Te dei meus olhos pra tomares conta.
Acabo de descobrir o sentido desses 34 anos de vida:
ouvir Chico cantando
Eu te amo, ali, na minha frente,
como se tivesse sido composta para mim
na madrugada de sexta pra sábado.
Agora é pensar em algo à altura para os próximos 34.
Route 34.
Tem um momento de vida que o mais importante é a coerência, inclusive com nossas próprias contradições. Um tempo em que tudo e todos que a gente ama, ama-se pra sempre - às vezes de outra maneira - mas segue-se amando. Um tempo em que a gente não se envergonha mais das escolhas, mesmo que elas tenham mudado, ou mesmo que elas não sejam as recomendáveis, louváveis e de aprovação coletiva necessária (e às vezes exatamente por isso), em que tudo vira patrimônio indispensável daquilo que somos, da nossa humanidade, sempre construída em luz e sombra, daquilo que sonhamos e daquilo que ainda vamos ser, ou daquilo que desistimos de ser, não queremos mais ser, oras. Tem lá um momento de vida em que a gente dá menos importância ao resto e mais importância ao que queremos de verdade, seja um bife enrolado com toicinho (
falando nisso, notaram que algum pudor colesterolêmico fascista baniu os bifes enrolados com toucinho da face da terra?) ou uma transgressão atordoante das normas de moral & bons costumes. Tem uma hora que só mesmo o que importa é aquilo que nos faz feliz, bom ou mau, adequado às normas sociais vigentes ou não, mas totalmente coerente com a vida que escolhemos viver, com as pessoas que amamos e que nos amam da maneira que podem e que podemos amar. Tem um momento de vida que a gente escolhe a si mesmo. É pra lá que eu tô indo. ‘Bora?
Queridos, obrigado por terem me trazido até aqui.
Hoje também o
Não Discuto está de aniversário.
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Aquele homi lindo quase me matou de emoção e provou que me conhece como poucos. Obrigada, meu querido.
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Eu vou pra Toscana com a Adelaide e a Solineuzza.
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A minha sogra me ama. Isso é que é.
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Chiquérrima. Obrigada, Fer.
* Eu fui escandalosamente mimada pela
minha ídala-mór. Morri.
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Sparkling post da minha Twin Freak. YEY!
Timbuktu.
"That gloomy Sunday in Baltimore, however, Mr. Bones kept his mouth shut. They were down to their last days together, perhaps even their last hours, and this was no time to indulge in long speeches and loopy contortions, no time for the old shenanigans. Certain situations called for tact and discipline, and in their present dire straits it would be far better to hold his tongue and behave like a good, loyal dog. He let Willy snap the leash onto his collar without protest. He didn't whine about not having eaten in the past thirty-six hours; he didn't sniff the air for female scents; he didn't stop to pee on every lamppost and fire hydrant. He simply ambled along beside Willy, following his master as they searched the empty avenues for 316 Calvert Street."
(
Timbuktu, Paul Auster, 1999).
Um dos meus livros preferidos.
A narrativa é toda do ponto de vista de Mr.Bones, o cachorro que acompanha o mendigo Willy. Lindo, lindo, lindo.