31.03.2007

Nada se perde.

Na quinta passada fiz o meu melhor molho ever para massa. A receita foi a da Pasta da Alta Realeza, mas com alguns aprimoramentos (agora ele tem manjericão fresco, verde e roxo, e castanha de caju), mas não pude comê-lo quando deveria porque tive compromisso inadiável com Gilda, minha cabeleireira. Vai daí que virou jantar delícia pós curso e hoje, na magavilololosa cozinha lavoisierana de madame, virou recheio de sanduíche. Felicidade, mosfios, felicidade.

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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 23:03 de 31.03.2007
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Tô avisando.

A pessoa não tá bem. Comprou tênis de corrida. Tsc, tsc, tsc.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 21:24 de 31.03.2007
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30.03.2007

Sene-sene-sene-sene-Senegaaaaaaaaaaaaaaal.

Trinta e seis graus em Porto Alegre. Até aí (quase) nada. Mas e a umidade? A título de ilustração: Ticcinha foi em casa na hora do almoço com o ar condicionado do seu bólido reluzente no máximo e com todas as alhetas viradas prela. Ao descer do veículo, seus óculos escuros EMBAÇARAM, meu povo! EMBAÇARAM! Tá?

Por mim pode ficar assim. Antes Senegal do que Círculo Polar Ártico, mas que tá violento, tá. Moço lindo tá de cama e tudo.


Em tempo: Salgado Filho fechou hoje durante 20 min por causa do nevoeiro. E os controladores de vôos ameaçam greve para os próximos dias. E ontem, quando a gente precisava que um vôo atrasasse umas 36 horas, não aconteceu NADA, NADA, NADA. Nem meio minuto de atraso, putamerda.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:03 de 30.03.2007
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Altero-auto fagia.







No Não Discuto.








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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:22 de 30.03.2007
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Falzita de Las Canduengas falou, Falzita de Las Canduengas avisou.

Dia 15 de abril eu não tô pra ninguém. Tito Pulo vai chegar e pular nimim. Ai. Essas muléres acham que ele vai passar antes nas casinhas delas. Rá. Tadjeeeeenhas. Meu, meu, só meeeeeu, só meeeeeeeeeeu. E é domingo, dia que não tem curso ninja. Tudo brutalmente tramado entre mim e essa criaturinha afável e meiga que vocês tão vendo aqui embaixo.


- Ticcia Patricia, minha deusa, te prepara que eu vou pular niti.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:57 de 30.03.2007
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29.03.2007

Lei do Possível

Nesse exato momento, estou (deveria estar) trabalhando.

Mas vi esse e-mail de um site informativo jurídico e não pude deixar de comentar.

Se Estado não pode cumprir obrigação, pode adiá-la

Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a lei tem de ser interpretada de acordo com o possível. É o chamado “pensamento jurídico do possível”, teoria usada pelo ministro para atender pedido do governo do Rio Grande do Sul, que requereu a suspensão de liminar que mandava o governo pagar o salário dos delegados do estado até o último dia útil do mês.



Porque, se o Estado não pode cumprir suas obrigações no prazo, Ele, o Estado, que arrecada, que gere tudo, que é o executor do pacto social, então que poderei *EU*, uma mal-paga mãe e arrimo de 'famía'?

Era o que precisava para implementar a semi-desobediência civil. Viva Thoureau.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 15:30 de 29.03.2007
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Te dei meus olhos pra tomares conta.






Acabo de descobrir o sentido desses 34 anos de vida:
ouvir Chico cantando Eu te amo, ali, na minha frente,
como se tivesse sido composta para mim
na madrugada de sexta pra sábado.

Agora é pensar em algo à altura para os próximos 34.







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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 00:02 de 29.03.2007
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28.03.2007

NoTíccias.

Tô na casinha, mimada pelo moço do café, me recuperando de um examezinho chato.
Después eu volto.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:57 de 28.03.2007
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27.03.2007

Love Tips da Ticcia.



E aí gauchada, tão gostando do jeito novo de governar? Isso é que é reduzir desigualdade social, é ou não é? Agora tá todo mundo fu e mal pago.



Meu metabolismo despirocou. Tô trêmula de tão acelerada, melhor estilo queima total de estoque. Não, não tô relamando, não, quié isso, deixa assim que tá bão.



Tenho a declarar que eu vou ser adotada por uma família mineira que me sustentará na opulência a chico-angú, com direito a irmã adotiva, sobrinhos fofos e um cágado chamado Suplicy. Porque eu também sou filha de deus, putamerda.



Saudades da minha criada.



Amanhã tem examezinho chatinho e à noite tem Chico. Moço bonito disse que me leva nem que seja no colo. Eu tô pensando em fazer manha, ir no colo mesmo e matar a mulherada de inveja.



*Fotcheeenhas La Reina Madre, que disse que eu tava com zóinhos de coração no sábado passado.
Aqui mais fotcheeenhas.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:00 de 27.03.2007
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O corpóreo motivo da rosa.






devolve-me meu corpo em ti
leva-me de volta ao teu,
perde teu corpo em mim
beija meus olhos nos teus.
mergulhemos fundo,
no fim dos mundos,
no ouro, no breu.
e que nasçamos outros, enfim,
sem nunca termos sido
tão infinitamente nós mesmos.




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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:33 de 27.03.2007
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Momento mimetismo de amor.

Eu e Dimitri, de cinza (o novo preto).

Porque não basta ser twin freak, tem que partilhar o gato.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:25 de 27.03.2007
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Dream, of all the dreams.



Imagem de Steve Gatlin

So Many Stars, Zizi.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 00:27 de 27.03.2007
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26.03.2007

Alcalose neurológica.



Meu cérebro é uma jibóia que engoliu um elefante
e acaba de dependurar uma placa de NÃO PERTURBE a digestão.



Desculpe, precisamos absorver os mínimos detalhes.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:42 de 26.03.2007
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Eu não resistoooooo.




Por orientação de Gilda, minha cabeleireira favorita, resolvi investir em homens mais novos. Essa fofulência toda aí é João Pedro, filhote da Lali, que era todo sorrisos e dengos para a mulherada presente. Claro que eu dei um jeito de afofar ele moooooito.


(Encoste sua orelha no monitor e ouça tic-tac-tic-tac-tic-tac-tic-tac.)

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:45 de 26.03.2007
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La Reina, eu e nossa private paparazzi.



Tão vendo o meu sorriso? É o resumo da ópera.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:15 de 26.03.2007
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Macaroon-Antoinette

Duas dicas para você que vai assistir Maria Antonieta:



1) É providencial e necessário passar antes em uma boa confeitaria e adquirir alguns doces de sua preferência. A Criada recomenda Diego Andino Pâtisserie (desça um pouquinho a barra de rolagem, é o segundo da lista), onde você encontrará réplicas das delícias do filme e poderá ter o inenarrável prazer de comê-las em tempo real enquanto as vê na tela.

Outra favorita é a Calamares Doceria, os melhores Pastéis de Santa Clara do mundo. Com tele-entrega.

E sempre tem a Confeitaria Barcelona.



2) Não é um filme histórico. É um filme com uma abordagem pop e visual sobre a vida de uma pessoa. No caso, uma mulher jovem, que passou por certas dificuldades. Contada por outra mulher jovem, que também enfrentou o seu quinhão.

Quer ver drama histórico? Procure Danton ou qualquer outro dos milhares de milhões filmes sobre a revolução francesa. Tem para todos os gostos.

Mas se você faz questão de exercitar algum pedantismo: feche a cara, diga 'não vi e não gostei', vá à locadora mais próxima e pegue um filme iraniano complexo com nome de fruta ou vegetal, assista (ou não) e depois discorra longamente sobre o tema, com cara de quem entendeu.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 07:49 de 26.03.2007
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24.03.2007

Notícias Rápidas

Assistindo Riget por obra e graça d'Aquele que Navega por Entre os Bits. Lars von Trier em estado clássico, vindo conversar com o espectador após cada episódio, no melhor estilo Hitchcock. Filme laranjão saturado, enquadramentos inquietantes, dinamarqueses claros e louros falando aquela língua bárbara e linda, toda a sutileza das sutilíssimas mudanças de humor dos povos nórdicos.

Recomendo.



Achei.
(tem coisas na cabeça.)



Estou em dívida com algumas pessoas.
Agora, com um pouco mais de tranqüilidade.
Em dívida, mesmo assim.



Conhecem Insolence, de Guerlain? Tem cheiro de (!) balinha.
É a primeira vez na vida que gosto de um perfume com cheiro de balinha.
Algo degenera nesta que vos escreve? Tudo muda todo o tempo?
(não só gostei, mas gostei muito. shame on me.)



Aniversário de Porto Alegre. Toda uma montanha de atividades lúdicas a preço zero.
Calendário supostamente completo aqui.
Recomendo Falos & Stercus, grupo que me conquistou com O Clã Destino, em 1997.



Aí você faz sua configuração no Personare. Aí o Personare, em um dos trânsitos, diz que você estará fútil e apaixonável por coisas bonitas e que, conseqüentemente, não deve fazer compras ou seguir impulsos. Em outro dos trânsitos, para o mesmo período, o Personare diz que você está centrada e objetiva e que compras nesse período serão boas barganhas.
É a era randômica dos computadores. Até eles estão esquizofrênicos.



Na revista Época da semana, A Mulher-Alfa. (??)
Supondo que é uma derivação de macho-alfa, fico me perguntando whattaf*ck's the point. Definitivamente, as pessoas querem confundir as mulheres: primeiro, dia da mulher, promoção de calcinha, sutiã, batom, perfume. Depois, Mulher-Alfa, capa com mulher fumando charutão. Se não pode convencê-las , confunda-as? Só estratégia de marketing? (kinda compre-compre-compre, compre TUDO, você é mulher mas também é alfa, compre tudo de todos, para todos os mecados consumidores, você é multitudinária, você é OBRIGADA a comprar TUUUUUUUUUDO, sua maldita vadia que assumiu todos os papéis de uma vez só e ainda deu conta, odiamos você. )

Sim, somos f*donas. Tão f*donas que f*demos tudo, inclusive a nós mesmas. Assumir todos os papéis e fazer tudo muito-bem-praticamente-perfeito = stress, enxaqueca, hipertensão, excesso de peso, baixa taxa de fertilidade, desvio na coluna, depressão, ansiedade, TOC, síndrome do pânico, bulimia, anorexia, anorgasmia, câncer.

Ó Senhor Grande Deus da Mídia e da Cultura Contemporânea Ocidental: não quero ser Mulher-Alfa, mulher-fêmea, mulher-macho, mulher-objeto. Dá para ser só quem sou? Sim, abdico de todas as prerrogativas. It's too damn expensive.



Em outras palavras: tenho PREGUI!



Você engendra um relacionamento com uma pessoa. Passado um ano e meio, a pessoa está a pleno vapor numa marcha exponencial de aquisição de conhecimento, savoir-faire e estonteante beleza.

Dá uma insegurança dos diabos.
Sim, claro que é bom. E lindo de ver.
Mas dá uma insegurança dos diabos.



A Sra. Governadora está fazendo moratória parcial na folha de salários do funcionalismo.
Já notaram que as soluções econômicas 'milagrosas' encontradas pelo Poder Executivo sempre passam pela achacação do servidor público?
Veja o caso da aposentadoria/contribuição previdenciária: o servidor SEMPRE recolhe 11% sobre o que ganha (o que não ocorre com o empregado da iniciativa privada, ou com o autônomo, que recolhem menos e têm um valor máximo de recolhimento, que o servidor público NÃO TEM). Mas o caixa público está falido alegadamente porque paga a aposentadoria do servidor público - que agora paga, mesmo aposentado, a contribuição previdenciária de 11% sobre a aposentadoria (ei, peraí, a contribuição previdenciária não é para pagar a aposentadoria? então como é que é possível um recolhimento sobre a aposentadoria para pagar a aposentadoria? a pessoa se aposenta duas vezes? não né. então, por quê? por quê? por quê? porque SIM! porque o governo federal mandou e o STF disse que tudo bem!).

O que ninguém, ninguém, NINGUÉM verificou é se o governo, que retém a contribuição previdenciária na fonte, efetuou o repasse dessa retenção para o fundo previdenciário respectivo.

Sim, tentei verificar. Não, eles não dão a informação.

Sorria! Você está sendo ferrado.



Finalizando, as empresas aéreas estão em outra guerra de preços.
E tem os eventos grátis do Aniversário de Porto Alegre.

Circo, ao menos, para todos. Já que o pão é para poucos.

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:27 de 24.03.2007
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23.03.2007

Inté.


Rumo ao Planalto Central, se deus quiser, a ANAC ajudar e a TAM permitir.
Vejo vocês lá.

Comportem-se e não façam nada do que eu não faria.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:14 de 23.03.2007
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Puta vida.


Imagem de Pedro Gomes




A vida é puta. Dá e cobra seu preço. Simples assim. Tem montanha russa? Tem sim, senhor. Tem maré mansa e água fresca? Também tem, para a mamãe e para a filhinha, pro titio e o avô. Mas tem o preço. Quem não sobe, não desce. Quem não se move, não sai do lugar. Quer tentar? Arrisque. E se espatife, sim. É dela, é da vida, essa puta. Com o tempo a gente vai conhecendo os preços, vai investindo no que paga proporcional, vai fugindo dos contratos leoninos e das cláusulas abusivas. Aprende a não bancar quando não tem cacife, a só blefar quando não vai precisar empenhar o relógio, a passar quando não tem nada além de uma dupla de 9. Quem já pagou o que não tinha, aprende a real medida do que tem. E conhece o jogo. Quem subiu e desceu (de escada ou queda livre), sabe da deliciosa vertigem da altura e da dor dos dentes da frente quebrados. Mas é boa, é gostosa a vida. Ter em mente, todavia, que nada impede que ela trapaceie e esconda cartas na manga, só pra depois sorrir pelas nossas costas. Ela, a vida, essa puta.



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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:26 de 23.03.2007
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É amanhã, meu povo!



Todo mundo lá, hein??

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:04 de 23.03.2007
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Diversos sabores.




E eu, que sonhei a noite in-tei-ri-nha com a tele-pizza?

Tsc, tsc, tsc.



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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 09:33 de 23.03.2007
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22.03.2007

Pra dar um super Up. Todo mundo cantandooo!


Ain't Got No/I Got Life - Nina Simone
(1968 ) Gerome Ragni, James Rado, Gal McDermot

Ain't got no home, ain't got no shoes
Ain't got no money, ain't got no class
Ain't got no friends, ain't got no schoolin'
Ain't got no wear, ain't got no job
Ain't got no maaaaaaan

And what about God?
Why am I alive anyway?
Yeah, what about God?
Nobody can take awayyyyyyyyy

I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smiiiiiiiiile

I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobies
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my seeeeeeeeeeeeeeeeeex

Ain't got no father, ain't got no mother
Ain't got no children, ain't got no faith
Ain't got no earth, ain't got no water
Ain't got no ticket, ain't got no token
Ain't got no loooooove

I got my arms, I got my hands
I got my fingers, got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood

Got liiiife, I got my freedoooooooom, I got liiiiiiiiiife...

Mind! Soul!


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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 16:33 de 22.03.2007
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BOLSA DA HILDOLINA APAIXONADA.






Não, nãé possível. 'Cês viram isso?
Assim não dá, assim não pode. Essa mulé é uma vaca.
Vou o usar o Código de Defesa do Consumidor contra ela.
Isso é Cláusula Abusiva.
Me chama o CADE.
Isso também deve ser abuso do poder econômico.
Tem de haver algum dispositivo no Código Penal pra
enquadrar essa meliante desavergonhada.

Nã'é possível, cacete. Eu já tenho 15 bolsas dela, modeusdocéu.






Óbêésse: * Frise-se que eu não sou contratada de La Reina para fazer propaganda, não, viram? Eu propagandeio porque eu uso, gostcho, amo e tô quase falida por causa dela. O que não quer dizer que grandes empresas (e médias e pequenas) não possam tentar me encantar com seus produtos. Podem. Devem. Mas eu só falo bem do que eu gostar, tão me acompanhando pessoal da Lancomes & bebes? Então. (Ticcia levanta a sobrancelha e faz carão de chiqueza e poder). *
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:10 de 22.03.2007
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Autumn in the air.

E o outono chegou a Porto Alegre. Céu lilás de tão azul. Vinte e poucos graus. Hummmm.
Sou só eu, ou todo mundo sente o cheiro do outono?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:34 de 22.03.2007
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A lembrar pra sempre.

Aninha, cada vez que eu chegava ao ponto de dizer que estava TUDO ruim, TUDO mal, TUDO sem solução, oh goooooood, deixava eu chorar, chorar, choraaaaaaaaaaar e depois dizia: "Tá, agora toma um banho, dorme pelo menos 8 horas e amanhã, depois do café, a gente vê o que faz."

Eternamente grata. Eternamente.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 09:07 de 22.03.2007
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21.03.2007



Venho de tempos antigos. Nomes extensos:
Vaz Cardoso, Almeida Prado
Dubayelle Hilst... eventos.
Venho de tuas raízes, sopros de ti.
E amo-te lassa agora, sangue, vinho
Taças irreais corroídas de tempo.
Amo-te como se houvesse o mais e o descaminho.
Como se pisássemos em avencas
E elas gritassem, vítimas de nós dois:
Intemporais, veementes.
Amo-te mínima como quem quer MAIS
Como quem tudo adivinha:
Lobo, lua, raposa e ancestrais.
Dize de mim: És minha.




(Hilda Hilst)



Porque hoje é o Dia Internacional da Poesia e porque "Dize de mim: És minha" é brutal de tão perfeito.
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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 16:27 de 21.03.2007
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Música & Foto - quando a gente não consegue sair do lugar.



Imagem de Pedro Moreira

Here with me - Dido.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 15:52 de 21.03.2007
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Mais do que tudo, odeio
Tantas noites em flor da Primavera,
Transbordantes de apelos e de espera,
Mas donde nunca nada veio.



(Sophia de Mello Breyner Andresen)





Porque hoje é o Dia Mundial da Poesia. Porque eu li e embasbaquei.
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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 14:55 de 21.03.2007
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Um, dois, feijão com arroz.

1) Chuva. E chuva. E mais chuva.

2) Pneu do carro murcho.

3) Sono. E sono. E mais sono.

4) Zelador que quer a leitura do gás. Às 7:30h.

5) Comida da gata que terminou.

6) Alarme do carro que dispara no estacionamento. (ver item 1).

7) Comida da Ticcia que terminou.

8 ) Supermercado sem fazer há duas semanas.

9) Más notícias. Muito más.

10) Esqueceram a minha torrada.

11) Trabalho. E trabalho. E muito trabalho.


Até o meu estagiário me olha e diz: Hoje parece que não é o seu dia, né?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:08 de 21.03.2007
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love me

você num bar de um hotel de quinta
em paris ouvindo polnareff
com um daiquiri na mão

na mesa uma gérbera dá o último
suspiro, as cortinas de veludo
já eram, o garçom

chama a sua atenção. você
perdida
je suis fou de vous,
ele traz outro drinque e
sorri, você pensa aqui
não é cancun

e se pergunta quanto
tempo dura um garçom.

cinco euros, ele então
acende um gitane que você
vai fumar distraída
com a classe estudada

de quinhentas holly golightlies.


(Angélica Freitas, Rilke Shake, 2007)


Porque hoje é o Dia Mundial da Poesia. Porque eu li e embasbaquei.
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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 10:13 de 21.03.2007
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Mulher de Oncinha

Oncinha: brega? Kitsch?

Veja bem:

1) Uso chinelos Havaianas (não venha com essa de 'Sandálias Havaianas', aquilo é um chinelo) desde muito, e lá em 1988, 1989, o chinelo Havaianas era considerada a coisa mais brega sob o céu que nos protege. Chinelos de surf-shop, feitos de paninho que molha e não seca nunca? Passo.

Resultado: quinze anos depois, chinelo Havaiana é o fino da bossa.

2) Andei com minhas calças de abrigo Adidas-três-listras todo o primeiro grau, atual ensino fundamental. O que significa que, até 1989 (inclusive), minha vestimenta era considerada a coisa mais paupérrima e bagaceira de todos os tempos. Porque, ah. Muito mais confortável que uma calça jeans, vamos combinar.

Resultado: dez anos depois, Adidas é objeto de culto.


Não que as oncinhas vão ser 'fashion cult' algum dia. Duvido muito. Mas a amostra aí de cima indica, no mínimo, que brega, bagaceira, kitsch, não é a peça, o trabalho, o escrito, a fala: é a atitude da pessoa que usa/executa/redige/profere.

Não sofram, porém, vós que indigitais, com esse estranho indicador todo torcido, os que se divertem em serem quem são: hoje, até para isso tem M*stercard. Devore Vogue, Elle e congêneres, compre todas as peças de todos os editoriais de moda, bote tudo ao mesmo tempo agora e sinta-se a mais maravilhosa das criaturas.

Ao menos para os seus próprios olhos.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 08:16 de 21.03.2007
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Porque continua chovendo.


Imagem de Miguel V Arana



Sem Fantasia, Chico Buarque/1967

Vem, meu menino vadio/ Vem, sem mentir pra você/ Vem, mas vem sem fantasia/ Que da noite pro dia/ Você não vai crescer/ Vem, por favor não evites/ Meu amor, meus convites/ Minha dor, meus apelos/ Vou te envolver nos cabelos/ Vem perder-te em meus braços/ Pelo amor de Deus/ Vem que eu te quero fraco/ Vem que eu te quero tolo/ Vem que eu te quero todo meu.

Ah, eu quero te dizer/ Que o instante de te ver/ Custou tanto penar/ Não vou me arrepender/ Só vim te convencer/ Que eu vim pra não morrer/ De tanto te esperar/ Eu quero te contar/ Das chuvas que apanhei/ Das noites que varei/ No escuro a te buscar/ Eu quero te mostrar/ As marcas que ganhei/ Nas lutas contra o rei/ Nas discussões com Deus/ E agora que cheguei/ Eu quero a recompensa/ Eu quero a prenda imensa/ Dos carinhos teus.



Detalhe: A criatura essa tinha 23 anos quando compôs essa música. Vinte-e-três.


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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 00:45 de 21.03.2007
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20.03.2007

Inquérito.

Meu povo, desde ontem as visitas a este blog aumentaram HORRORES. Alguém pode me informar a fonte do sucesso, plis?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 18:19 de 20.03.2007
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Once I had legs.

A instrutora de Pilates das terças-feiras é maníaca, sádica E perversa. Quando eu acho que tô numa câmara de experimentação de Auschwitz, ela me lembra que na verdade trata-se de exame de admissão para o Cirque du Soleil.
Esse troço tem que dar resultado, viu?
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:47 de 20.03.2007
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Remédio.

Já choveu, já garoou, já abriu sol, já nublou. Fez calor e fez frio, ventou, me cobri e me despi, me arrepiei e suei. Uma voragem itinerante pelo corpo, uma inquietude de desassossegos, umidade nas frestas, mãos e pés.

Tem dias que só mesmo Chico.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 15:12 de 20.03.2007
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Drummond, mosfios, e não sou eu que tô dizendo.









Palavraria - Livraria-Café & Editora Cosac Naify
CONVIDAM PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO

Rilke shake
Angélica Freitas


Dia 20 de março de 2007, terça-feira, 19h
Na Palavraria - Livraria-Café
Rua Vasco da Gama, 165 - Bom Fim
















Se beber, não dirija
FABRÍCIO CARPINEJAR */ Especial para ZH

Graça é pouco. Ironia não é suficiente. Sarcasmo é o que move a poesia de Angélica Freitas em seu livro de estréia, Rilke Shake (Cosac Naify e 7 Letras, 61 páginas). A jornalista gaúcha faz sessão de autógrafos hoje, às 19h30min, na Palavraria (Rua Vasco da Gama, 165 , fone 3268-4260), na Capital. A obra integra uma trinca de lançamentos de novos autores da coleção Ás de Colete, ao lado da carioca Marília Garcia (20 Poemas Para o Seu Walkman) e do paulista Ricardo Domeneck (A Cadela Sem Logos).

Esqueça o rótulo da poesia feminina, o cheiro inconfundível e confessional da cozinha. Rilke Shake é um desaforo de trânsito entre as estantes da biblioteca. Inconseqüente desde a medula, mas embrulhado no pleno domínio melódico e sintático. É desbocadamente livre e divertido para dizer o que pensa, ao mesmo tempo denso e coerente para perdurar. É performance, porém não deixa de ser silêncio.

Raro surgir uma poeta que não pague pedágio a outros poetas. Angélica atropela com uma dicção definida, rimada, cheia de rompantes e de uma violência fundadora.

Não é nenhum risco evocar Carlos Drummond de Andrade e seu primeiro livro, Alguma Poesia (1930), com pérolas de humor entrópico como a briga do poeta municipal com estadual e federal, Poema de Sete Faces e Quadrilha. Angélica é uísque, Drummond é conhaque, ambos comovem como o diabo. Articulam um deboche para dentro, concentrado como veneno. Um lirismo caçula, que produz comicidade pelo tom falsamente sério.

A conversa miúda com Drummond está debaixo do bigode: "O homem atrás do bigode é sério, simples e forte. Quase não conversa./ Tem poucos, raros amigos/ o homem atrás dos óculos e do bigode" (Drummond).

"Ai que bom seria ter um bigodinho/ além das lentes dos óculos ficar/ escondida por trás de uma taturana/ capilar" (Angélica Freitas).

Ou debaixo do tapete. O poeta mineiro pode ser percebido em A Família Vende Tudo, que resgata a Liquidação (1968 ). Mudam-se a época, as carcaças do peru, permanece igual o inventário de um imóvel com todas as lembranças, e pecados cometidos ou em vias de cometer.

A voz que surge é conclusiva, nada tendo a perder, muito menos a ganhar. O contraste entre o timbre leve e os temas canônicos fortalece a atenção dramática. Um exemplo é quando Angélica imagina o que se passa na cabeça de um violinista durante a queda de um avião. Ela mistura a sensação de início de um arranjo com a contagem regressiva do desastre: "o chão é lindo e vem vindo/ one/ two/ three".

A negatividade de sua visão do mundo é filtrada pelo otimismo musical. Se não conquista pelos olhos, conquista pelos ouvidos.

O livro poderia ser um tributo intelectual, se não fosse uma ária de demolição. Começa zombando de Shakespeare ("é muito bom, mas e beterrabas, chicória e agrião?"), passa por Andersen e seus contos de fadas, despreza Chaucer, ri do bundão de Gertrude Stein, lembra dos momentos mais pateta do que poeta de Keats, faz campanha para se livrar de Ezra Pound e de Mariane Moore, instaura uma política de desarmamento de Mallarmé ("Você sabe quantas pessoas morrem por ano/ em acidentes com Mallarmé?"). Sem contar o título, que transforma Rilke numa bebida cremosa.


(Daqui).


Eu vou cedim pra ser a primeiroooooooooooona.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:15 de 20.03.2007
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A geladeira aconchegante.

Quem freqüenta a minha casa sabe que a minha geladeira está sempre abastecida como se ali vivesse uma família de 6 pessoas. Isso ERA assim. Contudo, na atual configuração Patrícia 30 horas, o supermercado (que eu adoro fazer) passou a ser programa social supérfluo e aquilo que antes era a disneylândia de gordo, agora é um iglu inóspito e desolado.

Ontem cheguei pra lá (bem lá) das onze da noite, estômago colado nas costas, destroçada de guerra, pés úmidos e com frio. Abri a porta da geladeira sem esperança de encontrar nada além de um tomate mofado e um potinho heróico de Activia Coco, e, para surpresa e refestelamento geral da nação, tinha uma panelinha com resto de feijão que Madamo Pai havia deixado. Ahhhh, que alegria, modeuso!

Peguei aquelas duas xícaras de feijão de sexta-feira, adicionei um pouco d'água, um tantinho mais de sal, triturei tuda com o mixer (tinha até bacon!!), taquei dois punhados de massa de letrinha e fiz a sopa de feijão mais aconchegante ever, tomada no mega canecão. Teve até pitada de tabasco. E fui dormir feliz, muito feliz, de buchinho cheio e quentinho.

Obrigada Madamo pai. Feijãozinho família que vira sopa de letrinha não tem preço.

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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 10:15 de 20.03.2007
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DNA de Madame.

Read my VisualDNA Get your own VisualDNA™


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:11 de 20.03.2007
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19.03.2007

Wet tips da Ticcia.

Eu tenho fixação por roupas com cinto de fivela forrada. Estive prestes a vender um rim por causa de um Trench Coat da M.Officer bege, com cinto de fivela forrada. Isso não está certo, minha gente.

Chuva, vento e frio em Porto Alegre. São as águas de março fechando o verão. Muito pau, muita pedra, muito fim do caminho. É a lama, é a lama. E eu sem um mísero trench coat com cinto de fivela forrada. putaquepariu.

Enquanto isso, direito constitucional rules.

Tem férias dia 05 de abril? Tem.São quize dias mas são minhas. Antes disso tem BSB, tem shô do Chico, tem conexão, tem exame chato, tem uma penca de coisa que só de pensar eu me enterro debaixo da cama.

Mas deus olhou pra mim e me descolou um box no edifício, com acesso direto ao elevador e tuda. Isso dá mais 15 min de sono. Se vocês acham que 15 min de sono é irrelevante é porque não sabem o que é ser um cerumano 30 horas, praticamente uma agência unibanco.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:28 de 19.03.2007
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The World in My Eyes


Read my VisualDNA Get your own VisualDNA™



Gostei deveras.

Peguei no Mal Secreto, da Ana Betta. Visite!

E faça o seu DNA.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 13:03 de 19.03.2007
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Dupla dinâmica.

Esta hipopótama pelotense soprano sou eu.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 12:44 de 19.03.2007
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Unbeliévaból.

É inacreditável a capacidade que algumas pessoas têm de dizer/fazer merda. A gente tenta ajudar, tentar ter boa vontade, tenta ser tolerante, tenta filtrar o que ouve, tenta interpretação analógica favorável, tenta dar desconto, tenta ser solidário, tenta contextualizar, tenta ser benevolente, querido, mimoso, gentil, tenta. Mas é inacreditável a capacidade que algumas pessoas têm de dizer/fazer merda. I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 11:54 de 19.03.2007
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In the wee small hours.

E tem horas que o mundo engasga, que a gente olha pra frente, mas tem vontade de sentar no meio-fio, uma sensação de injustiça desgraçada, uma inaptidão atávica para seguir, um peso que é o gesso corpo e suas impossibilidades pelos caminhos que não são nossos. E a gente acumula certezas escuras de que não, que nunca, que definitivamente.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:45 de 19.03.2007
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Estreando idade nova.



Eu e o moço lindo do café.
Sim, eu sei, não dá pra ver o efeito lipo na fota. É de propósito.
Fica a surpresa pra Brasília.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:30 de 19.03.2007
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Agora é que são elas.



Não tenho palavras para descrever a minha animação.
Eu vou, eu voooooooooooou! TODO MUNDO LÁ!

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 00:37 de 19.03.2007
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16.03.2007

Route 34.



Tem um momento de vida que o mais importante é a coerência, inclusive com nossas próprias contradições. Um tempo em que tudo e todos que a gente ama, ama-se pra sempre - às vezes de outra maneira - mas segue-se amando. Um tempo em que a gente não se envergonha mais das escolhas, mesmo que elas tenham mudado, ou mesmo que elas não sejam as recomendáveis, louváveis e de aprovação coletiva necessária (e às vezes exatamente por isso), em que tudo vira patrimônio indispensável daquilo que somos, da nossa humanidade, sempre construída em luz e sombra, daquilo que sonhamos e daquilo que ainda vamos ser, ou daquilo que desistimos de ser, não queremos mais ser, oras. Tem lá um momento de vida em que a gente dá menos importância ao resto e mais importância ao que queremos de verdade, seja um bife enrolado com toicinho (falando nisso, notaram que algum pudor colesterolêmico fascista baniu os bifes enrolados com toucinho da face da terra?) ou uma transgressão atordoante das normas de moral & bons costumes. Tem uma hora que só mesmo o que importa é aquilo que nos faz feliz, bom ou mau, adequado às normas sociais vigentes ou não, mas totalmente coerente com a vida que escolhemos viver, com as pessoas que amamos e que nos amam da maneira que podem e que podemos amar. Tem um momento de vida que a gente escolhe a si mesmo. É pra lá que eu tô indo. ‘Bora?


Queridos, obrigado por terem me trazido até aqui.
Hoje também o Não Discuto está de aniversário.


*Aquele homi lindo quase me matou de emoção e provou que me conhece como poucos. Obrigada, meu querido.

* Eu vou pra Toscana com a Adelaide e a Solineuzza.

* A minha sogra me ama. Isso é que é.

* Chiquérrima. Obrigada, Fer.

* Eu fui escandalosamente mimada pela minha ídala-mór. Morri.

* Sparkling post da minha Twin Freak. YEY!

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:13 de 16.03.2007
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15.03.2007

Mali - Timbuktu - Pôr-do-sol no deserto.



Foto gentilmente cedida por nosso enviado especial à Africa.

Eu tô estarrecida com a beleza disso.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 15:30 de 15.03.2007
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Coisas bonitas.

O Vélez Sarsfield marcou ontem três gols. Só isso já seria muito bonito. Mas o fato de o primeiro deles ter sido marcado por Castromán, meu jogador argentino preferido desde 3 de abril de 2005, foi LIIIIINDO.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 09:24 de 15.03.2007
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14.03.2007

Pedreiro.


Nosso amigo GUGA esta comercializando camisetas chiquérrimas personalizadas e pediu pra gente fazer um jabá básico. Vá lá conferir.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:54 de 14.03.2007
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Even though.

Um dia pra lembrar de coisas muito bonitas. As mais bonitas.

Kings of Convinience.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:38 de 14.03.2007
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90 - 60 - 90.








Estudo diz que a proporção cintura/quadril e o rebolado são o que há de mais determinante no poder de atração feminino.

Poderiam ter dado como exemplo Sofia Loren ou Rita Hayworth, em vez de Jennifer Lopez e Beyoncé, já que proporção e balanço são infinitamente melhores com classe. De qualquer forma, fica aí a prova científica retumbante de que esquálida desnutrida não tá com nada, a não ser se for para servir de cabide ou capa da de revista.










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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 09:23 de 14.03.2007
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13.03.2007

Diga-me com quem andas.

Vocês têm sedizentes amigas que ficam falando de formar uma seita secreta, com direito a capuzesões sinistros e pontudos, para debochar do seu mais tenebroso carma?

Mme. Mean, La Reina Madre e Miss Scarlet juntas em Brasília. A Gestapo vai parecer uma congregação religiosa.

Vocês têm twin freak que fica lhe mandando mails dizendo que tomar 40 xícaras de chocolate por dia faz bem ao coração justo momentos antes de você devorar uma trufa do tamanho de uma bola de basquete?

Vocês têm uma criada linda e magavelololosa que lhe enche de miminhos e smoochas?

Vocês têm uma criatura que você pode contar a qualquer hora do dia ou da noite, seja para enfermeiro Hable Conmigo, seja para personal DJ?

E colega amiga fofa que lhe manda um mail pra provar que nem tudo que é ACME é bigorna, têm?



Ah, pois é. Eu tenho.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:52 de 13.03.2007
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Seu olho me olha dentro do olho dentro
Fixo, firme, aquático, escuro.
Não sei se porque me atravessa,
Ou me desafia ao mergulho.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:07 de 13.03.2007
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Coisas da Cabeça

A cabeça da pessoa continua DOENDO e dando problemas.

Se os problemas de dentro - apesar de constante investigação - permanecem uma incógnita que nem Gregory House desvendaria,

os problemas de fora SIACABARAM!!


Garnier Fructis Oil Repair



Se você, como eu, brincou tudo o que quis com o seu picumã até ele virar uma palha empaçocada impenteável (mesmo após ter cortado mais de dez centímetros), aposte suas fichas no Garnier Fructis Oil Repair. Nem precisa ser o power cream da foto acima. É que não encontrei fotografia do condicionador basicão para colocar aqui.

Você vai ter a suprema alegria de pentear seu cabelo!! de vê-lo brilhar sob a luz solar, luz incandescente, luz fluorescente, luz estroboscópica, luz negra, luz da tela do celular, qualquer mínima luzinha!

E ele vai ficar straight and sleek em vez de uma paçoca louca empalhada.

Experimente, irmã. É baratiol.

(na dúvida entre tantos e tantos Garnier Fructis, procure a gotinha amarelo-dourada e as palavras 'OIL REPAIR')
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 08:59 de 13.03.2007
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12.03.2007

Sobre gente de merda - Um manifesto.

Eu não sei vocês, mas o meu saco para gente de merda está em alguma potência bem ínfima, daquele tipo 10 elevado na menos 45, sabe? É. E quando falo gente de merda é lato senso: aí estão compreendidas pessoas que ganham um ponto e logo em seguida perdem 6, porque a cada gentileza fazem meia dúzia de cagadas, as pessoas que tem o dom de torcer as coisas até um ponto no qual elas mesmas já não sabem mais o que é realmente verdade, o que é mentira, o que é delírio e qual é a parte que é produto do Frontal que não tá fazendo efeito. Também estão inclusas as criaturas que tem o appeal irresistível ao drama, à cena, ao efeito gótico-existencial-cármico-persecutório em que tudo, absolutamente tudo no mundo lhe diz, pelo menos indireta e referencialmente, respeito, mormente detrações, intrigas, inveja, fofoca, espezinhações e congêneres e a gente que, em não tendo nada a fazer (podiam bem ir depilar a virilha com pinça, limpar rejunte de azulejo com ajaques e escova de dente a pilha oral B, ou se engajar no movimento contra a extinção do jacaré lambreta de papo fúcsia) dedica a vida a encher os pacovás dos outros com apurrinhação, chantagem, veja bens, “eu sou seu amigo, gosto de você e resolvi lhe falar sobre isso para evitar quês”, “estou muitíssimo chateado com aquilo que”. Hã?! Modos que eu, quase às vésperas de completar bem vividos trinta e quatro anos de existência, declaro por meio desta e considero ter alertado os incautos a respeito, que ao me deparar com uma situação/criatura dessas, vou mandar tomar nos devidos canais competentes. E sim, ignorar solenemente também é um jeito de mandar ver se eu to lá na esquina preocupadíssima com a grande desfeita que eu estou fazendo, porque se essa gente não aprendeu até hoje a ter noção, não sou eu que vou me comprometer com a tarefa ingrata de enfiar algum parâmetro nessas cabeuças de porongo.

Atenciosamente,

A Direção.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 12:53 de 12.03.2007
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Mais cafeinado do que nunca.


Ele está TI-RA-NO.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:50 de 12.03.2007
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Coelho da Quáspoa.



Denize brinca com o Teo de se fantasiar de mil coisas.
Eu nem sei quem eu amo mais.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:17 de 12.03.2007
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09.03.2007

Desejos de um fim de semana mágico.



Imagem Ruben de Almeida


Henri Salvador - Je sais que tu sais.

(Exatamente isso, inclusive a parte do Freud. Hohoho.)

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 23:28 de 09.03.2007
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Informe especial Global Weather.

O clima de savana africana deu um tempo em Porto Alegre (já está até friozinho) e foi encontrado um rinoceronte no Jardim de Luxemburgo.

O aquecimento global provoca fenômenos inacreditáveis (e excepcionalmente deliciosos).

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:03 de 09.03.2007
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Spicy Tips da Ticcia

Que afronta à paz, que espoliação, que imperialismo, que transtorno no trânsito paulista que nada. O pior de tuda tuda tuda foi a primeira dama dos isteites à bordo de um tallieur Barbarela prata. O que era aquilo, minha mãe do céu? Era prata mesmo ou foi o ângulo da fota que eu vi? Shirley Palmer, mesmo sendo uma víbora, JAMAIS faria isso.

ACM tá guipadim, internadim na UTI. Que dó do véio, né não? Não? Então tá.

O glorioso deputado paulista recentemente eleito Maulo Salim Paluf foi indiciado pela promotoria de Nova York por ter supostamente enviado 11,5 milhões de dólares ilegalmente do Brasil para os Isteites, dinheiro este que pode, eventualmente, ter sido desviado de obras públicas realizadas em São Paulo. Ô mai frendis, liga não, never máindi, a gente não se importa. Reelegemos o homi. A gente gostcha.

Parece que sobrou só o Ministério do Turismo para D. Marta. Óia que filão. Vai ser o Ministério da piada pronta.

Nem no Toddynho dá mais pra confiar. É mesmo o fim da era das instituições.

Cristo jesuis, Condoleenzzias Rice também tá de tailleur prata. O que é isso? Teinnndeincia Barbarela? Invasion? Onde está Jack Bauer quando mais precisamos dele? Se fosse a descontrolada da Martha (a primeira dama dos isteites, sucessora da Shirley, não confunda) já tinham dopado a pobre e deixado presa no Airforce One para evitar mais esse vexame.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 11:06 de 09.03.2007
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Geladinho.

Meu querido amigo Nemo Nox pergunta quando vou visitá-lo. Leio isso. Resposta óbvia: no verão.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:25 de 09.03.2007
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08.03.2007

He put a spell on me.

Homenagem com classe é outra coisa. Outra coisa, com-ple-ta-men-te diferente.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 18:14 de 08.03.2007
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Porque hoje é só mais um dia como outro qualquer.

As mulheres da minha vida têm histórias reais, cheias de realidade, mas também de realeza.Lembro de minha mãe chegando em casa mais de uma da tarde, depois de cumprir a manhã de aulas na escola primária do interior, com quinze minutos de almoço, comendo omelete de batata frita para encarar o restante da jornada tarde/noite no salão de beleza. Lembro dela assim, mexendo na frigideira, unhas feitas e salto alto. Lembro de minha avó, véspera de completar oitenta anos, pedindo para ir à farmácia furar novamente as orelhas para poder usar as argolas que meu avô havia lhe dado como primeiro presente. Disse ela que a falta de maquiagem ou de seda nunca foram desleixo com a vaidade, mas pura e simples falta de dinheiro. E no aniversário estava ela: de argolas, seda e sorriso de debutante. Lembro de minha irmã, para mim sempre pequeninha e miúda, entrando na igreja no dia do casamento com o vestido de noiva de minha mãe, uma mulher feita, segura, adulta, tão linda e tão incontestavelmente feliz que nunca mais ousei duvidar da existência de amor de verdade. Acho mesmo que o que nos faz mulheres é essa beleza vinda de onde a gente menos contava, às vezes do meio da dor, às vezes do meio do nada, essa coisa de sem mais nem menos descobrirmos em nós a surpreendente capacidade de majestosa coragem, da força cheia de graça, do ímpeto da delicadeza, da elegância com garra, da magnânima humildade, da doação sobretudo a nós mesmas e às nossas convicções e vontades, porque ser mulher tem isso antes de mais nada, a vocação para amar a si, aos outros e se fazer amar, simplesmente, soberanamente, entregue e sem medida.

Todos os dias.


Escrevi este texto a pedido de uma das minhas rainhas. Fiquem atentas ao site dela. Vai ter surpresa hoje.


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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 08:49 de 08.03.2007
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Líquido palpável.



Alyssa Monks, Liquid, 2006, Oil on Linen.


No Não Discuto.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 00:01 de 08.03.2007
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07.03.2007

SOS Madame - Isso não é um trote.

Alguém tem aí alguma indicação de academia (de ginástica) em Porto Alegre que abra aos domingos (manhã E tarde)?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:57 de 07.03.2007
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007 - Sunga Nunca Mais.

Daniel "Testosterona Borbulhante" Craig declarou que prefere não ostentar seus dotes físicos a descoberto nos próximos filmes da série James Bond. O querido prefere explorar seu talento de ator e menos do seu gostosismo indisfarçável.

Oh, lamentável. Logo agora que eu ando com uma atração irresistível por moços loiros...

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 15:53 de 07.03.2007
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Direto do safari, em edição eXtraordinária.

Não morri, não. Fui abduzida pelo Programa do Imposto de Renda. Tava pedindo savana africana? Agora agüente o leão.

Não se apoquentem, já volto.

Novidades?


P.S.: Até agora, nada de rinoceronte.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:44 de 07.03.2007
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Revolta do Corpo

Você quer colocar a lente de contato. O olho engole a lente de contato e fica aquela briga, o seu olho puxando a lente para dentro e a sua mão tentando tirar a lente para fora. Muitas viradas de pálpebra depois, a mão ganha. Você passa a ter receio de colocar as lentes. Você em seguida pensa que está sendo uma idiota, porque se o olho engolir as lentes novamente vai colocar as DUAS mãos para tirá-las.

Você passará o nefasto dia da mulé lembrando-se todo o tempo, fisicamente, da sua condição feminina. Por conta disso + calor úmido acachapante da sua cidade varzeana + sua mui prejudicada circulação e vasoconstrição maluca e sangue espesso, a cabeça DÓI. Os olhos sendo esmigalhados de dentro para fora. Você faz um estoque de Migrane, Naramig e Neosaldina.

Você está em TPM. Faz um calor do cão. Você toma muita água na esperança de hidratar bem o corpo e não reter tanto líquido. O corpo ensandecido, achando que vai morrer de sede, põe-se a reter água. Você está cada vez mais parecida com aqueles peixes que incham incham até decuplicarem de tamanho a fim de afastar os inimigos. Você continua tomando água e passa a fazer umas automassagens drenantes que você mesma inventou-intuiu.

Você sente dor nas pernas por conta do inchaço. Lê em alguma revista de saúde que usar salto alto contrai a batata da perna e estimula o retorno do sangue, prevenindo dores e mais inchaços. Você passa a usar salto, mesmo não gostando muito. Você acaba colocando uma sandália que parece confortável, e é, e faz você torcer o pé umas cinco vezes seguidas ao final do dia. Você rebenta as tiras da sandália e começa a ficar com medo de romper os ligamentos. Você começa a pensar que esse povo da indústria calçadista não é sério.

Você está com queda alucinante de cabelo. Você pintou, descoloriu, repintou e retonalizou e fez o diabo com o seu cabelo. O seu cabelo virou uma paçoca louca e você cortou-o numa altura que, considerando-se os seus hábitos capilares, pode ser tida como 'bem curto'. O seu cabelo continua caindo. Você vai à dermatologista que lhe assegura que não é a brincadeira com tintas que fará de você uma mulher careca. A dermatologista lhe dá uma loção com flutamida e manda fazer exames de sangue. Você perde as guias para exame de sangue. Você passa loção de flutamida, usa shampoo para queda de cabelo e reza.

Você começou a ficar encorpada há uns cinco anos. Você até achou interessante, preencheu algumas áreas que sempre foram meio muxibinha. Você continua encorpando. Você não pára de encorpar. Você volta a fazer exercícios com medo de explodir.
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 09:42 de 07.03.2007
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06.03.2007

Savanah Tips da Ticcia.


Pela primeira vez em 33 anos, onze meses e vinte dias, eu me dirigi à administração da academia não pra cancelar matrícula, mas para aumentar o número de aulas. Não espero, claro, que vocês acreditem nisso. Eu mesma não acredito.

Para comemorar, passas cobertas com chocolate (70g só, mas bom, bom, booooooooooooom). Porque eu mereço.

Se a gente acende a luz e grita com o cachorro, acende a luz e grita com o cachorro, acende a luz e grita com o cachorro, uma hora a gente acende a luz e o cachorro já sai correndo. Da mesma forma que se o cachorro foi atirado pra fora do caminhão de mudança, fica sentado na calçada esperando o caminhão voltar e tem medo de entrar em outro caminhão e ser atirado pra fora de novo. Não reparem, tô em fase Mr. Bones.

Se tem uma coisa que eu ODEIO no mundo é treinamento. Se tem duas coisas que eu ODEIO no mundo são treinamento e reunião.

O pessoal do planalto central tá ligado que no final do mês tem La Reina Madre em BSB?

Eu ganhei uma sombrinha verde de sapo COM OLHOS. Sim. É das coisas mais lindas que eu já vi.

Todo mundo reclamando do nosso atual clima de savana africana. Eu acho triste só ter o clima. O que eu não daria agora por um rinoceronte!

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:25 de 06.03.2007
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Locupletamento implícito.

Bom mesmo é quando a gente tem vontade de ficar olhando e escutando e se locupletando do outro indefinidamente, tempo parado, foco único, e até teria algo a dizer, mas não diz só para não interromper aquela sucessão de gestos, lábios úmidos, olhos brilhantes, meios sorrisos, voz mansa, mãos nos cabelos, respiração, ... ai.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:34 de 06.03.2007
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05.03.2007

Me, myself



Postsecret.


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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 20:56 de 05.03.2007
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Distâncias impercorridas.



Entre mim e seus olhos fechados - No Não Discuto.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 18:21 de 05.03.2007
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Momento Forrest Gump.


Em vez de pescar as passas da granola, comprei um pote só de passas.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:20 de 05.03.2007
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Pausa para cara de pau.

Você estimado leitor(a) que tem acessado o Mme. Mean direto do Belize, não quer me convidar para visitá-los nas férias?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:06 de 05.03.2007
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Meany Fairy Tales - Contos de fada que você encontra por aí.


Publiquei essas continhos de fadas no finado Megeras e achei que deveria republicá-los aqui, pra dar up up no astral da segunda-feira. Tirem as crianças da sala.


O GATO DE BOTA (mais aqui no meu bolso).

Era uma vez um partido que precisava distribuir cargos. Para o primeiro deu a presidência do partido, para o segundo deu um ministério e para o terceiro deu um Gato de Bota que era publicitário. O primeiro se demitiu, o segundo foi demitido e o terceiro jura até hoje que não sabe quem é o gato.


FORMIGA DOS SANTOS E CIGARRA MOREIRA SALLES.

Era uma vez uma formiga e uma cigarra. Enquanto a formiga trabalhava de sol a sol colhendo folhas e estocando provisões para o inverno, fazendo poupança no Sulbrasileiro e pagando as prestações na Casa Bahia, a cigarra ficava de papo pro ar cantando e tomando solzinho. Quando chegou o frio, a formiga se entocou no seu apartamentinho quarto e sala e a cigarra foi para o chalet de papai em Aspen, esquiar e confraternizar com os amigos.


BRANCURA RINSO.

Era uma vez uma princesa muito branquinha, muito branquinha, tão branquinha que seu nome era Brancura Rinso. Discriminada pela madrasta afro-decendente, esnobada pelos príncipes surfistas e relegada ao seu FPS 60, resolveu fazer ecoturismo. Lá, encontrou um caçador mau, forte, viril, másculo e tudibão, que abotou a madrasta, reformou o castelo e construiu um deck coberto para que Brancura Rinso desfrutasse de aprazíveis horas de leitura e fornicação ao ar livre.


CHAPEUZINHO, UMA OVA, MEU NOME AGORA É SAMANTHA RED.

Era uma vez um menininho que era obrigado pela mãe a vestir uma capa horrorosa e demodê, vermelha com capuz, imaginem a desgraça, atravessar uma floresta cheia de lobos e a ir até a casa da vovozinha surda levar doces. Um belo dia ele cansou dessa lenga lenga, tacou fogo naquela capa miserável, deu os doces pros lobos, tomou outro rumo, achou um lenhador leeeeendo de morrer, escafedeu-se e foi viver num chalet charmosérrimo à beira de um lago glamuroso na Suiça, bem linda, bem tudo.


RAPUMZÉ.

Era uma vez uma menina de cabelim muito crespim, que odiava seu cabelo com todas as forcinhas do seu ser. Como a mãe não suportava pentear aquele bombrilzim todo dia, nem agüentava mais as reclamações da guria, levou a menina ao Zé barbeiro e mandou: '-Rapa a 1, Zé". Careca e morta de vergonha, Rapumzé, como ficou conhecida na vizinhança, exilou-se em seu quarto, não saindo pra nada. Um belo dia, a menininha estava assistindo ao shopping time e viu um anúncio de Mega Hair. Era o que ela precisava. Fez super alongamento de mechas e superou seu complexo, vivendo feliz para sempre.


ALICE IN THE SKY WITH DIAMONDS.

Era uma vez uma menina que de tanto encher os pacová do irmão mais velho, foi acampar com ele e seus amigos hipongas. Lá, comeu um bolo de cogumelo e ficou tendo alucinações com coelhos brancos, gatos, cartas de baralho e centopéias, falando coisas sem sentido, com um sorrisão besta na cara, fazendo zóinho e babando por horas, até que a levaram ao pronto socorro e um médico de gorro azul fez uma lavagem estomacal com chá na demente. Foi a partir disso que passaram a usar a expressão “ACORDA, ALICE!” para quem está viajando geral na maionese.


JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO TRANSGÊNICO.

Era uma vez um menino pequeno agricultor chamado João que vivia muito miseravelmente com sua mãe, numa propriedade de 20 hectares. Um dia, ganhou umas sementes de feijão transgênico e plantou no terreno. O pé de feijão cresceu tanto que chegou até as nuvens. Uma galinha que comeu o feijão ficou botando ovos de páscoa sonho de valsa já com embalagem. João então vendeu os ovos a peso de ouro para uma gigante multinacional do chocolate e eles viveram bem ricos felizes para sempre, cultivando produtos orgânicos livres de agrotóxico para consumo próprio.


FLORISBELA DESFALECIDA.

Era uma vez uma mocinha linda a que tinham rogado uma praga terrível. Aos 15 anos ela caiu do salto, bateu com a cabeça na quina de uma máquina de costura e entrou em coma. Quase 20 anos mais tarde, quando já havia até recurso para o STF para desligarem os aparelhos que a mantinham viva em estado vegetativo, naquilo que seria a primeira Eutanásia brasileira (o caso da Florisbela Desfalecida), seu irmão mais novo estava assistindo na TV no quarto de hospital o Presidente falar da campanha do Noroeste e de clorofila com o astronauta brasileiro, Bela saiu da cama, desligou ela mesma as máquinas e descansou em paz.


A FERA E A FERA.

Era uma vez uma moça que foi entregue a uma fera para pagar as dívidas do seu papai. A fera era grande, bruta, de direita e tinha um temperamento pra lá de casmurro. A moça, apesar disso, apaixonou-se por ela, pois não resistia a opiniões fortes, atitude, inteligência e força. Quando o feitiço se quebrou e a fera virou um príncipe mangolão engomadinho, a moça, que não era nenhuma flor que se cheirasse, em vez de voltar pra casa do pai tratante, procurou a bruxa para tranformar o príncipe insoso novamente em fera. E viveram apaixonados bem longe de xópim centers, discutindo política e literatura, cheios de tesão um pelo outro, comendo feijoada e assistindo futebol.


JACK E O LOBO.

Era uma vez um menino muito inquieto e hiperativo chamado Jack Bauer. Enquanto seu avô agüentava os chiliques da primeira-avó, ele resolveu dar continuidade ao seu treinamento de sobrevivência na selva na floresta mais próxima. Lá encontrou um terrorista com uma bomba atômica prestes a ser detonada, um lobo faminto e raivoso e um pato feliz da vida chamado João Gilberto. Então o pequeno Jack pôs o pato pra cantar para o lobo, matando-o de tédio. Depois bateu no terrorista com o lobo morto até o lobo uivar e ele contar como desativar a bomba. Finalmente, quando os membros da CTU chegaram, tudo já estava sob controle. (to be continued)


A PRINCESA E O SAPO.

Era uma vez uma princesa que achava que era sapa porque todo mundo a olhava como se sapa fosse. Era uma vez um príncipe que achava que era sapo porque ele se via como se sapo fosse. O príncipe olhou para princesa como princesa e a princesa olhou para o príncipe como príncipe. Ela percebeu que ele estava certo e virou princesa. Ele achou que ela estava errada e continuou sapo. Então a princesa achou um outro príncipe e foi feliz para sempre, muito agradecida ao sapo. FIM.


CINDY ELLE.

Era uma vez uma mocinha que morava com a madrasta e suas duas meia-irmãs (o que não quer dizer que isso resulte numa irmã inteira). Enquanto as mocréias se divertiam na high socite, Cindy Elle era obrigada a ficar em casa tratando dos afazeres domésticos. Como Cindy não era nada idiota, aproveitava o tempo e lia, estudava e ficava cada vez mais esperta. Um belo dia, saiu de casa, montou uma empresa de serviços tercerizados de limpeza, enriqueceu e contratou três fadas madrinhas: Celso Kamura, Carlos Miele e Ivo Pintanguy. Foi a uma festa, quebrou o salto da sua sandália Prada e foi amparada por um bofe tudibão, casou e mandou uma assinatura da Caras de presente pras parentes pobrinhas.


JOÃO/RICHARD E MARIA/KAREN, I'LL NEVER FALL IN LOVE AGAIN.

Richard e Karen (na verdade eram João e Maria, mas adotaram nomes artísticos) eram dois irmãos muito unidos e famosos nos anos 70. Maria/Karen era totalmente pancada e vivia se achando "a gorda", queria porque queria ficar só pele e osso e adotava a dieta fotossíntese água/luz. Tanto foi que não adiantou mamãe Carpenter tentar seduzi-la com doces e guloseimas, casas de chocolate, gravações ao vivo e oscar de melhor canção, os dedos dela estavam fininhos como gravetos e ela foi pro céus das magras. Bem mesmo ficou João/Richard que pôde parar de cantar aquelas músicas e trocou o corte de cabelo.


MANOS PIG E A SAUDOSA MALOCA.

Era uma vez três ermão que viviam no morro e, como as condição de higiene não eram das melhor, foram apelidados de Manos Pig. Cada um ergueu um barraco conforme as suas posse. O primeiro construiu de material do lixo recicrável, o segundo arrumou táuba de demoliçã e o terceiro saiu com a carroça do véi Migué pra dá umas banda e voltou c’uns material de construção de primeira, tá ligado? Vai daí que neguim nem bem terminou os cafofo e os dono da boca viero rente tocá os Mano do terreno. Derrubaram a de papelão, derrubaram a de táuba e quando tavam preparando as picareta pra adirrubá a de material, chegou uns brother da favela rival muito faixa dos Manos Pig e encheu eles de pipoco. Toma. Tão lá até hoje e o barraco já tem até puxadim.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 13:46 de 05.03.2007
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Sem itinerário ou paradeiro.


Cris Carriconde
Dia de chuva tem sempre isso. Não sei bem se é o cinza, se é o lodo, se são os vidros embaçados dos automóveis, as barras das calças sujas das poças, os semáforos estragados, os grandes morcegos empalados sobre todas as cabeças. Sei que toda saudade aumenta, toda tristeza existe mais, úmida e aderente, todo o desânimo pesa mais um tanto encharcado sob as marquises onde procura-se proteger o que sobrou aos cotovelos. Pode ser que sejam apenas os meus pés molhados, mas isso não explica meus olhos morrendo por dentro cada vez que chove e eu volto àquela noite.


Uns versos - Adriana Calcanhotto.
Sou sua noite, sou seu quarto/ Se você quiser dormir/ Eu me despeço/ Eu em pedaços/ Como um silêncio ao contrário/ Enquanto espero/ Escrevo uns versos/ Depois rasgo/ / Sou seu fado, sou seu bardo/ Se você quiser ouvir/ O seu eunuco, o seu soprano/ Um seu arauto/ Eu sou o sol da sua noite em claro,/ Um rádio/ Eu sou pelo avesso sua pele/ O seu casaco/ / Se você vai sair/ O seu asfalto/ Se você vai sair/ Eu chovo / Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário/ Sou eu o seu paradeiro/ Em uns versos que eu escrevo/ Depois rasgo.

E eu ouço essa música e não consigo parar de chorar.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:11 de 05.03.2007
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02.03.2007

Timbuktu.



"That gloomy Sunday in Baltimore, however, Mr. Bones kept his mouth shut. They were down to their last days together, perhaps even their last hours, and this was no time to indulge in long speeches and loopy contortions, no time for the old shenanigans. Certain situations called for tact and discipline, and in their present dire straits it would be far better to hold his tongue and behave like a good, loyal dog. He let Willy snap the leash onto his collar without protest. He didn't whine about not having eaten in the past thirty-six hours; he didn't sniff the air for female scents; he didn't stop to pee on every lamppost and fire hydrant. He simply ambled along beside Willy, following his master as they searched the empty avenues for 316 Calvert Street."

(Timbuktu, Paul Auster, 1999).

Um dos meus livros preferidos.
A narrativa é toda do ponto de vista de Mr.Bones, o cachorro que acompanha o mendigo Willy. Lindo, lindo, lindo.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 16:32 de 02.03.2007
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When I was younger, so much younger than today.

Tão notando que a minha chapa tá esquentando, né?
Pois tá messsssmo. Trabalho dando cria, estudo que não há quem dê conta, exercícios físicos (eu nunca achei que fosse dizer isso), gata carente, manicure e cabeleireiro atrasados, médico que me liga pra saber se eu morri.

No meio disso tudo eu louca de saudades dos amigos e dos irmãos e achando que tenho de dormir 6 horas por noite, pelo menos.

HELP!


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:12 de 02.03.2007
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01.03.2007

Duty free.

Às vezes eu lembro daquilo e quase choro, choro mesmo, de felicidade. Daqueles segundos em que eu não sabia exatamente o que eu tinha diante dos olhos, em que eu ainda não podia entender o que significava, em que o momento era, simplesmente era, sem meandro ou reticência, ereto, amplo, inconteste, em nós. Teus olhos procurando os meus em espaço aberto, as gôndolas e prateleiras coloridas nos servindo de anteparo para que não corrêssemos um para o outro, para que não sucumbíssemos à vontade de provar um do outro. E não sabíamos disso, incrivelmente. Ali, debaixo das luzes e dos olhos do mundo, não sabíamos que estávamos evitando um perigo subliminar e insuspeito de inderrogável felicidade, ainda não entendíamos o medo atroz do que modificaria tudo, para sempre. E nos esquivávamos ainda assim, naqueles instantes em que fomos meio bichos, meio domadores de nós próprios, naqueles momentos em que a fome ainda não havia mostrado seu gosto insáciável e perpétuo, nem sabíamos por qual nome chamar aquilo que depois viemos provar como a mais límpida, clara, impura e sagrada volúpia de pertencer-nos.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 18:49 de 01.03.2007
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Correspondência Secreta - De que vale tudo isso.

- Óia que luxo a lista de livros que eu comprei!
- Bah!
- Não é uma cousa?
- É! Tu gastaste quanto?
- Nem digo.
- E tu vais ler isso quando?
- ...
- Acho que vais ter de mudar teu nome para Patrícia 40 horas.
- Não.
- Não.
- Eu vou mudar meu nome para Patrícia Gerpeter Johandau e largar dessa vida de miséria, trabalho, estudo e provação. Vou viver na equitação e na opulência.
- Apoiada.



Alguém conhece algum dos herdeiros dos vergalhões de aço pra me apresentar?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:41 de 01.03.2007
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Registre-se nos anais.

Eu não sei o de vocês, mas o meu dia começou melhor impossível.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:06 de 01.03.2007
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