Hoje o meu mano Facelo faz aniversário. Ele é a coisa mais querida do mundo. Por causa dele, em vez de me preocupar com o relógio biológico simplesmente, eu me preocupo em dobro: não basta ter um filho, é preciso e justo que ele tenha irmão, porque irmão é a melhor coisa que pai e mãe fazem por a gente. Quando eu fico triste, fico menos triste porque eu tenho o Facelo. Quando me sinto só, fico menos só porque eu tenho o Facelo. Se em um momento de desespero eu concluísse que o único jeito seria assaltar um banco, sei que ligaria pra ele e ele só perguntaria «quando?»
Parabéns pelo aniversário, Facelo. Obrigada por ter estado comigo nesses 33 anos.
Te amo.
Algum mimoso aí, por acaso, saberia qual é a banca do 3º concurso da DPU? Não achamos no site deles, nem no da CESPE/UNB. Se há alguma alma que trabalhe na Defensoria, será que poderia informar? A gente agradecemos.
Maucisquinho está enorme, gordão, mimoso, sorridente e com um dentinho. Nunca vi bebê mais simpático. Sem contar que dançou comigo a noite inteira no casamento de seus papis. Fazia umas caras de "eu lembro dessa tchia. Ela me fez dormir e me deu mamadeira. Ela tem fofinhos aconchegantes. Chega mais, Tchia Ticcia, chega mais". Maucisquinho com quase um ano. Benza deus, diz ao mais novo dos seis bisnetos a Vó Nininha, que dia 4 de dezembro faz 60 anos de casada (com o segundo marido), 12 netos, "e talvez algum tataraneto, já que o bisneto mais velho já tem quase 18". Vó Nininha que quer me casar logo. Eu falando em concurso - para quem sempre foi a minha mais entusiasta incentivadora - e ela vendo se arranja jeito de me darem o golpe da barriga. Vó Nininha à beira da contrariedade absoluta. Tu estás me achando velha, ou tá caduca, eu perguntei. Não, tô ME achando velha, ela respondeu, e quero ver teus filhos. Não bastasse 50% das minhas amigas estarem grávidas/parindo/segundo filho, até a Vó Nininha anda botando meu relógio biológico a despertar.
Comi quase um sachê inteiro de wiskas para gatinho.
Mas continuo fazendo muito fitz pra quem se aproxima, embora agora
esteja desmaiada dormindo.
Âpideite: Levei a fera à veterinária para ver como ela estava e está ótima. A veterinária ficou surpresa com a ferocidade da menina (uma diabinha da Tasmânia - quem olha não diz que ela vira um pequeno Fredie Krügger) e resolvemos deixá-la na clínica para fazer uma ambientação monitorada, com mais espaço, numa casa, etc. A própria tchia veterinária vai cuidar da adoção da filhotinha. Não achou recomendável que uma gatinha tão arisca fosse irmãzinha da Hildolina. Mas acho que Hilda ganha um irmão em breve. Gostei da experiência de um bebezinho novo em casa.
Assim que eu estiver menos estressada, Ticcia vai tirar uma
fota melhor pra mostrar toda a minha fofulência.
Minha mamãe gata deu cria em cima de um telhado aqui ao lado do prédio da Ticcia. Eu não sei bem como, mas caí num pátio e me perdi da minha mãe e meus irmãozinhos. Tentei de todas as maneiras subir de volta, mas não consegui. Minha mamãe também tentou me resgatar, mas começou a chover muito e não conseguiu. Era eu, ou meus irmãos, e mamãe teve que cuidar deles. Eu miei a noite toda chamando por eles, com muita fome e muito frio. A manhã também foi muito chuvosa e, apesar de quase todos os moradores do prédio ao lado terem me ouvido chamar por ajuda, ninguém fez nadinha por mim. Minto. Teve uma senhora que foi avisar a portaria do prédio responsável pelo pátio onde eu estava presa, reclamar que eu tinha miado tanto que ela não tinha conseguido dormir, mas ninguém tomou providência nenhuma. Então uma moça chamada Ticcia estava saindo para um concurso, muito cedo pela manhã e ouviu meus miaus desesperados. Ela não sabia de onde vinham, mas acabou fazendo a prova sem tirar a idéia de um gatinho filhotinho abandonado na chuva da cabeça. Então quando ela voltou pra casa, ela foi até o prédio, falou com o porteiro, acordou o síndico, descobriu aonde eu podia estar e me achou. Eu estava muito nervosa, sabem, muito mesmo. Isso de ter perdido minha mamãe e meus irmãos me abalou muito. Eu também não como nada faz um tempão e tava todinha molhada e com frio. Tentei esquartejar a Ticcia quando ela me pegou. Tentei fugir. Mas a Ticcia me colocou dentro de uma caixa e me trouxe para a casinha dela. Eu agora estou presa no banheiro. Aqui é quentinho, tem agüinha, leite, comidinha de bebê-gato, uns paninhos, uma bandeijinha com areia e a caixinha onde eu vim. Eu ainda estou muito assustada e tremo todinha. Veio uma gatinha aqui me olhar e eu fiz fitz pra ela. Ela foi embora. Acho que ela não sabe bem o que eu sou. Eu mio ainda, pra ver se a minha mãe me acha, mas acho que ela não vem mais. Às vezes a moça que me resgatou vem aqui me olhar um pouquinho e eu tenho medo, ameaço com dentinhos e garrinhas. Ainda não comi nada. Acho que eu só sei mesmo é mamar na minha mamãe, mas agora não tem mais mamãe. Quem sabe depois eu me acalmo, como um pouco e consigo descansar. Ainda bem que a Ticcia me achou, porque agora tá chovendo muito e eu acho que eu não agüentaria muito tempo no frio sem comida, não.
Eu sou branquinha, com uma manchinha preta na cabeça, outra preta e caramelo nas costas e meu rabinho é rajado. Será que tem alguém aí que queira me adotar de filhinha e ser feliz como a Ticcia é com a Hildolina?
Ass.: Gatinha sem-teto e ainda sem nome, hospedada no banheiro da Ticcia.
Helena, uma Frida, mandou as fotchenhas dela.
Como gorou a nossa Mean Despedida (chovia a bandeiras despregadas no Rio), a gente vê as fotas e mata as saudades daquele povo querido.
Vocês viram que tem lugar pra comentar lá nas fotchheeeenhas?
Enquanto isso, Mme está de volta ao lar, com uma gata grude 24h. Morta de saudades do Rio de Janeiro.
Calexico, o pai adotivo de Hildolina enquanto sua mamis está caindo no samba, informa que a mimosa já o adestrou totalmente. Ele já levanta às 8h para dar comida, abre a janela quando ela quer, serve de ninho para ela dormir à noite, fica sentado horas até que ela enjoe do colo e faz carinho na barriga quando ela deita e abre as patinhas. Já experimentou inclusive um arranhão enorme quando ela se assustou com um bicho voador. Aprovado, portanto.
Povos do meu Rio de Janeiro, tôcacordatoda. Quinta-feira tem Mean Samba na Lapa. O lugar é o Mangue Seco, na Rua do Lavradio. Vai Rolar Bossa do Samba, onde toca o excelentíssimo maridão da Patrícia do Rio e onde tem cachaça, cerveja, caranguejo, carne de sol, coisinhas delícia e onde, veja bem, eu vou cair no samba, ofiscorsimente, como diria Carla San, a síndica. A partir das 20h.
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MEAN SAMBA no MANGUE SECO
Rua do Lavradio, 23, tel. 3852.1947
Quinta-feira, 15, a partir das 20h.
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Chicão, o senhor está convocado. Não me faça perder a paciência com o senhor.
Na sexta teve samba de roda na Lapa. Um lugar chamado Beco do Rato. Teve sambista de sapato bicolor, um coroa de mais ou menos 150 anos, velha-guarda, que tava me dando a maior bola do mundo (mas não me tirou pra dançar) e teve uma certa gaúcha sambando bem bonitinho, viu? Teve, teve. Juro. Ganhou elogio e tuda. Nem parecia eu, ali, sambando faceirinha como se tivesse nascido passista. Paulinha ia ter o maior orgulhão. Não vou falar do pastel de angu do Beco do Rato. Não vou. A ênfase mesmo é o samba no pé da gaúcha dissidente, asilada, trocada na maternidade. Sábado teve feijoada do Mineiro em Santa Teresa. Com bonde. E domingo, almoço no Siri da Ilha, que ninguém é de ferro. Não comento o jogo com o São Paulo, mas deixo os parabéns pro Chicão pelo mengo, que ele merece.
Custa um samba, um samba e meio ou fechado aberto para balanço.
Amir e seu combinado de lascas de cordeiro e frango com babaganush e uma salada que eu não vou esquecer jamais. Lasar Segall em boa companhia. Feijoada na Academia da Cachaça. Cervantes e seu sanduíche de carne assada, abacaxi e queijo (com mostarda preta). Chope, antes, durante, depois. Uma tarde de compritchas na Visconde de Pirajá (Roberta me viu e não se acusou - que pena, perdi o meu melhor momento celebrity - ). O sol voltando. Ô vidinha mais ou menos, viu?
Amanhã nos encontramos no Odorico, povo? Tô morrendo de vontade de conhecer vocês ao vivo.
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MEAN HOUR - Dia 08/11, quinta-feira, a partir das 18:30, no ODORICO BAR
Rua Voluntários da Pátria, 31, Botafogo, lojas C e D, Rio de Janeiro, 2266-3773.
Estamos fazendo uma tentativa de conciliação de Mean hour. Vai levar a maioria disponível.
Quarta, quinta ou sexta?
Se for possível, semana que vem a gente marca outra mean hour priorizando a data melhor para os ausentes dessa semana.
(Não me enlouqueçam, faz favor que eu sou uma pessoa de vacaciones, vacations, férias, holidays ins.)
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GENTEM, ATENÇÃO! Convocação geral: novos e recentes leitores, gente mean e querida de todas as tribos.
Hora da gente tomar umas birinaites e comer uns belisquetes ao vivo.
MEAN HOUR: Dia 08/11, quinta-feira, a partir das 18:30, no ODORICO BAR
Rua Voluntários da Pátria, 31, Botafogo, lojas C e D, Rio de Janeiro, 2266-3773.
Cheguei e fui almoçar no Carlota. Uma travessa de rolinhos fantástica, alguns camarões crocantes do tamanho de pôneis, um risoto de presunto parma para fazer chorar o bispo e um suflê de goiabada com calda de catupiry (sim, eu precisava comprovar in loco que eu tinha feito direitinho a receita do livro da Carla Pernambuco - ganhei ótimo estrelinha) depois, recuperei completamente a minha fé em deus, na humanidade e na boa vontade entre os homens. Também decidi que quero morar naquela mesma rua, alguns metros à frente antes da esquina, em um prédio azulinho lindo. Já é um projeto. Cansada de tantos projetos e extenuada por ter reencontrado o caminho pela paz mundial, dormi. Acordei a tempo de não conseguir mais ingressos para ver Tropa de Elite no Xopim Leblon - onde provei sorvete Mil Frutas de chocolate branco com maracuja e cupuaçu (hosana nas alturas) - modos que fui obrigada (eu resisti muito, eu não queria, eu esperniei) a ir à Lagoa tomar caipirinha e comer espetinhos de tudo o que se pode imaginar no Palafita, com o Cristo por testemunha (estão notando como eu ando religiosa?). Fiquei lá, degradantemente estirada num sofazinho, bebericando, ouvindo Bebel, aquela coisa triste. Saí quando a chuva começou a pingar. O povo correu para se abrigar e nós rumamos calmamente pela chuva, contornando a Lagoa, aquele fresquinho, impavidamente para casa.
Hoje teve rua do Lavradio na Lapa com antiquários, petiscos e chope no Santo Scenarium, passeio pela Urca, Praia Vermelha, Glória. Um calorão que é uma benção completa. Descobri que eu quero ser vizinha do Roberto Carlos, morar ali na curvinha, perto da igreja, de frente para os barcos. Já é outro projeto. Infelizmente o pessoal que iria me levar ao ensaio da Mangueira ficou preso em Sampa, assim que à noite só deus sabe. Ou nem ele.
Anuncia-se uma gostosa chuva, que é a segunda coisa que eu mais adoro em lugar que faz calor: desculpa pra ficar preguiçando em casa depois de muito saracotear pelas ruas cheias de sol.
A impressão vivida em setembro (quando ao chegar na Cobal de Humaitá, não fazia menos de 18º e havia aquecedores a gás espalhados ao ar livre espantando o frio) de que eu sou uma carioca mandada por engano para a maternidade do hospital Fêmina é cada vez maior.
Atenção: Povo carioca, o findi está sendo dedicado às primeiras impressões e aos anfitriões, claro. Vamos combinar alguma coisa esta semana. Que dia e horário fica melhor para vosmecês? Nos comentários, s'il vous plaît.