30.06.2007
aniversário arts and crafts
As coisas mais bonitas, é ela quem faz. Aquilo que você nunca pensou que pudesse existir, ela inventa. As combinações de cores que você nunca concebeu, ela executa. As coordenações de estampas que você jamais imaginou, ela faz funcionar.
Nascida para criar, a moça, não feliz em produzir uma miríade de objetos de arte para alegrar um mundo cada vez mais cinza, recebe e acalenta cada uma de suas amigas e clientes com o conhecimento inato de quem enxerga além das aparências. É por isso que o trabalho dela não tem somente beleza exterior: tem beleza no conteúdo, fazendo cada pequeno detalhe de cada peça ser único e insubstituível.
Nesse dia feliz, celebramos o fato de que ela existe e está entre nós, trazendo beleza e amor para dentro de nossas vidas e mostrando que a doçura é, sim, possível.
Parabéns, Reina Madre Denize! Que seja longo seu reinado sobre a terra.
Com todo o carinho de Madame, Criada e Habitués de Madame.
29.06.2007
momento bafão - editado
Para quem gostou do texto
a arte da espera, também vão gostar muito do texto
aprendendo a cada dia..., de Anguizinha.
Sim, é plágio. Descarado.
UPDATE: post editado porque o texto foi retirado pela moça, que pediu desculpas. Desculpas aceitas.
Anguizinha é artista gráfica, e o trabalho dela está aqui:
flickr,
fotolog e
blog. Lembrem-se, se gostarem de algo e quiserem copiar, copiem citando a fonte.
perguntas sem fim
Notícia de hoje em site jurídico:
caso de travesti que foi expulso com certa truculência do shopping center por utilizar o toillette feminino com a porta entreaberta.
Lendo a matéria, pensei que todo o imbróglio não teria acontecido se a pessoa tivesse fechado direitinho a porta do reservado. Mas o fato é que não fechou e o imbróglio aconteceu. Isso leva a uma série de indagações:
--> se fosse uma mulher, e não um travesti, teria causado tamanha comoção o uso de um reservado com porta entreaberta num toillette público?
--> considerando que a pessoa é um travesti e que isso é expressão de sua personalidade, deveria ter utilizado qual toillette? seria mais adequado o toillette masculino, por compatível com seu aparato íntimo, ou o feminino, por compatível com sua aparência física?
--> considerando que o comportamento socioafetivo feminino da atualidade acarreta que grande parte das mulheres já tenha visto os aparatos íntimos masculinos, qual teria sido, afinal, o grande choque das freqüentadoras do toillette feminino ao deparar-se com uma portadora de aparatos íntimos masculinos? será possível que acreditavam-se na iminência de sofrer uma violência íntima?
--> considerando que os shoppings centers mantém uma relação regida pelo código do consumidor com seus freqüentadores, o fato, presumivelmente não negado, da expulsão da pessoa queixosa, não estaria sujeito à inversão do ônus da prova?
--> considerando que a pessoa queixosa foi sincera ao declarar que é 'uma mulher disfarçada de homem no carnaval da vida', o que é compatível com todo o sucedido, por que sua declaração foi entendida pelo magistrado como algo que lhe retiraria potencial direito à indenização pelo tratamento ofensivo?
--> considerando que a pessoa poderia ter tomado o cuidado de fechar a porta do seu reservado, especialmente porque se sabe portadora de um aparato íntimo masculino a utilizar um toillette feminino, teria procedido de forma intencional, de molde a causar rebuliço?
Deve haver várias soluções hipotéticas aplicáveis ao caso, conforme se atribua um peso maior ou menor a cada uma das circunstâncias. Mas não vejo como qualquer delas possa perpassar pelo entendimento de que não há dano moral em decorrência do fato de ser 'uma mulher disfarçada de homem'.
Até porque - fiquem com essa última pergunta: se fosse um homem 'disfarçado' de homem que adentrasse o toillette feminino, teria a reação das freqüentadoras sido tão escandalosa? E teriam os seguranças sido tão indelicados?
MM's Tips da Ticcia.
Semana de três júris, já vai tarde.
Mimo da manhã: bola de pêlo da Doda, que depois devorou meia orquídea. Ela faz nojinhos, mas é inegável que tem classe.
Tati, a melhor babá de lar ever, esteve aqui ontem. Eu quero casar com ela.
Passei o inverno todo procurando um certo tipo de casaco. Ontem entrei numa loja e encontrei DOIS. Um mais lindo do que o outro e totalmente diferentes. Empreguei a minha teoria a respeito das coisas cujas quais não esqueceremos jamais (vale para casacos, cadeiras, relógios, brincos, pandas e etc.): tomei pra mim.
Bom dia para vocês.
28.06.2007
a arte da espera
Nelson Rodrigues já sabia. Escreveu milhares de milhões de vezes sobre o assunto, com miríades de personagens diferentes: você, mulher linda, forte, independente,
witty, inteligente, prepare-se: pois você vai encontrar duas mil dúzias de dezenas de sujeitos que vão lhe olhar e não vão lhe ver.
Eles virão, um por vez ou em hordas, e se encantarão com alguns ou todos os seus múltiplos encantos e deles fruirão, até descobrirem que (1) você tem muitos encantos MESMO e passarem a crer piamente que não são capazes de corresponder à altura, sentindo-se como malabaristas iniciantes que precisam fazer um número complicado com doze peças de cristal boêmio sem quebrar nenhuma, ou que (2) sentem-se burros ao seu lado porque você realmente é inteligente e, em vez de partilharem disso e admirarem isso, dão no pé no intuito de encontrar uma mulher 'menos complicada'.
(claro, tem aqueles que acham o máximo você cuidar da sua vida e resolvem que você pode cuidar da deles também, por que não? e pulam no seu colo como gigantescos bebês superalimentados. não é a mamãe, rapaz, você errou, e esses estão excluídos do objeto do texto porque eles olham, vêem e resolvem ficar com você pelo motivo equivocado.)
Num mundo onde historicamente a mulher tem que fazer mais força do que o homem para atingir seus objetivos, se não pela discriminação externa, pelo acúmulo de funções que nos é imposto e que aceitamos como natural - profissional, mãe, dona-de-casa, bonitona, atualizada e
cool, preferentemente todas na máxima potência -, é compreensível que as mulheres adotem a máxima do 'se me esforçar bastante, eu consigo'. Estamos enganadas. Nesse afã de tudo fazer para de tudo dar conta, não percebemos que a melhor tática para encontrar um parceiro que faça jus ao nome é parar de procurá-lo, de 'lutar' por ele, de 'investir na relação'. Se o sujeito tão interessante precisa de marca-texto e lupa para ver suas qualidades mais gritantes, parta para outra: ele
não vai aprender,
não vai se sensibilizar,
não vai mudar. E talvez - apenas talvez - ele pareça tão interessante exatamente porque não tem a menor condição de realizar a grande mulher que você é ou pode vir a ser. Sim, nós, mulheres da atualidade, somos peritas em auto-sabotagem.
Por isso, a sugestão é seguir o
Postsecret acima: espere. Você dirá, "como assim, ESPERE?!?!" É isso mesmo, espere. Não uma espera passiva, sentada com cara de cachorro que lambeu graxa. Não somos todas extremamente ocupadas? É o trabalho, o curso, a faculdade, a pós-graduação, a ginástica, o pilates, os livros para ler, os filmes para ver, os amigos, os dois mil e vinte projetos pessoais que não mexemos mais por falta de tempo. Vamos nos ocupar das nossas coisas, colocar energia naquilo que depende exclusivamente de nós. Pois, pode notar: uma pessoa produtiva e positiva atrai outras pessoas igualmente positivas e produtivas. Sim, nós queremos pessoas positivas e produtivas, nós não nos enganamos mais pensando que podemos mudar alguém (armadilha nº 1 do gênero feminino), já descobrimos que as pessoas não mudam, elas só ficam mais e mais idiossincráticas - em outras palavras, aquilo que a pessoa tem de ruim só tende a piorar.
Esperemos, pois. [Mas sem esquecer de olhar para o lado, de vez em quando, e dar aqueeeele sorriso.
You never know.]
In other words.
Baby, kiss me.
27.06.2007
Ué, ué, ué
Tinha programado os posts para entrar ao meio-dia. Mas desprogramei.
Pelo motivo simples do seguinte: se você for um leitor atento, perceberá que o magnífico super-über post ninja de aniversário em homenagem a esta Criada que vos fala entrou no ar pouco antes do meio-dia.
Francamente, depois daquilo não dava para postar mais nada o dia todo,
period.
(
!!!)
Sendo assim, desabilitei tudo - e como não sou hábil e não sei desabilitar coisas, o que fiz foi apagar os *pôustes* de terça e quarta. De modos que hoje, só amanhã.
Esse é um post sem espaço para comentários.
Warm Tips da Ticcia.
O aquecimento do prédio onde eu trabalho não está funcionando e a a previsão de máxima para hoje são 14º. Tendo em vista que ontem eu tive febre, que a minha garganta f*deu, que eu tô com cólicas e que parece que meu rim velho de guerra resolveu mostrar que anda descontente, decidi levar um dos my private very own esquenteitor tabajara. Se não deixarem entrar, vai dar morte.
Tão perfeito que nem camisa pólo estraga
Enquanto isso, café fresco, pão sovado e manteiga.
Alguém aí já teve aula com o Pablo Stolze? O melhor professor que eu já tive. Que maravilha.
Falando em maravilha, amar é avisar que tem Na Trilha da Fama no People & Arts com Denzel Washington (hoje à noite). Bora lá babar feito uma São Bernarda.
Segunda à noite, a moça ruma à analista, parada de carro no semáforo, passa uma criatura vestida de PANDA. Assim, do nada, roupa de panda apeluciada, cabeça de panda, tuda. Eu não sei se deus joga dados, mas que bebe e fuma de vez em quando eu não tenho a menor dúvida.
What a swell party this is.
26.06.2007
Happy Birthday para a Criada!
Hoje está de aniversário a inigualável, a estupenda, a inenarrável, a incomparável, a substanciosa, a transbordante, a querida, mimosa, quentinha, dengosa, surpreendente
Criada de Madame.
Ela tem referências de carreira diplomática, um olho pra moda e estilo que não se aprende em nenhum curso em Milão, conhece os meandros da alma humana (também e principalmente os mais terríveis), nasceu elegante, orgulha-se (e faz bom uso) de cada milímetro do seu corpo, usa adjetivos que fariam marejar os olhos do Dr. Houaiss (e os meus, ao constatar que ainda existem seres que sabem usá-los com propriedade). Mas o mais bonito é que, ao contrário de muita gente que tem tanto café no bule quanto ela, é de uma simplicidade que não ostenta, convida, que não tem um pinguinho de arrogância, que faz a gente achar que também pode. Ela escreve num andar acima, mas nos olha acolhedora e nos faz crer que podemos chegar lá segurando sua mão.
Feliz aniversário, Criada. É um prazer estar perto de você.
Diga-me com quem andas e siga sendo quem és.
Há um filme bestinha chamada Noiva em Fuga (Roberts/Gere) que tem uma cena genial e antológica. Tá lá a moça que já abandonou vários pretendentes no altar dizendo que nesse tempo todo nunca soube como ela realmente gostava do seus ovos no café da manhã (dos de galinha). A cada namorado, ela aderia ao gosto do freguês: mexidos, fritos, cozidos, moles, gema dura, etc. Pois é. Um belo dia alguém lhe pergunta como ela gosta dos ovos e ela... não sabe. Grande risco esse, não é mesmo?
Quanto de nós somos nós mesmos e quanto de nós é a absorção do outro? Até que ponto vai o mimetismo de amor, tão docemente retratado pelo poetinha? Será que nos basta sair com a roupa combinando? Ou será que a cada relacionamento nos metamorfoseamos no par ideal de vaso do eleito? Claro que somos o resultado de um pouco de tudo que vivemos e que há na paixão e num novo relacionamento uma oportunidade ótima para que tomemos contato com uma outra concepção de mundo, valores, prioridades, hábitos, rotinas e possamos aprender com isso, experimentar, provar, crescer, enriquecer, mas há também um grande perigo de abandonar seu esboço de vida e atender ao apelo irresistível de fagocitar tudo do outro, porque o outro é lindo, o outro é belo, o outro é technicolor, o outro é vibrante, o outro é interessante, o outro é melhor (o outro é a idealização do outro e dele mesmo). Quem nunca fez isso que atire o primeiro ovo podre.
Mas há casos extremos (e ridículos). Há quem perca completamente a identidade e se transforme num suposto par ideal do seu benzinho. Chegar a ser engraçado a moça que namora um velejador e já não tem mais direita e esquerda, tem boreste e bombordo, só tira férias onde tem praia e vento e abomina qualquer coisa que não exija FPS 60 e pés na água. Ainda mais risível quando o mais perto que tinha estado do mar foi uma piscina de ondas na Disney. Ou aquele que namora uma professora de violino, que lê a história da ópera em 12 lições e sai por aí criticando tenores, falando com pseudo propriedade de peças que ouviu duas vezes, tecendo impressões sobre orquestras, solistas, maestros e montagens que ele viu em DVD. MenAs, menAs. O que é isso? Vontade de agradar? Companheirismo exacerbado? Peloamordedeusmeame eumereçoeuquerotanto olhacomoeudouconta? Uma profunda insatisfação com suas próprias referências ou a total ausência/desperzo por elas? Você não sente um desespero silencioso no ar quando vê uma situação dessas? Não sente aquela vergonha alheia?
Tenha sua vida. Tenha seu gosto. Tenha suas referências. Tenha seus valores. Ainda que simplórios, ainda que humildes, ainda que pobres, ainda que completamente diferentes. Só os seus valores vão funcionar para você. Orgulhar-se deles, ver beleza neles, amá-los e fazer deles você mesmo é o que faz a diferença entre o genuíno e o falso, entre o autêntico e o patético, entre o elegante e o abjeto, entre quem pode crescer e quem vai fazer de conta pelo resto da vida. A gente só é verdadeiramente amado por aquilo que realmente é. Até porque logo, logo o velejador vai se apaixonar por uma dançarina de rumba que não diferencia uma maratona de uma regata e a professora de violino vai achar uma criatura que se interesse por algo que não seja ela mesma, enquanto o ser mimético vai se descabelar pensando o que diabos foi que ele fez de errado.
25.06.2007
Mix Tips da Ticcia.
Sexta, 30º. Segunda, 6º. Ticcia, 38º (de febre), claro.
Ganhei um sobrinho felpudinho (ói ele aí ao lado). O nome dele é Teo e é beijoqueiro, mimoso e inteligentíssimo. Hildolina discorda veementemente e refugia-se nas alturas. Quer deixar claro que o primo não é do mesmo nível, suponho.
O promotor da 1ª Vara do Júri é parecido com o Tony Soprano. Não podia imaginar nenhuma coincidência melhor.
Experimente ser funcionário público. Experimente trabalhar em algum órgão do governo que arrecade. Experimente ouvir 50 vezes por dia uma criatura após a outra após a outra falar em Renan Calheiros. A minha vontade é fazer uma explanação detalhada a cada um dos distintos cidadãos sobre a diferença entre ser eleito pelo povo - no qual ele mesmo se inclui - e que fez o favor de eleger Clodovil, Collor, Frank Aguiar, etc., e se esbudegar estudando para passar num concurso público. Entre os pontos estaria, claro, que o Renan não tem que ouvir impropérios de cidadãos indignados. Pensando bem, a minha vontade não é essa. Mas pronto.
Let's face the music and dance.
Ritorna
Voltamos à programação normal depois de um período de doença, surto inferno-astrálico e fúria contra a crise aérea.
Os posts da semana são escritos em lote e pré-programados para entrar ao meio-dia. Pode ter muita notícia velha. É o preço de viver uma vida ACME - nesta semana, sem auxílio externo, pois que auxiliares externos estão viajando e voltam somente sexta. Solidarizem-se, pois, e aguardem a semana que vem.
Em fins de 2005, senti uma febre de estampa de oncinha.
Junho de 2007: vê-se estampa de oncinha para todos os lados.
Em fins de 2006, cortei os cabelos chanel assimétrico.
Junho de 2007: todas as celebridinhas usam chanel assimétrico.
Atenção, estilista, lojista, industrial de consumo: cobro baratinho comparado com outros antecipadores de *teindêincia* por aí.
Não vi e já recomendo:
The Painted Veil, que ganhou o ridículo nome de 'O despertar de uma paixão'. Deve ser um filme lento, o que acredito será compensado pelo fato de ser uma lenta espiral de degradação retroalimentada (expressão que não é minha, é do Mércio).
Adoro filmes com tudo se despedaçando e sucumbindo.
A vida como ela é.
Está frio, mas não parou de chover. Supostamente, amanhã chove de novo. É. Parece política: você não terá o que quer, tampouco deixa de ter o que não quer.
Amarga, não é? Mas comi um pouco de leite condensado. Vamos ver se melhora.
No mais, uma boa semana para todos, e não deixem de conferir o
Postsecret.
Até amanhã!
Muito raramente.
Às vezes é Hildolina, às vezes é um telefonema, uma SMS, às vezes é um mail com uma tirinha fofíssima dessas. Obrigada, Alex.
24.06.2007
A felicidade é uma gota de orvalho numa pétala de flor (e vai a pé).
Passagem para Buenos Aires: 600,00 reais e três gols de tristeza.
Ingresso para a final da Libertadores: 180,00 reais e dois gols de tristeza.
Dois na cola do Colorado, de Tríplice Coroa e tudo, em pleno Beira Rio: não tem preço.
Pra todo o resto tem Cardermast e ano que vem.
Obêésse: Um abraço solidário ao companheiro Dida, já que o Naútico também acaba de tomar dois do Goiás nos Aflitos. Força aí, irmão.
23.06.2007
Sem dacta e sem noção
Escrevi sobre a discrepância que venho notando entre a minha noção de "noção" e a noção que terceiros têm de "noção".
A crise no setor aéreo fornece farto material para isso.
Veja o
texto das últimas notícias da UOL, trechos reproduzidos a seguir, em itálico:
"Os controladores de vôo que trabalharam no turno das 22 horas de sexta-feira às 7 da manhã de hoje foram convocados a permanecerem no Cindacta-1, cumprindo novo turno de trabalho.
(...)
A Aeronáutica assegura que, em momento algum, a segurança dos passageiros será afetada por este tipo de medida."
Depois de trabalhar nove horas - com ou sem intervalo? não sei. quem fica monitorando os controles de vôo enquanto tiram o intervalo? eles comem um sanduichinho olhando para a tela e autorizando pousos e decolagens com a boca cheia de pão e salame? voltando - no mais-que-exaustivo horário das dez da noite às sete da manhã, as pessoas que desempenham um trabalho que requer uma atenção absurda alerta constante vão dobrar o turno. Não sei você, mas não consigo trabalhar nove horas - com ou sem intervalo - e depois mais nove, com a mesma atenção. Aí afirmam peremptoriamente que EM MOMENTO ALGUM a segurança dos passageiros será afetada por esse tipo de medida. É, acho que eles de fato não comem o sanduichinho. O que dá um total de dezoito horas sem comer.
"Como o pessoal que está trabalhando agora ainda que não tem o hábito de operar tantas aeronaves como fazem os controladores habituais da área, eles controlarão menos aeronaves, o que poderá provocar demora na liberação de aviões. Mas, em momento algum, haverá paralisação do tráfego aéreo, garantiu o órgão, que espera retomar a normalidade do fluxo aéreo aos poucos."
Não entendi. Se controlarão menos aeronaves, o que poderá provocar demora na liberação de aviões, como é que não haverá paralisação do tráfego aéreo? A paralisação devida ao congestionamento não é o que acontece quando vai havendo menos vazão de fluxo, o que por sua vez vai diminuindo o fluxo até estancá-lo?
Se não podem convencer-nos, confundem-nos. Só pode ser isso.
22.06.2007
resmungos
estoudoentehádiasnãoconsigodormirnãoconsigocomer
corpotododóiafebrenãobaixanunca
temquetomaressaazitromicinaquetrancanagargantaquejáestáinchadadescelixandotudo
sedenãopassabocasecatodotempocabeçaparecequevaiexplodir
viveréumsacotenhomilhõesdecoisasparafazereestoutrancadaemcasa
vagandocomoumamúmiaesuandomuito
21.06.2007
o preço do sucesso
O Ministro da Economia, Guido Mantega, nega a existência de caos aéreo no país e atribui as atribulações nos aeroportos ao bom momento da economia brasileira, a que denominou
'o preço do sucesso'.
Com esforço e dedicação, vem o sucesso. A questão é se o destinatário está preparado para ele:
empresa que vem despontando na liderança do setor aéreo demonstra ser uma bagunça e
cria bazófia na vida das pessoas.
Fico me perguntando que raio de empresa aérea é essa que os Ministros de Estado usam, que os deixa tão otimistas, alegres, revigorados. Também quero viajar usando os seus serviços, de preferência antes que se tornem um sucesso.
Desesquecer para lembrar.
Às vezes eu quase esqueço, quase esqueço dentro, quase esqueço num canto, num escuro, num esconderijo, longe dos olhos de mim mesma, longe de minhas próprias mãos, longe da luz clara da consciência. Às vezes eu quase esqueço, quase desaprendo, quase perco de mim, quase permito escapar esse movimento lento e preciso, esse rondar manso, esse entardecer do corpo, essa torpeza delicada e quase triste, que é um contentamento mudo, um fervilhar oculto, um secreto ardor de estar realmente viva. E então retomo a mim, como quem volta à casa fugidia e, no entanto, à única propriamente dita, e refaço, grata, um a um os passos que dei a teu lado rumo a mim mesma, e encontro, farta, a mesa posta das nossas alegrias.
E por falar em feliz.
Reuters
Gentileza de Gilda, minha cabeleireira*, que sabe como ninguém deixar uma panda feliz.
*Eu imagino Gilda, ocupadíssima no início da manhã (filas e filas de clientes, agenda lotada de escovas progressivas, luzes, cortes, relaxamentos de ondas, telefone tocando, gente chamando), arrumando tempo para me mandar uma foto cheia de fofice dessas. Que mimosa, Gilda, que mimosa. É por isso (também) que eu te amo.
Atenção, povo!
A Regina, da
Delas Web Radio, de BH/MG, avisa que
foi transferido para 3ª feira, 26, às 11 da manhã, no Blog Tracks, o programa sobre blogs com o
Não Discuto. Vão falar sobre o blog e tocar músicas que o blogueiro (no caso euzinha) curte.
Semana que vem eu lembro vocês.
Sobre ontem à noite.
O que me resta dizer (e ter esperanças) é que infeliz no jogo, feliz no amor.
A Cultura do Ódio
Passa alguns minutos da meia-noite e a cidade está ruidosa. Na decisão do jogo de futebol entre um dos principais times do estado e um de outro país, a vitória do estrangeiro é quase certa. Isso alegra em muito os torcedores do outro principal time do estado, que rivaliza antipodamente com esse que agora joga contra o estrangeiro.
Existe a cultura do 'secar': dedicar seu tempo e energia a posicionar-se de modo a assistir ou, ao menos, a ouvir o jogo, fazendo uma contra-torcida a um dos times em campo. O 'secador' não precisa gostar do time adversário àquele que 'seca', podendo inclusive desgostar abertamente: o prazer do 'secador' não é a vitória do seu time, mas a derrota do adversário, com o que sequer concorreu. 'Secar' é algo intensamente disseminado na cultura futebolística, porque extremamente competitiva. No colégio, aprendem-se as primeiras lições de 'secar' o adversário em qualquer situação e implicar com os colegas que torcem para os times adversários sempre que possível. Nada mais natural: colégios são ambientes naturalmente competitivos, cheios de jovens que borbulham hormônios.
O inconveniente é que o mundo vem ficando cada vez mais abissalmente competitivo, exponencialmente e à velocidade da luz. Os postos de trabalho escasseiam, os salários perdem poder aquisitivo, os preços disparam e a frustração aumenta. Frustradas por um sistema que exige muitíssimo para dar pouco em troca, as pessoas passam a acumular raiva, porque não podem manifestá-la contra o que as oprime. Muitas vezes, porque o sujeito opressor é difuso ou indeterminado - é um conjunto muito amplo de fatores que envolvem milhares de microdecisõeszinhas de milhões de pessoas, gerando um efeito cascata que desaba na sua cabeça como uma melancia jogada do quadragésimo sexto andar. A ira fica toda guardada, estocada, comprimida, num estado nitroglicerínico, até que acontece o evento desopilador: a partida de futebol.
Turbinados pela fúria, para muitos não basta mais 'secar' na mesa do bar e 'flautear' o amigo depois: a diversão inocente de tolamente se acreditar tendo qualquer influência que seja na decisão de um jogo pelo simples fato de assisti-lo ou de xingar alguém, ou o fato de implicar com o colega que torce para outro time, já não satisfazem. Na partida de futebol, o seu adversário deixa de ser um mero adversário para ser a própria encarnação de tudo aquilo que lhe frustra, oprime e irrita, e ele não merece a derrota, porque a derrota é pouco: é preciso que ele rasteje, sofra, sangre, se humilhe e ao final, morra. É preciso apavorar sua família, espancar suas crianças, maltratar suas mulheres e incendiar sua casa, como um exército invasor dizimando o inimigo. Esse é o ambiente da recepção da torcida, como você pode ler
aqui, no post de 19 de junho de 2007, intitulado 'Clima de Guerra em Porto Alegre': comunidades virtuais instigando a violência e solicitando que o torcedor leve tijolo, pedra, foguete, bomba, que é para cair com tudo em cima dos torcedores adversários - com a suposta (e absurda) justificativa de que 'foi a Brigada quem pediu'.
Sim, sei que a torcida do time aqui do estado teve situações de sufoco no outro país. Isso é utilizado por muitos como desculpa para uma contra-reação, algo como 'agora vou lhes dar uma lição'. É fácil e covarde basear ações supostamente retaliatórias contra pessoas que você nem sabe se foi quem lhe agrediu - isto é, se é que você foi ao país vizinho assistir ao jogo e, tendo ido, se é que alguém lhe agrediu - na condição de integrante de uma turba ensandecida de gente furiosa porque time ganhou ou time perdeu. Os titereiros que realmente estão puxando os cordões do marionete que somos, esses nós fazemos questão de ignorar. Que eles roubem, desviem, soneguem, auto-concedam-se aumentos e tenham o supremo prazer de rir da nossa cara enquanto nos engalfinhamos por motivos de importância secundária, VIVA!
É consabido que quem semeia vento, colhe tempestade. Esta abundante e desgovernada semeadura de ódio há de ser colhida por alguém. Provavelmente o seu filho, neto, sobrinho, aquela criança que você ou outro familiar leva ao estádio para agitar bandeirinhas. Pois a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
20.06.2007
Do que não se pode fazer por si mesmo.
Tenho me empenhado em convencer as pessoas que lutar por quem a gente ama deve ser uma luta por e não uma luta com. Explico. Para que um amor vá adiante, floresça, frutifique é preciso basicamente uma associação de sentimentos e vontades de ambas as partes. Você tem de amar a criatura e querer ficar com ela. A criatura tem que amar você e querer ficar com você.
Abre parênteses. Muito embora seja difícil para alguns seres entenderem que às vezes uma pessoa pode amar outra e mesmo assim não querer ficar com ela (querer aí deve ser entendido lato senso, ou seja, querer, poder, conseguir), amigo irmão companheiro, prestenção aqui, isso realmente acontece. Dava um tratado, claro, os motivos pelos quais essa distorção abjeta, excecrável e infeliz ocorre, mas o fato é que ocorre e é isso que agora interessa e basta. Adiante. Fecha parênteses.
Voltando. Ambos os dois em conjunto precisam amar e querer ficar com. Certo. Qualquer coisa que escape, fuja, desborde, deslize, mude, seja diferente, implica necessariamente em cacaca. Provo.
Se não se amam e não querem, estão fora do campo de incidência do nosso presente estudo.
Quando não se amam e mesmo assim querem ficar juntos, ótimo passatempo até um achar um outro que realmente ame e plóft, PT saudações, vai dar um vale transporte e largar no ponto de ônibus mais próximo o que sobrou.
Se se amam e não querem, bah, a gente sugere muito a leitura dos clássicos, tragédias principalmente, ou a internação no manicômio mais próximo. Ainda assim, havendo acordo de vontades, se dois não querem, dois não brigam (podem, inclusive, cometer suicídio abraçadinhos).
Se um ama e quer, o outro não ama e não quer. Beibi, beibi, não vale a pena. Ocupe-se e deslargue. Vale de ponto de cruz a viagem de volta ao mundo, mas se a criatura não te ama e não te quer não há o que fazer, a menos, claro, que sua idéia de diversão seja uma cama de pregos, agulhas sob as unhas e joelhos no milho. Insistir e insistir e insistir (pra tentar conquistar é uma coisa válida), mas parâmetro e simancol são tudo nessa hora. Muito cuidado aqui com os narcisos que A-DO-RAM um satélite no entorno, ou com aqueles (humanamente desculpáveis) que estão precisando de um lifting no ego. Se não ama, meu amigo, NÃO AMA. Falta pressuposto báááááásico.
Se um ama e quer, o outro não ama e quer. Cacaca. Pode ser que fiquem juntos, claro, por conveniência ou comodidade, seja até muito bom e isso sirva. Mas sem um amar o outro, a possibilidade de isso virar uma cacaca muito da fedida é bem grande, com cobrança, recalque e tristeza a mais não poder. Aquele que ama e não é amado tem metade do que poderia ter. O que quer e não ama idem. Mais valia cada um sair por aí e achar um inteiro, é ou não é, mas quem sou eu pra vir aqui dizer o que fazer.
Se um ama e quer, o outro ama e não quer, bah, que merda, é a situação chata por excelência. Se não quer (não pode, não consegue), não quer. Não adianta fazer uma força do cão, não adianta marquetingue, não adianta se comprometer com todo o trabalho sozinho. Ainda que leve por um tempo, cansa. Ainda que leve por bastante tempo, cansa muito. Ou o outro também quer, ou não vai dar, companheiro. Ou será que precisa explicar pra quem nos ama porque a gente vale a pena? Ele sabe, claro que sabe. Quem ama, sabe. E a gente tá falando de quem ama. Quem não ama falamos a respeito nos parágrafos anteriores.
Lutar pelo amor da gente só vale se a luta for contra o resto do mundo. Contra ele mesmo (e as suas convicções) é tiro no pé.
Assim, ouça a voz da coerência: o que dá pra fazer é deixar claro a sua parte do negócio. Diga que ama e diga que quer. Diga a que está disposto. Depois, comece a torcer para o outro também amar e também querer e espere. Torça para que ele entenda o que isso significa e espere mais um tanto. E torça. Torça muito. É só o que dá pra fazer.
Pelas ondas do rádio!!
Aí meu povo, recebi um mail querido da Regina Coeli, da
Delas Web Radio, de BH/MG, avisando que
amanhã, 5ª feira, 11 da manhã, no Blog Tracks, programa voltado aos blogs, o Blog escolhido é o
Não Discuto. Vão falar sobre o blog e tocar músicas que o blogueiro (no caso euzinha) curte.
Uma mimosice dessas só podia ser mineira, é ou não é?
Todo mundo de orelha colada nas caixinhas de som amanhã.
Obrigada, Regina!!
A voz dentro da minha cabeça*, 1.
- E como tá teu café da manhã?
- Acordo seis e quinze e lá pelas sete tomo café preto com pãozinho e manteiga.
- Quanto de manteiga? Uma col de chá?
- Hahahahahahah.
- Quem sabe a gente muda pra queijo branco?
- Olha, se quiser INCLUIR queijo branco eu não me incomodo, mas tirar pão e manteiga de uma pobre criatura que acorda às seis e quinze da manhã?! Tenha dó.
- Tá bem, tá bem... tô vendo que isso de evitar que sejamos a aprovada com mais peso específico do Brasil vai ser tão ou mais difícil do que fazer com que sejamos aprovadas. Ponto.
* "A voz dentro da minha cabeça" é copyright ASS.
19.06.2007
Pensamentos impuros.
Vincent Perez e Isabelle Adjani, La Reine Margot, 1994.
CPTP
Amostra
Fêmea humana caucasiana adulta, bem nutrida, altura 1,71 metro.
Período de análise
48 horas
Exame físico-químico
Após fazer o exame físico-químico da amostra, em comparação com as CNTP a ela aplicáveis , concluiu-se por ausência de padrão, evidenciando comportamento anômalo, nos percentuais que seguem:
Mais apressada. (42,33%)
Mais irritada. (78,26%)
Menos faminta. (62,99%)
Menos paciente. (86,24%)
Menos tolerante. (26,22%)
Mais aborrecida. (17,45%)
Mais enjoada. (12,07%)
Mais estourada.(5,52%)
Mais dolorida. (34,29%)
Menos concentrada. (2,04%)
Quociente de Excentricidade (Roschveeder)
Considerando a indexação CNTP e os resultados alcançados, a amostra apresenta quociente de excentricidade 0,9985, equivalente a três desvios-padrão estabelecidos por Roschveeder.
Diagnóstico
A amostra encontra-se em Condições Péssimas de Temperatura e Pressão, apresentando grau de instabilidade da ordem de 78,08%, situação compatível unicamente com hipótese de cumulação de TPM (tensão pré-menstrual) e Inferno Astral.
Precauções
É recomendável extrema cautela no manuseio e a manutenção da amostra em ambiente quente, seco e silencioso, sem exposição à luz solar.
Ocorrendo alteração do revestimento externo da amostra, recomenda-se manter distância e oferecer chocolates gradativamente, até que retorne alguma estabilidade.
Poeminha/ por dois.
Se é de mim que lembras,
se é comigo que sonhas,
se é meu rosto que desenhas nas longas noites de insônia.
Se é meu beijo que te faz falta,
se sem as minhas mãos sentes frio,
se é meu nome que vem à tua boca na escuridão do vazio.
Se é meu corpo que desejas,
se é por meu riso que anseias,
se teu sangue foge de ti para correr em minhas veias.
Se achaste em mim um ninho,
se ao meu lado encontras sentido,
se ainda que estejas longe é como se nunca tivesses partido.
Se o tempo se encolhe,
se as saudades se aprofundam,
se tens em meus olhos um mergulho em dois mundos.
Se guardas em ti nosso segredo,
se tens medo que tudo seja perdido,
saiba que tudo, tudo, tudo, absolutamente tudo isso é dividido.
18.06.2007
Ladrão que rouba ladrão (ou a Menos pobreza dos Meio-ricos).
Eu devia estar estudando ou devia estar descansando, mas eu li o texto abaixo (essa mulher escreve pra diabo) e não consegui evitar de escrever sobre algo que eu estava pensando cá com os meus botões há dias (e que casa perfeitamente com a idéia dela aí), que é a desculpa aética nossa de cada dia para justificar a nossa falta de moral e vergonha na cara. Fácil falar dos
narcisos e
navalhudos, mas não tão fácil pagar o INSS, o FGTS, as férias e o 13º salário da nossa empregada ou da nossa diarista (sim, eu sei, você sabe, nós sabemos que ela tem direito), ou nem tão fácil na hora de declarar imposto de renda incluir todos os rendimentos, ou deixar de aumentar (um pouquinho) as despesas médicas. Fácil justificar com a imensa carga tributária, e/ou com a roubalheira dos outros, a nossa pequena apropriação indébita previdenciária, a nossa irrelevante sonegação fiscal, mas a pergunta que não cala e incomoda é:
você faria diferente se tivesse muito mais? Se a sua folha salarial tivesse 3 mil empregados em vez de uma diarista, se você apresentasse DCTF e apurasse lucro presumido com 7 dígitos, se pudesse usar contas CC-5 ou tivesse uma conta num paraíso fiscal, seria diferente? Diferente como? Aí você não roubaria ou roubaria muito mais? Você rouba pouco porque ganha pouco
e precisa (você está só se defendendo da sanha arrecadatória do Estado) ou rouba pouco porque não consegue roubar mais? Quando alguém se engana e lhe dá troco a mais e você sorri e põe no bolso, quando lhe cobram errado para menos, quando entra dinheiro na conta e você não sabe de onde e reza para o banco não descobrir, quando recebe a restituição mais gorda do que deveria ser, você não se sente ladrão? Não? Ah, pois é. Nem eles.
A Riqueza dos Ricos
My PRRRRRRRECIOUSSSSSSS!
Você já não se perguntou por que os ricos são ricos? O que será que pessoas ricas fazem para serem ricas? Gastam menos? Poupam mais? Ganham mais? Investem? Pechincham? Negociam? Integram uma guilda secreta que vende tudo a preço de custo um para o outro?
Talvez.
Mas o que tem cada vez mais aparecido é que ricos são ricos porque
sonegam. Não bastam os
narcisos: há burla e apropriação em todas as esferas.
Pelo que a conclusão inevitável é que a riqueza dos ricos é a pobreza dos pobres.
Alguém certamente dirá, em tom de justificativa, que a carga tributária é escorchante. É mesmo. Só podia ser, com os estimados representantes do Povo e dos Estados forrando as roupas íntimas e as bagagens com dinheiro, enquanto a classe "A
plus-plus" deste Estado que não é Nação - essa sim, que realmente aufere renda e não salário - recusa-se terminantemente a arcar com os tributos incidentes.
Quem paga? Nós. Eu, você, os pedreiros, comerciários e empregados de toda ordem, que precisamos ter nome limpo na praça para conseguir crédito. Seja o crédito dos menos pobres, para comprar um imóvel em cento e vinte parcelas com taxas promocionais de 28% ao ano, capitalizáveis, ou um veículo financiado em sessenta meses, pagando, ao final, o dobro do preço. Seja o crédito dos mais prejudicados, que só conseguem comprar fogão e geladeira para colocar nas suas modestas casas se adquirirem em doze vezes, pagando acréscimo de 30% a 50% na rede de lojas do pequeno cangaceiro.
Sabe o que dói mais, ou tanto quanto? Perceber que, além de tudo isso, quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude está em casa, guardado por Deus, contando vil metal. E sem pagar impostos.
**** No texto, é citado trecho da música de Belchior, Como nossos pais, e uma fala de Senhor dos Anéis. Campanha 'Copie Citando a Fonte'.
17.06.2007
Cartão da Belly.

Lets go together, ela propõe. LEEEEEEEEEETS.
*Aquela etiqueta ali diz ROMA ou é impressão minha?
Aviso
A vida, muito rápida, está ainda mais rápida que de hábito.
Por isso e para não deixar ninguém na ingratidão, fiz uma série de posts, que foram programados para entrar, um por dia.
É pouco provável que consiga entrar para comentar. Assim, fiquem à vontade e não se sintam rejeitados.
Uma boa semana, amigos.

Até breve.
16.06.2007
Bom fim de semana para você também!
Das janelas da minha sala, vejo - e, principalmente, ouço - toda a movimentação e a vidinha da vizinhança do prédio ao lado. Uma das casinhas lar-doce-lar é habitada por um senhor de VOZ ALTA E AGUDA e seus filhinhos pequenos. O senhor de VOZ ALTA E AGUDA comunica-se num volume de voz capaz de criar uns dois pontos na Escala Richter. Se está feliz, se está triste, nada importa: o senhor de voz ALTA E AGUDA *necessita* usar toda sua tonitruante potência vocal. É sua marca no mundo. Sua razão de existir.
Agora o senhor de voz ALTA E AGUDA está há uns cinco minutos ininterruptos gritando
IIIIIIIIIIIIII-HAAA! como o cowboy Woody de
Toy Story.
Os gatos me olham. Perplexos.
15.06.2007
Um fim de semana com saudades e com desejos.
Bassman
Que roupa você veste, que anéis? Por quem você se troca?
Que bicho feroz são seus cabelos que à noite você solta?
De que é que você brinca? Que horas você volta?
Seu beijo nos meus olhos, seus pés que o chão sequer não tocam,
a seda a roçar no quarto escuro e a réstia sob a porta,
onde é que você some? Que horas você volta?
Quem é essa voz? Que assombração seu corpo carrega?
Terá um capuz? Será o ladrão? Que horas você chega?
Me sopre novamente as canções com que você me engana.
Que blusa você, com o seu cheiro deixou na minha cama?
Você, quando não dorme, quem é que você chama?
Pra quem você tem olhos azuis e com as manhãs remoça
e à noite, pra quem você é uma luz debaixo da porta?
No sonho de quem você vai e vem com os cabelos que você solta?
Que horas, me diga que horas, me diga, que horas você volta?
Você, você (Chico Buarque/Guinga, 1997).
*Obrigada a Julinha, que me lembrou dessa música linda.
Pensamentos impuros.
M. Brando e M. Schneider, Last Tango in Paris, 1972.
Me, my self and I.
Eu sou pisciana com ascendente em virgem, ou seja, signo oposto. Daí que a pisciana quer decolar e a virginiana precisa de chão, daí que a pisciana desorganiza e a virginiana se angustia, daí que a pisciana se apaixona e a virginiana criticamente quer saber o que há de concreto nisso tudo, putamerda.
Então dói o estômago, a barriga, e a esquizo-zodíaca se enche de aftas.
Anda estressada? Nah. Se alimentando mal? Imagina. Dorme pouco? Capaz. Muita pressão? Naaaa-da. Muito café/guaraná/coca-cola? Nem sei o que é isso.
Aí a virginiana decide: para casa, Tati, a salvadora do lar. Para a viagem de finde, ônibus, e a senhora aproveita três horas de sono na ida, três na volta e poupa o stress do volante. Para a próxima semana, cronograma, 7h de sono pelo menos por dia e telefones desligados a partir das 23h. E a pisciana fica feliz que tem alguém cuidando dela (mas começa a pensar em uma fuga espetacular).
14.06.2007
Porque eu mereço.
Eram 22h e 50 min quando eu entrei em casa e a melhor secretário do lar ever ainda estava às voltas com a organização do meu humilde apartamento (ela havia chegado às 8:30), antes cafofo/pardieiro, abandonado ao pó e ao descaso desde o tempo em que Dr. Ulisses era vivo. Por indicação de L. - a amiga que eu roubei de um ex-namorado - resolvi experimentar em minhas próprias gavetas, armários, azulejos, pisos e móveis quem ela garantiu ser a 8ª maravilha do mundo em termos profissionais, mimosais, cuidadais, eficientais, etc., e valer cada centavinho do investimento. Na verdade não era bem isso. O serviço vale o triplo, o quádruplo. Tô pasma. E Hildolina A-MOU a moça (que ganhou lambidinhas de amor e ronrons).
Agora eu tenho babá de casa. Lalaialaiá. Valeu esperar 15 anos por uma faxineira
melhor que Msr. Pai.
Glória, glória, aleluia. Hosana na alturas.
1541 Yellow Brick Road
I'm going somewhere over the rainbow.
Confesso que a SPFW mal começou e já estou cansada e enjoada de tanta 'proposta' e 'conceito'. Todo mundo procurando ser original, novo, fresco, vanguarda e diferentão. Termina ficando tudo muito igual: confecção pequena demais para a mulher média brasileira, não-usável, não-vestível e caricato. Agora é a hora em que você, Leitora Amiga Descolada e Entendida Total do Mundo da Mu
Óda faz 'tsc tsc tsc' e fica com pena desta escriba. Não fique. Estou dizendo exatamente o que estou dizendo, sabendo que o desfile é um show e que a roupa que vai para a loja poucas vezes guarda relação com o que foi mostrado na passarela: é tudo uma coisa de 'proposta' e 'conceito', o 'conceito' do estilista, a 'proposta' da coleção. É isso mesmo que me dá a maior preguiça, porque ao meu ver não há nada de novo sob o sol e fica a mídia toda fazendo um gritedo digno de jaula de macaco no zoológico, usando adjetivos como 'inovador!', 'vanguarda!', 'criatividade!'
Digam-me: há algo de novo em se vestir uma mulher com smoking? Yves Saint-Laurent, alguém conhece?
Há mesmo novidade em fazer recortes delicados em peças de tecido leve? Renda Richelieu, alguém já ouviu falar?
Qual a vanguarda em volumes e drapeados e cores fortes? Balenciaga, não?
É super original, preto e nude (um bege cor-de-pele em todos os tons que uma pele tem) em modelagens econômicas e anatômicas? Azzedine Alaïa, Yohji Yamamoto e todo o japonismo dos
late 80's e
early 90's, algum leitor já era nascido nessa época?
O novo do novo-novo, cintura alta bem marcada, volume na saia, babados? Dior, aquele dos perfumes, lembra?
As ousadas cores saturadas e cítricas, tecidos resinados, acabamentos de tamanho gigantesco e contrastante? Vivienne Westwood, aquela, a favorita de Sid & Nancy? Não?
Como se vê, o mérito do estilismo atual é misturar tudo. Fazem isso muito bem, o resultado fica bonito de se ver. Só não venha me dizer que isso é novidade.
Portanto, minha alegria da SPFW é mesmo o sapatinho de Dorothy feito pelo Fause Haten, na foto acima. Calçarei-o e pegarei a estrada dos tijolos amarelos para
Oz, vestindo peças de grandes cadeias de loja de varejo que toda e qualquer pessoa pode comprar, caber dentro e usar sem receio, porque não custaram milhões e podem ser lavadas em casa mesmo, com sabão em pó.
Enquanto isso, a mídia ficará ensandecida elogiando a roupa nova do Rei.
E preparem-se para uma mega invasão massiva de estampas e modelagens sixties. Pucci? Paco Rabanne? Courréges? Nah, que nada. Nas semanas de moda do Brazéo é tudo criativo! novo! inovador! original! vanguarda!
Drops de Desinformação
A moça Lívia mostrou
ontem que
a ministra não se preocupa com os problemas aeroportuários. São os calos do ofício: não lhes parece que a ministríssima senhora aplica para as crises políticas as mesmas máximas semi-holísticas das terapias sexuais?
A Anvisa aprova a pílula antibarriga. Que acaba com a barriga, baixa o colesterol ruim, sobe o colesterol bom, blablablablabla, mas precisa fazer dieta e exercício. Sim, claro. Como já li vários médicos comentarem, de todas as recomendações para uma melhor saúde, o povo segue MESMO é tomar a tal da tacinha de vinho diária. Exercício e hábitos alimentares mais saudáveis, ah. Não precisa, né?
Estamos nos acostumando a uma vida em pílulas. Dói? Analgésico. Cansou? Anfetamina suave. Não consegue dormir? Ansiolítico. A alimentação deficiente? Complexos polivitamínicos. Sem ereção? Sildenafil. Gordura? Orlistat. Pança? Rimonabanto.
Se dói, se cansa, se não dorme, se não come ou come demais ou come mal, se engorda, se empança, se não funciona, por que não parar e pensar a razão do massacre do corpo e da cabeça? (quase sempre mais da cabeça do que do corpo)
Não dá. Ocupados demais, ganhando dinheiro para poder pagar por todas essas pílulas.
Nada contra remédios. Remédios são necessários. O uso indiscriminado e compulsivo, tão pouco recomendável, é que
se tornou lugar comum.
Mas sou suspeita. Gosto de barrigas. Barrigas fofas, barrigas peludas, barrigas com barriga, barrigas redondinhas.
Gravuras de Goya, entrada franca, em Porto Alegre.
Nem tudo está perdido, folks.
Voltaremos com mais Drops de Desinformação a qualquer momento. Fique ligado!
13.06.2007
Sobre o jogo.
F*deu.
Mais um trabalho para meu novo santo de plantão: São Judas.
Treze de junho uma pinóia.
Faz 4 anos, pelo menos, que Toninho faz incríveis piadas comigo, justamente no dia dele.
Hoje eu perdi a paciência e taquei o menininho no freezer. Até para testar a fé das pessoas há um limite e a minha paciência anda entre nada e coisa nenhuma.
Toninho, agora deu. Tô me filiando ao fã clube de São Judas Tadeu, que é o das causas impossíveis.
Fui.
A noção de 'noção'
Estou perdendo a noção de 'noção' das coisas. Há horas venho dizendo que o mundo seguiu adiante, uma coisa Stephen King
meets Ray Bradbury
meets William Gibson - e isso vai render um post gigantesco e multirreferencial, tão gigantescamente multirreferencialesco e pantagruélico que tenho preguiça só de pensar em escrevê-lo. Voltando: o mundo seguiu adiante, as coisas simplesmente parecem estar perdendo a tessitura e se esgarçando, volatilizando.
Um dos acontecimentos (apenas *um* dos MUITOS acontecimentos, veja bem, perceba a ênfase. percebeu? pode continuar) que, pelo caráter massivo da mídia, gerou uma total sensação de abismo entre o que entendo por 'noção' e o que todos os demais têm por 'noção' foi a seqüência de reportagens sobre certa ex-miss Brasil.
Na Revista Veja de 16 de maio de 2007 - Edição 2008, foi publicada notícia de que esta certa ex-miss Brasil estaria traumatizada por ser mais uma vítima da crescente violência carioca: pouco depois de ter sido arrastada por um ladrão de motocicleta que queria levar seus anéis e lhe causado machucados sérios a ponto dela precisar de cirurgia reconstrutora, um grupo de assaltantes armados invadiu sua casa, proporcionando momentos de pânico à família. Assustada, a certa ex-miss Brasil viajou para a casa de seus familiares, na sua cidade natal, a fim de refazer-se do susto.
Na Revista Estilo de Junho de 2007 - Edição 57, a certa ex-miss Brasil abre sua casa à visitação da reportagem da Revista, fazendo várias fotos nos cenários do seu cotidiano.
Considerando que na edição de 29 de março de 2006 do suplemento da Revista Veja direcionado a alguns estados específicos (apelidada de "Vejinha") a mesma certa ex-miss Brasil fez uma fotinho apresentando a bela vista de sua magnífica residência, pensei: ou a certa ex-miss Brasil tem fortes (e desconhecidos) motivos para se acreditar mais segura agora ou eu estou exagerando muito a possibilidade de agressão que uma exposição acarreta.
Em outras palavras: a minha noção da relação exposição
versus risco é totalmente diversa da noção que tem a esse respeito a certa ex-miss Brasil.
Quem está certo? Quem está errado? Cadê os parâmetros?
12.06.2007
Sem fila no restaurante.
Porque a vida de uma pessoa não pode ser só fel e amargura, só infelicidade e decepção, só tristeza, lágrimas e ranger de dentes. (Sobre a trilha). Porque a gente não pode perder a fé na humanidade, nem a esperança. Não, não e não, mil vezes não. Depois de 7h de aula, 6h de trabalho, zero beijo na boca, a gente chega em casa de-mo-li-da, faz a melhor carbonara do mundo, do jeito que só VOCÊ gosta (com o creminho molinho mal passado, bacon crocante, massa al dente - ok, deve haver mais alguém no mundo que goste), enche uma taça de vinho e - TARAAAAAAAAAM - avisam da portaria que tem presente para você. Como deus é grande, lá está o DVD de
Damage, com um cartão leeeeendo, do meu
Funny Valentine. Porque tem coisas, mosfilhos, que nem cardermast compra.
(Chico Buarque, 1985, Ópera do Malandro.)
Imagem de Armindo Dias
Pra se viver do amor, Há que esquecer o amor
Imagem de Luis Mendonça

Há que penar no amor, Pra se ganhar no amor
Há que apanhar
Imagem de Maria Paula

Ai, o amor, Jamais foi um sonho
Imagem de Magal

É por isso que se há de entender
Que amar não é um ócio,
Se precaver, Que amar não é um vício
Imagem de Manuel Sardinha

É por isso que se há de entender
Que amar não é um ócio
Se precaver
Porque amar não é brinquedo, amar é cheio de segredos, cheio de meandros, cheio de armadilhas, alçapões, emboscadas e perigos. Amar quase devia ser proibido, de tão difícil que é amar. Há que se ter todo cuidado, sempre cheio de esperança, sempre cheio de ardor, sem ter nadinha de preguiça, um olho no padre, outro na missa, para que o amor não vá pro beleléu. Amar tem de ser guardar em si um pouco de inferno, muito de céu e esperar que valha a pena, abdicar da alma pequena e fazer-se de moderno, mesmo doido para ser demodê. Amar é um feliz de mínimas coisas e encontrar nisso um tanto maior de si, um viver ordinário que não poderia ser melhor. Amar é ver partir e se deixar levar, contentar-se com o vazio do corpo e a alma para sempre noutro lugar. Amar é um desejar, uma fome, uma febre, um cansaço e uma paz de recomeçar do princípio para que nunca chegue ao fim.
11.06.2007
Dilúvios 3, a volta dos que não foram.
Met sul informa: Mme. Irmã vai virar sapa e Satolep vira um brejão. Enquanto isso na cinta-liga de justiça, café e Processo Civil.
*Recado*: Dida, meu querido, eu não valho nada, não tem justicativa, mas eu tentei me preservar da gripe, Facelo tinha confiscado o bólido reluzente e eu embalei nos estudos. Prometo que eu te visito em Recife.
Bom começo de semana para os senhores.
Mais um motivo da rosa.
Queria te escrever uma coisa bonita, mágica, doida, uma coisa azul quase-nuvem, quase-pétala que te fizesse sorrir com os olhos quase-cheios de lágrima e te fizessem certezas e forças e um caminho até mim, sem outros quases ou talvezes, como nos filmes, como nas histórias que a gente acha que um dia podem acontecer, mas que a vida desinventa sempre com uma crueldade amarga a mais. Porque eu te amo tanto e te quero tanto e tenho essa coisa imbecil e inquieta que me impele e me desassossega e fica me instigando e me botando essa idéia boba na cabeça de que a gente pode lutar e brigar e insistir tudo pode e tudo é e que só falta isso e só mais um pouquinho e que não vale desistir agora e deixar tudo se perder, ainda mais quando se sabe - eu sei - que esse tudo é tanto, que esse tudo é muito, que esse tudo não existe e pode não existir mais. E então às vezes eu canso e murcho, apequeno e amiúdo, encolho e enrosco e quase desapareço de tanta tristeza e desesperança, depois acho distração no mundo, brinco com o vento, faço poesia, encho um copo d’água para ver se me preencho de concretude, mas eu sei que não há água ou vento ou verso que possam me dissuadir desse ofício de amar-te tão longe que minhas mãos adormecem, desse amar-te tão perto que me abraças em sonho. Então me dá vontade de te escrever uma coisa bonita, encho uma garrafa de palavras e imagens guardadas, refaço um a um cada um dos teus olhares como quem faz o inventário de todas as suas posses, como quem percorre de memória tudo o que resta de puro. Penso se um dia te perco, penso se um dia te esvais e sinto que não quero o reverso ainda que pacífico desse embate de esperanças e tropeços. Sei que em mim o tempo toma a cor imprecisa de uma lucidez triste, mas eu volto os olhos para a janela que se abre para o céu e espero não sei bem o quê.
10.06.2007
Café levanta defunto da Mme Madrinha.
Há tempos a minha web designer do coração e Mme Madrina,
Rossana Fisher, me ensinou a fazer esse café que dá um up. Ela me disse à época que era afrodisíaco, mas eu confio (e comprovo) as propriedades revigorantes para fins menos nobres, como o estudo. Fervo meio litro de água com seis cravos da índia partidos dentro. Deixo arrefecer dois minutos e uso para passar o café manualmente. No filtro estão três colher de sopa de café e uma colher de chá bem cheia de canela em pó. Vou juntando a água aromatizada com cravos e deixando o aroma tomar conta da casa. Se estiver acompanhada, ótemo; se não estiver, nem a Aplicação da lei penal no espaço é páreo para um aditivo desses.
Ingredientes: três colheres de café, seis cravos da índia, uma colher de chá de canela em pó, meio litro de água.
Dilúvios 2, a missão.
Penal, claro, que nada melhor pra se vingar do mundo do que um
ius puniendi. Viva Guilherme de Souza Nucci e seu livro milionário esquemático. Uhuuuu. Tô me engambelando que se eu conseguir fechar a casa das 10h de estudo, tenho direito a episódio de
Bones, às 21h com chocolate Vesúvio de brinde.
Dilúvio é a condição climática ideal para estudo: pense em sair e arriscar-se-ia morte por afogamento, ou apedrejamento, já que neste instante está caindo granizo, GRA-NI-ZO, mosfios - tô me sentindo no set de The Day after Tomorrow (Denis darling, I'm here!).
Em compensação, confinamento (leia-se chocolate quente, biscoito, vaca atolada, ticciamisu) também é condição de manejo ideal para a engorda. Arrisca-se uma lipo para as cucuias.
Dilúvios.
Chove a bandeiras despregadas em Porto Alegre. É difícil saber por onde começar a estudar em um domingo pela manhã. Há livros empilhados sobre a mesa e há café quente e cheiroso. Noite febril, mais de 11 horas de sono, o corpo dói. Sim, eu sei.
Obs.: Meu HT estragou. Não toca DVD nenhum. E a saga "a casa se desmancha" continua.
08.06.2007
Programa Duplo em Brasília
A
Reina estará em Brasília mostrando criações inéditas - ela anda num surto inventivo-produtivo de dar medo. No Nunca Fui Santa, onde você encontra brinquedos divertidos e a mais linda proprietária de empreendimento que o mundo já viu.
Se eu estivesse em Brasília, não perderia por nada. Nem tem desculpa: é programa duplo.
Aviso: para garantir a sua
Reina, chegue cedo. Experiência própria.
07.06.2007
Cardápio de hoje: sashimi, porque o apressado come cru.
E como eu já havia tido oportunidade de dizer: time bão é o que perde quando pode perder, empata quando pode empatar e ganha quando tem que ganhar. O cardápio hoje foi mais difícil, mas a cara de ** do Vanderlurgo Luxerley não tem preço.
O Imortal tricolor está na final da Taça Libertadores da América.
Aliás, eu acho que uma taça com esse nome devia ter sempre o Grêmio na final. Combina muito, não é mesmo?
Pedância à parte, eu gostaria de mandar um caloroso abraço aos co-irmãos colorados que ainda não sabem qual camiseta comprar. Já adianto que a do Cúcuta é mais bonita e o nome combina mais com o Municipal.
06.06.2007
Exhausted - Main Theme
Where would you rather be?
Anywhere, anywhere but here
When will the time be right?
Anytime, anytime but now
- Rush, Double Agent
Um bom feriado de muito descanso para todos nós.
05.06.2007
Zodíaco
O filme começa com um filme que dá a cadência perfeita da coisa. Você, sentado na cadeira do cinema, não quer acreditar, mas é. Não somente o figurino, a música e a ambientação: a própria lingüagem cinematográfica de
Zodíaco é puro
late sixties - early seventies.
(Note o botton "Nixon" na caixa de documentos)
Tem o Donnie Darko Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr. trabalhando direitinho, a sempre
up-to-date Chlöe Sevigny e
the best "pair of two double cops", Mark Ruffalo e Anthony Edwards.
Baseado em livro escrito por Robert Graysmith (personagem de Jake Gyllenhaal), o filme contou com consultoria do próprio e dos inspetores que trabalharam no caso, David Toschi (Mark Ruffalo, nada melhor para fazer um italiano do que um italiano) e WIlliam Armstrong.
Não perca.
A ladra ataca novamente
Ela,
Ana Paula Caron, não aprendeu a lição. Depois de ter roubado textos e postado em blog, orkut, etc., e tê-los tirado do ar sob ameaça de ser processada, agora voltou a cometer crime no
fotolog. (Caso o fotolog esteja fora do ar, veja uma captura do post
aqui. Plagiando
este post do Não Discuto)
A cara de pau das pessoas e o mau caráter não têm limites.
Dessa vez ela vai ter notícias minhas no judiciário.
Enquanto isso, queridos, aqui está o
Orkut dela.
04.06.2007
Oh Lord, give me a break.
E então como se não bastasse o mode
Patrícia 30 horas on, praticamente uma agência pluribanco, nos últimos 15 dias abalroam meu carro, o farol do mesmo veículo queima, sou convocada para o Tribunal do Júri, marcam treinamento fora do horário de trabalho, compro um presente que vem faltando uma peça, a depilação vence, a máquina de lavar louça estraga (e o senhor do conserto me dá bolo duas vezes), acho uma barata na cozinha.
E o meu inferno astral deveria ser só daqui a 8 meses.
Porque começar (bem) a semana também é uma arte.
Café da manhã com classe é outra coisa.
Eu e Hilda estamos acordadas desde às 6:45, estudando, cercadas por livros de Direito Civil, com dois aquecedores ligados, Coltrane, pantufas e, felizmente, chocolate quente e pão de queijo.
Quem não tem café e donnuts, Moonriver e Fred darling no andar de cima, se vira como pode.
Bom começo de semana.
03.06.2007
Depois de Roma, vá dormir (acho que eu já havia dito isso antes).
E na sessão depressão pós-zapping de hoje:
Serendipity. Um filme água com açúcar (ca-laaa-ro), onde um moço conhece uma moça com a qual passa algumas horas, apaixonam-se loucamente (ohiésbeibi) mas resolvem pôr seu amor à prova da vida real(dããããã) e deixam a cargo do destino (uhuuuuu) se reencontrarem ou não, jamais esquecem um do outro (mesmo?!), tentam se achar e não conseguem (e-vi-den-te), até que um belo dia (a-haaaaa), às vésperas do casamento dele (óbvio), o destino coloca-os frente a frente (veja bem) e eles são felizes para sempre.
PÓÓÓTAQUEOSARIU, uma vez, pelo menos
UMA VEZ, a minha vida podia não ser uma comédia romântica pela metade.
Obrigado.
Mme. M.
Uma vontade imensa de sumir, puff.
01.06.2007
Tied & Tired Tips da Ticcia.
Mme. Sher é o poder, a verdade e a vida com cintura 10 cm menor. Respirar? Pra quê? Quando a gente se acha a reencarnação da Sophia Loren não faz falta nenhuma, creiam.
Foi impressão minha ou os co-irmãos colorados
tomaram dois na cola ontem? Desculpem, eu só pergunto porque achei que era tão certa a derrota que nem perdi tempo secando. Mesmo para um time com nome de pokemón.
Para maiores informações,
vide verso.
Ele é às vezes o meu avesso, às vezes o meu direito. É bom ter um verso, quando o verso é ele. Cada vez melhor e mais preciso. E mais elegante.
Só tem um outro ser no mundo mais manhosa para frio do que eu e Mme. Irmã: Hilda, a gata.
Dia em que Ticcinha viu um monstro ir pra jaula por 11 anos. Detalhe: era TENTATIVA. Ticcinha está feliz e cansada. Modos que pede perdão pela ausência, se despede, toma sopinha delícia e vai nanar.
Obrigada.