Não perca a compilação de Mr. Cafeína desta sexta-feira.
Baixe, grave e escute Carpenters a todo volume o final de semana inteiro.
É garantia de alminha lavada, enxagüada, alvejada, talqueada e perfumada.
- Eu sou um perigo solta numa papelaria, mas depois fico tãããããão feliz com meu material escolar noooooooooovo! Agora tenho um grampeador tão micro que a Hildolina conseguiria engolir sem muito esforço (deus nos livre). E canetas coloridas. E canetas marca-texto. E canetinhas. E clips de vários tamanhos e várias cores. Marcadores de páginas. Post-its.
- E comprei uma montanha de rosas no semáforo. Muitas. E orquídeas. Casa florida são outros 500.
- E tem sabonete novo de bergamota. Hooooooras no banho.
Dia de confusão mental (eufórica-preocupada-feliz-histérica-triste), cansaço, cólica.
É o corpitcho pedindo um tiquim de ritmo constante e rotina.
Escutemo-lo.
A Carol W. está fazendo uma rifa da escultura Pensamentos - que é das coisas mais lindas, encantadoras, mágicas e incríveis do mundo. Eu fiquei HORAS olhando cada detalhezinho dessa Maria Antonieta que tem uma sala de piso preto e branco dentro do cabelo que dá para uma janelinha onde ela mesma espia para o lado de fora. Incrível. Olha lá nas fotas. Medidas da escultura (altura x largura x profundidade): 1,03m x 0,72cm x 0,52cm.
A rifa tem 999 números a R$10,00 cada. Inacreditável ganhar aquela peça magavelololosa por déreaus.
Parte do valor arrecadado vai ser doada para o Abrigo João Paulo II, que tem um sítio como uma de suas sedes, onde as crianças e jovens brincam, estudam e aprendem atividades que poderão os tornar profissionais como padeiro, marceneiro etc. Acesse esse link para conhecer mais.
O resultado da rifa será baseado no resultado da Loteria Federal do dia 10/11/07.Ganha quem tiver escolhido os 3 últimos números do bilhete do 1º prêmio sorteado pela Loteria Federal.
Se você quiser participar, faça o seguinte:
* Escreva para a Carol (wcarolinaw@yahoo.com.br) dizendo os números que escolheu e ela passa os dados da conta;
* Ou compre números da rifa em um dos seguintes lugares (em Porto Alegre):
Pó de Estrela: Alberto Torres, 228
Mundo Arte Global: Protásio Alves, 2876
Restaurante Al Nur: Av. Protásio Alves, 616
Loja do Margs: No Margs, Praça da Alfândega s/n
Casa de la Madre: 1º andar no Moinhos Shopping, Olavo Barreto Viana, 36
Beatnik: Galeria Champs Elysees, 24 de Outubro, 435, loja 21
Calorzinho: bão.
Roupa leve: muito bão.
Ar condicionado na posição nevasca naquele inferno de prédio que não tem como diminuir a graduação: ruim.
Sair da geleira para o calorzinho gostoso: muito ruim.
Sinusite a millhão: péssimo.
Pra lista de remédios toda tem Cardermast.
Eu amo a Tati, eu amo a Tati, eu amo a Tati.
E eu amo a Letícia, que foi quem me mandou a Tati.
E eu amo a minha casinha pós-Tati, a babá do lar perfeita.
Vó Nininha andou fazendo arte. Tá de bracinho quebrado. Fim de semana tem Satolep. Satolep com sinusite = suicídio. Mas Vó Nininha merece mimos. Viva Tylenol Sinus, Alegra D e Nasonex.
Hildolina amou muito a peça da Carol W. Senta ao lado e faz pose, parece que tá dizendo: sou eu aqui, ó que arraso. Eu morro de rir e dói a cabeça.
1. Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
(Clarice Lispector)
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2. Separada do marido diplomata, Clarice Lispector volta a morar no Rio e, num exercício de sobrevivência e afirmação literária, retornou à antiga profissão de jornalista. Aos desapontamentos editoriais, acrescentaram-se as humilhações jornalísticas. Em troca de magras remunerações, espalhava os seus textos em vários jornais e revistas. Por certo tempo, foi cronista do Jornal do Brasil, que a demitiu sumária e implacavelmente, sob a alegação de que as suas crônicas não tinham leitores. Na redação da Manchete, vi, uma vez, um de seus trabalhos (ela entrevistava personalidades e celebridades locais) ser recusado pelo diretor Justino Martins, o qual, para estimulá-la a ser mais produtiva e competente, a aconselhou a atualizar a sua agenda sexual. E Clarice, vítima recente de um acidente doméstico, ponderou-lhe, com a sua voz gutural de gaivota no mormaço, e numa humildade que correspondia a sua penosa rendição à miséria da vida: 'Não posso transar com ninguém, Justino. Tenho o corpo todo queimado.'
IVO, Lêdo. "Confluências". In: Cadernos de Literatura Brasileira - Clarice Lispector, São Paulo, Instituto Moreira Salles, 2004, pp 47-50.
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3.
Tanta coisa acontecendo dentro que anda impondo-se uma certa mudez. Perdoem esse tão pobre quanto humano balão de ensaio emocional.
Obrigada a querida Ana Cristina V., pelos textos da Clarice.
Carol W., a maga do papel machê, está expondo no Restaurante Al Nur, Protásio esquinda D. Leonor, até 10 de outubro. Não percam, não percam. Vão conhecer a Maria Antonieta, a Dama dos Gatos, o Marquinhos, o Astronauta, a Nuvem Passageira, a Menina que come corações, a Grávida LINDAAAAAAAA, todos os amigos imaginários que a gente tem e a gente é e que a Carol deu forma, corpo, cor e alma.