16.10.2007

infamidades

Então você pensa, vou fazer a 'tal coisa' que, afinal, a 'tal coisa' foi o que sempre realmente quis.

Aí, lá vem uma inesperada oportunidade de 'tal coisa'. Uma 'tal coisa' selada e encilhada, você vê o rastro de poeira muito rarefeita já se anunciando no horizonte. Agora, você tem que se apressar para pegar o jeito de 1) pular em cima de 'tal coisa', 2) conseguir se equilibrar e 3) não cair. Tudo isso sem matar 'tal coisa' no choque de receber seu inédito ser sobre si mesma.

Dá medo e preguiça, essa é que é a verdade.



A história da Chapeuzinho Vermelho é contada às avessas. É uma alegoria torta para que pensemos que se trata de alguma coisa freudiana, envolvendo despertares de jovens (se é que você me entende) e repressão. O que acontece na vida real é que de chapeuzinho subitamente nos tornamos a vovó, e é a vovó que engole a chapeuzinho inteira. A chapeuzinho fica presa e desesperada nas entranhas daquela mulher velha e desfigurada que não reconhece como sendo ela mesma, mas é.

A solução desse dilema autofágico é encontrar um lobo mau que resgate a chapeuzinho das entranhas da vovó - até porque a vovó sempre foi a chapeuzinho, e se você não entendeu isso ainda, desista. Importante: mantenha o caçador sempre BEM LONGE, ele só perturba tudo.



Tudo vai bem, mas tem uma coisa que sempre dá errado. Você diz, 'tá errado', você insiste, 'tá errado', você se desespera, 'tá errado e não agüeeento mais', ele vai lá e começa a consertar.

Aí você se aborrece porque não tem mais do que reclamar.

Vá entender mulher.



Escrevi todo um trecão desses salpicados que (infelizmente) está virando minha marca registrada e meu computador comeu. O computador, tão bonzinho, agora deu para se comportar mal.

Isso lembra uma história que ouvi (portanto, não sei se é verdade) de um advogado que teria comido a comprovação do pagamento que o advogado da outra parte teria apresentado. Pegou, arrancou do processo e comeu. Mastigou e engoliu. Tudo indica que o serventuário do cartório teve que certificar que "Dr. Fulano, de inopino, arrancou a guia XYZ, enfiou-a no orifício bucal, mastigando-a e engolindo-a rapidamente".

Quando eu era bem pequenininha, tinha fixação por comer papel. Já pensou a superutilidade que eu teria para esse escritório de advocacia? Quem iria desconfiar de uma menininha bem pequenininha? E perdeu-se mais uma possibilidade brilhante de carreira na vida da Dona Criada.



O aparelho de DVD lá de casa também não roda algumas coisas porque não quer.
Parece o sapo que mora na beira da lagoa e não lava o pé porque não qué.

Coisa boa essas prerrogativas dos DVDs e dos sapos, não? Também quero.



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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 21:46 de 16.10.2007
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Entulho.

Depois de ser cada vez mais freqüente eu locar DVDs e eles não tocarem no meu HT Sony, por motivos que predominantemente são "capítulo X de reprodução proibida", as moças da videolocadora me informaram que se o meu aparelho *é velho* - leia-se, se tem mais de 3 anos - isso vai ser cada vez mais comum, uma vez que as grandes distribuidoras estão colocando proteções e mais proteções para evitar a pirataria. Modos que, se eu quiser continuar podendo assistir filmes, eu que compre outro aparelho, pois, afinal, HT hoje está tão em conta, néam?

Sim, eu poderia comprar um DVD Player e ligá-lo ao receiver do HT, mas suponho que a perspectiva seja de que daqui a 10 anos a sala esteja tomada por pilhas de equipamentos conectados uns aos outros.

Ódia.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:18 de 16.10.2007
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Relatos do brejo.

Bom dia senhoras e senhores,

Para variar um pouquinho, chove a cântaros na capital da província de São Pedro. Durante a madrugada houve um trovão que poderia ter incitado pessoas a refugiarem-se em abrigos anti-aéreos. Apesar de estarmos adentrando a segunda metade de outubro, a temperatura segue em alguma coisa abaixo de 15º e o povo portoalegrense começa a desenvolver guelras e membranas entre os dedos. A previsão aponta para o cessar da chuva, mas alerta que as madrugadas/manhãs seguem frias. As pessoas (eu) precisam estudar e, apesar disso, os dias seguem com caras que variam de bolinho de chuva com chá de maçã a chocolate quente e cobertor de orelha. E a pilha de livros já poderia matar soterrado um pequeno exército.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 08:17 de 16.10.2007
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PÁRA TUDA!

Aqui ó, você já fez o curso da Fal de Arte na História? Não?

Vai por mim, meu filho, garanta alguns momentos de leitura deliciosa, cor, sabor e regozijo na sua vida desgraçada e cheia de conta pra pagar e de quebra aprenda alguma coisa que preste lendo algo de contiúdo e beleza. Sério. Eu fiz. Sou da primeira tchurma (lá se vão anoooooos) e volta e meia eu leio de novo aquela belezura. Eu sei, eu atesto, eu agarantio. Eu chorei de rir, eu me diverti e a Falzica fez entrar um tantico luminoso de cultura nessa minha alminha de trevas, descrença e inguinorança estética.

Manja só a diliça do troço:


ARTE NA HISTÓRIA

Aula I
Arte. Que é isso?
Algumas teorias sobre o surgimento da arte.
Pedra lascada, pedra polida.
A vida como nós a conhecemos: as primeiras civilizações
No princípio era o verbo
Dos tijolos sumerianos aos jardins suspensos da Babilônia, passando pelos gatinhos do Egito.
On números da Maloca
Tantos povos, tantas histórias: persas, minóicos, micênicos, hititas, lídios, medos, dóricos fenícios, cartaginenses e, ufa, hebreus

Aula II
Se oriente rapaz I: China e Índia
As crianças da Grécia
Os geniais etruscos
Roma e a não-arte

Aula III
Balaio de gatos: bárbaros germânicos, arte românica, gótica e a Idade Média
Construindo catedrais com a Ana Paula
Se oriente rapaz II: Japão

Aula IV
Humanismo
Grandes navegações: o mundo diminui
A terra é mui graciosa, tão fértil eu nunca vi
Apertem os cintos, o Papa sumiu

Aula V
O barroco francês, Rembrandt, Bach e outras coisas do século XVII que fazem meu coração sorrir
Bebendo café com o Mauro

Aula VI
Carneirinho, carneirão: o Arcadismo
Born in the USA
Eu sou Napoleão Bonaparte
Linha de montagem

Aula VII
Vizinhos Reais
Noutras palavras, sou muito Romântico
Romantismo Português, ó pá!
Eu te amo, porra! - Romantismo no Brasil
'Sua mãe pode até descender dos macacos, mas a minha não'

Aula VIII
A vida como ela é: O Realismo
A Natureza é tão natural
Simbolismo
Lerê Lerê
República ou morte
Impressionante
Freud, explica!!

Aula IX
Século novo, vida nova
Espartilhos e grandes bigodes: a Primeira Guerra Mundial
Futurismo, cubismo, dadaismo: é ismo que não acaba mais
Modernismo: Brasil e Portugal
Derretendo relógios
Fazendo moda, fazendo arte
Nós cantamos na chuva
A Segunda Grande Guerra
Baby boom
O anjo pornográfico

Aula X
Flower Power, o passaporte pra revolução
As veias abertas da América Latina
Coca-cola é isso aí: a publicidade e o divino, e as malas da Carla San
Moda, cinema, literatura, poesia, arquitetura, teatro, pintura, escultura, publicidade, rádio: stress puro ou seu dinheiro de volta.
O Havaí seja aqui : internet, a nova arte e o diário coletivo
De volta à pintura de paredes: os novos urbanos


Peça informações aqui: artenahistoria@gmail.com
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:01 de 16.10.2007
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