31.08.2008

Saudades




...De madrugada a gente ainda se ama e a fábrica começa a buzinar, o trânsito contorna a nossa cama, reclama do nosso eterno espreguiçar...


Ai.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 22:43 de 31.08.2008
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Dobradinha no domingo lindo de sol - Atualizado



Diliça total.

Em tempo: Tava demorando até a cambada de recalcado do Fantástico tentar uma explicação inortodoxa para a liderança do tricolor gaúcho. Acaba de aparecer flashes do jogo Grêmio x Vasco só de jogadas "violentas". Cabe lembrar aqui que o Grêmio teve UM ÚNICO cartão amarelo no jogo. Se é pouco? Na rodada de hoje o Vasco teve 2, o Inter teve 4, o Sport teve 4, Cruzeiro teve 3, Coritiba teve 1 amarelo e 1 vermelho, Palmeiras teve 4, Portuguesa teve 2, Atlético-MG teve 3, São Paulo teve 1, Santos teve 2. Mas o Grêmio deve ser líder porque dá porrada. Só pode.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 18:28 de 31.08.2008
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30.08.2008

Força na peruca e aplique no grampo

Grampearam (até) o Gilmar. Que bonito é. Mais bonito é que eu posso apostar (junto com a minha amiga aqui) que a choldra não vai achar nada demais. Ou vai. Vai achar o que não deve. Vai discutir que jornalista divulgou o quê e porquê, se há ou não uma conspiração do banqueiro double D para desacreditar as otoridades, se a conversa compromete ou não compromete o Ministro, se o Ministro esse cheirava mal e merecia ou não o grampo. Mas o que interessa mesmo, o calo que deveria doer mesmo, que é o fato de uma Agência de Inteligência estar plantando escutas clandestinas no telefone de deus e todo mundo (literalmente) a mando sabe-se lá de quem (eu gostaria de saber), mui possivelmente nem vai ser tratado. Constituição? Hein? Hã? Não, né? Logo vi.

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Coluna: Madame Pompadour
por Ticcia, às 23:43 de 30.08.2008
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Bingo, bingo, bingo

Sol na casa 1, lua na casa 1
30/08 (hoje) às 0h38 a 02/09 às 3h35

No período que vai de 30/08 (hoje) às 0h38 a 02/09 às 3h35, Patricia, tanto o Sol quanto a Lua estarão transitando pela primeira casa do seu mapa. A palavra-chave para este momento é autoconsciência. Você perceberá, com muito mais intensidade, quais os seus reais quereres e desejos, e definir isso é importante, sobretudo num mundo que nos ensina que devemos "querer" isto ou aquilo, muitas vezes coisas que nem são prioritárias para nós! Cuidado, todavia, com um excesso de auto-importância e com acessos de egocentrismo, prováveis neste momento em que você se volta tanto para si. Como você estará se voltando tanto para suas próprias questões, o tema "relacionamentos" pode ser desfavorável, os outros podem lhe acusar de egoísmo, de não ver o lado deles. E, provavelmente, estarão certos. Mas é uma fase curta, e este é seu momento, de curtir a si mesmo e estabelecer novas prioridades para os próximos meses. Estamos na Lua Nova e, para você, este novilúnio representa renascimento.


Direto de direita do Personare.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:22 de 30.08.2008
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É o que a casa oferece

Fosse rica e americana, ia votar no Obama, tava vendo discurso do Bill Clinton e do marido dele, muito balão e muito papel picado, muito delegado distrital, tuda.

Ser subdesenvolvida é triste. Opções nas eleições portoalegrenses é votar 1) na reeleição do Vidraça, o prefeito mais invisível evah; 2) no filho de político que bota a mulher a falar da gravidez de risco com o queixinho tremendo para chorar; 3) no candidato da DEM com nome de pedra semi-preciosa que adotou um roqueiro de vice que canta no shô «Ahhh, eu tô sem erva! Ahhh, eu tô sem erva!» e cijo slogan é o miguxês «demorô» 4) numa das Três Manias: Mania Beleuza,a roxa que coligou com o PPS, ou Mania Rosária, os zóio azul mais lindos do PT, ou Mania Filha Ex-crespa, casual marketing antirábico; 5) na «Luta! Socialismo! Zero Maquiagem!»

Toma. Agora vamos sentar e pensar o que é menos pior, meus filhos, que não fazer nada também não dá. Essa coisa de tenho horror à política não dá. Pensemos.

OBS.: Olivião deu o ar da graça... saudades, ahhh.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:55 de 30.08.2008
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29.08.2008

Enquanto isso em Porto Alegre, propaganda eleitoral

A ex-crespa dando depoimento pessoal sobre carocinho no seio e atendimento da mamãe e falando casual no cabeleireiro não dá. Quem é o assessor dessa mulher, pelamordedeus? Já sei. Ela tinha fama de raivosa e agora querem mostrar o «lado humano» da fera. Mas tá RÉdiculo. Não é por aíííííí, meu filhooooo. Eu não sei como é que gastam tanto em campanha e contratam umas criaturas que têm uma idéia dessas.

***

Candidato a vice entrevistanto skatista e dizendo: «bahhh, olha o istáile do mestre!» Me diz que eu não ouvi direito.

***

O candidato Alface a reeleição tá bonito, pé no barro, criança no colo. Coisa linda. Taca a mostrar obra em andamento.

***

Meu deus, o político dinastia botando a mulé pra falar, inclusive da gravidez, riscos, repouso pro guri não nascer, choradeira, uma coisa. Contando que o homi troca a fralda de madrugada. É disso que nós tamos precisando! Homi que troca fralda! Agora sim a gente vai!
Como é que fazem um troço deste, meus deus? Que vergonha.

***

Gente, a candidata roxa não era morena na eleição passada? O repórter Tink Wink é impagável. Mesmo assim, é o programa que mais junta lé com cré, problema, proposta, ações, percentual de orçamento, tuda. Deve ser chute, mas impressiona.

***

Gentem, o candidato que mostrava a mulé de derrame na ambulança desistiu. O TRE impugnou ele. Tadinho, gente. Adeus, candidato SAMU. Até mais.

***

Ai, adoro os canditados do socialismo! Muito vermelho, muito amarelo, muito grito de órdi e candidata sem um pingo de maquiagem, claro, que nós semos proletários.

***

Ai, minha mãe, candidata que coloca como ponto glorioso do passado a luta para a volta do Iruã... pelamordedeus. Assessoriaaaaaaaaaa!

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 21:07 de 29.08.2008
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Um fim de semana para aprender a voar




Mr. Damien Rice, meu povo.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 18:37 de 29.08.2008
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Quem tem Frida, não precisa de amiga

Final de tarde, a fominha batendo, a moça resistindo naquela hora da verdade da dieta pós almoço light, pensando se ataca iogurte sem gosto, barra de cereal alpiste, bolachinha sabor isopor ou fruta sem graça e aí vai dar uma passadinha nas Duas Fridas e acha isso aqui. Pô, Monix, tu só pode tá de sacanagem!!! Isso não se faz, Monix!!

Tô eu aqui aspirando líquido do teclado, fia, mó tristeza, judiação. Tsc.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 18:04 de 29.08.2008
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Over Capacity




Ai, adorei isso.

Ticcia is *also* over capacity, dear, send little birds.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:56 de 29.08.2008
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ETBG

É dos meus CD's que mais gosto e tava lá, esquecidinho... ele me lembrou, eu tô ouvindo e tá fazendo um bem...

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:51 de 29.08.2008
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TJRS autoriza a interrupção de gravidez de feto anencefálico

O pedido foi feito às 28 semanas de gravidez, foi negado por impossibilidade jurídica do pedido pelo juiz de primeiro grau e teve o recurso provido pelo Tribunal de Justiça, 3ª Câmara Criminal, Rel. Desembargador José Antônio Hirt Preiss. Esperamos que a mãe já não tenha dado a luz.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:33 de 29.08.2008
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Winter Tips da Ticcia

Quem tem Alex tem tuda. Dia feio, noite feia, chuva que deus manda e o moço do café firme e forte tomando café com Madama e pegando na mãozinha, ouvindo a ladainha, fazendo mimo e fazendo rir. Em verdade em verdade vos digo: que tem Alex jamais estará só.



Pai é bom e tuda, mas anda explorando os dotes culinários da filha convalescente. Isso não se faz, isso é trabalho infantil escravo, isso é coisa para o Ministério do Trabalho.



Tô aqui pensando nessa tal de Rakelli - sim, a moça convalesce do pé e fica tão ruim da cabeça que vai assistir novela só de reiva - deve ser pelo menos a quinta personagem bunda anencéfala da novela brasileira, só para ficar nas que falavam errado, a começar pela Tansinha da Cláudia Raia, passando pela Darlene da Débora Secco e por aí vai. Qual o appeal? Retardada mental tem um nicho especial de mercado? Até pra homem que se acha esperto e na verdade é incompetente vá lá, mas as menininhas de 5 anos irem para a escolinha vestidas de Rakelli?! Que mães são essas, jesuscristinho?



«A triste verdade é que sempre que parecer muita areia para o seu caminhãzinho, é mesmo. E não, não adianta vir com a gracinha do 'eu faço duas viagens', não faz não, niguém faz, nem você, nem eu, nem ninguém. Fora da sua alçada quer dizer isso mesmo, fora da sua alçada. Conforme-se, respire fundo e siga em frente.»

Fal, a mulher, o oráculo, o mito



Satolep, Rio, Porto Alegre, uma alergia infindável, um hidratante, 10 cápsulas inúteis de Allegra D, um creme, e alguns Celestamines depois, eu tô começando a parar de me coçar. Mas com um sooooono...



Tio Lula assinou a amada MP que salva a catigoria da fome. Não sabemos do contiúdo ainda, mas esperamos firmes com fé na misericórdia divina e na campanha eleitoral.



Tem sol, é verdade, mas e o frio? 16º pouco passado do meio dia não é pra gente frouxa, vamos combinar. O anoitecer vai ser uma volta ao freezer.



É fato que teve GreNal ontem e que o Colorado passou para a próxima fase da sulamericana, mas também é fato que em dois jogos contra o Grêmio RESERVA, eles não conseguiram ganhar nenhum. E, convenhamos, mais 10 minutos de jogo e quem iria para a Sulamericana era a máquina tricolor. Só pra contar.



Enquanto isso no Brasileirão (aproveitando antes que haja qualquer imprevisto - porque muito cá entre nós, a mias surpresa com isso sou eu):





Uma mulher desocupada se interte com as coisas mais inacreditáveis: que coisa mais fófis aquilo de Buddy Poke no orkut, né hein?

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por Ticcia, às 14:45 de 29.08.2008
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28.08.2008

Para a Fal




A Coluna In-ventário desta semana fala do ano em que eu vi pessoas que eu gosto tanto perderem os amores das suas vidas.
Sempre é cedo demais.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:46 de 28.08.2008
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Filho de peixe.







Estava eu olhando TV quando aparece a campanha da Justiça Eleitoral pelo voto consciente. Não surpreende que a do moço que sapateia quando está nervoso seja a melhor de todas. O ator é nada mais, nada menos do que o Ian Ramil. Sim, sim, filho do Vitor. Mas pelo talento do rapaz, suponho que logo a gente não vai mais especificar de quem o cara é filho, não.

Cá entre nós, eu adorei a campanha (tem a abelha, o cometa, o cara que chora quando toca o celular, a moça que anda em círculos, o carro que vai atravessar a linha férrea). Só fico pensando se algo tão sutil atinge o público alvo (as pessoas que não têm consciência do quanto importante é seu voto).










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por Ticcia, às 00:04 de 28.08.2008
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27.08.2008

enquanto isso em Porto Alegre... campanha eleitoral

Tô aqui assistindo horário eleitoral na TV influenciada pela Falzica, pra ver se eu me divirto.

- Tem um candidato que a base da plataforma é o fato de ter sido pai recentemente.

- Tem outro que a grande credencial é ter conseguido um carro para levar uma mulher que teve um derrame ao hospital.

- O que tá fazendo um deputado do PPS no programa da candidata roxa?

- Tem candidata fazendo discussão com morador e interrompendo os caras no meio da frase. Boniiiiito. Tá bem assessorada, santa.

- Essa mulher não era mega crespa, modeuso? Bem dizia o pessoal da Terça Insana que o mundo é das lisas. Dá-lhe escova progressiva. Apareceu abraçada no papi, Min. Son-in-Law. Bem faz ela.

- O candidato da DEM com vice roqueiro, usando o slogan «demorô». Candidato com slogan miguxês devia ter candidatura negada.

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por Ticcia, às 21:03 de 27.08.2008
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Madame on Twitter

Quer seguir as novidades no Twitter?
Ticcia está lá!

Não sei o quanto eu vou ter saco para mais isso, mas vamlá.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:22 de 27.08.2008
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Mean Meeting - o resumo da ópera


Óia a cara de saStisfeita da moça...


Rolou na sexta passada o Mean Meeting no Rio. Fomos aO Mofo e estava uma delícia incomensurável. Deram o ar da graça As Fridas, coisas mais amadas de mi corazón, estreando os cartõezicos lindos do blog, espalhando mimosice no ar e - veja só, Helê até levou o Maridón!

Dona Ana «a querida» Paula também foi de Maridón, Seu Décio, gaúcho e tudo, dos bão, que olha, filma tuda e fala pouquíssimo com precisão cirurgica. Adoramos muito. Passou por lá - rápido DEMAIS (nem temos fotas para provar a passagem meteórica), - a Patrícia - ahá, adivinhem - COM Maridón também!! U-huuuu! Tamos gostando que as meninas perderam o medo da Madame e tão compartilhando os cônjuges. Muito bem, garoutas, cês sabem que para Madame marido das outras é só para deleite intelectual e artístico.

Dos solteiros e mimosos e parceiros de toda hora estiveram Lenissa na versão lisa, lisíssima anti frizz e vitaminada, de óclão puro charme, lindérrima, Cláudio Luiz - para o qual nós dirigimos as nossas mais fortes energias positivas, fizemos a viagem do moço gorar e ele se juntar à nossa corrente de caipirinhas para nosso regozijo e sastisfação, e Melina, a minha mais amada bahiana, quanta doçura, meu deus, eu sou doida por aquela mulher que já consta na minha lista de 10 melhores motivos para me mudar para o Ridjanêro.

Em categoria à parte, Dr. Álvaro Antônio, nosso personal programeitor, estilista/modelo/ único usuário da griffe de camisetas Mme Mean, fotógrafo oficial do evento, síndico da vez, que fez reserva n'O Mofo, foi acolhido como celebridade pelo pessoal da casa, e depois ainda me rebocou doulcement com a cabeça cheinha de caipirinha pelas ruas do Flamengo.

Em tempo: agradeço a La Reina Madre que foi a santa que indicou a tábua de caipirinhas d'O Mofo.

Ai, queridos, A-MEI. Quando tem de novo?

Quer mais? Fotcheeenhas no Flickr.

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por Ticcia, às 17:02 de 27.08.2008
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A fome que se sacia


Texto novo no Não Discuto.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:09 de 27.08.2008
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26.08.2008

Água Viva

Passava um pouco da uma da tarde do sábado, quando cruzei a porta do CCBB para subir até o primeiro andar, onde me esperava a exposição de Clarice. Estava mesmo lá. O olho amendoado me recebia avisando que ver é a loucura do corpo. A partir dali eu a veria, sim, com o corpo todo.

Há fotos, sim, uma entrevista - das poucas que ela concedeu e que só foi veiculada de forma póstuma - e também documentos, cartas, bilhetes, passaportes, carteiras, livros em suas capas originais, listas de afazeres «viver as 24 horas do dia», o original de Água Viva - que me fez petrificar por longos minutos, uma carta do Caio em que ele pergunta se ela se recorda dele, tudo guardado em gavetas com chave que podemos abrir se quisermos e fuçar um tantinho como se estivéssemos nos imiscuindo na vida de Clarice. Mas que nada. Na vida de Clarice ninguém entra por acaso, ninguém flerta, ninguém fresteia, ninguém fuça ao acaso. A vida de Clarice, como ela mesma diz, é escrever e, quando não escreve, está morta. Sua vida está muito menos nas fotos, nos documentos, na imagem em preto e branco de uma mulher já doente e com sérias cicatrizes, cansada e triste e muito mais nas palavras dela que permeiam tudo. Os grandes baques da exposição são reler uma a uma suas frases geniais (apenas algumas poucas) estampadas em letras garrafais à minha frente, sob spots e lâmpadas, flutuando ao meu redor por trás de sua imagem, por trás de sua boca, dos seus olhos, sob sua supervisão.

Foi ali que eu encontrei a exposição - minha à Clarice - sem anteparo, sem mediação, sem piedade. Ao lê-la assim, desamparada e despreparada, de pé no meio da sala, sem poder fechar o livro, sem poder fugir dali para chorar a minha humanidade, sem poder soluçar alto no meio de todos, cercada por suas frases por todos os lados é que a exposição me pegou de jeito, foi quando eu vi a verdadeira e real vida de Clarice, a vida de Clarice confundida com a minha e vi que eu eu estava nua e viva, como ela. Por isso também, talvez, tenha sido tão bom ser abraçada.


"Oh Deus, que faço dessa felicidade ao meu redor que é eterna, eterna, eterna e que passará daqui a um instante
porque o corpo só nos ensina a ser mortal?"

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por Ticcia, às 20:58 de 26.08.2008
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Anencéfalos

Uma questão que encosta nos meus argumentos pró ou anti liberação do aborto.

Não é porque se liberarem a interrupção da gravidez de um feto anencéfalo alguém vai entrar na casa da grávida e arrastá-la até o hospital mais próximo e lhe tirar o bebê das entranhas. É uma dádiva? É uma bênção? É uma oportunidade para que você se eleve espiriutualmente e chegue mais perto de deus? Aproveite, irmã. Você pode ter o seu bebê, vai com fé e deus te abençoe. O que eu não entendo é porque quem não concorda com isso tem que ser obrigada a manter dentro de si, a sentir, a gestar, a parir um bebê que está condenado. Alguém aí calcula o que é para uma mãe gestar, parir e olhar para um filho com a cabeça deformada e vazia que vai respirar (se tanto) alguns minutos, horas, dias, vamos lá, milagrosamente, meses?

Também acho que os veneráveis religiosos, crentes, pastores, rabinos, padres, bispos, médiuns, gurus, pais de santo, babalorixás, etc., deveriam acreditar mais na justiça divina (que nunca falha) e deixar que os horrendos pecadores paguem o preço de sua má escolha. Se o altíssimo é assim tão infalível, não precisa contar com a tão rota justiça dos homens. Doutrinem seus fiés e deixem o resto por conta de si mesmo. Só isso.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:58 de 26.08.2008
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Carioca Tips da Ticcia - parte 2

Lorenzo - Com poucos meses de vida e no lugar antes ocupado pelo Lulu, o bistrô é uma graça. O ravioli de pato estava realmente muito bom e o beuf bourguignone (só aos sábados) corretíssimo faz um aconchego booommm no estômago. De sobremesa, Tiramisu, que a gente sempre gosta de checar como está a concorrência.

Lorenzo Bistrô
Rua Visconde de Carandaí ,2
Jardim Botânico
Horário:12h/0h




Pomodorino - Poderia até não ser tão bom que a vista da Lagoa compensaria, mesmo assim é. Os pãezinhos do couvert são deliciosos e quentinhos (hummmm), meu canelone de abóbora com camarão e queijo estava de arrastar multidões e a sobremesa foi uma torta quente de chocolate com sorvete de avelãs (na verdade um petit gateau) que ajudou a me manter emocionada por mais tempo.

Pomodorino
Avenida Epitácio Pessoa ,1104
Lagoa
Telefone: (21) 3813-2622
Horário:18h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. 12h/23h30)


Tão vendo que a moça está se atirando nos italianos? Pois é. A partir de amanhã, comida light congelada para mim.



Tazio Secchiaroli - Exposição de fotos do homem para o qual foi criada a designação paparazzo (por Fellini). Um desbunde. O homem fotografava os filmes com a maestria dos grandes diretores. A exposição está lindíssima, ambientação perfeita, com trilha sonora mega thunder ultra no clima. O ponto alto são as fotos da melhor de todas - Sophia Loren - e sua seqüência com Mastroianni em Una Giornata Particolare.

Caixa Cultural entrada Almirante Barroso
de 12 de agosto a 21 de setembro de 2008
Terça a sábado, 10h às 22h; domingo, 10h às 21h.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:30 de 26.08.2008
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os contos do corpo

* A coluna Criada de Madame é escrita por Belly, convidada especial do Madame Mean.


Postsecret


O corpo conta uma história. As estrias verticais bem marcadas nas costas, em intervalos regulares - quase como uma pintura de aborígenes australianos - afirmam que o filho veio quando era cedo para a pele (o que o corpo conta somente nas entrelinhas é que o filho veio quase tarde demais para a mente e o coração). Os pés, com joanetes e seus dedos tortos de uma forma peculiar, dizem que insisti em dançar e em fazer o melhor possível na dança ainda que meu biotipo não fosse adequado para tanto. Os ombros um pouco curvados para frente revelam que, no fundo, tenho muito medo e acabo me protegendo instintivamente. As pernas grossas e musculosas entregam a busca incessante por bases sólidas, quase independemente do custo. Os braços roliços e fortes denunciam a paixão por comida substanciosa, gostosa, e a necessidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, carregar muitas coisas e pessoas, por um longo percurso. A escoliose antiga, a lordose incipiente, confirmam a sobrecarga em diversas fases da vida. Os seios que já não são mais firmes e duros como outrora contam da importância de alimentar e acolher sobrepujando qualquer instinto estético. Os vincos na testa e as olheiras escuras e fundas marcam uma pessoa que analisa e que se preocupa, talvez demais e algumas vezes sem necessidade. O aspecto recheado e curvilíneo do conjunto escancara a descendência sul-italiana, os traços do rosto não permitem que a influência espanhola e de outras tantas etnias seja esquecida. E o bigode chinês expõe o esforço para sorrir, mesmo nas situações mais difíceis.


O corpo conta uma história. Fico intrigada com as mulheres fazendo esforços abissais, sobre-humanos, para apagar a história contada pelos seus corpos. O desejo de ser jovem para sempre, eternamente tersa, tensa, firme e dura, é o desejo de ser uma tela em branco. Estar aberta para o novo é uma coisa; não querer guardar absolutamente nada de si mesma, é outra bem diferente. E o mais paradoxal é que as mulheres que não querem que nada nos seus corpos lhes pontue sua história são as mesmas que insistem em serem incondicionalmente aceitas pelos outros. Talvez fizessem mais por si mesmas se começassem a ter um pouco mais de empatia e carinho pela estranha no espelho.

Por Belly, Sua Criada


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 09:23 de 26.08.2008
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22.08.2008

Alou São Paulo!

A não perder: amanhã Falzoca de Las Canduengas autografa o livro com o título mais genial e a capa mais bonita de todos os tempos na tenda da Rocco, na Bienal. A partir das 10h.

****

Alou Porto Alegre!

A não perder: hoje à noite, na Livraria Cultura do Bourbon Country, LFV em charme e malemolência encarnada autografará O Mundo É Bárbaro a partir das 19:30h. Aproveitem que sessão de autógrafo com deus em pessoa é raridade, irmãos.

****

E Madame está onde? Onde? Pois é, no Rio. Para vocês verem que nem tudo é perfeito.
Só de raiva, mimosearei bem muito o meu povo carioca querido, esperarei pelo lançamento da Fal no Rio ou em Porto Alegre e mandarei um email desaforado ao Veríssimo, que onde é que se viu marcar coisa quando eu não tô. Hunf.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:25 de 22.08.2008
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Carioca Tips da Ticcia - parte 1

Antes de mais nada eu queria dizer que devia haver uma lei que permitisse às pessoas que vêm ao Rio, pelo menos às que vêm pela primeira vez, chegar no Santos Dumont. Eu que sou uma deslumbrada pela cidade há tanto tempo, fui submetida a uma renovação total de dislumbre. Agradeço à Varig e suas conexões em Congonhas (tudo no horário - pasmem) pela graça alcançada.



Le Blé Noir - amigo Alex de Brasília já havia indicado veementemente a creperia, que usa o autêntico trigo sarraceno para fazer um crepe digno das melhores creperias bretãs de Paris. A entradinha de blinis (três micro crepes) foi uma preparação digna para o que viria a seguir: um crepe chamado Brehat - salmão defumado e ementhal - de arrasar. Muitos recheios criativos, figo, mel, pêra, nozes, etc. E várias opções para quem quer ficar nos tradicionais. De sobremesa, meu pecado preferido: banana e chocolate. Pena é que só percebi que a casa oferece Cidra depois de já ter feito o pedido de bebida. Boa desculpa para ser OBRIGADA a voltar lá.

Le Blé Noir
Rua Xavier da Silveira ,19 - loja A
Copacabana
(21) 2267-6969
Horário:19h30/1h (sex. e sáb. até 2h; fecha dom.)




Asia - Aberto há poucos meses, é um oriental tai, malaio, chinês, eclético, seja lá o que isso for. Lindo, com deck, varanda, árvores imensas, ambiente muito gostoso. Como opção de entrada, há uma amostrinha mix de todas as entradinhas. Para quem no mais das vezes poderia sentar-se e comer só seqüencia de várias entradas e seria uma pessoa bem feliz, é uma alegria. O prato principal foi um frango com molho, gengibre e alho que estava mesmo muito gostoso acompanhado de arroz temperado. Madame recomenda muito.

Asia
Rua Almirante Alexandrino ,256
Santa Teresa
Telefone: (21) 2224-2014
Horário:12h/23h (fecha seg. e ter.)




Beatles num Céu com Diamantes - Eu não gosto de musicais, mas a-há, não se trata de um musical. Trata-se de um show com performances, digamos assim. A produção é linda e os atores/cantores são um desbunde. Todo mundo lindo, e uma dúvida cruel para saber quem canta melhor, mais bonito e mais emocionante. Tem tempo para tudo, de rir, chorar, cantar junto, se emocionar muitíssimo. O grande mérito do pessoal é pegar coisas já muito, muito batidas, como Yesterday e Let It Be, por exemplo, e nos fazerem ouvi-las com surpresa e emoção. Para sair de lá feliz, feliz, feliz e encher o Ipod com The Fabulous Four.
No Teatro Leblon até 05 de outubro. Ouça bem e vá logo, porque você vai querer repetir.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:03 de 22.08.2008
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Pode não estar o dia mais lindo do mundo...

Mas quanta diferença.
Eu *definitivamente* gosto do Rio de Janeiro.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:10 de 22.08.2008
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21.08.2008

Para a Vó Nininha




A coluna In-ventário desta semana fala de voltar para tornar-se, de como só nos é possível crescer de verdade em determinados lugares, na presença de certas pessoas. Fala da minha avó e de Satolep e do quanto é difícil e gratificante crescer. E ainda tem uma foto linda da incrível Cris Carriconde.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:36 de 21.08.2008
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20.08.2008

Dom Cândido Brut


Adorei muito. Devo confessar que só depois que a espumante essa figurou em primeiro lugar no ranking daquela revista de mulher pelada que homem compra para ler as entrevistas é que eu fui conferir. Vale cada centavo dos vinte e poucos reais que custa e bem mais que isso. Recomendamos vivamente e rogamos que vocês não vão todos às compras amanhã para não inflacionar o mercado. Desce suave e redonda, sem acidez excessiva que para mim é o maior pecado das nacionais. Custo-benefício fantástico. Isa, a enteada, endossa a impressão.


Composição: 100% Chardonnay

Local de produção: Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves-RS

Graduação alcoólica: 12%

Método: Charmat

Preço: R$ 25,00 no supermercado do esquilo


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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 22:50 de 20.08.2008
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Faraway so close






Pouca coisa eu faço melhor na vida do que entender os outros. Os sentimentos dos outros, as motivações dos outros, as dificuldades dos outros, os defeitos dos outros, as qualidades dos outros, os meandros dos outros, as nuances dos outros, os anseios dos outros, as angústias dos outros, os sonhos dos outros, as frutrações dos outros, os desejos dos outros, as tristezas dos outros, os medos dos outros, as atitudes dos outros, as inseguranças dos outros, as canalhices dos outros. Minha capacidade empática é das coisas mais arraigadas e desenvolvidas. Não faço idéia porquê. Ajuda, no mais das vezes. Consigo antecipar o agir das pessoas, enxergar através dele, ajudar quando é preciso, me proteger quando é possível (nem sempre é e, quando não é, eu vou sofrendo antes tentando me convencer do contrário do que já sei). Dói, freqüentemente. Empatizar é colocar-se no lugar do outro e sentir-se como ele. Às vezes eu entendo o que não queria, vejo o que gostaria de não ter visto, percebo o que não deveria ter percebido. Estou me convencendo de que é mais fácil amar de uma certa distância. Distância esta que não se faz em mim.




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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 16:53 de 20.08.2008
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Um sopro de vida










“Mas eu denuncio. Denuncio nossa fraqueza, denuncio o horror alucinante de morrer – e respondo a toda essa infâmia com – exatamente isto que vai agora ficar escrito - e respondo a toda essa infâmia com a alegria. Puríssima e levíssima alegria. A minha única salvação é a alegria.”

(Água Viva, 1973.)















Meus dedos dóem de ansiedade. Exposição da Clarice no CCBB do Rio.
Adivinha quem não vai perder isso por nadica? Rá.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 13:40 de 20.08.2008
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Wim Wenders



Mr. Cafeína me acompanhou à conferência de Wim Wenders na noite de segunda.
O relato da experiência está na matéria da Revista Paradoxo. Imperdível.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:47 de 20.08.2008
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19.08.2008

Os Invisíveis

Na Conferência de ontem do Wim Wenders, dentre as coisas boas - e foram muitas - assistimos a um curta de 20 min dirigido poe ele - Invisible Crimes - que faz parte deste documentário feito em homenagem aos Médicos Sem Fronteiras. No documentário, o registro das tragédias invisíveis que estão acontecendo neste momento e que o resto do mundo ignora.

Quem souber onde se pode encontrá-lo, favor avisar.



Eu nem vou dizer que o produtor é o Javier Bardem. Porque não precisa.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:06 de 19.08.2008
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Fal, o release



“Tenho 44 anos e sei que isso não é felicidade.
Mas sei também que não deixa de ser.”


Boitempo II, livro de poemas memorialísticos de Carlos Drummond de Andrade, traz o seguinte subtítulo: “esquecer para lembrar”. Parafraseando e contradizendo o “poeta maior”, a pintora quarentona Alma passa em revisão sua biografia, num ritual pessoal de “lembrar para esquecer” – um acerto de contas com o passado na tentativa de escrever felicidade em seu futuro, algo mais intenso do que “sigo vivendo”. Alma é a protagonista de Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, primeiro e surpreendente romance da paulistana Fal Azevedo.

A autora constrói, no livro, a narrativa de maneira não-linear, alternando discursos diferentes, momentos distantes e vozes distintas. Tais vozes interagem indiretamente com Alma, através de cartas, postais e e-mails, e confundem-se com a própria protagonista e narradora – qual um diálogo interno de alguém em auto-análise.

O nome da personagem, aliás, é o sopro de uma humanidade marcada por conflitos, diferenças, feridas. Alma desenrola, no presente, em sua casinha, na estância balneária de Bertioga, em São Paulo – em meio aos vários cachorros, inúmeros gatos, os bolos, os mimos do vizinho, Seu Lurdiano, as missivas e correios eletrônicos de uma extensa legião de amigas e amigos (Biuccia, Cláudio, Tela, Binho, Ticcia, Gigio, Rose, entre outras e outros) –, o novelo da sua vida, atravancada em nós trágicos e dolorosos.

Cada capítulo da obra é intitulado com o nome de alguma comida, tempero ou bebida – “Doce de leite”, “Croquete”, “Manjericão”, “Suco de uva”. Paladares que marcam o gosto, na memória, de cada instante vivido com pessoas que forjaram sua história: pai; mãe; a irmã do meio, Violeta; o padrasto, Eliano; a meia-irmã, Ana Beatriz; os avós paternos, Estela e Juan; os maternos, Greta e Max; o ex-marido, Otávio; a única filha, Fernanda. A lembrança é um relicário de sensações muito reais; as cicatrizes são as provas cabais da experiência – “uma vida feita de pequenas omissões e minúsculos assassinatos”. A vida que só Alma sabe viver.

Verdadeiro soco no estômago, o livro de Fal Azevedo é uma grata surpresa na cena literária contemporânea, que emociona sem pieguices. As perdas dos entes mais queridos de Alma levam, invariavelmente, o leitor a reavaliar suas relações familiares e a pensar, com o coração apertadinho, em ligar para o pai, a mãe, os irmãos, os filhos, quem quer que lhe seja especial. Afinal, a morte, essa novidade indesejada, sempre nos pega de surpresa e rouba um pedaço da gente.


**********************



Rá! Tão vendo? Viram o MEU NOME ali no meio? Te mete! Quase engoli meus brincos quando vi e a vaca da Falzoca nem pra me avisar preu deixar o isordil à mão. Por pouco não vou para no HPS. Já o EGOdzila, cês sabem, acabou de pegar um guarda-chuva fúcsia e sair sem dizer pra onde.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 18:17 de 19.08.2008
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Olimpíada


Se tem um troço que eu tenho verdadeiro horror é perder para a Argentina. PQP.
Pelo menos rebentamos eles a pau. Eu sei, não é digno. Mas pô, né? Tá. Passou.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 15:05 de 19.08.2008
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the thruth is out there

Entre os dias 19/08 (hoje) às 4h41 e 20/08 às 19h03, o Sol transitará pela Casa 6 do seu mapa astrológico, enquanto que a Lua transita pela segunda casa ... Sol e Lua estarão em harmonia, sendo que o Sol ilumina a importância de uma melhor organização cotidiana ..... A Lua solicita que você procure dar um pouco mais de atenção às necessidades físicas, enquanto que o Sol enfatiza a importância de organizar melhor seu dia-a-dia, TALVEZ ARRUMAR SEU QUARTO OU CASA.

Isso é o horóspoco por computadô, crianças. Se os corpos celestiais, como Lua e Sol, já estão me dizendo da importância de organizar melhor meu dia-a-dia e TALVEZ ARRUMAR MEU QUARTO OU CASA, é porque a bagunça da minha casa e da minha vida já se tornaram extraterrestrial matters, né não?

The truth is out there! I want to believe!

Mulder, seu californicador, venha me ajudar!

(Mulder responde: 'calma. tome um chazinho'.)

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 12:32 de 19.08.2008
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18.08.2008

O mundo fica muito menos sexy




Isaac Hayes, 1942 - 2008.


Quem agora poderia cantar coisas assim? O que é essa voz, meudeusinho? Que triste.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 16:48 de 18.08.2008
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Aqui pertinho



O restaurante é lindo, o atendimento é fofíssimo e a comida é realmente muito boa. Eu que andei me desdobrando de elogios aos restaurantes cariocas não poderia fazer a injustiça de não falar muito bem deste mimoso restaurante Portoalegrense. Ali na Marques do Pombal, estacionamento fácil, ambiente lindo - onde era o favela Rica, lembram? Pois é. Agora é o Jasmim. Minha caipirosca de laranja com gengibre tava uma delícia, a entrada de bolinho de risoto com gorgonzola era algo criativo pero tradicional ao mesmo tempo e o molho apimentadinho dava um toque fora de série. Meu prato foi Filé Marais (molho de ostra) e estava realmente bom. Ao ver o prato ao lado (Índico - salmão com um molho oriental indescritível e delicioso), quase me arrependi da escolha tão ortodoxa. A sobremesa foi um ganache com recheio de lichia (sim, lichia, eu AMO lichia e aqui praticamente não se encontra) que estava um desbunde.

Não percam.

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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 11:39 de 18.08.2008
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insomnia



Não tive final de semana. Estou tão estupidamente cansada que não consigo dormir.

Sabe o que quero? Dançar. É.


You really ought to get up noo-ow? ele me pergunta. Não, George. Queria estar dormindo, mas a lembrança deste seu clip onírico-lisérgico me veio a mente e me hipnotizou. Enquanto não levantei, liguei micro e entrei no tubo para vê-lo, não sosseguei. Foi como uma coceira irresistível.

Tenho paixões por esse vídeo. Tem algo nele que me fala à alma. Estupidamente fútil.
Vai ver, tenho uma alma fútil. É por isso que escrevo sobre assuntos relevantes para a humanidade, como creme de cabelo.



Falando no creme de cabelo, se você está no RS, experimente o condicionador da linha Panvel Secret. Eu me surpreendi. Tem cheirinho bom e deixou minhas guanchumas macias. Não vou lincar. Estou com preguiça. Insone, porém preguiçosa.



Tá, já sei. A pertinência temática. Mas pô, isso aqui não é o Supremo. E mesmo que fosse, né. Mesmo que fosse. (got it? got it?) E paro por aqui.

Durmam bem, vocês que não estão com insônia.

Uma boa semanaa, from yo'mate Belly dos Olhos de Bocha

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 03:39 de 18.08.2008
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Alou Rio de Janeiro!


Povos cariocas de mi corazón, é favor mandar email para moi URGENTE para módi combinar cousas delícias de nosso interesse, tá?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:30 de 18.08.2008
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Coisas do futebol



Só para que não passe em pretas nuvens, eu queria deixar veementemente consignado, para a indisfarçável alegria desta que vos escreve, que o gol do artilheiro Perea foi completamente ilegal. O cidadão estava flagrante e acintosamente impedido. O que só mais me rejubila, óficorsemente.

Aproveitamos ainda a oportunidade e o momento de sinceridade pungente em nosso amoroso coração azul preto e branco para enviar 4 caravelas de solidariedade aos co-irmãos naufragados na tarde de hoje em São Januário. Uma tragédia.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 00:20 de 18.08.2008
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15.08.2008

pequenas confissões sem relevância

Às vezes, durmo sem lavar o rosto e passar tônico e o creme desentupidor de poros pra pele oleosa. Às vezes, mesmo sem lavar o rosto e passar coisas, tenho a impressão de que a pele acorda melhor do que se tivesse lavado e passado coisas. Provavelmente estou só me enganando para sentir-me menos culpada.

(é 'para sentir-me' ou 'para me sentir'? agradeço.)



Eu sabia português. Estou desaprendendo.



Fico brava se não me derem o troco correto sem ao menos perguntar primeiro. Podem ser centavinhos. Porque fico com a estranha sensação de que a pessoa que me dá o troco errado (sempre pra menos, claro) ou pensa que sou burra e não sei contar ou acha que pode decidir sobre o meu dinheiro. Trabalhei pelo dinheiro, portanto sou eu que decido o destino dele e não a criatura que está sendo paga para cobrar de mim. Toda uma malevolidade de quem já está com o seu dinheiro na mão e decide dar o troco a menos. Para dar a real dimensão das coisas e vocês não ficarem pensando que sou o Tio Patinhas, quase sempre arredondo para cima - a corrida do táxi, o troco miúdo do supermercado. Mas sou *eu* quem está fazendo isso, e não um terceiro. Não é pelo dinheiro não, é pelo desrespeito.



Tenho um frenesi por comprar roupa interior, meia e roupa de dormir. Um dia, subitamente, compreendi o porquê: durante muito tempo da minha vida não tive quantidade ou qualidade suficientes de roupa interior, meia e roupa de dormir. Lembro de abominar, ABOMINAR as meias soquetes. Estava crescendo muito rápido e as calças que eu tinha para usar eram as 'herdadas' da minha irmã oito anos mais velha e, já naquela época, oito centímetros mais baixa, que fazia bainha na calça ou simplesmente tesourava e pronto. Resultado: ficava um naco de canela descoberto entre o fim da calça e o começo da meia. Não me importava de ter uma aparência bizarra com aquelas calças de pegar pinto, o incômodo era o tornozelo GELADO no inverno, agravado na enésima potência porque tenho reumatismo desde bebê. Você, leitor, leitora, consegue imaginar como ficava o tornozelo? Inchado, gigantesco, vermelho e latejando absurdamente. Era uma DOR. Incomodava tanto que comecei a me isolar do meu próprio corpo, a ponto de chegar um dia na minha vida em que me tornei completamente insensível, física e psicologicamente (mas isso é outro assunto).
Foi um treinamento espartano e às vezes penso que hoje tenho enxaquecas tão absurdamente fortes porque o corpo se traumatizou com o fato de ter sido ignorado por tanto tempo.



Tem gente que faz terapia do grito em blogs alheios. É assim: chega na caixa de comentários e começa a destilar todo o seu fel. Não consigo deixar de ficar espantada com o fato de que a pessoa resolveu dispor do seu tempo, que é a coisa mais preciosa que existe, para realizar um ato tão reles. Estive no blog de uma jornalista onde estava ocorrendo um fenômeno assim. Com o espanto de hábito, fiz um comentário sobre o texto, contendo explicações bastante óbvias sobre os trechos atacados pelos leitores ranzinzas. A autora entrou em contato comigo e mostrou-se agradecida. Fiquei constrangida, porque, na verdade, não teve um mínimo de generosidade no que fiz: o comentário foi só para que eu tivesse a sensação de ter feito alguma coisa perante aqueles injustificados acessos de raiva na casa virtual alheia.



A minha casa é uma bagunça. Ela não está, ela *é*. Para que a minha casa fique arrumada e confortável do jeito que quero que fique, terei que desenvolver um outro conceito de 'minha casa'. Desapego material não é NADA perto de desapegar dos conceitos que você decidiu que o definem.



Desapego é um conceito bem do budismo. Gosto do budismo por conta dessa idéia de desapego, uma coisa que na minha cabeça se processa meio como "larga tudo isso aí e vem!" E eu, ah, eu já me conheço o suficiente para saber que adooooro começar e largar as coisas. Mas já tenho consciência de que devo usar com prudência e consciência a idéia sedutora do largar. Na verdade, largar nunca é simplesmente largar e pronto. Não dá para sair largando tudo por aí a esmo. Taí a minha casa, que não me deixa mentir: a bagunça é gerada pela minha paixão por sair largando tudo por aí, uma coisa 'depois eu vejo'. Isso atravanca a vida, tranca o fluxo natural das coisas. Procuro cada vez mais largar tudo no lugar certo, começando por botar o papelório inútil acumulado em oito anos no lixo (reciclável), inclusive revistas que assinava desde 2002, coleções completas (!) - a menina que recolhe o reciclável ficou felicíssima com aquela revistaiada toda. E toda a penca de coisas que acumulo. Porque sou uma pessoa com tendência a acumular trecos, vejo caráter afetivo em cacarecos e inutilidades, o que é uma bobagem, porque o afeto está na gente e não na coisa.

Let go. Literally.



Eu nunca escovo o gato Pantufo. O gato Pantufo é persa. Quer dizer. Agora ele é um persa rastafári.
Eu não escovo o gato Pantufo porque gosto dele com o pelo rastafári. Alguma coisa louca me faz associar o gato Pantufo com Bob Marley. Eu não me surpreenderia se um dia o gato Pantufo olhasse para mim e dissesse "Jah-may-ca, maaan".



O post é um pout-pourri de coisas porque, como quem lê há algum tempo sabe, só escrevo sobre desgraça ou futilidade pública. Estou com muita preguiça de escrever sobre futilidade pública e os assuntos rondando aqui dentro que poderiam render posts 'desgraça' resultariam num total descalabro. Modos que resolvi fazer esse patchwork, pra não ficar tão pesado e começar bem o final de semana - que eu não terei, aproveite você o seu, finais de semana são como saúde, a gente só valoriza quando perde.

Mantenham-se saudáveis e fim-de-semaneiros, então.
'Té mais.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 09:55 de 15.08.2008
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14.08.2008

13.08.2008

NoTíccias

Momosos da tia, Satolep continua fria, mas tem o calor da Vó Nininha que compensa tudo.
Não esquecam de conferir a coluna In-ventário na Paradoxo amanhã, hein?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:02 de 13.08.2008
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lynch e seus paradoxos



A melhor matéria sobre David Lynch no Brasil.

Por obra e graça dele.

Ele é muito bom mesmo. Mas isso, ha!, eu já sabia.



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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:14 de 13.08.2008
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12.08.2008

a cega do castelo


Postsecret


Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver. Diria que há um cego ainda mais pernicioso, que é aquele que não quer ver que quer ser visto. Vivo numa concha, guardo-me dos olhares porque sei que olhares julgam, olhares ferem. Mas aí, quando olho fundo nos seus olhos e vejo que eu queria que você visse o mais profundo de mim, descubro que estou há tanto tempo na concha que não sei mais como sair dela. Fico emperrada em mim mesma, cheia de medo do meu desejo e de tristeza pela minha covardia.

Vejo o olhar alheio como um scanner que faz sua varredura instantânea e pragmática de tudo o que há de errado em mim e cubro-me de vergonha: é porque eu não sou o que eu quisera que eu fosse. Tornei-me uma outra coisa, descobri-me cheia de tantas vulnerabilidades, tão humana. E, se isso me tornou mais sábia e investida de uma compaixão de que não me julgava capaz, isso também fez de mim prisioneira. Ou será que apenas mostrou as grades?





Do seu olhar
não sei o que esperar
eu não sei o que esperar
do seu amor
não sei o que esperar
eu não sei o que esperar
do seu olhar
(Fernanda Abreu)


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:13 de 12.08.2008
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acabou o bom humor

Alagou minha casa. Baixas até o momento: sofá e poltrona.
Na tenda-hospital do exército, a televisão, secada com toalha e secador e reza forte.

Olha, você aí que não gosta de mim: tá funcionando, viu. Pode parar de mandar seus maus eflúvios que já tá de bom tamanho, já gerou problema - e despesa - para o mês todo, quiçá para o mês que vem e o que vem, ainda.

Para você que se solidariza com essa que vos escreve: faça um pensamento positivo por mim hoje, tô precisada. Agradeço.



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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 12:50 de 12.08.2008
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home alone


Oi... não quer me dar uma mãozinha?



Então, folks, lá se foi a dona Madama arrefecer chapas incandescentes lá em Bolotas, de mods que ficamos só eu e vocês aqui, com toda essa mansão à disposição. Não tem cama redonda nem espelho no teto, muito menos globo de espelhos e luz negra, que a dona Madama não gosta dessas coisas de plebeu. Mas a gente se vira, né. E entre um gole e outro de pé-sujo ou de Sang'galo, vamos tocando a festa aqui chez Madama.

Ói, eu só vou dar um pulinho até ali a guarita pra convidar pro bota-fora um Loirão que fica cuidando de carro ali na esquina e que é a bolachinha mais recheada do meu pacote. É hoje que eu tiro a barriga da miséria.

Ó, volto já. Se eu não voltar logo, tem pinga na caixa de isopor e torresminho bem sequinho ali nos pratinhos de papelão, tá?

Não façam muita bagunça e pelamordedeus, não toquem nos cristais. Os copinhos pra usar são esses aqui, de cristal cica, que a gente não é realeza mas também sabe se divertir.

'Té mais. Já tô voltando. Loirãão.... ê, lelê!


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 03:24 de 12.08.2008
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11.08.2008

Recadim

Fiotes, a chapa tá quentíssima, modos que Ticcinha vai se despencar para Satolep. O cafofo tá entregue à Criada, que vai cuidar muito bem de vocês.

Beijos nas crianças.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:42 de 11.08.2008
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30 dias


A.Notaroberto




O que cabe em trinta dias? Um sonho que já não se sonhava, um riso que não se conhecia, um desejo que não se suspeitava, uma fome que não existia. O que cabe em trinta dias? Manhãs ensolaradas, altas madrugadas, noites frias com um calor que já não se sentia, gargalhadas soltas, carinho cúmplice, gostos tão parecidos e que se diferenciam. O que cabe em trinta dias? Uma de si que não encontrava, um do outro que não percebia, uma vontade que se acumulava, uma vazão que não se continha. O que cabe em trinta dias? Incontáveis beijos, milhares de abraços, músicas, sons, filmes, flores, fotos, gostos, sorrisos, lágrimas, felicidade doce e límpida, um sol dentro, intimidade, espera, paz, cuidados, mimos, vontade da voz, do calor, do corpo, dos olhos, da boca, dos braços, das mãos, da proximidade, das temperaturas, da companhia, do riso, do abraço, do beijo, do pescoço, do peito, do sono, do compartilhar, do dividir, do adormecer, do que ainda está por vir.


(7)30 dias - Jorge Drexler.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:36 de 11.08.2008
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10.08.2008

Pai


E o sobrancelhão?






Hoje é dia dos pais e neste ano em que eu voltei a depender dele inclusive para me locomover, eu queria dizer pro Monsieur Pai que ele fez um belíssimo trabalho. O melhor de tudo, no entanto, é que eu sinto que a nossa relação vem se fortalecendo e crescendo e, com ela, a gente junto. Temos nos ensinado muitas coisas, desta vez sem confundir nossos papéis. Tenho aprendido a ser filha. Ele tem reaprendido a ser pai. É bom aprender a ser pequena. É bom vê-lo aprendendo a ser maior.

Feliz dia dos Pais aos que assim escolheram ser. Porque é muito mais fácil e muito mais simples não ser. Aos que são, aos que se tornaram, aos que estão lutando para ser, meu carinho e meu incentivo: perseverem. Precisamos muito de vocês.







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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:38 de 10.08.2008
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Silencio... no hay banda




daqui a pouco...

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:07 de 10.08.2008
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Cientista sugere comer canguru para reduzir gases estufa


Esta notícia mereceria um comentário infame de uma pessoa que está perneta há mês e meio. Mas pronto. Vou poupá-los.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 01:26 de 10.08.2008
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09.08.2008

XLIV


Sabrás que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.

Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo todavía.

Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado
.

Mi amor tiene dos vidas para amarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.


Pablo Neruda, 1959.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 22:35 de 09.08.2008
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Que bonito é

Quatro a zero. É para deixar o povo muito feliz.
Mais feliz. Nem precisava tanto. Para quem não tinha dirigente, nem técnico, nem time, e achava que era lucro não cair este ano para a segundona, bãn.



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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 22:14 de 09.08.2008
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A beleza é contagiosa




Adorei este comercial.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:31 de 09.08.2008
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08.08.2008

Perplexidades




É o primeiro livro da Dom Quixote, editora portoalegrense, que nasceu para se permitir aventuras literárias deliciosas. Vamos conferir?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:50 de 08.08.2008
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dermatilices imbecilógicas

Estou pensando em coisas esquisitas, como sói ocorrer comigo, e este assunto ficou insistindo tanto que vou deixá-lo sair e perguntar a vocês, que vêm aqui e lêem.

Você, leitor, leitora, você aperta espinhas, cravos, pêlos encravados, fios de barba encravados?
Caso negativo, não prossiga.

Caso positivo: você aperta por força do hábito, por compulsão irresistível, por prazer, por um outro motivo? Qual?
O que você sente quando aperta o treco que você está apertando e não sai nada?
O que você sente quando aperta o treco que você está apertando e saem coisas?
Você gosta mais de apertar trecos em você mesmo ou em outras pessoas?


Diga para mim. Responda no pomodora@gmail.com. A sua identidade não será revelada em nenhuma hipótese e o que você escrever não será divulgado.


É importante deixar bem claro que não estou dizendo para ir se futucar na frente do espelho. Basta pensar a respeito e, se quiser, responder. Pensar não dá problema dermatológico. Não inflama nada. Isso é só um pedido de colaboração relacionado com observações que venho fazendo e que podem, ou não, resultar em alguma coisa.

Quem quiser colaborar com as suas impressões a respeito, eu agradeço. Podem ser colaborações anônimas, com pseudônimos, com e-mail criado só para esse fim, ou qualquer outra forma.

Este post não tem espaço para comentários por motivos óbvios.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 01:38 de 08.08.2008

07.08.2008

Paradoxo faz 5 anos




Aproveita e confere a coluna In-Ventário de hoje e deixa recadim pra mim que eu tô muito abandonada.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:58 de 07.08.2008
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Não vejo a hora

De enfiar o Ipod nas orelhas e correr, correr, correr, correr, correr até a total, geral e irrestrita fadiga muscular, com direito a cãimbra, etc.


Saltos altos, enormes, inequilibráveis, impossíveis, inalcançáveis, perigosos, assassinos.


Chinelos chiques que deixam o pé completamente nu, com pedras, dourados, pratas, de tirinhas finíssimas, com strass, sem strass, com flores, com bordados, com apliques, com neon, com pisca pisca dizendo: agora tenho pés bonitinhooooooooos.


Sandálias abertas de todos os modelos imagináveis, mesmo os menos aerodinâmicos, os mais torturantes... ah sim.


Caminhar na praia de pés descalços.


Ir na manicure fazer os dois pés.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:59 de 07.08.2008
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06.08.2008

Ipatinga, ufa - Atualizado


Como diria São Luis Felipe Scolari, time bom é o que perde quando pode perder, empata quando pode empatar e ganha quando tem que ganhar - e para ganhar basta meio gol.
Foi o que deu pra fazer. E são 3 pontos.

Amanhã, se o Cruzeiro perder, ajuda. Mas eu dispenso.

Dida Maia, cadê tu, meu filho? Tá tão quieto, né?
Chicão, que tá se sucedendo, Chicão?
Do São Paulo eu nem vou nem falar. Só vou mandar um abraço pro Renato Gaúcho, grande gremista.
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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 21:26 de 06.08.2008
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Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite





Finalmente uma editora com tino e vontade de faturar às custas de quem escreve realmente bem.
Separem aí na agenda o dia 02 de setembro que tem que estar todo mundo lá,
fazendo festa com a Falzica, afofando muito a bichinha, apupando, ovacionando, só na ola, só na coreografia, só nos pompons.

No dia 02 de setembro, a partir das 19h, no Fazenda Café, Rua Gaivota,1295, em Moema, São Paulo.

Imperdível.






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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 19:26 de 06.08.2008
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Brincando de deus

TÔ SÓ

Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá
de teta
de azul
de berimbau
de doutora em letras?
E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...
Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?
Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?
nave
ave
moinho
e tudo mais serei
para que seja leve
meu passo
em vosso caminho.
Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca
mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.


(Hilda Hilst)


**************************


Vamo andá ombro no ombro pelo planeta e sumí? Saí por aí braços dados cantando alto chico buarque, de tranças e roupa de domingo? Vamo comê cachorro quente, tomá coca-cola, depois milqui xeique e ignorá os gritos de oba das celulitinhas? Vamo dormi em rede de perna enroscada, acordá e beijá na boca, mergulhá no mar e lê até anoitecê? Vamo ficá pelado e brincá de geografia, anatomia, cartografia, astrologia? Vamo ri um do outro, tê soluço, confessá as gafe, perdoá os ingnorante, dá comida pros gato, deitá na sombra de uma árvore bem cheirosa e só levantá depois que uma borboleta pousá no nariz? Vamo lê poema um pro outro e brincá de adivinhá qual foi a palavra que trocamo? Vamo comê no mesmo prato e beijá de boca suja? Vamo falar palavrão bem alto e escandalizá as velhinha? Vamo ouvi som alto e cantá tudo errado? Vamo desenhá nas paredes da casa com giz de cera colorido? Vamo saí por aí, de óculos escuro e boné fingindo que somo celebridades? Vamo brincá de não se desiludi, de não vê burrice, vamo sê um pouco burro também, pra variá? Vamo brincá

De deus
De diabo
De tarado
De compositor
De escritor? Que é aquilo de poder lê um monte, escrevê três linhas por dia e acharem que a gente tá trabalhando?
Vamo brincá de médico? Que é aquilo de eu vê nos detalhes o que tem dentro das tuas calça e depois te mostrá o que tem dentro das minha? E de poesia de amor?
Quero de ti somente
O que me darias em segredo
Quero teus cabelos entre meus dedos

Bom dia, leitor. Tô brincando de Hilda Hilst.

(Daqui, há 5 anos.)

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 16:37 de 06.08.2008
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Um quase poema

XVII- (Pablo Neruda)
No te amo como si fueras rosa de sal, topacio
o flecha de claveles que propagan el fuego:
te amo como se aman ciertas cosas oscuras,
secretamente, entre la sombra y el alma.

Te amo como la planta que no florece y lleva
dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,
y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo
el apretado aroma que ascendió de la tierra.

Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,
te amo directamente sin problemas ni orgullo:
así te amo porque no sé amar de otra manera,

sino así de este modo en que no soy ni eres,
tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,
tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.






Tenho essa fome, essa fome incerta dos teus olhos, da tua pele imprecisa, da tua boca entre as sílabas, do ar que te escapa, do espaço inerte perdido em teus braços. Tenho fome de colher teu riso entre minhas mãos, tocar teus dentes com a língua, cheirar teus lábios logo que amanhece, enegrecer teus cílios no pousar do tempo, conduzir teu corpo ao abandono lento e morno no fundo de mim. Tenho fome de te ensolarar as tardes, de compartir contigo o vento triste das velas, de cometer alegrias tão ínfimas quanto as frestas dos dedos e nos achar naufragados um no outro de volta à superfície e ao sol. Tenho essa fome úmida da entrega completa, dos portos vazios, essa fome submersa das águas, de uma sede renascida e refundada em salivas misturadas, maresia, madrugada alta num silêncio contido de mar. Tenho essa fome itinerante do corpo, uma febre imprecisa calcinante e urgente, terra arada sem chuva, lua nova, cravos de fogo, rosas de sal, viço latente, espera e presente, insaciar.






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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 13:28 de 06.08.2008
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Momento mãe coruja

E por falar em gata...

Awnnnnnnnnn.

Ele é o Helmut Newton das gatas. É. Olha a cara de Deneuve da Doda. Ela sabe.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:04 de 06.08.2008
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05.08.2008

La Reina Gata

Ela pirou. Pirou e tá dando cria.
E eu aqui babando.
Ela não tem jeito.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 18:50 de 05.08.2008
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two of a kind





Quando vejo (leio) coisas assim, sinto-me menos só.

É incrível como posso ser uma boa pessoa, e simples, e feliz, quando as circunstâncias permitem. Gostaria de não precisar ser uma leoa, saindo para caçar todos os dias de modo a alimentar o meu bando. Preferiria sorrir para as pessoas e simplesmente ignorar as ameaças nefastas decorrentes das suas ridículas tentativas de agressão e desmerecimento - porque posso mesmo sorrir e ignorar a agressão e o desmerecimento, pois não são a agressão e o desmerecimento que me afligem: o aflitivo é a conseqüência da agressão e do desmerecimento, a desqualificação perante terceiros que poderá redundar em ser considerada inapta e não mais ter subsídios para alimentar meu bando.

Sei que vai ter um engraçadinho qualquer que dirá algo como 'torne-se vegetariana'. Sempre tem alguém que não entende a metonímia e aplica um sentido literal. Já sorrio antecipadamente para (mais) essa e penso que talvez os tempos de paz tenham acabado de acabar.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:13 de 05.08.2008
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Da série Pés - uma flor para uma flor - Michel Tcherevkof



Daqui.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:57 de 05.08.2008
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04.08.2008

Da série Pés - eu adoro essa negona



Beverly Knight, No Man's Land.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 16:55 de 04.08.2008
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A submersa cidade dos sonhos




Estou muito entusiasmada com a leitura. Muito. Viagem to-tal, claro.
Anotações esparsas, impressões.
Mas do Lynch, né ameeega? Então já viu.

«A raiva, a depressão e o sofrimento são muito bonitos nos enredos, mas venenosos para o cineasta e o artista. São como torniquetes na criatividade. Se você estiver preso nesse torniquete, vai ser difícil se levantar da cama e mais ainda vivenciar o fluxo de criatividade e idéias. Para criar, é preciso ter clareza. Você tem que ser capaz de pegar as idéias.»

A propósito e aproveitando o luxuoso auxílio dos amados leitores,
alguém sabe me indicar algum centro de meditação transcedental em Porto Alegre?







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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:36 de 04.08.2008
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Mimo, eu falei mimo? Atualizado


Ói que lindo!






Acabo de ganhar um mimo mimosérrimo da Adriana, a maga da Femininas.
Um anel lindo, lindo, lindo e na exata medida do meu micro dedo que não tem anel de não se volte e revolte.


Obrigada, querida. Ameeeeeei. Muito, muito, muito.






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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:18 de 04.08.2008
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Mimo, mimo, mimo ou como malacostumar uma Mme


Muitos mimos para o pezinho nº 2: teve Mme Enteada trazendo cuca de laranja, teve Criada fazendo companhia luxuosa, teve DVD's variados no hospital, teve Monsieur Pai fazendo peixe mega especial, mil telefonemas fofos, Facelo sesteando comigo, até as moças queridas da Bamboletras me trazendo livro, tuda. Eu quase tenho vontade de ser centopéia. Quase.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:15 de 04.08.2008
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Para esquecer do pé






Hoje é dia de CC. A conferência não poderia ser mais a minha cara: A ficção como linha de conduta para inventar a vida. Consigo ver a cara de um determinado cidadão levantando as sobrancelhas e dizendo com ar debochado: «-Bah, Patrícia, tá pra ti.»

Tem também Jurandir Freire Costa. Também imperdível.

Lá vou eu. De transporte especial by Facelo, muleta rosa e cadeira de rodas se duvidar.





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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:26 de 04.08.2008
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03.08.2008

Céu, sol, sul


Final de domingo perfeito, com pôr-do-sol, chimarrão, cuca de laranja da Mme Enteada querida e vitória tricolor.
O mengo do Chicão poderia ter ajudado mais, né Chicão? Mas pronto.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 18:18 de 03.08.2008
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Uma dor avessa


Texto novo no Não Discuto.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:23 de 03.08.2008
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A.H.




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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 11:46 de 03.08.2008
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02.08.2008

Já pensando em fazer estripulia

Pessoa de volta à casa, segundo pé no gesso. Positiva e semi-operante que a pessoa entupida de Tylex é só 1/4 de pessoa. Mas segunda tem conferência do Calligaris e a moça vai na modalidade portadora de necessidades especiais, mas vai, bem linda de muletas pink.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 13:44 de 02.08.2008
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