestida de branco. Nem tudo está perdido. Evoé.
Esta é a última semana de trabalho. Depois é férias. Pra carregar paralelepípedo de um lado pra outro, mas é férias. Hosana nas alturas.