Misericórdia.
A pessoa cheia de coisa pra estudar, cheia de trabalho, toca o telefone e é uma moça do SBT querendo fazer a divulgação do programa Tentação, que vai ao ar aos domingos das 16 às 17h, em que
se você perde, você ganha e se você ganha, você ganha muito mais.
Agora me digam se não é um caso de ser possuída pelo demônio.
A exemplo da Criada no post abaixo, eu também tô c'a gota.
a insustentável chatice do ser
Tem dias que odeio *tudo* e *todos* e nem ao menos é um ódio ativo, como 'vou arrancar sua cabeça e sugar suas tripas'. É um ódio cheio de desprezo, é um 'não suporto nada'.
O mal-estar físico continuado, sem-fim-sem-trégua-sem-idéia-de-quando-vai-terminar, acaba com meu humor.
Quero fazer uma indicação imbecil típica de revista feminina. O desodorante Pearl Shine da Nivea. Ele simplesmente funciona a contento. Coisa que nenhum outro desodorante havia conseguido fazer em toda a minha vidinha. Não posso linkar o treco lá do site da Nivea, porque é pesado demais e O Computador (que já come salpicados) fica transtornado quando roda essas coisas Flash Player muito pesadas. Bem, tem uma Nossa Senhora Desatadora de Nós ao lado dele, para ajudá-lo nessa hora tão difícil. Inclusive a dele é maior do que a minha.
Para vocês verem que O Computador não tem uma vida fácil.
Procurando imagens do desodorante, descobri que NÃO É Pearl Shine, é Pearl & Beauty. Pearl Shine, ao que tudo indica, é uma coisa de passar na boca. Ainda bem que notei. Vocês iam ler e pensar "coitada, além de querer sentar no pudim ela passa um batom à guisa de desodorante e ainda se acha cheirosa". Um caso de senilidade precoce.
Taqui ó, o tal coiso, o
Pearl Beauty. Olhe bem pra carinha dele. Tem em tudo que é mercado, bodega, bolicho e pharmacia.
Confesso que olhei bem para a embalagem perolada cheia de fru-fru e brilhinhos e achei de uma frescura ridícula e absurda. O conhecimento de suas virtudes veio só quando, tomando banho numa casa que não era a minha, o frufruzento aí era o único desodorante disponível. Ó, tá vendo, a felicidade é feita de pequenos momentos que, por sua vez, são feitos de coincidências bestas.
Eu tô é muito sem saco, viu.
Não repare, não é nada pessoal.
Fico vendo essas revistas femininas (é, elegi as revistas femininas para odiar, é a bola da vez. eu leio e adoro, porque odeio. i LOVE to hate you, já diziam as titias do Erasure) e pensando na e(in)volução antropológica que se dessume das manchetes. Ganhei d'A Genitora uma revisteca nova que ela comprou porque tem a modela favorita dela na capa. Entregou-me dizendo que pensou que eu podia apreciar porque tinha dicas de coisinhas que ela sabe que gosto (tudo futilidade de mulé) e que ficou surpresa com as matérias. Tinha dicas do tipo "como evitar que suas fotos eróticas vão parar na internet". Como assim, fotos eróticas?
Cacildis. Ou eu estou muito velha ou as meninas de hoje estão muito burras. Entraram numas de que ser independente = dar para qualquer otário e ainda tirar fotos eróticas que fiquem sob a guarda do otário retro referido.
Ou então estar na boca do povo e em fotos eróticas é mais importante do que obter alguma real satisfação pessoal.
Fico mais alvoroçada com trocas de olhares do que com exibições narcísicas.
Já sei o que você vai dizer. Antiga. Ultrapassada.
Vou é aprender a fazer crochê. Um bom dia pra você também.