09.10.2007

ácido acético sem balsâmico

E lá vamos nós de novo novamente, para mais um post cheio de entradinhas rápidas e saidinhas mais rápidas ainda!



Todos os anos me surpreendo gostando da primavera. Tem luz e vento e uma sensação de que tudo desperta de um certo torpor, um sonho acordado algo hipnótico. Paira no ar a sugestão de concretizar anseios até então somente sonhados. A primavera é a prova viva de que as coisas podem efetivamente vir-a-ser.

Aí, chega o verão, com o calorão, a umidade acachapante, o solzão torrando e o bafão quente no pescoço e lá se vai toda a vontade de vencer na vida.



Envelhecer, para a mulher, é ir paulatinamente amoldando-se à imagem da própria mãe. A rainha que você idolatrava (e invejava) na infância. A criatura desengonçada/gorda/desatualizada de quem você morria de vergonha na adolescência - ou a deusa que você odiava na juventude, por não conseguir equiparar-se a ela. A matrona cujas dificuldades e inseguranças você desprezou quando adulta jovem. A velhinha de quem você tem pena hoje em dia. Voilá. Ela é você amanhã.



Existe algum relacionamento mais cheio de ódio e de amor do que o das mulheres com suas mães e filhas?

Isso me enche de tristeza.



Ele me olhou ontem à noite com olhos insertos em pálpebras todas raiadas de vermelho, miríades de veias capilares arrebentadas pelo esforço físico desmedido. Um desenho que lhe contornava como uma máscara. Parecia um super-herói muito velho que tivesse passado tanto tempo com seu disfarce que praticamente o absorvera na pele.

Está sendo surpreendentemente difícil. E ainda é preciso sorrir durante o processo.



Hoje não tem sobremesinha para tirar o amargo de tudo o que foi escrito antes. Mas vá até o conversas furtadas, é por conta da casa.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 12:33 de 09.10.2007
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As cobras.


O Morro do Tempo e o Vento Levou.



Casablanca e Senzala.



O Pequeno Príncipe Maquiavel.



Demais. Daqui.
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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 11:33 de 09.10.2007
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À prova de qualquer coisa.


Argentina VIII

aquela anedota que nunca contei

a filha de diplomatas mongóis
era emotiva mas tinha grana
para comprar bons rímeis

então quando chorava
e os amigos acudiam

ela com as mãos abertas
como se o esmalte estivesse fresco
se abanava para secar as lágrimas

e repetia entre soluços
waterproof waterproof



Boa viagem, Angie.


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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:18 de 09.10.2007
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Zeno.


Eu gosto de hipopótamos. E você?

Atenção, Dr. Pinto, já soube que você levou Sra. Pinto e mini esquimó para se refestelarem com La Reina.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 08:51 de 09.10.2007
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