Lembram da manicure especial de quem eu tinha falado aqui?
Pois a moça mandou as fotcheenhas.
Tenho a dizer, ainda, que já faz 10 dias e as unhas continuam inteirinhas.
Ela é a fada aquela da qual a nossa mãe falava: doce, terna, encantada. Tudo nas mãos dela se transforma para melhor, gente ou coisa, porque ela vê com um olhar que encontra arte em tudo. Quando ela cria (e eu vi isso) é uma espécie de transe divino e, por isso, simples: os olhos percorrem as cores, as mãos deslizam sobre os tecidos e ela encontra o casamento improvável e perfeito das combinações e texturas que ninguém tinha pensado antes. Lá no fundo, quando eu via ela fazer isso, pensava que aquilo ali sim, era uma amostra viva do que era capaz a mágica do universo se servindo de mãos capazes de fazer beleza e amor. Tomara que todos nós tivéssemos esse dom para perceber o que combina perfeitamente, por mais improvável que pareça.
Obrigada, De. Por tu seres essa criatura que me faz acreditar que essas coisas existem. Por teres me encontrado e eu ter encontrado em ti mais uma irmã. Obrigada por tu não desistires de fazer do mundo algo mais bonito e maior do que a gente costuma achar que é possível.
De amar mucho tienes la palabra que persuade,
la mirada que vence y que turba.
De amar mucho dejas amor en torno tuyo,
el que pasa cerca y se huele el perfume en el pecho,
viene a creer que tiene la rosa dentro.
Dulce María Loynaz
Com Maria Bethânia e Omara Portuondo, da complation «De amar mucho» que eu ganhei hoje, só pra mim, do moço lindo aqui.
Peçam com jeitinho que eu acho que ele divide com vocês...
Hoje é aniver do Monsieur Pai.
É pra ele a música, que aos meus ouvidos fala de uma filha de quem é bem difícil de ser pai, a quem é bem difícil de amar.
Ele não desiste, «ainda que». Ainda bem.
Feliz níver, pai.
Obrigada por às vezes me procurar na ponta dos pés para ver se eu estou a salvo.
Visitante,
Venha em paz.
Respeite a liderança - ela foi previamente constituída. Então, respeite.
Apresente transparência para resolução de controvérsias.
Demonstre empenho na formulação de proposta substancial, significativa e com real probabilidade de êxito.
Do contrário, tudo indica que é grande a probabilidade de previsão de que você será send to outer space to find another race. Porque o povo aqui não tá para brincadeira.
Chegou ao mundo mais um bofinho bem, claro, que filho da Rita vai ser um homem como se deve. E ainda vai fazer aniversário junto com a Belly, ói que chique!
Parabéns, Rititi!!
Assume o blog interinamente, Mr.Pinheiro, o mais rosa cueca dos maridos.
Mimosos, algum assinante da Folha ou do Uol poderia me mandar o texto de hoje do Contardo Calligaris: amores silenciosos?
Pípol, help me.
Em tempo: Muito emocionante o texto do Contardo e, mesmo aparentemente oposto ao que publiquei na Paradoxo ontem, eles são exatamente a mesma coisa. Ao contrário do que possa parecer à primeira vista no meu texto, não faço apologia à verborragia amorosa, muito pelo contrário. Acho que ouvir «eu te amo» deve ser mesmo uma raridade, porque é raro o amor, é rara essa configuração que nos habilita a dizer que amamos - e, por isso, quando acontece tem aquele impacto todo. O amor se manifesta mesmo no silêncio e nas ações mais triviais e pudicas, sem a cobrança, sem a expectativa quase obrigacional de «eu também» como resposta.
Se algum dia eu quis ouvir mil vezes «eu te amo», para me sentir querida, importante, indispensável, insubstituível, para afastar as dúvidas, para apascentar meu coração angustiado, para massagear meu ego, para confirmar meus planos, para me certificar do que estava vivendo, hoje acho que me basta ouvir (e dizer) mais algumas poucas vezes na vida - com a certeza de que é de verdade e com a certeza de que é sem nenhuma outra razão que não a vontade própria e livre de dizer o que se sente.
Hoje é o níver da Criada mais amada do Brasil. Embora ela ande num momento Garbo, ela não nos engana: tá muito mais pra Cláudia Cardinale, é ou não é, minha gente?
Obrigada por estar perto de mim, Belly. É muito bom saber que estás aí (aqui).
Parabéns para ela
Que ela seja feliz
Que ela caia da cama
E esborrache o nariz
(e isso já aconteceu, folks)
A vida é uma ocorrência bizarra que nos acomete enquanto estamos vivos.
Não posso evitar fazer o aniversário. Mas vocês podem ser finos e podem evitar manifestações a respeito. Até por isso não tem espaço pra comentários. (hohohohohohohoho)
Para as moças pelotenses: uma artista de unhas, minhas filhas, inacreditável. A Aline é uma fada. Desde pequenos detalhezinhos em dois ou três dedinhos, uma florzinha, um strass, uma rendinha milimetricamente pintada para você fazer pose de princesa, até as unhas mais lindamente decoradas da face da terra (as quais se encontram feitinhas nessa feliz cidadã que vos fala), Aline faz, aline encanta. Nada daquela coisa de adesivo de gosto duvidoso, ou aquilo borrado-meio tremido horroroso, nem aquela coisa CHEGUEI estilo Alcione. Outros 500. Classe, classe, classe, Lindo, lindo, lindo. Depois de entregar suas unhas à Michelângela, manicures outras são pintoras de parede. Creia. Até eu que faço a linha classic-conservadora-discreta-quase-sempre-francesinha, me rendi e prestei reverência à delicadeza do trabalho da moça. As pessoas olham as minhas mãos e quase têm um xilique de emoçã. Ela fez fotcheeenhas para eu mostrar proceis, mas ainda não mandou. Prometo que mostro.
Enquanto isso, aquelas que confiarem só na minha palavra, já podem ligar e marcar: Aline, na Benilda Cabeleireira, fone (53) 3222-5213. É na D. Pedro II, 425, quase esquina Bento Martins, Pelotas. Eu garanto que vocês saem de lá com as mãos muito mais lindas do que sonharam ser possível. Eu vou usar luvas de látex até pra tomar banho.
Atenção às aspirantes à Maria Callas, moradoras da capital do estado gaúcho. Miguel, o mago das sobrancelhas mudou de local. Está agora na Vitality Estética. Desde as pobrezinhas com três fios até as mais fartas e densas, Miguel faz maravilhas. É único que mexe nas minhas sobrancelhas há 8 anos.
The World is the final card of the Major Arcana, and as such represents saturnian energies, time, and completion.
The World card pictures a dancer in a Yoni (sometimes made of laurel leaves). The Yoni symbolizes the great Mother, the cervix through which everything is born, and also the doorway to the next life after death. It is indicative of a complete circle. Everything is finally coming together, successfully and at last. You will get that Ph.D. you've been working for years to complete, graduate at long last, marry after a long engagement, or finish that huge project. This card is not for little ends, but for big ones, important ones, ones that come with well earned cheers and acknowledgements. Your hard work, knowledge, wisdom, patience, etc, will absolutely pay-off; you've done everything right.
Recém aportando from Satolep, onde encarei a garganta do inverno e de onde voltei com a sinusite dizendo «ooooooooooooooooi, como vai, você vem sempre aqui?» me deparo com os posts deliciosos da Criada. Coisa boa gente competente em casa, é ou não é?
Temos novidades. Uma magavelololosa que ainda não posso contar. Vamos às outras.
A novidade 1 não é novidade, é a loja 5 Marias, lá em Pelotas, na Gen.Neto, quase 15 de novembro. Como é boa aquela loja. Até mini vestido comprei - e xadrez! - e eu juro que não fiquei regredida. Paulinha, Mme irmã mais velha onze anos mais nova, que vive dizendo «tu não tem mais idade pra isso», aprovou e tudo.
Finalmente agora podemos ter as mega ultra féxion capas de note book Nimim em Porto Alegre. Estão à venda na Vulgo, aquela loja foférrima da Pe.Chagas. Sabe aquela criatura que tem tudo e você não sabe o que dar de presente? Então. Vai Nimim que tá facinho! (o slogan infame é de minha autoria).
Para quem tem simpatia/familiaridade/curiosidade/interesse por psicanálise, mas odeia os extremos da coisa, como psicologia de alamanaque mal escrita x freudiquês e lacanês apenas para profissionais do ramo e acha a idéia de pensar sob esta ótica os mais diversos assuntos bem instigante, recomendo muitíssimo o livro de crônicas selecionadas do Contardo Calligaris. Tô poupando ao máximo, porque cada uma delas é um prato deliciosíssimo.
Coisa boa gente inteligente e acessível, meu deus. Coisa boa uma criatura que junta lé com cré - mesmo os lés e os crés mais rebeldes - e reparte com a gente. Só a explicação do nome da coluna (Quinta Coluna) já vale o livro.
“É raro conseguir que as pessoas de mais de 40 anos se convençam permanentemente de alguma coisa. Aos 18 anos as nossas convicções são montanhas a partir das quais tudo contemplamos; aos 45 são cavernas em que nos escondemos.”
Um dos contos mais memoráveis de Fitzgerald. Porque amo a era do jazz, uma espécie de pequena aurora para a condição feminina, depois de séculos da mais negra noite sem fim. Porque minhas convicções nunca foram montanhas, pequenos torrões de terra em que orgulhosamente fincava o pé e de onde saía com a idéia ingênua de que descobriria o mundo espalhando sua terrosa poeira. Porque me tornei uma pessoa de fitzgeraldianos quarenta ainda aos vinte, e porque espero nunca, nunca chegar aos fitzgeraldianos quarenta e cinco.
Infelizmente, só consegui em inglês, mas está na íntegra, aqui. Para quem não lê inglês (tente, Fitzgerald no original é ainda mais Fitzgerald), o conto está numa coleção pocket da LP&M, por precinho camarada e em ótima companhia - 'O palácio de gelo' e 'O diamante do tamanho do Ritz' - e numa coletânea da Companhia das Letras, com outros 23.
Porque todos já foram Bernice na vida.
Tenha um bom domingo e beije sua long-time-ago Bernice por mim.
Dando continuidade ao clima fútil do post ante-anterior, porque só escrevo sobre futilidade ou desgraça, é incrível.
Todo mundo provavelmente já notou, mas para quem não é todo mundo - ou no caso de eu estar enganada e ninguém ter notado - no verão vai dar uma explosão de brincos de turquesa. O brinco de turquesa - ou o brinco de cor turquesa, há uma sensível diferença - ilumina o semblante com cor, valorizando o bronzeado, mesmo que "bronzeado" seja pó bronzeador usado como blush. A cor turquesa vai muito bem com coral e alaranjados, cores eleitas pelo povo da muÓÓda para bola da vez. A mi me gusta muchisimo, o turquesa e os alaranjados também. Inclusive prefiro o primeiro brinco ali nos links, com as pedras sem polimento, bem tosca mesmo - como eu.
Começaria dizendo que é bom para a pele sensível e oleosa. Todavia, a experiência comprova que pode ser também bom para a pele seca, basta pedir a formulação correta. Everyday Minerals, maquiagem mineral oil free, chemicals free, paraben free, cruelty free, pelo jeito, everything free. A pessoa pode pedir um kit de amostras aqui, é o Free Sample Makeup Kit, o terceiro de cima para baixo. Para recebê-lo, pagará o frete, que custa US$ 4,50, o que equivale a algo entre sete e oito reais. É necessário ter cartão de crédito internacional. Este kit oferece três amostras de base, uma de blush e uma de corretivo, tudo a escolher. O site tem milhares de grupos e subgrupos de cores, não tem como a pessoa não encontrar a sua cor. Já pedi um kit e as cores de base ficaram muito claras, pelo que, com a experiência do primeiro, pedi um segundo, para ver se dessa vez acerto. Os preços são em conta, só precisa saber qual é a política da Anvisa no seu estado, pois maquiagens e alimentos muitas vezes são sujeitos a vistoria e mais vezes ainda são barrados porque o etiquetamento não se enquadra nas regras brasileiras, que exigem, por exemplo, data de validade. Daí você me dirá, mas os produtos Chanel não trazem data de validade de origem, ao que responderei, eu sei, mas aqui é assim, so Anvisa says.
Com Anvisa ou sem Anvisa, quando descobrir qual é a minha cor certinha, vou pedir um pote de respeito. Porque, óia mana, funciona, viu?
Falando na Mademoiselle, se você quer usar o esmalte da muÓÓÓda mas não tem quem lhe envie, acha caro ou não possui condição psicológica de aguardar até que chegue aqui (o que será logo), você pode apelar e comprar o similar nacional, que tem o peculiar nome de Be-Be-Be (WHAT?) e é vendido sob os auspícios de Iris Stefanelli.
Pegando gancho com a dona moça aí que diz que não mora no umbigo, digo eu que moro. No meu. Com a minha flunfla, que é sórdida e fétida mas me aquece quando faz frio. Quer dizer. Aquece só o suficiente para que eu fique suficientemente triste por constatar que não tenho o que não tenho. Mas se o calor torporiza, ah. O frio torporiza muito mais.
A solidão pode ser um estado físico, como a tríade líquido-sólido-gasoso. A solidão é o estado físico da minha matéria. Em companhia de terceiros, parece que algo em mim se desequilibra terrivelmente e que vou entrar em colapso e começar a deixar de existir. Como o povo da família McFly ficando transparente em 'De volta para o futuro' (preguiça de IMDBar, vá ao www.imdb.com e ponha 'back to future') quando a mãe do McFly (filho) beija o McFly filho himself no Prom Ball, porque deveria estar beijando o pai, que é o produto dela + pai McFly, ou seja, uma confusão dos diabos com um paradoxo temporal-existencial no meio (será que é têmporo-existencial? ow!) Pegou a referência? Não, né. Nevermind, faz parte.
Tem mais alguma outra coisa que li aí que era algo como, na vida, as pessoas dividirem-se entre Édipos e Sísifos. Peço vênia para discordar e afirmo, peremptoriamente, que existem também os Prometeus. A desvantagem de ser um Prometeu é a própria chave da sua salvação: creio que o Prometeu pode deixar de sê-lo se tiver timing, ganas, agilidade e (principalmente) estômago para rapidamente comer viva a ave e botar um fim nessa história.
Disclaimer: não sou suficientemente pretensiosa para pensar que levo o fogo à humanidade. No máximo lembrei algumas poucas vezes a alguns poucos (me included) do fogo que neles arde. Pode acreditar, nessa Animal Farm em que vivemos, muita gente boa esquece disso todo o tempo (me included). E consta 'ave' porque não há consenso sobre quem come o fígado, se é águia, corvo, urubu, abutre.
Uma frase a respeito da história dos caras entregues pelo Exército aos traficantes do morro rival: eu espero que quem achou que Tropa de Elite era aquilo mesmo, bandido bom é mandido morto e enterrado de pé pra não ocupar espaço com tiro na cara e ei, ei, ei capitão Nascimento é o nosso rei (juiz, executor, carrasco) e tudo bem, agora sustente a posição, ou seja, continue afirmando que tem que matar mesmo, bandido é bandido e que se às vezes matam (ou entregam para serem mortos) inocentes - ou não declaradamente culpados - é mero dano colateral. Não venham me dizer óóóóóó onde estamos, óóóóóó que horror.
Snow can wait/ I forgot my mittens/ Wipe my nose/ Get my new boots on/ I get a little warm in my heart/ When I think of winter/ I put my hand in my father's glove/ I run off/ Where the drifts get deeper/ Sleeping beauty trips me with a frown/ I hear a voice/ "Your must learn to stand up for yourself/ Cause I can't always be around"/ He says/ When you gonna make up your mind/ When you gonna love you as much as I do/ When you gonna make up your mind/ Cause things are gonna change so fast/ All the white horses are still in bed/ I tell you that I'll always want you near/ You say that things change my dear/ Boys get discovered as winter melts/ Flowers competing for the sun/ Skating around the truth who I am/ But I know dad the ice is getting thin/ Hair is grey/ And the fires are burning/ So many dreams / On the shelf/ You say I wanted you to be proud of me/ I always wanted that myself/ When you gonna make up your mind/ When you gonna love you as much as I do/ When you gonna make up your mind/ Cause things are gonna change so fast/ All the white horses have gone ahead/ I tell you that I'll always want you near/ You say that things change/ My dear.
Tem horas que eu tenho a nítida impressão de que, a despeito de estar achando que travo uma batalha heróica com - vá lá - alguma remota chance de sucesso, na verdade tenho passado todo esse tempo esmurrando um muro tão alto, tão grosso, tão indevassável, que ninguém nem sabe (ou nem lembra) que eu estou ali.
O pior nem é a perda de tempo. É a repelente sensação de idiotice.
Não bastasse essa mulé andar fazendo malvadezas inenarráveis como esta, ainda vai para Brasília e me convida. Não bastasse ir para Brasília e me convidar (no finde que eu não posso ir), ainda vem me dizer que vai ficar no nosso hotel aquele. Aquele. Aqueeeeeele. Aquele em que eu fui mezzo Holly, mezzo Mrs. Robinson, mezzo Monica Bellucci, mezzo panda, naquele em que ela me comprou Häagen Dasz e me viu chorar esperniando de estar tão absurdamente feliz.
Aiiinnnnnn. Que dor de vontade, modeusinho, acode eu.
Vocês que tão aí, pelamor, vão lá e confisquem todas as belezuras dessa zinha, tuda, tuda e me contem tudim, tudim.
A Davene, aquela conhecida pelo Leite de Avéia, lançou uma linha capilar chamada Elsie Claire. Tem de tudo para todos os gostos, mas só provei (e aprovei) a máscara nutritiva tonalizante, da linha Radiance, que, até onde entendi, serve para cabelos pintados ou não.
No momento usando mechas vermelhas Majicontrast (gostei deveras) em cima do meu cabelo tradicionalmente cor-de-burro-quando-foge, dada a alta incidência de cabelo branco combinada com tonalizantes que não sejam tão escuros que me façam ficar uma cruza de Mortícia com Elvira - o que significa que uso tonalizante nas variantes de louro escuro, para obter um cabelo castanho médio, que depois vai desbotando e ficando cada vez mais o burro fugido itself. Enfim, com essa deprimente confusão na cabeça, apliquei a máscara e ficou beem bom. Reavivou a cor, deu bastante brilho e ficou macio.
Em Porto Alegre, você encontra na Onofre. Como a Onofre é úbiqüa, provavelmente você encontra na Onofre em praticamente qualquer outro estado da Federação.
Nota 1: tem tanta ocorrência para a imagem de 'morticia adams' no google, chega a ter um desenho de pingüinha à morticia style.
Notinha 2: meanwhile, não achei - numa busca rápida, é verdade - uma única imagem decente de Mortícia. Isso provavelmente acontece porque tem trocentas fotos de pessoas self-labeled 'morticia'. É o tal negócio que é tão popular que ninguém mais sabe dizer de onde ele veio.
Força, s.f., é o que nos resta quando tudo mais já se perdeu.
*Este post é dedicado a Vó Nininha, que completa hoje 85 anos e que me ensinou que a gente não pode parar de sonhar e lutar nunca, porque às vezes só nos resta o sonho e a força - e são precisamente eles que nos mantêm vivos.
Caras, escrevi um post ENORME sobre o comércio virtual pré-jurássico. Quando fui publicar o treco disse "Erro! Ticket inválido ou expirado". Seja lá o ticket o que for, ele expirou, god have mercy on his soul, porque eu não tenho.
Então ficou bem resumidinho, antes que o ticket expire novamente e eu seja considerada uma ticket-cida por omissão (resta discutir se eu estaria em posição de garante ou não, mas do jeito que sou ferrada, pode escrever que sim) no seguinte: o comércio na vida real é jurássico. O da vida virtual, é pré-jurássico. Quem vê lay-out não vê boa fé, porque o mimetismo é a bola da vez das quadrilhas, quer dizer, empresas, internéticas. Apelando sobretudo para a idéia de barganha e exclusividade, de fazer bons negócios comprando produtos difíceis de encontrar, o povo vende o que não tem e, por conseguinte, nada entrega a quem pagou - muito embora no site conste, em letras garrafais ao lado do seu nome, seu CPF e código do seu pedido, a palavra "ENTREGUE".
Cuidado, então. Pensando estar usufruindo algo superexclusivo, o máximo que vai lhe acontecer é um superestelionato.
Tá certo, não é uma mega-razão-über-abnegada, não revela o sentido da vida, de fato não muda quase nada. Só que, quando tudo está péssimo e as pessoas (ah, as pessoas) parece que atingiram o último estágio da degradação, eu lembro desse vídeo e abro um sorriso. Como não sorrir ao saber que um homem pode ser todo esse absurdo de talento e gostosura que The Boss é?
Isso faz de mim uma pessoa (muito) mais feliz. E uma pessoa mais feliz é uma pessoa melhor.
After all, you can't start a fire without a spark - even if you're dancing in the dark.
Noite dos namorados e a moça resolveu pedir tele-entrega. Tempo de espera de 2h? Não, né? A moça foi pra cozinha e uma garrafa de vinho depois, trêbada, desabou, literalmente.
Só faz esfriar e domingo temos níver da Mme afilhada na serra. Modos que, bah, a situação tá feia e vem se debruçando, como se diria na campanha.
Hoje chega Mme Mãe, que será recebida no chalé dos Antoniete Ferreira com sopa de capeletti e vinho, lá pela meia noite, quando a temperatura estiver batendo na casa dos 7 graus. Hummm.
Sabemos que hoje é dia de Santo Antônio, siiiiiiim. Tamos sabendo. Por conincidência TAMBÉM é sexta-feira treze. Na atual conjuntura, tá combinando muitíssimo, né não, Toninho seu safado? Só piada cretina até agora.
A moça sonhou com Mr. MacDreamy, Patrick Dampsey em pessoa. Sim, eu sei. No sonho, a moça tinha uma coisa com o lindinho e entrava, olha lá que surpreeeeesa, num triângulo com aquela sonsa da Meredith Grey. Claro que a moça sendo quem é, não ia cozinhar aquele moço lindo em fogo brando que nem aquela destrambelhada de cabeça futricada sempre em dúvida, sempre atarantada, sempre fazendo merda, doooooonde, MacDreamy ia ficar com a doida, claro. Nem em sonho eu entro pra ganhar, mosfios. Vô te dizer.
Tô com medo de tacar fogo no prédio ligando os três aquecedores ao mesmo tempo, mas pronto, dane-se.
Amanhã tem lançamento do livro do Vitor Ramil na Culturaaaaaaaaaaaaaaa. Quem vai?? Eu e Mme irmã estaremos lá em momento tiete descontrol totallllll.
Me contaram que Flip pra quem não é VIP é lamentável, sem hospedagem, sem restaurante decente, sem festa, sem nada. Mas quem disse que eu queria ir à Flip como reles mortal? Eu que não. Queria ir com o Contardo Calligaris, pelo menos. Vitor, meu filho, sinta-se à vontade pra me convidar. LFV, amoreco, tu vais? Tô aqui tb. E as editoras que ainda não me descobriram, hein? Gente sem visão. Falta mulé bonita no mercado editoriaaaaaaal, fios, tá na cara! Ói eu aqui!
Amanhã também conferirei a dica de loja mega thunder bafo lingerie em Porto Alegre que a Criada me deu. Depois eu conto. Ainda que Toninho me ignore, se faça de cego, surdo, mudo e paralítico, eu sigo investindo no futuro.
Quero deixar registradíssimo que as minhas Paulas ídalas só me dão cada vez mais orgulho e entusiasmo. Mme Irmã arrasou muito e passou no concurso que ela queria, me ligou histéria-saltitante coisa maisiamor e amanhã comemoraremos como se deve. Uhhhhuuuuuuu. Minha ídala mor concurseira, mentora intelectual e mãe do Gabo passou no meu concurso sonho de consumo-fetiche-meta, provando de uma vez pra sempre que a pessoa pode ser «normal» (tá, ela não é normal, ela é uma diva e é uma gênia), com marido, filho, vida e ainda assim passar nessa naba de concurso dificiliérrimo. Modos que força na peruca renovada com a inspiração delas. Parabéns, garoutas, eu tô se esforçando muito pra ser que nem vocês quando eu crescer.
BEFORE
This girl I know needed some shelter
She didn't believe anyone could help her
She did so much harm
did so much damage
But you didn't want to get involved
You told her she could aways manage
And if you couln't have changed the way she felt
At least you could've putted your arms around her
NOW
Sometimes you look so small, need some shelter
Just runnin' round and round, helter skelter
And I've leaned on me for years
Now you can lean on me
And that's more than love, that's the way it should be
Now I can't change the way you feel
But I can put my arms around you
That's just part of the deal
That's the way I feel
I'll put my arms around you
I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection
I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection
Porque são por noites como essa do poema, e de lembranças de noites como essa, que vale a pena estar vivo.
Porque às vezes a felicidade cabe inteira nos braços e a gente consegue ver isso claramente.
Porque depois a alma não se contenta com nada menos.
Porque às vezes pode-se escrever os versos mais tristes e eles são os mais bonitos.
Por que às vezes, muito às vezes, pode não faltar nada, e só a lembrança de ter havido um momento desses, já é o suficiente.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
A quem sabe apreciar o amor não só pela forma, mas pelo conteúdo;
a quem consegue realizar quão preciso e precioso o amor é, não só, mas especialmente, nas circunstâncias mais impróprias;
a quem percebe que pode haver mais beleza nas pedras brutas e que a lapidação excessiva, por vezes, tira todo o encanto de algo que nasceu sensacional;
e, principalmente, a quem reconhece a incomensurável fragilidade do amor, por mais grande e forte que ele se apresente,
o meu sincero desejo de um amor feinho. Hoje e sempre.
Para o Senhor Loiro, por quem meu amor não é só feinho: é horroroso.
- La Reina Madre esteja convosco! - Ela está no meio de nós! - Corações ao alto! - Nosso coração está em La Reina! - Demos graças à Denize, nossa Reina! - É nosso dever e nossa salvação!
Caras, vocês viram isso? Estou passada.
* para quem é super católico e eventualmente não gostou do chiste, quero só aclarar que o Divino se manifesta de muitas formas, entre elas o trabalho primoroso de mãos abençoadas.
Aqui tá seis graus. Seis. Eu não mereço. Eu não mereço.
Tive a oportunidade de voltar ao Miam Miam e conferir os minichurros com doce de leite que tive a infeliz idéia de dividir. Se arrependimento matasse, a moça tinha sido fulminada lá mesmo. Repita comigo: a porção de 12 minichurros é individual, a porção de 12 minichurros é individual... Provei o ragout de bacalhau, que estava maraveloloso e é recomendável para noites fresquinhas (o purê, ahhhhhhhhh, as azeitoninhas, ahhhhhhhh). O drink foi o Rosito (um Mojito com espumante rosé, morangos e hortelã) muito gostoso. Fica também a dica: lá tem espumante da Cave Geisse, a melhor entre as nacionais, sem dúvida, incluindo aí a Chandon. Por outro lado, não achei o arroz de porco lá essas coisas, a cebola crocante estava pra lá de crocante (estava queimadinha, bem se diga) e, portanto, amarga. A boa notícia é que o cardápio mudou e está cheio de delícias novas.
Meu novo lugar de perdição no Ridjanêro (totalmente incompatível com Miam Miam, diga-se, frise-se, sublinhe-se e coloque-se em destaque) é a Fruit de La Passion. Depois de ter assistido Love and Other Disasters e concluído que eu não precisava me sentir mal por desejar underwear embabadada, rendada, bordada, drapeada, com cristais, pedras, laços, fitas e frufrus diversos, criei coragem (muita) e entrei na loja no xópim Leblon. E, amiguinhas, aquilo lá é a disneilândia das lingeries. Olhe aqui e me diga se eu não estou certa. Para melhorar, o corte é perfeito, existem sutiãs para quem veio com silicone de fábrica (o 46 é realmente um 46, graças a deus) e as tangas, biquinis e caleçons G são G mesmo, sem dividir a pessoa ao meio com aquelas tirinhas dos infernos. Tudo chiquerésimo, bem acabadésimo, no detalhe do detalhe do detalhe. Um luxo. Desde o pijaminha mais mimosinho (aaaawwwnnn) até os bodies feitos para causar um enfarto ou AVC, passando por conjuntos lindos de morrer para seu private own deleite, tipo, eu posso, eu sou maravilhosa. Sim, tem o preço. Mas vou te dizer que se tem marca aí que vende sutiã moldado com corte a laser pra desaparecer debaixo da roupa por 120 reaus, pagar 50% a mais que isso para aparecer - bem e muito - sem roupa quase nenhuma, vale cada centavinho.
Na ida teve 3 horas e meia de atraso. Na volta, foram quase 4h (Salgado Filho fechado). O que salvou a moça (na volta) foi ter encontrado o Gustavo, amigo do Alex de BSB, que eu tinha visto há 4 anos e, claro, a esclerose tinha borrado da minha lembrança. Pois o moço com cérebro muito melhor que o meu, me viu, reconheceu, ligou pro Alex pra ver se tinha chance da portoalegrense estar perdida no Galeão com cara de sono e rolou um momento amigos de infância, que o homi é um mimoso de marca maior e sabe tudo de astrologia. As horas passaram voando e quem nos via ficava com inveja da gente estar se divertindo tanto no meio daquele povo sonolento e furioso.
Sim, amanhã é aquele dia. Tô sabendo. Pra quem tem a quem mostrar (namorado, periguéti, namorido, marido, vizinho gostoso): corra na Fruit de La Passion e lambuze-se. Se dê um presente a si mesma e diga que é pra ele. Ele nem vai notar o golpe. Para os bofes bem de plantão: dê um presente de verdade pra moça, vai. É bem mais barato que entrar numa joalheria, eu garanto, e você vai se divertir beeeeeeeeeem mais.
************** OBS: Não, eu não tô ganhando nadinha pra falar bem de restaurante ou de lingerie, mas podem vir nimim que eu tô facinho, viram, érrepês e marqueteiros de plantão?
Diz a lenda que o título original era 'My Strawberry Nights', que foi mudado para 'blueberry' porque os mirtilos são a frutinha que a atriz principal mais detesta. Como ela tinha que comer uma fatia de torta feita com frutinhas, era importante (para quem? para o diretor, para o roteiro, para a história? mistério.) que fossem frutinhas - para ela - detestáveis. Mas isso é uma lenda, e você sabe como as lendas são.
Na verdade eu jamais escolheria esse filme para assistir, pelo fato simples de que não gosto de filmes românticos - com especial abominação por comédias românticas. Porém a escolha não era minha, de modo que as opções se restringiam entre acompanhar e não acompanhar: acabei acompanhando só pela companhia mesmo, e tive uma surpresa. O filme traz uma certa carga de verdade muito difícil de se encontrar por aí. As pessoas na tela sofrem e se quebram de um jeito muito parecido com o que acontece na vida real, embora mantenham diálogos irreais. Tipos, eu jamais, jamais mesmo, conversaria sobre o fim do meu relacionamento com o bonitão dono do café. Especialmente se estivesse transtornada, como a personagem principal evidentemente estava. Pois, se seu relaciomento acabou e você está DESPEDAÇADA, em letras maiúsculas, who cares? O tempo não pára, o mundo continua girando, gire com ele ou o tempo lhe passa por cima. Provavelmente eu conversaria sobre qualquer outra coisa que 1) não tivesse qualquer relação comigo, 2) não guardasse qualquer pertinência temática com relacionamentos e 3) fosse um assunto que pudesse interessar o interlocutor. Talvez, no caso desse filme, eu perguntasse sobre o Manchester United. E aí, óbvio, não teria filme.
Além do que, qual é o bonitão dono de café que tem o mínimo interesse no pé-na-bunda que você acaba de tomar? Entende, é isso, diálogos inverossímeis.
Mas o filme tem duas coisas muito boas, que são a fotografia e o ritmo. Ele tem uns momentos de silêncio, sem conversa e sem trilha musical, que são puro cinema. Não sou cinéfila, não estudo cinema, não entendo de nouvelle vague (acho nouvelle vague uma forma evoluída de tortura chinesa) mas penso que sei reconhecer cinema quando o vejo, e as noites de mirtilo algumas (poucas) vezes é puro cinema.
Gostei também deveras do casal obsessivo barfly, porque amor obsessivo é bem aquilo ali, e com a Rachel Weisz junto fica ainda mais plausível. Ela dá cara e corpo a um amor obsessivo. E apreciei Leslie, a personagem da Natalie Portman. Porque no fundo no fundo no fundinho, sou um estranho híbrido de Juno MacGuff com Leslie The Casino Girl. *Sigh*.
Tem também uma trilha sonora primorosa. Mas pense bem antes de assistir, porque para apreciar todas essas pequenas coisas você terá que partilhar da constante e enjoativa companhia de Norah Jones por uma boa hora-e-meia. Se seu estômago for frágil, poderá ser demais.
Mas para Sex and The City ninguém me arrasta, nem morta, nem amarrada, nem pelo meu peso em ouro - e olha que isso não é pouco ouro.
Quem não tem cobertor de orelha, usa lençol elétrico.
Acabo de adquirir um mega thunder blaster waster triple ninja double X turbo aspirado 8 cilindros lençol elétrico novo por indicação da mimosa Fabíola. O coiso é de respeito. Nada daquela capinhas fininhas, aquela coisa mais ou menos. A minha nova frigideira de gente é encorpadérrima e tem abas, sim, tal qual aquilo mesmo que você está pensando, amiga irmã companheira de derriére gelado, que mantém o lençol elétrico no seu devido lugar, mesmo com bastante agitação, se for o caso. Também tem aquecimento independente de cada lado, para evitar que o namorado desidrate ou resolva dormir encalorado no sofá. Para quem não tá preocupada com namorado - até porque não tem mesmo - pode ligar tuda e transformar sua caminha em forno para gratinar.
Para quem precisa muito da experiência de ser bacon, telefone da Rose, que é uma querida e entrega o lençol em casa: (51) 33227012. Vale dizer que o preço é menos da metade do que eu vi nas lojas, de lençóis incomparavelmente inferiores.
Essa coisinha aí atende pelo nome de Bimby ou Thermomix e é o meu novo sonho de consumo. Depois de ler o que é uma receita feita nela (ao que dão o nome de multiprocessador térmico - sim, processa E cozinha) fiquei com a impressão de que a era Jetsons chegou e mais: euprecisomuitopontocompontobêérre.
Não só faz tudo sozinha, como inclusive limpa-se a si própria, dá pra acreditar? Só não tem o sex appeal do Alex Atala, mas também ninguém disse que era o nirvana.
Daí que a moça aqui tá pensando em leiloar algum órgão, já que em terras brazucas o brinquedo é vendido por alguma coisa em torno dos seis mil reais. Em Portugal, mil euros. Não, não tô louca, é isso mesmo. Olhe o arquivo de receitas e depois venha me dizer se não está com vontade de vender a mãe.
Quem não ouviu, ouça já. A Compilation Caféina dessa semana, Tough Love é um bafo total e irrestrito. Bateu completamente com o meu estadiânimo. Confiram se não é de se rasgar toda.
Tem coisas inacreditavelmentes eu, como Love me Tender coma Norah Jones e Sir Roy Orbison, a quem eu devo boa parte das minhas lágrimas vertidas entre os 14 e os 17, passando por Cassandra Wilson (so me), Sarah Vaughan com o melhor Something ever and ever, a vozinha fofa da Nely e essas Gotas de Agua Dulce... ahh, enfim. Enjoy. Tough Love, zifios, como dá pra perceber a milhas e milhas, it's my kind of love.
Sem falar naquela capa ali, né, que nós tamos há dias embasbacada.
Amor e Outros Disastres - Mr. Cafeína já havia falado e a moça não havia assistido. Pois precisou o DVD viajar do Rio até Porto Alegre para a criatura aqui gargalhar com o roteiro baseado em suas próprias falas. Inacreditável. Sem contar no figurino T-O-D-O que eu preciso muito pontocompontobêérre. Assistam, assistam, assistam, por conta própria, o quanto antes, já que nem todo mundo tem a sorte de amigo mimoso que leva DVD a domicílio e assiste com a gente morrendo de rir e tomando chocolate vesúvio.
Édipo, no Theatro São Pedro (ainda tem essa semana), recomendo muitíssimo (baratérrimoooooo para a produção muito cuidadosa). Você pode torcer o nariz ao saber que é o original mesmo e achar que o roteiro do tio Sófocles não resiste a, vamos lá, 2500 anos, mas vá conferir a peça com direção de Luciano Alabarse. É realmente instigante ver o que podem fazer boas interpretações/direção/produção, mesmo num roteiro escrito antes de Cristo. A trilha sonora, vejam só, é Rolling Stones. Claro que vai ser menos legal se você não tiver um amigo culto, querido e inteligente para ir junto e depois repartir as impressões.
OBS.: Se estiver frio, não deixe o casaco na chapelaria.
Para assistir a peça com outros olhos: Texto do Psiquiatra Jaime Vaz Brasil sobre o diálogo de Édipo e Tirésias (um dos pontos altos da peça) e suas conexões psicanalíticas.
Aqui na página do Jaime na seção Artigos, vários textos abordam Édipo e psicanálise.
«Solidão é uma ilha com saudade de barco.»
«Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.»
(Adriana Falcão, no mega-fofo Mania de Explicação, que o povo amado deste blog já tinha me dito que dialogava com o meu pequeno dicionário idiossincrático da memória. Não só dialoga, como é muito mais fofo. Comprem pra si e pros filhos, sobrinhos, amigos, afilhados, pessoas que você ama muito.)
Ainda aos portoalegrenses: quem ainda não foi almoçar no Armazém Machry, vá. Conheci o lugar com a mãe da Clarinha e com a minha ídala concursal. O buffet de domingo (dos outros dias também) é uma coisa de delícia desde os petiscos e as saladas (ai, a de pão, ai, ai, aaaaai), passando pelas massas e quiches, carnes e cozidos até as sobremesas inenarráveis (eu sou viciada na torta de banana com doce de leite) e o expresso magaveloloso. Mesmo para comer pouquinho (se você conseguir). Ah, tem pães, tortas e coisocas lindas para levar pra casa (e pecar a semana toda).
Tudo isso, no entanto, teria 1/3 da graça sem a companhia do Dr.Álvaro Antônio que me tirou da toca e dos estudos no fim de semana mais ensolarado do outono e virou gaúcho honorário, com direito a litros de chimarrão na Redença e tuda.