30.04.2008

Da série Felicidade é.

Tomar café de pé na padaria antes de ir à praia, calor de 32º às 9h da manhã, onde a moça do balcão se chama Gardênia, é estrábica e faz o melhor pão com manteiga na chapa do Rio de Janeiro.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:28 de 30.04.2008
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30 - (a francesa extraviada)


Demi Moore em Flawless


Em verdade o trinta foi ontem - os primeiros três decênios de vida dessa francesa nascida em Santos por engano. Ela é tão europeiamente agridoce que ontem me telefonou ao final da tarde, concedendo-me a honra e o favor de cumprimentá-la pelo seu ingresso nessa década gloriosa que são os trinta anos. A honra porque é uma honra mesmo, e o favor porque eu não tinha me dado conta que ontem era o 29: o calendário sobre a mesa do trabalho estava em 'maio' e, sem ler o mês, sabendo somente que estava em uma terça-feira, fui colocando a data em tudo que fazia como '27/04/2008' e acreditando que o dia 29 seria a quinta. Nada disso excusa. Mas explica.

Fiquei num aborrecimento atroz, superado só pelo constrangimento de ter feito toda essa confusão e deixado quase passar em branco a data. Então que faço esse post de aniversário - o que é algo inédito porque praticamente não faço posts de aniversário. Acho que fiz talvez uns cinco posts de aniversário na vida, todos para pessoas de grande importância. Ainda não tinha feito um para ela, A Francesa Extraviada, e que momento melhor do que esse para fazer o post e pedir desculpas?

A minha fé de que serei perdoada consiste basicamente no fato de que, embora muito diferentes em várias coisas, somos tremendamente parecidas em outras tantas. A Francesa Extraviada, assim como eu, sabe que ficar em silêncio conjunto é uma arte e que essa arte depende mais da afinidade entre os do que do apuro artístico dos silentes. Essa Francesa verbaliza suas dores e entende que eu não possa, não consiga ou não queira verbalizar as minhas e fique só olhando para o infinito enquanto converso coisas sem sentido. A Francesa é a melhor companhia para um shitspeaking a qualquer tempo. A voz da Francesa é rouca - se não fosse, não seria uma voz francesa. A Francesa, como todo bom descendente de gaulês, faz-me companhia para beber e fumar. Ela gosta de alguns perfumes, nem todos franceses - e sei que ela toma banho diariamente, coisa que nem todos os franceses fazem. Ela é naturalmente chique, como qualquer francesa. Ela é francesamente doutrinadora nas artes do amor e apreciadora de boa cozinha. Ela tem sentimentos nebulosos e pungentes a respeito das relações familiares. Ela, em suma, é uma Francesa Extraviada. Que sabe, inclusive, sair à francesa de situações constrangedoras que seus amigos lhe criam.

Joyeuse Fête, Livia!

Ah. Esqueci. (tá vendo, tô esquecendo tudo.) A foto é da Demi Moore. Mas a personagem Laura Quinn, de Flawless, poderia ser A Francesa Extraviada. As roupas. O empenho em trabalhar duro e produzir algo bom. Os cabelos muito escuros. O jeito de ser.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 15:29 de 30.04.2008
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Blue Tips da Ticcia.

Marcam uma reunião para às 10h e às 9:45 desmarcam. A pessoa vestida, dentro do carro, impedida de estudar, tirada da cama com um frio de 10º, volta pra casa com a manhã inutilizada. Ódia.



Hildolina muito revoltada com o frio, tenta de todo jeito se esquentar na pequena saída de ar quente do laptop.




Horário pra manicure só ao meio dia. «Por que não marcaste ontem?» E eu não respondo o que eu tenho vontade.



Muito mimo ultimamente. Muito. Livro da Taschen, do Alex de BSB. Puuuuura Audrey. CD Palyer novo pro carro, do irmão Facelo (meu carro não combina com o CD palyer bafo). A Cris Carriconde me deu uma rosa liiiiiiiiiiiinda e eu chorei muito.



Alguém conhece uma costureira maga ultra thunder ninja bafo em Porto Alegre? Quero mandar fazer um casacão de lã de um modelo específico aqui de dentro da cabeça.



Frio. Frio. Desgraceira de frio. E sol. Menos mal. Mau humor desgraçado.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:29 de 30.04.2008
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preparando a bolsa

Para quem é bolseira como boa Hobbit, vai o aviso: Iguatemi dará bolsas da SPFW. Crica no link, que tem fotinha das bolsa, mana.

Só aviso a pouca probabilidade de encontrar esta Sua Criada na fila para trocar as notinhas por bolsa. Porque começo de ano, filho crescente, aparelho no dente, prestações de material escolar, terminando de pagar a gastança das férias - é, você não sabia que quem tem filho paga tudo dobrado? e que se o filho for adolescente, paga triplicado porque um adolescente come por três e diverte-se por meia-dúzia? não? então fique sabendo. - comprando tênis 41 praquela quiança que, valei-me, ainda ontem eu acordava às três da manhã para dar mamadeira.

Se você é Hobbita, bonita, então vai lá. Que eu não vou. Que adianta ter bolsa sem ter o que botar dentro da bolsa, né mess?

(e eu confesso que prefiro as bolsas Denízicas.)
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 00:38 de 30.04.2008
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29.04.2008

pessoas

Vinha trilhando lá desde casa, passagem rápida na estética para arrumar as sobrancelhas – uma mulher com as sobrancelhas sem arrumar é uma mulher sem expressão, e a mim às vezes resta quase que só a força da expressão. Buscar sapatos que ficaram na forma do sapateiro para ver se conseguem vestir esses meus pés largos demais, grandes demais, sólidos demais para uma pessoa tão suscetível à intempérie. Apanhar certificados de cursos feitos há alguns meses que mais parecem anos. Acabo enveredando por uma rota com várias paragens, uma delas a parada do ônibus que me levará ao trabalho. Beira do rio, gramado de praça molhado pela chuva, às vezes pura lama. E o fulano que mergulhou dentro da minha roupa e me valeu a cantada mais inusitada de tempos: ‘é assim que eu gosto’. Seria uma informação pueril escapada de um id nem tão escondido? Seria uma manifestação de desdém de quem se sente o dono do mundo (e em alguns sentidos é mesmo, pois, por ser vagabundo, sua vida lhe é mais sua do que a minha vida é minha)? Fulano veio me seguindo por entre a grama encharcada, a lama e os carros que passavam rápido. Fulano desistiu quando viu que eu andava por demais ligeiro para o seu jeito e modo vagabundo de ser e viver. Fulano talvez nunca tenha tido suficiente persistência para ir atrás do que fosse, ou Fulano talvez tenha pensado que uma mulher andando tão apressada com seus pés grandes levando aquele corpo de dimensões continentais poderia tornar-se realmente perigosa. Fulano fez bem de ficar cuidando da sua vaga e bunda vida: tenho andado tão furiosa que, se ele efetivamente chegasse a me abordar, haveria sérias dúvidas sobre quem teria estuprado quem.



Ela entrou soberba, como se os pés não tocassem o chão. Na repartição pública, a própria luz ganhou uma outra conotação: o ambiente ficou diferente, as pessoas sentadas às mesas deixavam de fazer o que estavam fazendo para vê-la passar. Aquele lugar sombrio e estritamente funcional onde todos levavam os problemas do órgão mais sensível do ser humano e aguardavam numa fila longa para pegar uma senha que seria chamada somente depois de umas duas horas de espera, e ela ali, chegando. Sorriu, e o tempo quase pareceu parar. Os mais lindos e maiores olhos escuros traziam um brilho discreto e melancólico de quem está feliz mesmo quando está triste, e que consegue ficar sempre um pouco triste, mesmo nos momentos mais felizes. Os cabelos desarrumados com esmero, num penteado clássico e também moderno. O corpo delgado de gazela desfilando entre as mesas, recheado nos lugares certos. Não resisti e chamei-a, e quase nada no mundo é tão doce quanto a expressão de surpresa daqueles grandes olhos escuros. Ela sorriu e seus olhos se apertaram num sorriso que sorri o rosto todo. Eu a abracei apertado e conversamos. Ela cutucou a pedra do meu anel com aqueles longos dedos. Ela precisava trabalhar, eu também. Ficamos de nos encontrar no final de semana. Ficou o perfume dela na minha bochecha, onde está até agora.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:11 de 29.04.2008
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28.04.2008

O que eu precisava ler.


Aqui.
Porque tem coisas que.
Na hora exata.
Bah. Agora eu vou ali chorar mais seis horas.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:15 de 28.04.2008
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rage against the dying of the light*



Postsecret

* do poema de Dylan Thomas, aqui.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 22:23 de 28.04.2008

It's not hard to fall, when you float like a cannonball.









there’s still a little bit of your taste in my mouth/ there’s still a little bit of you laced with my doubt/ it’s still a little hard to say what's going on/ there’s still a little bit of your ghost your witness/ there’s still a little bit of your face i haven't kissed/ you step a little closer each day/ that I can´t say what´s going on/ stones taught me to fly/ love taught me to lie/ life taught me to die/ so it's not hard to fall/ when you float like a cannonball/ there’s still a little bit of your song in my ear/ there’s still a little bit of your words i long to hear/ you step a little closer to me/ so close that I can´t see what´s going on/ stones taught me to fly/ love taught me to cry/ so come on courage, teach me to be shy/ 'cos its not hard to fall,/ and I don't want to scare her/ its not hard to fall/ and i don't want to lose/ its not hard to grow/ when you know that you just don't know. (Damien Rice, Cannonball).









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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 21:20 de 28.04.2008
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64 horas.

Há 64 horas dentro da concha, nem o nariz pra fora. E agora chove canivete aberto - pra dar uma ajudinha e animar a pessoa.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:17 de 28.04.2008
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Alimentando o leão.


Aí povo, só mais dois dias e meio pra entregar declaração de imposto de renda, hein? Eu diria que no dia 30 deve dar MUITO congestionamento e o envio só pode ser feito até às 20h. Quem não enviou, tente fazer até amanhã, viu?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:50 de 28.04.2008
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Saudades.



LFV, daqui.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:36 de 28.04.2008
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Escapando do grande irmão.

Queridos, faz um tempo que me bloquearam o google talk. Alguém aí sabe um jeito, programa alternativo, página, etc? Meebo não funciona tb. Idéias?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:22 de 28.04.2008
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27.04.2008

Sem MacDreamy.

O que faz o domingo à noite de uma mulher solteira, sozinha e amarga menos medíocre? Se você responder um livro, vinho, antepasto de beringela e pão pita levemente torrado, bingo.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 21:47 de 27.04.2008
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25.04.2008

Uma espécie de dor - ou algum outro motivo da rosa.




(Rosa, de Rodrigo Leão, com Rosa Passos, está no CD Cinema) - É das músicas mais perfeitas que eu já ouvi, CD idem.
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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:10 de 25.04.2008
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dearly departed

Hoje seria um dia ainda mais feliz se pudesse





comer meu chocolate Surpresa










mas só depois de uma Mastiguinha












usar desodorante Impulse Magia depois do banho









e dormir durante a tarde abraçada no boneco do Gizmo.





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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 08:23 de 25.04.2008
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23.04.2008

Carta pra mim.

Três Passos, 23 de abril de 1991.

Oi Patty!

Vou te chamar assim porque é assim que tu és chamada agora, pela família e pelos amigos (pouquiiiiinhos...). Tô te escrevendo pra te dizer que este teu ex-namorado é um bolha mesmo, não ouça sua mãe quando diz que é uma pena ter terminado com ele. Além disso, você vai descobrir que ele é um bolha mesmo em diversos outros aspectos para os quais tu ainda não tens parâmetro. Portanto, dê um delete e siga em frente. Sabe esse cara que é teu aluno e você nem percebeu que ele existe? Preste já atenção nele. Ele é o cara perfeito para casar com você. Não me olhe assim, confie. Vai ser um barato casar com ele, vocês vão ser ótimos companheiros e você vai amá-lo muito e aprender muito com ele. Ele vai lhe ensinar a fazer saldo bancário, por exemplo, e vai lhe mostrar um humor muito especial. Juro. Vai. E vai ser com as preciosas dicas e estratégias nazistas de fiscalização que tu vais passar num concurso público. Siiiim. Creia. Vocês vão passar alguns anos juntos e, não, não vai ser pra sempre, mas é realmente o que de melhor você pode fazer por você agora. Outra coisa: nada de dúvida. Vá mesmo fazer Direito. Você vai adorar, não precisa ter medo. Siga escrevendo, muito, cada vez mais. Quando achar uma oportunidade de publicar, publique. Tudo de melhor na sua vida vai chegar através do que você escreve. Muito importante: desista de controlar a sua família, pai, mãe, irmãos. Desista. Isso não é trabalho seu. Você é FILHA, este não é o seu papel, certo? É o contrário. É. Eles é que tem que fazer as coisas por você, eles é quem devem fiscalizar se você está fazendo tudo direitinho, é eles que dão mijadas em você e não o contrário. Repita mil vezes. Chega de infernizar a pobre Paulinha. Ela só tem 6 anos. Pára já de mandar a coitada pro Inglês. Ela gosta de línguas e vai ser uma excelente professora. De Espanhol! Se infernizares menos a pobrezinha vai ser muito mais fácil a aproximação dela e muito mais cedo. Ela tem que te ver como irmã, não como a mãe disciplinadora. De novo: este NÃO é o seu trabalho, táááá? Que mais? Assim que der, adote um gato. Um não, muitos. Gatos vão lhe fazer um bem à alma como poucas coisas que você vai ver no mundo. E você já ajuda o seu então marido a se acostumar com os bichanos (que a sua enteada que agora tem 6 meses vai amar tanto quanto você). Desencane com essa coisa de engorda-emagrece-engorda. É tudo ansiedade e frustração. Assim que você estruturar a sua vida, criar a sua rotina, na sua casa, isso deixa de ser algo tão difícil. Não são 5 quilos que vão determinar se você é bonita ou não, mas o mau humor que 5 quilos a menos traz vai lhe deixar péssima. Adote o estilo pin-up e desista definitivamente de der magra. Escolha as suas brigas, não dá pra brigar por tudo (cansa e desperdiça energia). Veja o que vale a pena e senta o dedo nisso. Aproveite mais as viagens. Abrace mais e permita mais que lhe abracem. Amigos são raros e devem ser preservados, mas permita que eles façam mais por ti. Amizade é uma troca. Não use decote princesa no vestido de noiva, fica péssimo. Contrate outra florista, você vai encomendar rosas e vão entregar crisântemos em cima da hora. Peça demissão dois meses antes do que você acha razoável. Os meses seguintes não vão valer o desgaste e incomodação. Trabalhe menos. Quatro empregos aos 17 anos é demais, mesmo. Três é mais que suficiente. Aceite se mudar para Santo Ângelo, mas registre compromisso por escrito que seu pai lhe levará de carona para o trabalho se a casa for no bairro onde não tem ônibus. Quando daqui a alguns anos você olhar em volta e perceber que não está mais feliz, pense em todas as possibilidades e nas impossibilidades também, mas acima de tudo, mantenha o compromisso de ser feliz, custe o que custar, doa em quem doer. Tenha isso em mente: você não é incapaz de despertar sentimentos arrebatadores. O problema NÃO é esse. Se tiver que recomeçar tudo, do emprego à casa, se tiver que ficar muito só e muito triste, ou fazer uma monumental loucura, faça. Vai ser precisamente aí que você vai ser capaz de perceber quem você realmente é (e vai gostar MUITO do que vai ver). Vai ser aí também que seus pais vão ser mais pais e que sua família vai lhe proteger de verdade. Vai valer a pena e vai dar tudo certo. Siga mimando a Vó Nininha. Ouça atentamente cada uma das histórias do Vô Paulo, daqui a um tempo ela vai ter Alzheimer e você vai se arrepender de não ter ouvido mais e mais. Faça muito carinho neles, diga mil vezes que os ama muito. Quando der vontade de cortar o cabelo, corte, corte CURTO. Vai ficar infinitamente melhor. Sério. Infinitamente. Não desista de achar o seu grande amor. Ele existe, em algum lugar, e o mundo está dando voltas de maneira a vocês se acharem. Vai demorar. Tem muitas e muitas coisas pra viver e pra aprender antes. Lugares incríveis para conhecer, gente querida para estar. E um dia você vai olhar para o lado e enxergá-lo e perceber que você não poderia estar em nenhum outro lugar no mundo que não ali, naquele momento, sorrindo cheia de estrelas nos olhos. E depois, nem mesmo quando levar isso adiante for tão difícil que pareça quase impossível, você não vai desistir, porque lá dentro, lá bem no fundo, mesmo com o dobro da sua idade, você vai estar dizendo pra mim: "- Vai dar certo, eu prometo".


Ticcia.
(Porto Alegre, 23 de abril de 2008.)
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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 23:51 de 23.04.2008
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E agora, o post que reforça a tese.

Olha amigos, em especial Lay, Leticia, Laura, Lara, Laila (quanto L, meu deus), Jean, Marcinha, Silvia, Thiago: talvez eu tenha me excedido, TPM, mau humor, essas coisas, mas como eu não matei ninguém e nem cometi nenhuma atrocidade (nem nenhum outro crime insignificante, significante ou grave), afinal eu só escrevi o que pensava no blog que é meu, destilei um felzinho, purguei a minha dor e a minha frustração, exerci o despotismo que me é inato, e agora peço desculpas, pronto, tá tudo resolvido, né não? Todo mundo me ama de novo, né? É só se retratar publicamente e tá tudo numa nice, né? Ahhhhhh, que bão. Ninguém vai me massacrar nos comentários, né? Todo mundo coerente, né? Num passe de mágica tudo como estava antes? Ótimo.

(Favor olhar para o seu umbigo e ver o quanto uma opinião divergente/intransigente tem o condão de nos drenar energia e bom humor. Muito mais ainda quando a gente se sente injustiçado. Pare e pense quantas vezes você veio ao blog hoje para ler, reler, comentar e voltar a comentar, na esperança de ser ouvido ou de purgar a sua irritação com - olha lá - uma atitude com a qual você não concorda. É bem chato, não é? Pois é. Sentiu? Pois é. Asseguro que ser roubada é pior. E por que vocês não usaram da mesma magnanimidade para tolerar o meu mau humor e a minha desproporção que acham que eu deveria ter usado com a moça que roubou meus textos? Por que não me ignorar, coitada, é só parar de me ler, afinal? Fácil dar conselhos aos outros, né não? É que quando é no nosso, nunca é refresco.)

Beijo.
(Já aviso que os comentários estão abertos, mas eu não tenho a intenção de prolongar a discussão. Não vou respondê-los. Acho que provei o que queria e, na falta de juiz para o caso, está encerrado.)

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:30 de 23.04.2008
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apanhados randômicos aleatórios a esmo

Notinha na página do MSN: Jovens não relacionam dinheiro com sucesso na vida, revela pesquisa. A pesquisa foi feita entre universitários. Fiquei na dúvida se isso traz alento pelo fato de que ainda há jovens idealistas ou se isso traz lamento pelo tanto que esses jovens vão se desiludir com o massacre da inexistência de mercado de trabalho e dos baixos salários. A desconfiança que fica é que os universitários todos residem com seus pais, ou tem família que os sustenta enquanto estudam. Porque, quando é possível contar com a família - e isso é bom! - a transição é mais tranqüila. É importante o papel da família na manutenção dos estudantes e, com isso, do idealismo. Sonhar faz parte - e encarar a dureza muito cedo cria carapaças.



Ouvi um comentário de que a maior rede de televisão do país fechou contrato para dez programas de reality show. Dez. Fico pensando.

Dá até para fazer um estudo antropológico, sociológico, semiótico, não dá não?



Não sou uma boa pessoa. Isso é um fato. Nunca escondi isso de ninguém. Aí, vem gente, que sequer se deu a conhecer, fazer juízos de valor acerca da minha pessoa. Deve ser uma necessidade premente de se sentir superior. Ok, por mim.

Outra coisa é se, por motivo qualquer, criaram uma ligação afetiva com um texto, um nome, uma tela, uma idéia. Eu me afeiçôo a livros, pior! me afeiçôo a personagens de livros. Então, quem sou eu para dizer 'não ame o que não existe', se isso existe na sua cabeça? Só não venha depois com argumentos pequenoprincipescos de ser responsável pelo que cativa, ser responsável pelo que escreveu, porque não pensei que você fosse assim, porque você me decepcionou, entre outros. Até porque, deixe eu lhe contar, Antoine de Saint-Éxupery, que escreveu o livro sobre o rapazinho da rosa que pregava a responsabilidade afetiva acima de qualquer coisa, era um tremendo pilantra que não tinha o menor respeito pelos sentimentos dos outros. Às vezes melhor se escreve sobre o que não se têm. É por isso que escrevo tanto sobre o que escrevo e não escrevo sobre os assuntos que não escrevo.



Ainda na página do MSN, Área financeira atrai mais mulheres do que homens, mostra pesquisa, um artiguinho dizendo exatamente o que título diz. Se você juntar esse artigo com o primeiro artigo desse post, talvez conclua que as moças estão todas antenadas na coisa material. Livin' in a material world, being a material girl. E ninguém pode dizer que isso é novidade: desde a antigüidade a mulher é orientada para procurar o homem mais apto, não só fisicamente, mas materialmente, a fim de assegurar o sustento da prole e a continuidade da estirpe. O curioso é que passamos das intrigas de bastidores para a fase 'diamonds are a girl's best friends' para a fase mulheres de negócios. E a fase mulheres de negócios, do jeito que a aceitamos, não dá espaço para a fabricação de prole ou continuidade da estirpe. O que acontece é que aos quarenta muitas mulheres lindas se vêem com carreiras ótimas e profunda depressão. Será que estamos tão vinculadas a realizar um assim chamado destino biológico? Será que isso tem relação com o fato de o principal órgão reprodutor feminino ser um 'vazio' enquanto o masculino contém somente 'cheios'?



Este post não tem espaço para comentários. Já ficou demonstrado que algumas pessoas que vêm aqui não conseguem utilizar a ferramenta. Caso queira fazer algum comentário, escreva para pomodora@gmail.com. Se o comentário for uma miríade de ofensas ou de despropósitos, será sumariamente deletado e não será respondido.

A democracia a quem a merece.



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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 19:23 de 23.04.2008

Salve Jorge.



Jorge sentou praça, na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me peguem e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo pensamentos eles possam ter
Para me fazerem mal
Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem
Sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia, viva Jorge!
Jorge é da Capadócia, salve Jorge!
Perseverança ganhou do sórdido fingimento
E disso tudo, nasceu o amor

Ogã, toca pra Ogum
Ogã, Ogã, toca pra Ogum
Jorge é da Capadócia, Jorge é da Capadócia


(Jorge da Capadócia, Jorge Ben Jor)
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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 11:42 de 23.04.2008
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Pérolas.

No geral, é o seguinte. O post foi uma informação acerca do desfecho do caso, não uma maneira de pisotear ainda mais sobre aquela pobre moça que cometeu esse ínfimo e insignificante deslize - o de se apropriar de textos, diálogos, profissão, situações não só meus, mas da Fal e da Cam. Sim, pode ser pouquinho, afinal, são só textos, bem ruizinhos (os meus), inclusive. Não é nenhuma pesquisa, nenhum artigo digno de publicação, nenhum romance candidatável ao Nobel ou nenhum livro razoavelmente bom para, sequer, ser publicado. São textos ruins e medíocres, se assim quiserem considerar, mas, surpresa, são meus. Meus. São meus e são parte de mim, do meu tempo, das minhas reflexões, da minha história, da minha vida, da minha imaginação, das minhas emoções, da minha limitação, da *minha* mediocridade.

Não acho que quem esteja na chuva seja pra se queimar. Não acho. Não acho que a internet, ou vá lá, os blogs, sejam terra de ninguém e o que está aqui possa ser usado e abusado e modificado e vilipendiado e disposto como der na telha. Não acho que botou na rede é de ninguém. Defender isso é, no fim, defender que aqui só seja posto o que não temos o mínimo apreço, a mínima estima, aquilo que não damos o mínimo valor, o que tanto faz quanto tanto fez, o que, vá lá, não nos importamos que seja usurpado. Defender isso também é cair no perigoso argumento de que para tudo que se faz aceita-se o risco implícito de ser vítima do abuso alheio. Quem anda de carro assume conscientemente o risco tê-lo roubado? É isso? Não quer ser roubado, deixa o carro em casa? Não me parece. Parece-me que aceitamos as regras do jogo ou não as aceitamos. Para aqueles que não as aceitam, existem as sanções cabíveis. Concordo que dá um trabalho cão defender o que é seu e respeito quem acha que não vale o esforço, ou que faz o cálculo frio do custo/benefício. Mas o meu desapego não chega a tanto, perdoem-me o egoísmo e a mesquinhez. O que é meu, é meu. Não consigo ceder ao argumento do «tem tanta coisa pior no mundo». Se o importante é punir quem defenestra criancinhas, o resto todo pouco importa, é assim?

Será que temos certeza de que queremos relativizar as regras? Um texto não é nada, é besteira, pirraça? Mas não é meu? A regra não é não pegar o que não é seu? Texto ruim pode? Artigo mal escrito pode? E livro bom, pode? As fotos suas que eu achar online, posso usar à vontade? E as da sua família, posso dizer que são da minha? E um dinheirinho, pode? E o dinheiro que eu acho que não vai lhe fazer falta, pode? Quanto? E se for de um banco rico, pode? E se for do governo, pode? E bater pra educar, pode? E se naquele dia eu me descontrolar e machucar um pouco a mais, pode? E atirar pela janela, aí não pode? Ah, pois é.

Enganam-se os que dizem que não há precedentes de condenação por plágio de texto on line, . Poucos ainda, é verdade, mas há. Já há - TARAM - caso de indenização por danos morais por comentários em blog! Não é o máximo?! Por essa você não esperava, né? Há delegacias especializadas em crimes cometidos através da internet! Achava que era só não colocar seu email, dizer qualquer merda e sair impune? Rá! Até o orkut já tá dando indenização. Legal, né? Acho bom que haja. Acho indispensável que as portas tenham fechaduras e que elas continuem funcionando, do mesmo jeito, para todo mundo. Do texto medíocre a bilhões do orçamento. Do tapa na cara ao homicídio qualificado. Acho ótimo que não se decida caso a caso o que vale e o que não vale. Acho fantástico que haja uma lei que disponha o que é crime e o que não é e que isso não fique ao livre alvedrio de quem quer que seja. Não fui eu quem sugeriu que a infringência aos direitos autorais devesse ser punida, existe lei. É ridícula? Escreva ao seu deputado e peça a revogação.

Em tempo: Aos freqüentadores assíduos, porém incógnitos, deste humilde blog (com textos medíocres escritos por esta pseudo escritora patética e mesquinha que não tem mais nada a fazer além de procurar afirmação e legitimação entre seu séquito de fanáticos seguidores babadores de ovo e puxa-sacos acéfalos em geral) que esperam ardentemente uma oportunidade para exprimir sua valiosa colaboração de elevada ilustração moral, psíquica, didática e intelectual, os nossos sinceros agradecimentos pelas inestimáveis críticas profundamente embasadas tecidas com total devoção e desinteresse. Informamos, todavia, que até em razão de sermos mesmo limitados (tanto a pseudo-escritora quanto os fanáticos seguidores), mesquinhos, descomprometidos evolutivamente, renitentes e apegados às mais baixas convicções, que estão perdendo seu precioso tempo em vão. Seguramente existem outros intelectos e almas ávidos por desfrutar da sua sapiência, ponderação, altruísmo, coerência e bom senso e ansiosos por travar intensa troca dialética de idéias. Recomendamos vivamente que se, por acaso, passarem novamente por aqui por engano, ao deperarem-se com mais alguma mostra de vilania, mediocridade, burrice, imbecilidade ou desproporção, não se desgastem! Façam imediatamente uso de um dispositivo tão eficiente quanto antigo que se localiza no canto superior direito da sua tela, tem formato quadrado e um «X» no meio. Democracia e liberdade de consciência é isso: não ser obrigado a ler nada. Vão com deus. A estes, contudo, deixo os meus penhorados agradecimentos. Fazia tempo que eu não escrevia um post com tanto gosto. (Ticcinha estala os dedos, faz reverência, tira o chapéu e manda beijinho).

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 01:24 de 23.04.2008
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22.04.2008

Não falta mais nada.

Não bastasse os inconvenientes usuais das viagens aéreas - lugares apertados, luz na cara e serviço de bordo em vôo noturno (quem quer barra de cereal às 2h da manhã, pelamordedeus?), atrasos homéricos, crianças chutando a poltrona da frente, sem-noção de plantão enfiando a tela luminosa do seu querido laptop na cara de quem está ao lado, chatos de toda sorte que não calam a boca um minuto, agora pensam em liberar celular durante o vôo. Pronto. Completa-se o circo de horrores.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 12:04 de 22.04.2008
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Desejo e Reparação.

Dona Belle deletou o blog e pediu desculpas lá nos comentários.
Não adianta. Não adianta mesmo. Que me perdoem os baluartes do altruísmo e compreensão, mas precisa de muito mais do que uma história triste (na hipótese da própria história triste não ser ela mesma inventada) para justificar falta de caráter e de honestidade. A verdade é que nada justifica isso e pronto. Estamos repletos de exemplos, da mãe de tem 4 empregos ao cara que passa fome. Enfim. O que mais me espanta nessa história toda é a capacidade incrível que algumas pessoas têm (talvez todas, em maior ou menor grau) de inventar uma vida pra si mesmas e acreditarem na própria mentira. Em uma palavra: patético.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:55 de 22.04.2008
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Alô amigos de além mar!

Para quem está ou mora em Portugal, imperdível.
Lançamento hoje da Revista Ler que será vendidas em livrarias, lojas e bancas.
Tá liiiiinda. Só de olhar um pedacinho já dá água na boca.

Por falar nisso, aqui também podiam editar uma revista sobre literatura que não funcionasse como dormonid, né hein?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:41 de 22.04.2008
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21.04.2008


E com nada mais nada menos do que 5 taças de vinho do Porto, meus senhores, me despeço. Se Morfeu não agüentar bafo, tô ralada.
Dionísio, meu filho, alguma chance? Vou levar a dignidade que me resta até o travesseiro mais próximo.
Pano rápido, SVP.



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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 01:07 de 21.04.2008
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Seven Thirty five years.

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground
Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Spinning, laughing, dancing to her favorite song
A little girl with nothing wrong
And she's all alone

(Lee Alexander)

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 00:58 de 21.04.2008
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18.04.2008

Minha vida sem mim.




E se terminasse amanhã?
Móveis e um gato.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 23:55 de 18.04.2008

Maravelololololoso.




Pronto, eu que tava reclamando da falta de coisas boas.
O CD é FANTÁSTICO. Mesmo.
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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 11:29 de 18.04.2008
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Direto do Olimpo.

Ontem tirei duas grandes cismas da cabeça. Primeiro, descobri que Carlos Lyra e Roberto Menescal existem. Mesmo. Com direito a Carlinhos contando coisas deliciosas do Vinicius e cantando Minha Namorada. Também redimi-me comigo mesma, uma vez que sempre adorei Leila Pinheiro e ficava em dúvida se isso não era mau gosto. Pois não é, não senhor. A mulé canta uma barbaridade, tem uma voz poderosa, afinada e elegantíssima, perfeita para cantar bossa nova, sim, ainda que ela tenha entrado na coisa 30 anos depois. Pronto.

Agora a parte da crueldade, especialmente dedicada a minha amiga Falzita de las Canduengas. Sás quem é que tava praticamente sentado no meu colo no shô, fia, sás? Sás quem é que tava a 30 cm de mim? Vou dizer só as iniciais: LUIS FERNANDO VERÍSSIMO. Tava. Juro. Tenho testemunha. Testemunha essa que me conteve, excrusive, quando ao perceber quem se aproximava eu exclamei: «AAAAAAAAAAAAH, deus está entre nós!» E depois me conteve diversas vezes durante o shô preu não agarrar o homi. E confesso, Falzita, não agarrei. Como vês, sou mesmo uma covarde.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:32 de 18.04.2008
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16.04.2008

Post dedicado.




Sssshhhhhhhhhhhhhh.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:50 de 16.04.2008

Mais uma pra lista.


Mais uma criatura que usa meus textos como se seus fossem, ou seja, mais uma plagiadora/ladra/usurpadora. É incrível a cara de pau e a desonestidade dessa gente. O nome é Belle, e o site é Olhares. Posts meus inteirinhos viraram dele num passe de mágica ou num copy + paste.

Estão lá, também, posts inteiros da Cam, tirados do Scarlet Letters e muito mal adaptados. Vá saber de mais quantas a moça surrupiou textos.

Que vergonha, Dona moça, francamente. Já está avisada. Ou deleta, ou vamos ganhar mais um dinheirinho à custa de indenização.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 23:26 de 16.04.2008
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The best I ever (don't) had.

Fazia tempo que uma música não me despedaçava ao meio. De repente, a gente ouve uma coisa assim e parece estar sendo desmascarado, sabe? Cada frase entrando feito um soco no rim. Mais um soco no rim, no meio de um dia em que as coincidências com coisas e circunstâncias foram tantas que parece haver um alinhamento de planetas em forma de seta apontando para sua cabeça. E aí fica pensando que a essa altura do campeonato, com tudo que ficou (ou não ficou) pelo caminho, bom mesmo seria ter um rio congelado para poder sumir por aí, deslizando.

River, Madeleine Peyroux e KD Lang.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:08 de 16.04.2008
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Fim de tarde com uma gata mimosa.




O que não se faz por um solzinho...








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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 17:25 de 16.04.2008
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Coisas muito importantes que eu aprendi com os homens sobre eles mesmos, 4.





Gentil colaboração da nossa assessoria jurídica carioca.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:51 de 16.04.2008
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Polêmica. É de pequenino que se entorta o pepino?

A gente é quem a gente é e isso se define muito cedo. Essa configuração é ditada por muitos fatores (alguns dos quais só se tem uma vaga idéia a respeito, outros nem isso), são eles: pai, mãe, DNA e memória celular, meio, circunstâncias, figuras femininas e masculinas, propensões físicas, eventos marcantes e uma infinidade de coisas que ninguém sabe precisar quais sejam, nem a medicina, nem a psicanálise, nem a religião (embora todos esses aí digam que podem, em maior ou menor grau). Tudo isso muito, muito cedo. Lá na cabeça da gente, ou na psiquê, ou na alma, vamos lá, se desenha uma trilha, um caminho que se faz automaticamente em determinadas circunstância, um protocolo a seguir conforme o caso, o grau de gravidade da situação, a cor e a altura da sirene que soa. Fala-se de livre arbítrio, liberdade, auto-determinação, mas cá pra nós, tudo isso é beeeeeem limitadinho, né não? Experimente pensar a respeito e você provavelmente vai me dar razão. No fundo, no fundo, a gente faz tudo (quase) sempre igual. Busca as mesmas coisas, cai nas mesmas armadilhas, faz as mesmas sacanagens, repete os mesmos medos, etc., etc. O que é já nasce pronto ou fica pronto logo depois disso. Boa matriz, boa estrutura, boas circunstâncias, bons alicerces = boas possibilidades de ser feliz. E vice-versa. Aí você diz que a gente pode se tratar (para os confiantes na psicanálise) ou pode se converter (no caso dos crentes) e mudar TUDA, fazer tudo diferente. Não, não acho que possa, não. Podemos nos condicionar a agir diferente sempre que possamos parar para pensar, mas isso não abrange mais do que umas poucas coisas que a gente faz na vida. O resto, a gente faz sem raciocinar (no mais das vezes) ou raciocina, decide diferente do que decidiria e depois não consegue sustentar a escolha em desacordo com a nossa essência. É duro? É. Parece injusto? Sem dúvida. O máximo que dá para fazer é ir se conhecendo e entender que mecanismos são estes, onde a gente se prejudica mais, onde a gente se atrapalha mais e tentar – veja lá – tentar fazer um tiquinhozinho diferente. Quem tem a configuração original em rota Porto Alegre – Ponta Porã, jamais vai chegar a Juazeiro. Pode tentar escala em Foz do Iguaçu, mas nada muito diferente disso. E então, condenados a repetir e nunca dar certo? Ou a repetir e sempre se dar bem? Também não. As circunstância variam tanto que nada é certo sob o sol, nada segue uma lógica fechada e inderrogável em que o bom vai pro céu e o ruim vai pro inferno. Se é verdade que a gente arca com as responsabilidade pelos nossos atos e tudo que vai, volta, também é certo que isso nem sempre funciona exatamente assim. Então não adianta se tratar da cabeça? Ajuda a saber quem somos, é fato. Ajuda a achar justificativas honrosas que nos satisfazem e nos absolvem. Ajuda a achar um jeito de ver as coisas de forma a não sofrermos (vejam que eu evitei de dizer que ajuda a nos enganarmos de forma a achar que tá tudo bem - ou alternativamente, achar que tá tudo mal, absorver a idéia, aprender a lidar com ela e ficar bem), ou até nos ajuda a acreditar que pode ser diferente (o que até pode, mas não um psicanalista no mundo capaz de nos assegurar como). Ajuda. Porque, afinal, ninguém está aqui para ver «a verdade», mas pra ser feliz (o que significa conquistar o que se quer/pode/consegue dentro de limites éticos). Ou não?


Sim, se você acha que sim, que com tratamento e fé pode-se mudar tudo e que acreditar no contrário é se conformar e virar um nabo resignado com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar, eu respeito. Já pensei assim, mas não acho que seja só esta a alternativa.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 14:28 de 16.04.2008
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15.04.2008

manual de montagem

Vim contar uma coisa que acabei de me dar conta. É uma coisa de figura de linguagem que descreve tão bem que precisava partilhar.

Percebi que resolvi desaparafusar a minha própria tampa para descobrir como funciono e que, só de olhar, não deu para sacar nada, motivo por que fui tirando as peças do lugar e tentando chegar a alguma conclusão, ilação, dedução, intuição. Agora, tendo concluído nada, deduzido pouca coisa, intuído quase tudo e ilacionado equivocadamente uma porção de vezes, estou com a tampa solta e as peças todas espalhadas, sem saber o que colocar onde. Aí, para não perder as pecinhas, grudo tudo em durex e coloco dentro da caixa e prendo a tampa provisoriamente. Então saio pela rua com as peças todas chocalhando, soltas, a não ser por uma providencial durex que evita que tudo se perca para sempre lá dentro, e fico pensando, 'será que os outros vão ouvir que minhas peças estão todas soltas?'

E vou vivendo com tudo solto, motivo porque nada está funcionando - o mecanismo não funciona se não estiver montado - e sem saber se peço um manual de montagem para tentar reproduzir a configuração anterior ou se fico mais seis meses com as peças chocalhando e ainda tentando saber quem faz o quê.

Quem já desmontou motor de carro sabe que, ao remontar, sempre, eu disse SEMPRE sobra abraçadeira, porca e parafuso (às vezes mais, às vezes menos). Aí você não consegue descobrir de onde diabos é aquele monte de abraçadeira, porca e parafuso e acaba colocando fora. Se você tiver sorte, o máximo que vai acontecer é o ar condicionado não funcionar. Se você não tiver sorte, o radiador cai no meio da viagem. E é por isso que guardo todas as pecinhas presas em durex, embora sinta uma tentação absurda e quase comichomenta de jogar tudo, tudo, tudo, TUDO fora.

There she goes, The Bling Lady.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 14:13 de 15.04.2008
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Refrigerated Tips da Ticcia.

Nem vou contar para vocês que Clara Lua, a mais perfeita das perfeitas meninas ever, me deu de aniversário a sua própria boneca Boo de Montros S.A. Seria muita crueldade com vocês, pobres mortais. Nem que a mãe dela me deu o livro mais lindo de culinária já publicado. Pronto.



Pra compensar, faz um frio da morte nessa terra esquecida por deus. Blergh. Menos mal que o céu tá um escândalo de azul, ou eu estaria muito, mas muito revoltada.




Hildolina participou ontem das festividades oficiais de entrada do inverno na residência dos Antoniete Ferreira. Fritou meia hora em cima do aquecedor do banheiro. Ela definitivamente *é* um baconzito sabor gato.



Há males que vem pra bem, tipo frio e chocolate vesúvio.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:25 de 15.04.2008
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14.04.2008

Injustiça.


Lachapelle




Rio, 32º, calor, sol, praia, David Lachapelle, Clara Lua.

X

Porto Alegre 13º, quase dilúvio, mínima prevista de 8º na semana, trabalho, estudo.


E o vôo é daqui a 2h.

:/ Não bom.



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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 07:14 de 14.04.2008
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13.04.2008

testes para um dia chuvoso

Adelaide mandou e eu adorei esse teste aqui. São testes demo relacionados com um estudo de Harvard. Achei que o fundamento científico do teste fazia sentido.

O link aponta direto para a página em português de Portugal pois, como é um teste que exige resposta rápida, penso que o resultado possivelmente fique comprometido se a pessoa fizer em língua estrangeira. Não tinha opção em português do Brasil, então peguei o mais parecido.




Teste da Verrista Cráudia para descobrir se você é reclamona.
É engraçado.
Fiz principalmente porque sou muito mal-humorada e sei disso. Daí que escrevo o tipo de texto que você, Leitor Amigo, lê aqui - não os textos da Ticcia, que tratam de relações humanas e suas complexidades, mas os meus, que tratam da chatice da vida humana e suas paradoxalidades -, que têm um inafastável viés reclamildo. Só que minha idéia é a de fazer um texto mostrando o hilário absurdo da situação e não a de protagonizar um chororô ou transformar isso aqui num muro de lamentações virtual. Daí a preocupação.

Se bem que também tem o seguinte, né: não gostou, não leia. Você não é obrigado. Só que tem sempre uns que lêem e reclamam nos comentários, daí fico pensando: quem é o verdadeiro reclamildo, after all?




Chove a cântaros na cidade, o que é muito bom.
Passei a não simpatizar muito com chuva quando meu apartamento, no último andar, começou a alagar. O problema foi resolvido, mas sabe como é último andar: é telhado, então os problemas sempre voltam.

Vou amar a chuva novamente quando não morar mais no último andar e não correr mais o risco de acordar ensopada numa cama alagada e descobrir que todo o restante da casa encontra-se em igual estado.

De toda forma, bem-vinda, senhora!




Alguma notícia sobre os shows do Rush na América Latina? Alguém?
Para ser perfeito, só se fosse ao show do Rush de Passat. Aí sim.

(a pergunta não é retórica. se você tiver alguma informação e quiser gentilmente partilhá-la, eu agradeceria se a deixasse nos comentários. obrigada.)

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 15:44 de 13.04.2008
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12.04.2008

dica

Quer se vestir como Madame pagando preço de Criada?



Atendimento amigo feito pela própria estilista. E não se preocupe, ela não fica tentando convencer você a levar a coleção toda e lhe deixa muito a vontade para conhecer o trabalho.

(quem me conhece sabe que ODEIO ser atendida em qualquer lugar. menos por umas três ou quatro pessoas super gente fina, como a Ale.)

Se você não conseguir passar por lá (eu já fui e recomendo), entre em contato com a moça no alevanfer@terra.com.br e peça para receber o mailing. Você não vai se arrepender.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 18:56 de 12.04.2008
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11.04.2008

Gmail.

O gmail subiu no telhado. Desde de manhã não se consegue abrir nada.

Atualização: Agora já está direitim.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:09 de 11.04.2008
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10.04.2008

Eu vou pra Maracangalha, eu vou.


Tchau, Anália.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:44 de 10.04.2008
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mau-humor

Vocês já notaram, ó pessoas, que em cada lugarzinho de trabalho, seja na esfera pública, seja na iniciativa privada, tem sempre uma criaturinha medíocre que faz mediocremente seu trabalhinho e aguarda, ansiosa, pela oportunidade única de que alguém cometa um ínfimo deslize totalmente insignificante para criar um grande circo e fazer tempestade em copo d'água? Ou para, suprema delícia, indigitar os colegas com seu verruguento dígito a um só tempo acusatório, instrutório, julgador, sancionatório e executório?

*Yawn*, que preguiça.



Caras, juro pra vocês que fico vendo o espasmo frenético de quase-orgasmo da criaturinha medíocre quando atinge o seu intento e pensando que a única resposta à altura possível de performatizar seria aproximar-se de tal ser e enfiar o dedo na goela, provocando uma profusa chuva de conteúdo estomacal parcialmente processado sobre semelhante figura.

Vai ver que isso é um impulso bulímico mal-resolvido.



Saiu na capa da Revista Contiga: Steph@ny Brito fica noiva em Paris e ganha um diamante, brilhante ou qualquer outra coisa preciosa e cintilante na Tour Eiffel. Ah. Francamente. Quem noiva ou contrata casamento ou assume matrimônio *E* fica feliz com isso, basta-se pelo próprio fato do acontecimento e dispensa a publicação do fato em revista de celebridinha. Já quem noiva, casa, tem filho, compra imóvel, viaja pra não-sei-onde e precisa, necessita, que isso seja matéria de capa de revista de celebridinha, tem uma vida acessória. A vida do serzinho é estar na revista de celebridinha; tudo o mais que o serzinho faz é unicamente para constar na revista de celebridinha, portanto, acessório. Mas isso não é exclusividade do serzinho pseudo-celebridinha. Tem trocentas pessoas com quem você é obrigado a conviver e que CONTAM! AOS! BERROS! qualquer ínfima coisa que tenham feito, desde palitar os dentes até os interlúdios mais melequentos da sua noite de amor (amor?)

Duplo *yaaaawn*.



Eu só queria que as pessoas se respeitassem mais. Que ficassem felizes com o fato de sua existência e tivessem consciência de quão estupenda é a consciência humana e a capacidade de racionalização, elaboração e raciocínio e que, a partir disso, efetivamente racionalizassem, elaborassem e raciocinassem.

Em vez disso, vivemos todos como micos nas gaiolas das nossas próprias limitações. A minha é o meu mau-humor.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 11:49 de 10.04.2008
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Duas divas.




Adoro as duas. E essa música. Bah.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 08:34 de 10.04.2008
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09.04.2008

Saudades.






Às vezes dói como um parto, essa coisa de vibrar pelo avesso, isso de reinventar-se de pé.
Rastejo, essa é que é a verdade, pequena e triste,
como só podem ser miseravelmente pequenas e miseravelmente tristes
as sombras derruídas dos insetos,
pelas paredes, pelos meios-fios, pelas calçadas,
pelos tampos de móveis cheios de poeira e passado.
Rastejo, ainda que disfarçada sobre minhas patas,
levando em mim uma inexplicável vergonha da crença, da fé,
da desmesura, da entrega inteira, uma imensa vergonha de ainda,
de apesar de, de a despeito de,
te esperar com meus olhos cheios de sonhos nas mãos.

(Não Discuto, 12.02.07)





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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 23:30 de 09.04.2008
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Pra se lambuzar.



Vocês viram isso? Assim ela mata nóis.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:23 de 09.04.2008
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Tell me sexy lovin' lines.



(suspiro). (Mais suspiro). Pelamordenossasenhoradaaliançanamãoesquerda, que homi leeeeeeendo.
Caso clássico em que se pode relevar o lenço no pescoço. Aliás, ele poderia usar uma jaca dependurada no pescoço que tava tudo bem.

Atenção: Não me contem NADA dos resultados, hein?! Viu, Chicão?

Meanwhile, continuo querendo adotar o David Archuleta. Que guri mais fofo, meu pai.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 22:01 de 09.04.2008
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Coisas muito importantes que eu aprendi com os homens sobre eles mesmos, 3.


- Sentimentos são para sentir, não para se falar deles. As declarações de amor mais completas e verdadeiras vêm em ações, não em palavras. Dizer «eu te amo» todo mundo diz. É performático, mas não é necessariamente verdade.

- Nunca diga «eu te amo» a torto e a direito, muito menos diga em retribuição a outro «eu te amo». Embora o outro esteja esperando, é melhor uma espera frustrada do que uma mentira.

- Se você precisa muito ouvir que você é a melhor parceira sexual do mundo, pague para alguém lhe dizer isso. Jamais pergunte ou espere que o pobre cidadão com o qual acabou de transar diga. Além disso, se ele lhe disser de livre e espontânea vontade, tenha em mente que se ele lhe disse isso é só para que você se empenhe mais das próximas vezes. Prazer sexual não é um dado objetivo, você já devia saber.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:43 de 09.04.2008
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Beatriz.




Fazia um tempão que eu estava atrás deste clipe inteirinho. Hoje a Cris Carriconde, pelotense querida, fotógrafa maravelololololosa (que um dia ainda vai me dar a honra de fazer um livro de poesia comigo) e colega do colégio São José me deixou o presente nos comentários. Apeoveitem. Maria João é moçambicana e aquele rio é, sim, o Tejo.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:31 de 09.04.2008
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08.04.2008

Coisas muito importantes que eu aprendi com os homens sobre eles mesmos, 2.


- Sexo sem amor é melhor do que nada; amor sem sexo, é uma enorme tristeza. Na impossibilidade de reunir ambos, tolere aquele, evite esse.

- Um problema só é um problema enquanto você ainda não souber que solução dar, ainda que seja nenhuma.

- Filhos mudam tudo. E tudo aí é principalmente a gente mesmo.

- Nenhuma catástrofe é tão horrível que não possa ficar menos horrível depois de uma cerveja bem gelada ou uma dose de uísque.

- Mulheres são lindas, principalmente quando não são perfeitas. As que buscam diuturnamente a perfeição são chatas DEMAIS.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:58 de 08.04.2008
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07.04.2008

Descendo a Rua Augusta a 120 por hora.

Eu sabia que explorar descaradamente o talento da Criada ia dar certo. Max querido indicou e Flávio Gomes linkou o Mme Mean no blig dele. Por conta disso, it's raining men neste nosso humilde cafofo. À vontade, rapazes.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 21:15 de 07.04.2008
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Coisas muito importantes que eu aprendi com os homens sobre eles mesmos, 1.


- Não conte com a falsidade/sensibilidade/hipocrisia masculina. Se você não quer saber a resposta, não faça a pergunta. Se você não quer uma resposta sincera, tampouco peça sinceridade. Depois não adianta chamá-lo de monstro insensível. Você perguntou, tenha isso em mente.

- Se ele está a fim de verdade e não é surdo/mudo/paralítico nem foi abduzido por aliens muito maus, vai ligar. Se seu celular estiver estiver ocupado/fora de área, se seu telefone também estiver com problema, ele vai dar um jeito, creia. Se ele não lhe procurou não foi por falta de tempo/oportunidade/meio/estímulo/certeza de que você está a fim. Foi por falta de vontade mesmo, ou porque ainda não achou que é hora. Não pense que você é a responsável por propiciar-lhe a oportunidade de ouro de privar de sua companhia. Se manque.

- Se você quer alguma coisa, diga. Se você não quer alguma coisa, diga. Sim é sim, não é não. Talvez é só mesmo para casos de dúvida e isso praticamente não acontece.

- Se você tem um amigo(a) fdp, deixe de ser amigo dele. Sai mais barato e é menos imbecil. Poupa tempo, dinheiro e consulta ao analista. Em termos de amizade, vale sempre a qualidade, não a quantidade. Tenha dois ou três amigos com os quais você possa contar até para assaltar um banco. É mais do que suficiente.

- Analista é, quando muito, um mal necessário. Jamais será esporte, diversão, entretenimento ou motivo de orgulho para partilhar as consultas e impressões com os demais seres vivos, ainda que eles também sejam bem futricados da cachola.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:52 de 07.04.2008
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06.04.2008

Se correr, o bicho come.

E então a pessoa vai para o cinema com o irmão e a enteada para fugir da depressão pós zapping de domingo, pra ver o filme mais canastrão e cheio de efeitos especiais em cartaz, comer bala azedinha e reclamar das pessoas mastigando pipoca de boca aberta. Chega lá e é ruim, claro. Até aí tamos no lucro, não tínhamos ficado em casa vendo nem O Último Tango em Paris, nem Alta Fidelidade, muito menos Alex & Ema e fabricando ranho e alimentando a sinusite a choro compulsivo. Mas o filme é ruim e tudo, porém a história atrás da história é de um rapaz que vai procurar o grande amor da sua vida e leva a momosinha pra passear onde? Hã? Hein? Adivinha? Roma. E onde eles tomam café? Na pracinha da frente do Pantheon. P-Q-P.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:17 de 06.04.2008
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05.04.2008

Teorias de Quentin Tarantino.




Selton Melo e Seu Jorge.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 22:24 de 05.04.2008
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Frágil demais para ser distraído.





Quantas pessoas você conhece que morreram de velhas, assim, oitenta e tals, já fraquinhas, velhinhas, trabalho feito, filhos criados, netos, bisnetos, 50 anos de casado, histórias contadas, amores vividos, missão cumprida? Muito bem. E quantas você conhece que morreram bem antes disso, tudo pela frente, carreira promissora, cheio de planos, filhos pequenos, tanto por viver? Quantas pessoas dessas você soube que saíram uma manhã de casa e não voltaram mais, quantas e quantas achavam que aquela dorzinha não era nada e foi ver babaus, quantas você conhece que teriam tanto a fazer e dar e viver e que simplesmente morreram assim, sem mais nem menos, uma puta duma injustiça, um carro, um avião, uma doença estúpida, um sinal fechado, um aneurisma qualquer, um avc inexplicável, uma coincidência de hora e lugar infeliz, um assalto e tchau, se foram, sem volta, sem recurso, sem esperniação, sem jeito, vamos lá, quantas? Era nisso que eu pensava na manhã da segunda feira passada, quando depois de muito tempo notei o céu tão azul, um sol tão quentinho, um perfume tão bom de vida e então essa música óbvia e piegas (e linda) tocou no rádio e eu achei que às vezes, sei lá, às vezes uma coincidência dessas nos dá uma bela duma chacoalhada.




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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 21:54 de 05.04.2008
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Happy Birthday, Dr. Álvaro (02 de abril).





É tudo verdade. Tudo, nesses comentários que ele faz, tudo que parece, é tudo verdade. É verdade que ele é querido a mais não poder, é verdade que ele lembra dos mínimos detalhes do que a gente diz, que ele adivinha o que a gente quer e que tem um tino absurdamente apurado pra sacar o que tá, o que não tá e o que vai rolar. Essa cultura toda aí dos comentários, essa erudição, essa delicadeza, essa perspicácia, esse vocabulário ímpar, tudo isso é verdade. Essa atenção com os outros, esse carinho todo, essa elegância e essa educação, tudo isso é verdade. E é verdade que ele tem papo para incontáveis horas e que não há criatura que se chateie ao lado dele e é também verdade que ele faz a gente se sentir especial, inteligente, linda, querida, esfuziante, tudo, tudo, tudo e ainda faz a gente pensar que ele não tem nada a ver com isso, que é um dom natural nosso, quando na verdade, tudo isso é culpa dele, que é tão especial.

Feliz aniversário, Álvaro querido. Sorte imensa a minha, viu?




Obs.: Claro que eu sou uma vaca, claro que eu não mereço os amigos maravilhosos que eu tenho, claro que eu deveria ser uma cerumana melhor e mais organizada que ou teria uma agenda decente com o nome de todas as pessoas que eu amo e seus respectivos aniversários, ou não deveria ser acometida de esclerose senil em tão tenra idade, mas o fato que é eu me atrasei pra dar parabéns. Felizmente, como deus é pai e não desampara as vacas mu-mu desse mundo, eu liguei pra ele para dar parabéns atrasados e ganhei de bônus dar beijocas na Fal via satélite, já que o ingrato tá se esbaldando num encontro de Falmigos. Bem faz ele de achar companhia melhor do que essa anta descerebrada aqui. Beijos, querido.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:31 de 05.04.2008
comentários (8)

04.04.2008

Enquanto isso, deixando estar pra ver como é que fica - nem de longe nossa especialidade.

E a moça segue tendo distúrbios corporais de toda ordem, desde sisos que inflamam até alergias que aparecem de lugar algum, passando por uma gama tal de comprometimentos psico-físico-químicos que lhe impedem de regular sono e sistema digestivo. Dentro é fora e vice-versa - nessa altura do campeonato já deveria saber. Minha idéia de felicidade neste exato momento é um templo budista e uma lobotomia, não necessariamente nessa ordem. Mas vam que vam, uma hora engrena.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:23 de 04.04.2008
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recordar é viver

No site que vende camiseta, estampas de Kombi, Fusca, Camaro. Numa loja dessas magazines, tinha uma com o Fiat 147. Fiquei me perguntando quando fariam a camiseta com o Passat. E aí bate a saudade, forte, valendo. A saudade é como uma incrível cólica do coração, retorce tudo dentro do peito, aperta a garganta até faltar o ar.

O Passat era muito mais do que um carro. Era uma idéia, uma expectativa, um conceito, um estilo de vida e uma definição. Eu não queria nada que não fosse o Passat e pouco me importava que os carros modernos fossem mais econômicos ou menos barulhentos ou mais leves ou menos problemáticos, tudo isso, mais-ou-menos. Só o Passat realmente era, inteiro, integral. Ele chiava nas manhãs mais frias e precisava saber o jeitinho para fazê-lo pegar. Era comum afogar o carburador naquelas pedaladas todas no acelerador e só quem realmente o conhecia sabia que bastava abrir o capô e segurar a borboleta da lenta que entraria mais ar e ele instantaneamente desafogaria. Ele era tinhoso para ajustar: se a correia dentada estivesse um pouco apertada, ele a comia e, se ela estivesse frouxa, ele fazia um barulho infernal. Durante um ano inteiro houve um problema com as escovas do motor de arranque, o popular 'burrinho': as escovas caíam fora do encaixe e ele não dava partida. Era preciso abrir o capô e dar uns trancos com a chave de roda no motor de arranque (o 'burrinho') para que alguma escova caísse no encaixe e o arranque pegasse. Uma meia-dúzia de porradas depois, ele sempre ligava. Em suma, ele era cheio de defeitos, que tive de conhecer um a um e aprender a lidar com eles. E com todos esses defeitos eu o amava ainda mais, pois só a quem tivera paciência de investigá-lo é que ele revelava seus mistérios e se mostrava disposto e dócil a ponto de deixar pilotá-lo, ouvindo o ronco com fundo agudo daquele motor faminto e sentindo o cheiro sintético do seu interior tão bem-conservado.

E ainda assim houve quem o levasse, deixando uma vaga para eu encontrar. No começo, a mágoa do abandono: por que logo nessa hora a correia não estourou, por que o motor de arranque funcionou, como se ele me tivesse traído. Indagações de toda ordem, por que tinha que ser o meu, e não outro. Ele se fora e eu não poderia mais dirigir sentindo o vento no cabelo do jeito que só nele era possível, porque tinha aquelas obsoletas ventarolas no canto da janela. Nada mais do inconfundível aroma do seu interior, da pintura metálica ou do característico som das suas portas fechando.

O curioso é que a dor da saudade foi dando lugar a uma lembrança muito vívida de tudo o que fizemos juntos. É tão clara a imagem das minhas mãos refletidas nos relógios do painel quando o sol batia na roda da direção, é mais clara às vezes do que a do meu próprio rosto. Penso nele e imediatamente o cheiro me vem às minhas narinas, embora ele não exista mais. Acompanhando o aroma, vêm também o brilho que a pintura tinha sob o sol do meio-dia, o ruído característico que só o motor dele fazia. E cada pequeno detalhe do seu interior, o rádio muito antigo e ainda funcionando, todos os controles do painel, o design da palanca de câmbio e as borrachas que cobriam os pedais, a padronagem do tecido e as costuras do estofamento, os cinzeiros do banco de trás e as caixas de som embutidas abaixo do pára-brisa traseiro, o desenho dos tapetes de borracha e o jeito esquisito que o porta-luvas abria, pedacinho por pedacinho dele desfilam na minha memória, vivos como se tivesse acabado de deixá-lo na garagem.

Não. Minto. Muito mais vivos. Muito mais vivos porque esse carro, algo inanimado, participou de tantas coisas que fiz e vivi, e eu por ele tive tantos sentimentos de gratidão, afeição, frustração e fúria, que não há como desentrelaçá-lo da minha vida. As tramas são por demais íntimas e não há como desapertá-las. De modo que mesmo uma coisa, que não tem vida alguma, torna-se viva em minhas lembranças. E em todas as vezes em que dele me recordo, ele vive, embora nunca tenha vivido. Ele vive através do amor que sinto por tudo aquilo que fomos, juntos, por tudo aquilo que o fato da sua existência fez de mim e por mim.

E, se uma coisa inanimada consegue adquirir vida pelas lembranças de amor, imagine então os que são capazes de viver.

Os que amamos nunca morrem. Não enquanto viver o amor. Eles permanecem, luminosos e belos, e existem concretamente em cada pequeno gesto que perpetua seus ensinamentos, seus modos de vida, seus ideais, seus inconfundíveis jeitos de ser. Por vezes, até mais vivos do que tenham sido em suas próprias vidas.


Para minha avó Tina, que amava carros tanto quanto eu e que vive em mim quando cozinho.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 01:19 de 04.04.2008
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03.04.2008

the book (of style) is on the table

Se você é uma english reader, não custa pegar as dicas daqui.

Dica, coisinha, nunca é demais. Já dizia Dona Manoelina Terebentina Capitulina de Jesus Amor Divino.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 12:05 de 03.04.2008
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02.04.2008

Fur.




Um filme que vale cada um dos minutos. Quem não viu, veja.
Lindo, em todas as concepções do termo.

OBS.: Eu queria TODOS os vestidos da protagonista. TODOS.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 21:26 de 02.04.2008
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Aviso aos 3 leitores do Não Discuto.


A demente aqui tinha esquecido de renovar o domínio, o que já fez há 2 horas. Espera-se que volte ao ar a qualquer momento no dia de hoje.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:39 de 02.04.2008
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Ahhhhhhh não!!!


JÁ?!!
Que droga. Fala sério. Foi ontem que eu tirei os vestidinhos leves do armário. Já acabou? Eu definitivamente mereço morar no Senegal. Ou no Belize.

Por outro lado: acho que vai dar pra estrear as botas novas.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:25 de 02.04.2008
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01.04.2008

Mix Tips da Ticcia.

A gata agora deu pra ter vontades específicas. Se ganha biscoito e quer comida de sachet, ou vice-versa, faz miadinhos suplicantes e se enrosca nas minhas pernas, dá cabeçadas de amor e lambidinhas. Eu, claro, dou o que ela quer. É por isso que há tanto gato deliqüente por aí. Hilda é um protótipo de Suzane, aquela. Se me encontrarem esfaqueada, saibam que foi porque faltou Wiskas sachet.



O músculo ao lado da escápula arde vertiginosamente. Dessa vez variou o lado: direito.



Faz tempo que não me entusiasmo com nada musicalmente falando. Só musicalmente? Vamos mudar de assunto.



Bom mesmo é lençol novo, é ou não é?



Para os portoalegrenses e quem por estas paradas estiver, Bailei na Curva, de 03 a 6 de abril no Theatro São Pedro. Imperdível.



Se eu pudesse me teletransportar para o Pepsi on Stage e de lá pra casa, iria ao show do Paralamas/Titãs na sexta. Mas meu portal astral não está funcionando e só de pensar na logística do empreendimento, bah. Velhice, eu sei. A preguiça e o show. Mas pronto.



Enteada foi pra Redenção domingo pós almoço e tirou fota com o Vitor Ramil. Acho que a minha missão na terra em termos tutoriais tá bem encaminhada.



Toninho, meu santo, não perdi a fé, viste? Firme e forte aqui.



Eu gosto do cheiro de noite morna, asfalto quente, árvores se refrescando, brisa leve. Tem alguma coisa ali que promete não sei o quê, uma prenhez dos sentidos.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:33 de 01.04.2008
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Amelie.




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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:07 de 01.04.2008
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