31.05.2007

Parenti Serpenti


Parenti Serpenti, de Mario Monicelli


A cultura ocidental é cheia de adágios sobre os infortúnios da vida em família e em comunidade. Quase todos verdadeiros em quase tudo. E há o fato incontestável: família alguma é como aparece nos comerciais de margarina. De perto, ninguém é normal e nas famílias, menos ainda. As famílias são verdadeiros poços de neurose, culpa e idiossincrasia. Há uma torvelinhante relação de amor e ódio como o olho de um permanente furacão em câmera lenta no que cerca e permeia as relações familiares. Você ama as pessoas da sua família e só quer o bem delas - e exatamente por isso, lhes faz mal. A sua família só quer o seu bem, a sua felicidade, e por isso mesmo você se sente terrivelmente cobrado, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

[clique aqui para ler o texto na íntegra]
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 22:08 de 31.05.2007
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Recém descoberta lei da fisico-química ou pausa para auto-constatações irrelevantes em voz alta.


"Se a gente não se aproxima, a vida se encarrega de nos afastar."

E quando a gente vai ver, póin, acabou, finito, deu, babaus, f*deu. E, diga-se e sublinhe-se em amarelo fosforescente piscante radiotivo, nisso não há nada de predestinação, desígnios insondáveis, mão invisível, intervenção divina, não era pra ser, destino, carma, inevitabilidade, conjunção astral, fatalidade, seleção darwiniana, física quântica, anjos da guarda, acaso, sorte, yin e yang, feng shui, energias cósmicas em mutação, resgate encarnatório, conspiração demoníaca, incompatibilidade de signos, orixás inimigos. Não. Nada resiste ao nada, ao oco, ao descaso, ao silêncio, ao vazio, à indiferença, à lacuna, à suspensão, ao breu, ao vácuo. Mesmo o pleno, o total, o tudo, o sempre, o cheio, o forte, o inderrogável, o poderoso, o incrível, o espetacular, o raro, o especial, o maior de todos, o irreproduzível, o perfeito. Mesmo ele se perde sob a inclemência do Não. E isso é cacaca que a gente mesmo faz, de livre e espontânea burrice e covardia não fazendo nada. Ou seja: estupidez paralítica em último grau extermina qualquer coisa, por maior e melhor que ela seja.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 00:19 de 31.05.2007
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E o cardápio foi...


Peixe frito.


*Solidariedade aos co-irmãos colorados que got the Flu no último sábado.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 00:14 de 31.05.2007
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30.05.2007

Uma promessa para hoje e para sempre.



Do filme Hable con ella

Por toda a minha vida.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 23:47 de 30.05.2007
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29.05.2007

Pequeno Guia Espiritual de Pedro Alice*

Nesta época de dissolução da família e decadência dos valores morais que, eclipsados pelo narcisismo materialista auto-indulgente da civilização ocidental, ameaçam extinguir-se sem deixar rastro. O fruto amargo desta tragédia já pode ser degustado: ódio, violência, drogadição, alcoolismo, pederastia, suicídio, aborto, depressão, obesidade.

Este guia foi concebido no intuito de estimular as novas gerações, principalmente as crianças, a desvendar o rico e estimulante universo da vida espiritual.

Democraticamente são abordadas diversas religiões, onde o leitor terá a oportunidade de escolher a forma de comunhão com o Ser Supremo e a Eternidade com que melhor se identificar.
Inspirado no trabalho do renomado pedagogo, psicólogo infantil e proctologista, rev. Ambrose Hawtorne Bierce.


Catolicismo
Culto gastronômico onde deveremos beber o sangue de Deus, e comer sua carne. Isto não será feito por sadismo, e sim para melhor absorver a divindade através de nossos intestinos.

Protestantismo
Versão menos canibal do catolicismo que não tentará nos deprimir através do uso de imagens, pois prefere utilizar a música para atingir este objetivo.

Evangélicos Pentecostais
Miríades de seitas que possuem um ponto em comum: nelas você poderá ter tanto Deus quanto puder comprar. No Brasil permite-se o futebol com estátuas.

Budismo
Religião na qual você precisará morrer muitas vezes, algumas delas no zoológico.

Judaísmo
Fé onde os meninos terão seu pênis mutilado. Em compensação, poderão usar um chapeuzinho.

Islamismo
Crença que concede à mulher o privilégio de vestir-se com uma barraca.

Espiritismo
Manifestação religiosa que permite que você se divirta conversando com fantasmas.

Ateísmo
No ateísmo, ao contrário das outras religiões, você desperdiçará o seu tempo com as coisas nas quais não acredita.


*Pedro Alice, teólogo e artista gráfico. Portfolio aqui.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 12:51 de 29.05.2007
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Detalhes nem tão pequenos.

Nada do homi que conserta máquina de lavar louça. Três graus às 8 da manhã. Meus pés estão à beira da gangrena hipotérmica. Tenho impressão de estar falando com as paredes. Ou de ser uma imbecil. Ou de ter perdido o bonde. Ou de ter entrado no bonde errado. Ou de nem existir mais bonde nenhum e eu nem estar sabendo. Enfim.
Não tem humor que resista. Puta merda.

Sim, eu tô chata.
Vão ver se eu tô ali na esquina comendo bergamota no sol.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 11:26 de 29.05.2007
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Umnooutroum.

Pergunto-me se algum dia estarei diante de ti, estática e absorta, como um gato sorvendo a imagem de seu dono, pueril e casta e tão ensimesmada de ti, tão curiosa e enlevada, que meu corpo será pertencente ao teu e de meu só terá o espaço reflexo de um espelho ficto, uma miragem avessa da tua tradução em mim, projetado inteiro em todos os meus sentidos, em que meus olhos piscarão se apoderando de partes cada vez maiores da tua figura, devorando-te lentamente. E mesmo casta e pura, meu sexo terá tua carne vertente e teu gozo fundo e nos teus olhos terei impresso cada um dos meus véus e terei revelado minhas mais caras cicatrizes.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 00:57 de 29.05.2007
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28.05.2007

AAAAAAAAAAAAARRRGGGGGHHHHHHH.

Tô em falta com meus amigos.

Tô em falta com meus pais.

Tô em falta com os meus estudos.

Tô em falta com o blog.

Tô em falta com meu trabalho.

Tô em falta com a minha gata.

Tô em falta comigo mesma (cabelo, manicure, pedicure, etc.).

Tô em falta com meus irmãos.

Tô em falta com a minha casa.

Tô em falta de ir registrar ocorrência do acidente de carro.

Tô em falta com pelo menos 3 médicos.

Tô em falta com as minhas leituras.

Tô em falta com a minha família.

Tô em falta com os meus exercícios físicos.

Tô em falta com tanta coisa que nem sei mais com o que mesmo tô em falta.


Eu faço de quase tudo um pouco e quase tudo mal.

Sim, eu sei, este post é um paradoxo em relação ao post abaixo. Eu também tô em falta de coerência, paciência, saco, racionalidade, parâmetro, critério, bom senso, calma, paz, tranqüilidade e góin-góin-góin. Com a sua devida licença.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 23:29 de 28.05.2007
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Baterias recarregadas.

Fim de semana na Pousada da Pedra Afiada e Ticcinha nem refugou as trilhas. Fui nas duas (uma delas com pé dentro d'água e sobre pedras - don't ask). A paisagem compensou tuda e o pátio da pousada ficava no meio do canyon. Isso sem falar da cozinha de D. Mariza, afe maria. Uma mulher que faz absolutamente tudo ficar delicioso. Vou poupar vocês dos comentários sobre a carne de panela, a beringela aos 4 queijos e a torta de cebola. Também não vou falar do bolo de amendoim do café da manhã, nem no pão de queijo com bolhas douradas, viu? Tá. Tirando o fato de que 98% das pessoas estava acompanhada e eu me enquadrava nos 2% restantes tomando vinho em frente a lareira, tava tudo ótemo. Eu e Elaine ficamos contando histórias de gatos e gatas.

Boa semana pra nóis tudim.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:51 de 28.05.2007
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26.05.2007

prefácio sobre nada

Bem, cumpridos os compromissos, vim até esta nefasta emulação de shopping center onde comi isopor enquanto meditava sobre o motivo deste shopping ser um tão retumbante fracasso e de não ter uma mísera livrariazinha onde pudesse procurar por alguma boa surpresa.

Alías, boas supresas são cada vez mais raras nas livrarias, porque livrarias não fazem mais estoque. Para encontrar uns livros de contos nem se fala - ok, as pessoas não lêem contos, lêem romances, sei disso e ainda vou escrever sobre isso e sobre o significado disso (para mim), mas não hoje, hoje é só um prefácio sobre nada. Porque tem tido tanta obrigação para fazer - obrigação do tipo obrigação-obrigacional, faça-ou-faça, simplesmente-levante-e-saia-fazendo, que quando chega a hora de fazer algo que realmente gosto, como destilar peçonha em letras para os leitores de Madame rirem ou odiarem (às vezes simultaneamente), a paciência acabou, a vontade acabou, até a irritação acabou e ficou somente um cansaço negro, vazio, oco e seco.

Sejam tolerantes, portanto. Ou simplesmente não leiam, vocês não são obrigados.



Enfim, pensando no motivo de não ter uma mísera livrariazinha furreca, o que lembra que as pessoas praticamente não lêem mais - ok, talvez leiam jornais, revistas ou mesmo livros de auto-ajuda, coisa tão em voga ultimamente. Só que jornais e revistas são peças meramente informativas. Algumas, pensando melhor, quase todas, são desinformativas, como as revistas voltadas para público masculino e feminino especificamente e em especial aquelas que se intitulam imparciais e contemporâneas e atualizadas. Porque a coisa nunca é como você, leitor, leu naquela revista: ela é um pouco melhor e um pouco pior, dependendo da posição do objeto da matéria no espectro de interesse do conselho editorial da revista. Seja como for, revistas vêm me parecendo cada vez mais tendenciosas e oportunistas, e quanto mais sérias as revistas se intitulam, menos dá para levá-las efetivamente a sério. Se é para ser assim, amiguinhos e amiguinhas, prefiro ler as bobices de sempre nas revistas de mulézinha: não vai fazer a menor diferença se a super-mega inovadora loção para o contorno da parte tal do corpo feminino é mesmo super-mega inovadora ou se tudo não passou de um jabá.

Quer dizer. Para mim (e, eu espero, para você, leitor) não faz diferença. Tem pessoas - de ambos os sexos e de todas as opções sexuais possíveis e imagináveis - que vivem, VIVEM para acreditar em todos os textos semi-publicitários-promocionais de revistas de toda ordem e são capazes de sofrer dias a fio se não conseguirem adquirir a loção super-mega inovadora ou a bolsa 'it' da temporada. A essas pessoas recomendo Réquiem para um sonho e, oh, pootz. Todo mundo já passou por isso alguma vez na vida. Atire a primeira pedra você, leitor. Porque eu não vou atirar.



Falando nisso, já perceberam que tudo de ruim que pensamos, sentimos ou fizemos já foi pensado, sentido ou feito? Não somos minimamente originais. E só por essa, hã, empatia coletiva, já deviámos todos nos sentir perdoados e um pouco menos desumanos e um pouco mais felizes em nossa própria pele. Mas não. Porque sentimento de culpa vicia, mais do que qualquer outra coisa. É o vício-base.



O chuveiro foi trocado. O chuveiro agora funciona.

Foi das coisas mais felizes que fiz nos últimos tempos.

[TRIUNFO]



A pessoa pensa em pegar um filme boboca na locadora para ver no sábado à noite. A locadora está incrivelmente cheia, pois é sábado e faz frio. As condições de processamento mental da pessoa estão seriamente comprometidas, a pessoa olha os filmes e não sabe o que fazer. E pensa: não, esse não. Não, esse também não. Não, esse tampouco.

A pessoa parece uma criancinha mimada tendo um chilique numa loja de brinquedos. A pessoa age como a boa mãe que é e leva a criancinha mimada embora antes que a criancinha surte mais ainda e vai acalmando ela pelo caminho, pronto, pronto, passou, agora você se acalma, a gente vai brincar de alguma coisa bem legal e amanhã, se você tiver vontade, ou até mais tarde, a gente volta e escolhe um filme, tá? Mas agora, AGORA, a gente vai para casa.



Agora, AGORA, eu também vou para casa. Para chegar antes delas.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 20:06 de 26.05.2007
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Um final de semana de amplidão pra todo mundo. (ESTE FOI NOSSO POST Nº 1000)



Imagem de Hilton Pozza, Aparados.

Vambora, Calcanhotto.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 07:22 de 26.05.2007
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25.05.2007

Hoje, hoje, hoje!




Ai, ai... inveja.Tão indo pra lá? É hoje e amanhã. Tem desconto no salão de beleuza pras moçoilas que marcarem antes, massagem, cabela, mãos, pés, aquelas cousas necessárias e mulheríssimas.

Bardot Salão 3813 2393 (falem com a Regiane dizendo que é cliente La Reina Madre).

E pelamor, depois me contem TUDA.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:55 de 25.05.2007
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Rútilo escuro.

Então eu olho o mundo e em mim tem ainda tanto do que não se explica e eu fico com medo de seguir adiante e perder-te para sempre e abre-se sob os pés uma fenda de paradoxo e dúvida, em que a vida escoa se estanco e esvai-se se eu tento agarrar-me a ela. Já consumi todas as palavras, todos os teus nomes, no infindar de porquês. Sei que isso só se faz possível no espaço contíguo dos nossos corpos e que esse tudo de mim é nada a sós. Disso também sabes. Meus braços se estendem no escuro para o caso de lembrares o caminho de casa.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 00:58 de 25.05.2007
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24.05.2007

Pesadelos de Consumo

Existe um rádio-relógio encantador e potencialmente irresistível. Você flerta com ele. Paquera, namora, admira. Um dia, cheia de coragem, você vai decidida a clicar no que for preciso para comprar a belezura.

Por um mero acaso você vê as opiniões de quem comprou.



Entristecida, você NÃO compra.









No mesmo dia, chega ao seu e-mail mais utilizado:



A partir daí, passa a chegar TODOS OS DIAS o aviso belamente ilustrado que se propõe a ajudar os cristãos endividados.

Ó que coisa.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 22:43 de 24.05.2007
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Snow Flake Tips da Ticcia.

Não tô com tempo nem pra me coçar, darlings. Modos que me perdoem. Curso ninja, trabalho e um administrador de rede que não tem mais nada o que fazer andam tumultuando minha pobre vida severina.



Anteontem bateram no meu carro. Uma criatura parada em local proibido, trancando metade da entrada da minha garagem. Depois de eu buzinar e ele não se mexer, quando tentei entrar, ele arrancou. Não me viu, imagina. E o pior: teve o desplante de dizer que eu "cortei a frente dele". Pra melhorar, NENHUM dos 6 senhores sentados na calçada (era um bar) se dipôs a servir de testemunha. Bem vindos ao mundo real. Resultado: possivelmente eu arque com a pintura de uma porta traseira porque um energúmeno imbecil cego fdp estava parado em local proibido trancando a minha garagem e ainda não o tinham guinchado.



Não há de ser nada. Ontem o imortal tricolor gaúcho deu novas mostras de hegemonia. Eu tenho pena dos secadores, juro. Mas não deixo de rir da cara deles, evidentemente. Nem pobre Facelo que estava a mais de mil quilômetros escapou da flauta.



Quero deixar registrado que eu não salvei panda nenhum. Eu é que sou uma pobre panda abandonada e sozinha em um chuveiro frio. Ô, dó.



Falando em frio, adivinhem onde a pessoa que mais detesta frio na face da terra vai passar o final de semana? Se você não disse Aparados da Serra porque achou que seria impossível, perdeu de ganhar um picolé de Madame. E acabam de me avisar que tem duas trilhas para fazer, uma ao longo de um rio onde "pode ser que molhe os tênis". Fala sério, calcule a delícia de usar tênis molhado com temperatura negativa. Tô sentindo que eu vou ficar enclausurada comendo pinhão em frente à lareira (SOZINHA) enquanto os pobres coitados encaram -4ºC nos seus nike frozen shocks.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:24 de 24.05.2007
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melhores do dia

Eu tenho tanto para lhes falar mas com palavras não dá para dizer porque estou correndo, por isso corro demais, corro demais, corro demais por essas curvas da estrada que nem é de Santos.

Então fiquem com os mais-mais-mais do dia:


Gatos de Escher, por La Reina Madre


Olhem bem. A própria figura da insanidade. Mas em vez de ser rotunda e feiosa como a Rainha de Copas de Alice, La Reina Madre é formosa, linda e não quer cortar a cabeça de ninguém. Ela vai killing us softly com coisas como Os Gatos de Escher.

Não sabe quem é Escher? Clique lá! Ela explica.

Falando sério: a melhor cobertura da greve na USP. Pergunto: e não é? É!

Aguarde. Voltaremos. (com mais conversas sobre nada.)

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 10:28 de 24.05.2007
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22.05.2007

renderizações em baixa resolução

Nada como um título geek para dizer praticamente coisa nenhuma falando muito, não é mesmo?

Até onde sei, a prolixidade nunca foi o meu forte. Mas se for suficientemente divertida, quem sabe.



Li em algum lugar dessa vasta internet que as calças skinny já não são mais o super-super-hype (agora elas são só o hype, imagino) e que breve voltarão as calças de cintura bem alta (não precisa, passo) e (ta-raaa, vivaaas) as PANTALONAS. Isso sim, é notícia que se preze.



Chove e o chuveiro residencial está imprestável. O usuário abre a torneira do chuveiro no máximo de vazão e sai correndo e fechando as portas do box o mais rápido possível, invocando todas as entidades possíveis e imagináveis para que ajudem o apetrecho a funcionar. Dez segundos de água correndo e pensamento positivo depois, o chuveiro liga. Liga, mas não esquenta o bastante, porque a vazão está toda aberta. Aí começa um processo de balanceamento de vazão digno de Adriá: torce devagaaaaaaaaar para fechar a torneira, o chuveiro desliga. Torce bem rápido rápido correndo para abrir e com sorte ligar o chuveiro novamente. Não liga, e aí abre a torneira a toda a vazão de novo, mais dez segundos, o chuveiro liga de novo, e vai torcendo beeeeeeeem devagariiiiiiinho para (tentar) aquecer a água sem desligar o chuveiro. Repete ad eternum.
Qual a relação da chuva com isso? Quando chove, esfria. Quando esfria, piora.

Aí, você, leitor, se pergunta: por que não um chuveiro novo?
Pois é. Por que não?



Um chuveiro novo precisa ser instalado quando tem luz natural. Porque preciso desligar a chave geral para instalar. Sim, tem um disjuntor só para o chuveiro, mas não sei qual é então desligo tudo. Não, não adianta tentar me convencer que posso experimentar ir desligando um por vez e levar um choque a cada tentativa fracassada.



Mal pisquei e pessoas amadas viraram seres humanos muito velhinhos, frágeis, cheios de doenças e dificuldades de toda ordem. Nunca mais pisco de novo. Vou ficar igualzinha ao Alex De Large na sessão de tortura visual ao som de Beethoven.



Ao menos já tenho um colírio lubrificante.



Ontem, dormi sem tirar as lentes de contato. Porque estava lendo e o corpo colapsou e deslizou peremptoriamente para um abismo negro sem fundo de sono profundo sem sonhos.

Hoje, acordei com os olhos colados como se fosse por super bonder. Quem me salvou? Quem? Quem? Ele, o Colírio Lubrificante Maravilhoso. O mesmo que me impedirá de piscar e, com isso, trará a Vida Eterna para os meus entes queridos. (vide supra, vade retro)



Estou sem paciência. Tem ao menos duas coisas que gostaria de escrever e que mereceriam mais a sua atenção, leitor - ao menos, no meu modesto entender, mais do que essa colcha de retalhos. Mas quem disse? Ha. E elas ficam todas trancadas na cabeça, renderizando em baixa, baixíssima, resolução.



Resoluções: I'm not good at.



O que dizer de alguém que batiza seu filho de "Neutro"?
O que dizer?
Também não sei.



Tem umas coisas que são mais importantes que as outras. Agora, saber quem é quem, eis o pulo do gato.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 21:37 de 22.05.2007
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Cada vez mais perto.

No Não Discuto.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:42 de 22.05.2007
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Pequeno dicionário idiossincrático da memória, 19.


Maggie Taylor

Silêncio, s. m., é quando a voz de dentro é tão alta que cala a voz do mundo e faz um ninho líquido onde podemos descansar até de nós mesmos.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 15:38 de 22.05.2007
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Ajuntamento real em Sampa.




Ai, ai... inveja.
Aviso às navegantes: tem desconto no salão de beleuza pras moçoilas que marcarem antes, visse? Se agilizem e saiam de lá reformadas e lindas, dignas da bolsa nova.

Bardot Salão 3813 2393 (falem com a Regiane dizendo que é cliente La Reina Madre).

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 13:25 de 22.05.2007
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21.05.2007

De volta ao meu aconchego.

Tudo intriga da oposição. Tô aqui de volta, sã e salva, apertadíssima de costura, de posse da minha camiseta Audrey Hepbourn que eu ganhei da Criada, com imã de geladeira do Breakfast at Tiffany's e algumas preocupações familiares. Não vos abandonei, caríssimos. Tenham fé.

Trúli iórs,

T.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 21:55 de 21.05.2007
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20.05.2007

Notícias de Madame


OBRIGADO, MADAME! Agora sou um novo panda!


Após tentarmos comunicação por mais de doze horas ininterruptas, finalmente fizemos contato com Madame.

O paradeiro de nossa heroína ainda é desconhecido. Sabe-se apenas que permanece lutando incansavelmente pela preservação dos pandas. Ameaçados de extinção e com grandes dificuldades de procriação em cativeiro, os pandas agora contam com mais uma aliada. Há notícias de que o inventivo gênio culinário de Madame desenvolveu inusitadas combinações alimentares - adequadas à dieta pândica -, capazes de despertar em nossos amiguinhos todo o potencial romântico e erótico até então adormecido.

Há o rumor, ainda não confirmado, de que os esforços envidados por Madame relativos aos hábitos alimentares dos pandas foram de tal êxito que estão sendo recrutados mais participantes do WWF para ajudar a gerenciar a explosão de libido dos simpáticos ursinhos.

A receita parece ter dado tão certo que estuda-se a possibilidade de ampliar a aplicação da Dieta da Madame para outras espécies, inclusive humanos.

Aguardamos mais notícias a qualquer momento, fique ligado!

Colaborou C. Dohrn.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 23:17 de 20.05.2007
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19.05.2007

Bazar Pinacoteca


Rua da República, 409
Dia 20/05/2007, domingo
Das 17h às 22h


Se você estiver em Porto Alegre-RS, não deixe de conferir as artes que esse pessoal faz. Coisas para a casinha, muito bacanas e estilosas, com um preço possível.



Os porta-copos da Santo de Casa


Não deixe de conferir, também, o Vicente, filho da Sra. Santo de Casa, uma das expositoras. Ele é recém-nascido e já esboroa corações.


Os ímãs de geladeira da Santo de Casa


Vá lá, vá!



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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 20:49 de 19.05.2007
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Força de vontade é tudo nessa vida.


(desse jeito mesmo. em letras simples, corpo onze, sem negrito, sem itálico, sem sublinhado. uma força de vontade plain vanilla, every single day.)



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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 20:39 de 19.05.2007
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18.05.2007

'os nossos comerciais, por favor'

Ante a total falta de assunto palatável conversável, vem aí uma mensagem dos nossos não-patrocinadores - porque aqui no Madame se preza a liberdade de expressão e ninguém faz jabá. Só se recomenda o que é testado, gostado e aprovado.





Esta é a sopa de pacote 'Caldo Verde', da Maggi.
A única sopa de pacote que provei e gostei.

É certo que a Madame faz o Verdadeiro caldo verde. É certo que é bem melhor que esse - embora não tenha provado ainda, tenho CERTEZA que qualquer coisa que saia da panela da Madame é melhor do que o que se compra por aí.

Maaaas como não tenho uma Very Own Personal Madame para cozinhar para mim, o negócio é partir para a emulação. E a sopa caldo verde emula muito bem.







Este é o Normaderm Noite, da Vichy.

Um único comentário sobre ele seria o suficiente: efetivamente faz o que promete.

Mas aí não diria o que ele promete, e o que ele promete é reduzir os poros de quem tem a pele oleosa - e reduz - e eliminar aquele brilho gordurento que fica o dia todo, não importa quanto pó facial você passou - e elimina.

Então ficam aí as recomendações criadais, e quando tiver assuntos leves e agradáveis eu volto.

Torçamos que seja logo.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 23:19 de 18.05.2007
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17.05.2007

Reclamações aleatórias enxurrádicas

estou com frio
estou cansada
estou excessivamente roliça
estou sem tempo
estou com fome
estou ocupada
estou cheia de coisas para fazer
estou com sono



Algumas coisas - quer dizer, uma coisa - dá para resolver:

"com frio" - vestir roupas bem quentes



Mas as outras... complicado:

"com sono" / "cansada" - incompatível com "sem tempo" / "ocupada" / "cheia de coisas para fazer"

"com fome" - incompatível com "excessivamente roliça"

I/O erro



Ao menos tem uma coisa que dá para resolver: o frio. Abençoados sejam todos pelo frio. Ou não teria nem uma opção solucionável sequer.





A vida é uma caixinha de surpresas sem nenhuma surpresa dentro.






(acho que vou comprar a última revista Nuóva e ir para casa ler cada palavrinha e meditar sobre o quanto sou feliz)


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 21:52 de 17.05.2007
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16.05.2007

Continho de antes do jantar.


Então a namorada olha para o namorado e pergunta:

- Tem massa, carne, peixe, tu queres comer o quê?

Diante do olhar absurdamente lascivo do sujeito, ela previne:

- Responde com modos!

Ele então diz muito sério:

- A senhorita.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 23:00 de 16.05.2007
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Intimidade.

Este último verbete do dicionário me lembrou um texto que publiquei no Megeras. Fiquei com saudades:

Há um tempo em que paira um misto de educação, nervosismo e constrangimento entre os casais . Aquela coisa de querer tanto agradar que parecem ambos calçar sapatilhas de cristal, pegar as coisas nas pontas dos dedos, limpar um guarda louças repleto de porcelanas com cotonetes. É bonita essa delicada dança de corte e conquista, o pavoneamento, as sutilezas. Isso não os impede de depois dos protocolos e rituais, deixar de lado convenções e partir para a luta aflita. Um casal que se conheceu naquele mesmo dia e foi pra cama, pode se entrosar tão bem quanto um que se conhece há meses. Pode. Muitas pessoas ficam totalmente à vontade para fazer, dizer e experimentar tudo que têm direito com quem quer que seja desde já. Ótimo. Tem química, tem tesão, seja lá o que o diabo quiser. Isso é entrosamento, mas ainda não é intimidade e não se mede intimidade pelas atitudes sexuais. Pelo menos não se mede só por elas.

Intimidade é não precisar verbalizar uma brincadeira, é poder enrolar uma quantidade absurda de spaguetti no garfo e encher bem a boca, agarrar pela cintura para evitar um tombo, dizer uma enorme idiotice e rir de si mesmo, se espreguiçar na cama do outro, abrir a geladeira para inspecionar, deixar transparecer o mau humor, a cara amassada da noite mal dormida que pede a solidariedade do silêncio. Intimidade é perceber tudo isso e sentir um calor gostoso na barriga porque o outro está confortável.

Há quem diga que isso é efeito colateral da rotina e que é o começo do fim, a perda do mistério, um pé na desconsideração. Discordo veementemente. Para mim, é a melhor fatia do bolo, a do meio, com muito mais recheio.

Na linha da Confort Food, proponho o Confort Love.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:30 de 16.05.2007
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Pequeno dicionário idiossincrático da memória, 18.



Maggie Taylor

Intimidade, s. f., é um par de pantufas fofinhas, já bem gastas e aconchegantes, que usamos em casa e emprestamos só para quem amamos muito.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 17:27 de 16.05.2007
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Tratamento de choque.

Aí a pessoa cheia de sono consegue se arrastar para fora de sua cama quentinha numa manhã de chuva e frio (12º), entra no banho, põe xampu no cabelo, faz espumón, tararalalá e falta luz. E a pessoa tem que terminar o banho com água GELADA, se sentindo uma truta canadense.

Acho isso é intervenção divina para o cérebro voltar a funcionar no mode ON.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:31 de 16.05.2007
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15.05.2007

Pequeno dicionário idiossincrático da memória, 17.



Maggie Taylor

Distância, s. f., é a medida do espaço que se impõe entre pessoas e que é tão mais difícil de transpor quanto menos ela esteja no mapa e mais ela esteja na alma.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 17:53 de 15.05.2007
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Ground control to Major Ticcia.

Hoje recém é terça e eu já: esqueci de almoçar, deixei a pasta com o meu caderno de preço inestimável no estacionamento, perdi (e achei) um processo, esqueci da lavanderia, da empregada, das bolsas da Marilinda em casa, da comida da gata, da roupa do Pilates, de buscar senhas novas do trabalho.

Tô dizendo. Meu cérebro emigrou.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 13:09 de 15.05.2007
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Medo, terror, pânico



POR QUE alguém compraria algo que promete fazer ISSO?




A expressão "medo, terror e pânico" foi criada pela irmã mais nova da Dona Scarlett


Campanha 'Copie Citando a Fonte'


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 06:34 de 15.05.2007
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14.05.2007

Hora H.


É difícil ser feliz. É difícil deixar a felicidade entrar, ainda - e principalmente - quando ela chega e pronto, quando ela chega e é, quando ela chega e abre os braços, sem disfarce, sem regateio, sem senões, sem camuflagem. É difícil ser feliz. É difícil olhar para a felicidade de cabeça erguida, olhar nos olhos de frente e não desviar o olhar, porque a felicidade é quase acintosa, quase indecente, é quase um insulto, é quase um pecado. A felicidade nua e livre é quase pornográfica. A gente olha e pensa se será mesmo conosco, se o endereço não está errado, se amanhã ou depois não virá alguém explicar que foi um lamentável equívoco e, afinal, o destinatário era outro. É difícil acreditar no sonho, muito mais quando o sonho está virando vida e a vida vai se confundindo com tudo aquilo que a gente sempre quis, porque vida, segundo o que nos contaram, é aquela coisinha amarga e sofrida, medíocre e sem graça que a gente leva quase sem perceber, e é estranho quando ela aparece, vestida de festa, com asas e fogos e flores nas mãos. É difícil ser feliz. Porque a gente duvida, a gente desacredita, a gente quase dá contra. A respiração pára, a perna treme, as mãos suam e a gente de repente já não sabe mais se aquilo é mesmo aquilo, se não tá tudo errado, se não é hora de se esconder embaixo da cama. É difícil ser feliz e é tão mais difícil quanto mais já não se foi, quanto mais já se viu tudo se desfazer, arrefecer, desmantelar, esbudegar, derruir, escangalhar. E então a gente pensa se não deve dar meia volta e sair correndo, para não arriscar. Mas não é, não é não. É hora de ser feliz. Ou de tentar.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 14:13 de 14.05.2007
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13.05.2007

segundo domingo de maio

Este é um segundo domingo de maio sem post do dia das mães.

Quem tem ou teve filho pequeno sabe que toda festa de escolinha ou de colégio até a quarta série faz o maior fuzuê com a idéia de mãe. Para eles as mães não são mães, são MÃES. Criaturas gloriosas puras iluminadas fonte de todo o bem, um manancial de doçura, um cipoal de amor e afeto.

E não é nada assim.

Mães são mulheres comuns, cheias de defeitos, medos e dúvidas que, pelos mais variados motivos, atendem a um anseio meio-biológico-meio-psicoafetivo e, com ou sem a ajuda de um parceiro (ajuda que pode consistir num mero ejacular e apenas isso até a mais completa parceria no que diz respeito à criação de um ser humano íntegro e, espera-se, feliz) resolvem ajudar durante o vir-a-ser de uma pessoa, venha de dentro de suas entranhas ou não.

Muitas vezes, mães são presas da mais pura inconformidade e raiva. Querem dormir e o filho não deixa. Precisam terminar o trabalho e a criança chora. Mesmo com todos os avisos e conselhos, a criatura insiste em fazer do seu jeito e quebra, esfarela, despedaça a cara e a auto-estima. Mães sentem raiva dos filhos, sim. Muitas e muitas e muitas vezes. E, sendo mães, inspiram fundo e superam a irritação porque sabem que precisam - precisam - agir de forma equilibrada e afetuosa, pois é o próprio âmago do ser de alguém que elas amam que está em jogo.

Mães cuidam. Mães se preocupam o suficiente para que você esteja protegido e o necessário para que, apesar do cuidado, você seja livre. Mães estão em irmãs mais velhas, em amigas, em empregadas da família, em professoras, em colegas de trabalho, em primas, em sogras, em chefes (esses dois muito muito pouco, mas acontece). Mães estão em pais. Mães estão até mesmo em mães.

Um caloroso e solidário abraço a todas as minhas mães.
Meu afetuoso reconhecimento a todos os que são mães, todos os dias.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 23:33 de 13.05.2007
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11.05.2007

Dentro e fora.






Dentro dele tem um menino, com os mesmos olhos de espanto e deslumbre de quem procura mistérios, com essa gana de mundo, com essa fome encantada. Dentro dele tem um menino, de cabelo revolto, sorriso de sol, pés no chão, corpo salgado de mar, joelho esfolado, gargalhada de pássaro, sono de bicho a meio da tarde. Dentro dele tem um menino, com cheiro de fruta, mão lambuzada, camisa suja, suor na testa, que canta alto, diz besteira, fica triste e disfarça olhando pro lado, esconde a lágrima com o dedo e limpa o nariz na manga. Dentro dele tem um menino que se escangalha de rir, tem medo da maldade, se enche de coragem e desafia o perigo, me diz coisas simples daquelas que a gente sonha que sejam verdade, me namora envergonhado de longe e me rouba uma flor, me beija de olhos abertos pra ver se não fujo e fala estranho de amor. Dentro dele tem um menino, que por fora tem um homem, que me põe uma menina dentro.





Golden Slumbers, Elis, 1971.


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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 22:48 de 11.05.2007
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Não sou eu que tô dizendo - I love my inbox.

"Sabe o que vc fez comigo? Me tornou uma lareinólatra.

Agora eu fico indo lá no site e olhando as bolsas e querendo tudo. Minhas colegas ficam tirando com a minha cara: "- Lá vem a Isa, noooooossa, nunca imaginei que ela viria justo com A BOLSA DA MADRASTA" - sim, esse é o carinhoso nome que as minhas amigas deram a ela.

Modos que eu FINALMENTE vou ter uma pra revezar. =D Fim de semana vou com a escola num treco da UFRGS e vou ficar aí só pra pegar A BOLSA DO PAI, já que ele decidiu que eu tenho que buscar ela.

Um último comentário: no inverno eu fecho os olhos e vejo chocolate vesúvio. Sabe de quem é a culpa?"



Senhores e senhoras da platéia, como vocês devem ter notado, eu sou uma desencaminhadora de enteados. Transformei uma mimosa menina loura linda e meiga que amava o babyssauro numa chocólotra consumidora de bolsas compulsiva. Mas pronto, como os senhores também têm a oportunidade de constatar pela excerto retro-transcrito, ela é uma criatura maravilhosa, querida, linda, inteligente, que escreve bem, que faz piada, que tem presença de espírito e que, putamerda, se é resultado da excelente criação que recebeu de papai e mamãe, eu tenho aí alguma contribuição, é ou não é? É. E tenho dito.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:09 de 11.05.2007
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Chocolate Quente Vesúvio - Atualizado.


Bolsa Chocolate-quente La Reina Madre,
em homenagem às mulheres que são
uma delícia (como nós).






Dia frio, um leve blue mood no ar? Nada que um chocolate quente de matar o guarda não resolva. Pique o chocolate em barra e coloque junto com o leite para aquecer em fogo brando. Mexa de vez em quando para derreter. Dissolva a maisena e o chocolate em pó em um pouco de leite, junte à panela. Espere ferver, mexendo sempre. Depois de fervido e engrossado, coloque o creme de leite e o conhaque. Sirva em caneca (com chantilly se quiser ou com fiozinho de leite condensado) e avise os incautos que a queimadura nos beiços pode ser de terceiro grau. Muito importante: caloria, nesse caso, é o que dá na gente depois de beber. Mais nada. Ah, se você derrubar acidentalmente meia lata de leite condensado dentro da panela, finja que nem notou.


Ingredientes: 400g de chocolate meio amargo, 1 l de leite INTEGRAL, 1 caixinha de creme de leite, 1 colher rasa de maisena, 2 colheres de sopa de chocolate em pó do bão, conhaque (a gosto do alcoólatra), leite condensado para decorar.




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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 12:39 de 11.05.2007
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10.05.2007

Lindezas.

Aqui ó, sabem quem faz o melhor chocolate quente do mundo? Ah, pois é. Sóri perifa.



Nabuco, coisa linda, incríveis, geniais.



A mulé aquela endoidou. Tem máscara de dormir de vaca, meus filhos. DE VACA.
Ai, morri.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 22:37 de 10.05.2007
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Menos é mais

Fiz um longo post explicando por que não gostei de Homem-Aranha 3.

Pensei qual a finalidade de manifestar minha opinião não muito elogiosa. Praticamente zero. Porque o filme não vai mudar e, francamente, meu ponto de vista não é de interesse geral. Se fosse, teriam me contratado para escrever uma coluna de opinião.

Então resolvi apagar tudo e dizer três coisas:

1) Não gosto de filme em que as pessoas choram choram e tudo é perdoado e tudo é esquecido e vamos-todos-ser-felizes-porque-o-amor-é-lindo. Não me desce. Não alimentemos raivas, ódios, porque esses sentimentos consomem, mas não esqueçamos nunca os nomes e sobrenomes de nossos desafetos nem como a dor por eles infligida calou fundo na nossa carne. Há uma linha excessivamente tênue entre a nobreza e a estupidez. Melhor prevenir.

2) Pessoas que choram o tempo todo contam com minha impaciência e cansaço. Na vida real e em filmes. Chorar é coisa séria. Se a criatura decide fazer de sua vida um super chororô sem fim, não conte comigo para torcer o lencinho.

3) Não gosto de seqüências. Costumam ser uma espiral de degradação retroalimentada.

E, três-ponto-um, não gosto de saber que essa maravilhosa expressão ("espiral de degradação retroalimentada") não foi criada por mim e sim pelo Mércio, para se referir a um super-mega-bug em sistemas operacionais de servidores de internet.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 22:17 de 10.05.2007
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AVISO

Comentadores aflitos, não sofram mais.

O post sobre a camiseta já tem link para a loja.

Desculpem a nossa falha.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:04 de 10.05.2007
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Imortal tricolor.



Facelo, aquele colorado miserável, ligou mais cedo avisando que tinha comprado uma caixa de sonhos especialmente pra mim, agora não tem a hombridade de atender telefone.

Recado pra Facelo: PEGA O SONHO, FACELO, E COME, QUE TU MERECES.



Para o meu sampaulino amado, um beijinho, mas o meu time hoje foi melhor do que o dele.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 00:05 de 10.05.2007
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09.05.2007

Irresistível



O que fiz?

COMPREI, é óbvio.


UPDATE: COMPRE AQUI.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 21:02 de 09.05.2007
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Múltipla.








Tens uma de mim, essa, nova e única, que se move líquida entre riso e asa, que ascende lívida com as mãos cheias de sonhos, com os seios plenos de promessas. Tens essa de mim, outra, pequena e ínfima, que pretende escapar incólume, que se esforça para sumir dos olhos do Implacável e seguir discretamente levando consigo um tesouro oculto. Tens aquela de mim, plena, que encontra em teu corpo a memória da própria pele, que bebe em teus olhos suas ardências, que sacia em tua boca uma eterna fome secreta.










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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 14:02 de 09.05.2007
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Mostra Indie de Pesadelos - Segunda Temporada

E, quando não tem a dor, tem os pesadelos.

Continuando o pesadelo (!!) de três semanas atrás - aquele, em que você, pesadelante, morava numa peculiaríssima travessa da Assis Brasil* que, não obstante ser uma travessa da Assis Brasil, ficava no meio do mato e bandoleiros e malfeitores de todas as cepas passeavam por perto da sua casinha de pinus elliotis com gritantes nós da madeira aparecendo, e berravam ameaças para você e sua família, todos vestindo tecidos rústicos estampados e com dificuldade para conseguir tomar um banho (agh) - mas enfim, continuando o pesadelo, não contente em morar numa travessa da Assis Brasil que, paradoxalmente, consegue estar no meio do mais escuro e cerrado mato, você passa a trabalhar nos arredores da Assis Brasil, para um órgão do Poder Judiciário que não fica absolutamente lá. Trabalhando lá também, as pessoas mais sinistras de todos os tempos, entre elas - ta-raaa! - o pai da cheerleader de Heroes, aquele que você nunca sabe direito de que lado está e por isso já antipatiza com o personagem. Ele senta do seu lado no transporte público (ninguém tem carro: é um pesadelo dentro do outro, quase uma matrioshka pesadelal) e começa uma conversa estranha que termina num dantesco acidente de trânsito.

Num interregno de tudo isso, numa espécie de outra travessa igualmente rural da Assis Brasil, uma mãe velhinha que fora a um piquenique numa kombi velha-caindo-aos-pedaços mata o filho mediante imprensamento contra o frontão da casa por acreditar que o filho é uma espécie de demônio, já que tem um dos pés completamente vermelho. (Erisipela, nem pensar.)

Não sei você, mas eu evitaria (evitarei) a Assis Brasil por algum tempo.
E especialmente as ruas que lhe sejam perpendiculares.


* "Assis Brasil" é a Avenida Assis Brasil, na zona norte de Porto Alegre. Bastante movimentada, com comércio intenso e tráfego pesado, constitui uma das vias de entrada e saída da cidade, direcionando-se a cidades suburbanas.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 11:29 de 09.05.2007
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Pequeno dicionário idiossincrático da memória, 16.



Maggie Taylor

Amor, s. m., é um código secreto e perfeito decifrável mediante duas chaves - que podem nunca se encontrar, que podem estar perto e nunca serem usadas, que podem não serem usadas porque quem a possui não aprendeu como. Mas quando elas se encontram, e o código é decifrado, somos levados eternamente enquanto dura à paz de termos e nos fazermos casa um no outro.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 09:44 de 09.05.2007
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08.05.2007

Hungry Tips da Ticcia.

Frio de renguear cusco já hoje. Amanhã piora. Eu não nasci pra isso. Dizem que em Satolep fez 6ºC. Tadinha da Mme Irmã.

Hildolina se assustou com um cachorro que latiu no corredor do prédio e espatifou minhas flores de cristal trazidas de longe. Hora de ir lá comprar outras.

É o terceiro dia que eu esqueço de almoçar. Já viram o estado mental da pessoua, né?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:46 de 08.05.2007
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07.05.2007

Pequeno dicionário Idiossincrático da memória, 15.



Maggie Taylor

Saudade, s. f., é uma fruta agridoce que nasce na alma de quem se permitiu viver e amar. Pode trazer em si o gosto mais amargo do mundo, que é o do que já fomos e não podemos mais voltar a ser. Excepcionalmente a encontramos ainda flor (das mais lindas que existem): é quando ela ainda está tingida de expectativas e é saudade do que está por vir.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 13:39 de 07.05.2007
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Golpe baixíssimo.

La Reina quer me enlouquecer.
Agora tá fazendo avental.

Pra quê isso, meu deus? Pra quêêêêê?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:53 de 07.05.2007
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Para constar.

Saudações tricolores do campeão gaúcho 2007 aos co-irmãos colorados encostados no seguro desemprego.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 12:18 de 07.05.2007
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06.05.2007

Pequeno dicionário idiossincrático da memória, 14.


Maggie Taylor

Bestolho, s. m., é alguém que a gente ama absurdamente muito, que nos faz rir e chorar de feliz e que, na falta - e na desnecessidade - de palavras para explicar sempre e cada vez o quanto a gente gosta que ele faça parte da nossa vida, a gente insulta de bestolho.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 21:54 de 06.05.2007
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Como é que eu vou negar?















Acordo e tem e-mail dele com essa fotinha.
Ele quer que eu cozinhe, claro. Mas saber pedir com jeitinho é uma arte, né não?

















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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:34 de 06.05.2007
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Pequena prece antes de dormir.


Denis Piel, Portrait of Love





Que teu amor me chegue calmo e manso e me dissolva o medo em teus braços, me reinvente o nome em tua língua, me apascente os olhos em teu rosto, me descubra o ventre em tua carne, me encha os seios em tua boca, me confunda as pernas entre as tuas pernas, me enrede os dedos em teus cabelos, me encontre o coração em teu peito, me tenha inteira em teu desamparo, me faça maior em tua força, me estenda íntegra em tua medida, me inaugure fêmea em tuas mãos, me beba líquida em teus sumos, me encontre plena em tua chegada, me leve junto em tuas partidas, me reerga nova em teu beijo, me faça mulher sob teu corpo, me povoe múltipla em teus sentidos, me adormeça em paz em teus sonhos, me instigue outras em teu desejo, me absolva impura em teus pecados, me ame para sempre em cada um dos teus instantes.





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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 01:38 de 06.05.2007
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05.05.2007

Tudo isso: ainda sou mais eu, vou deitar e rolar.



Porque pra me traduzir hoje, só um medley de vários Badens com a Elis.

Um fim de semana assim, cheio de sorrisos, pra vocês.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:12 de 05.05.2007
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04.05.2007

Mil vezes.

Benditos sejam os fortes de espírito, os decididos ainda que equivocados, os cheios de atitude ainda que não das melhores. Benditos sejam os de mão na massa, pé na tábua, café no bule e os que não viram coadjuvantes da própria vida. Benditos os que estão de um lado ou outro do muro, os que pulam o muro para mudar de lado, mas se sentem incômodos em cima dele. Benditos os que falam, os que dizem, os que contam, os que confessam, os que revelam, ainda que mais tarde tenham de lidar com um certo receio de ter se excedido. Benditos os excedidos, os excessivos, os exagerados, os demasiados, os desmesurados que não se contentam com a míngua da infinita ponderação, que não se tornam reféns das infindáveis variáveis. Benditos os livres para errar e acertar de vez em quando, que não se encarceram no futuro, no quem sabe, no talvez e no quase. Benditos os que erram e refazem, os que fazem de novo e erram novamente e que voltam a fazer para acertar uma hora dessas. Benditos os que têm pressa, de vida, de amor, de felicidade, de inspiração, de paixão, de sexo, de alegria, que sabem que o segundo é um já que está quase deixando de ser e não volta jamais, que aquela felicidade que não levamos conosco, que não desabrochou ali, que não pegamos à unha e olhamos nos olhos, perdeu-se e esgotou-se num avesso que não existe mais. Benditos os famintos de mundo, de olhos, de bocas, de céu, de outros lugares e outras gentes, de ser tudo de si o quanto antes.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 17:12 de 04.05.2007
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I do, I do, I do, I do.




Pra ouvir no volume alto e cobrar providências do Toninho.


(Toninho, seu lerdo, te agiliza, meu véio, trilha sonora já tem).

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:33 de 04.05.2007
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Ambulância do manicômio.

Sabe o que eu adoro? Digitar enquanto ouço jazz. Aí enquanto eu digito, finjo que sou o Thelonious Monk.

Obeésse: Vamos combinar, alguém chamado Thelonious Sphere Monk não podia ser nada menos que gênio, é ou não é?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:17 de 04.05.2007
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Discutindo a Relação

Agora, com o Rei Roberto.

Só discuto a relação se for no Cafeína mode on.

'Teje avisado, elemento.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 06:57 de 04.05.2007
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03.05.2007

Pequeno dicionário idiossincrático da memória, 13.



Maggie Taylor

Ingenuidade, s.f., é uma menina que nasceu com um colar de pérolas rebentado no pescoço e que brinca de olhos fechados num imenso jardim de tragédias enquanto vai perdendo, sem notar, uma a uma todas as suas crenças.


Para a Keiko, com carinho.
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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 20:00 de 03.05.2007
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Hic.

Meus filhos a verdade é a seguinte: meu cérebro emigrou. Tá na maracancalha, o pobre. Foi ver onde é que tem arrego para algum amigo do rei, ou finalmente catalogar de A a Z o que é que a baiana não tem. Escafedeu-se, deslargou. Tá bêbado, entorpecido, troncho de endorfina. Não serve nem pra estudo. Modos que a gente estamos aqui, sorrisim, felizim, saltitantezim, mas disfarçando.

Já vortamo.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 19:49 de 03.05.2007
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Falta de senso.

O que é aquele comercial do enxaguatório bucal Listerine onde um adolescente é posto de cabeça dentro de uma máquina de lavar roupas (fica de pernas pra cima, emborcado) com a suposta intenção de lavar melhor seus dentes? Será que esses senhores não têm notícia dos inúmeros casos de crianças que morreram afogadas em máquinas de lavar roupa (ainda antes de haver esse estímulo)? Irresponsabilidade.

Caso para o CONAR, sem dúvida.

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Coluna: Madame Pompadour
por Ticcia, às 13:06 de 03.05.2007
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Copypasted

Estive em um site. Gostei deveras de um produto que estava bem exposto na página inicial do site, mas só lá. Não tinha como encomendar o produto de jeito nenhum. Então escrevi perguntando pelo produto.

O resultado está aí abaixo. Leia de baixo para cima.
As perguntas dessa que vos escreve estão sublinhadas em verde.
As respostas do atendimento estão em vermelho.

Definitivamente, estou obsoleta para esse mundo.





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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 08:49 de 03.05.2007
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02.05.2007

Os confusos dias de Pessoa

Dia não-bom: coração galopando desesperado (quase querendo fugir), pernas e braços trêmulos.

Pessoa não sabe por quê.

Pessoa, assustada com seu corpo convulsionando, esquece de colocar a coleirinha no Id.

O Id responde: "então não faça!" para uma moça em dúvidas acerca de coisas femininas.

A moça em dúvidas se aborrece e diz para Pessoa que isso é a típica coisa que homem diz.

Pessoa fica magoada. Pessoa está sensível!

Por que ninguém percebe quando isso acontece, ó putz.

Pessoa pensa que é mesmo bom um homem, um homem dentro de si. De preferência, dois homens até.

Pessoa decide que vai se comportar como o inner man que é: coçará os adendos que tem (na falta de adendos masculinos) e ficará ensimesmado com estudos e atividades que façam Pessoa progredir. Tomará bebidas alcoólicas e arrotará alto e ensinará o filho a enfiar o dedo no nariz.

Não dá mesmo para entender as mulheres.

No caminho para casa, Pessoa passa na lodjeenha de encalhe de revista e compra revista de mulher pelada do mês passado, com a big bróda na capa. Que no encalhe é metade do preço. Mulher é toda complicada, que ao menos seja baratinha.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 21:48 de 02.05.2007
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Happy Birthday, Msr. LLL.






Esse moço lindo (por dentro e por fora) está de aniversário hoje. Trinta anos, imagina. Ai, que perdição.

Parabéns, querido. Tu sabes daquilo tudo. Sempre.







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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:58 de 02.05.2007
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Pequeno dicionário idiossincrático da memória, 12.



Maggie Taylor

Desejo, s.m., é uma fome deliciosamente itinerante que impregna a um só tempo todos os sentidos e que podemos saciar cada dia de uma nova maneira e, por isso, esperar que ela siga sempre inesgotável.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 15:10 de 02.05.2007
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Momento paparazzi.

Mais fotcheeeenhas da deliciosa passagem de La Reina Madre por Porto Alegre.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:22 de 02.05.2007
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Te cuida, Oprah




The Face Transformer, descoberto por uma amiga da Ruiva Modigliani.

Se, somado a esse lay-out afro-caribenho (assim nominado no site) e ao meu já encorpado corpão, viesse de brinde também uma voz condizente com a etnia, pulava direto da Oprah para uma newborn Ella Fitzgerald.

Oh sim. Ou melhor, oh yeah.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 10:26 de 02.05.2007
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SOS desejo tepeêmico urgente.

Por misericórdia, algum(a) portoalegrense caridoso(a) e bem informado(a) poderia me dizer onde é que nessa terra de meus deus se acha pastel de nata (aquele folhadim, com cremim dentro, queimadim por cima - valei-me minha nossinhoradasalivaabundante)?

Serve região metropolitana e arredores, entendidos estes como distância vencível antes que o folhado murche e emplaste e se torne inservível.


A penhorada família de lombrigas agradece.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:18 de 02.05.2007
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Drink noveau.






Minha próxima incursão a Pelotas incluirá uma extorsão patrimonial. Pretendo, inescrupulosamente, me apropriar das taças antigas de champanhe da Vó Nininha. Todo mundo sabe que as do tipo "flute" preservam mais o gás, mas quem vai negar que as clássicas vintage são infinitamente mais glamurosas?

P.r.e.c.i.s.o.






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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:01 de 02.05.2007
comentários (3)

01.05.2007

Tsc, tsc, tsc.

O que de melhor você pode fazer a uma criatura que lhe deu um redonto e retumbante fora é ser de uma deselegância disentérica. Assim ela nunca mais irá nem cogitar a possibilidade de se arrepender de não ter levado a história com você adiante e, de brinde, ainda vai pegar nojo da sua cara e ter motivo justo para denunciar a sua absoluta falta de classe para o restante do mundo civilizado (evidenciando mais ainda como você, realmente, não estava à sua altura).

Por isso é que eu digo, minha gente: saia, saia chutado, saia rejeitado, saia escarrapachado com uma mão na frente outra atrás, sangrando pela estrada afora bem sozinho, futricado do primeiro ao quinto de verde e amarelo, mas jamais, never, jamé, em hipótese alguma, perca a elegância.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 19:02 de 01.05.2007
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