28.09.2006

Aritmética

Então, porque você aprecia tanto liberdade que não é capaz de ver alguém à beira dela sem reconhecê-la; porque você sabe que uma pessoa livre é uma pessoa feliz - ou com mais chances de sê-lo -; porque você sente que é preciso ser livre principalmente dentro da cabeça, e pensar tudo, e sentir tudo, e tudo imaginar, sem medo, sem meias medidas; porque você percebe que liberdade às vezes até é um mal, mas um mal necessário: você propõe, você mostra, você ensina, você demonstra, você quase força.

E daí você fica sozinha, sozinha, sozinha, sozinha, sozinha, sozinha, sempre, sempre, sempre, sempre, irremediavelmente sozinha, porque a criatura apreendeu e absorveu tanto do seu entusiasmo que bateu as asas forte demais, foi parar longe, muito longe, longe demais.

É que você também explica que das coisas mais libertadoras da liberdade é ter-se preso por vontade. Mas essa parte parece que eles nunca entendem.

(sigh)
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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 20:42 de 28.09.2006
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Pensamentos impuros.



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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 17:22 de 28.09.2006
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Dida, o Maia.



Nosso querido leitor e comentador assíduo, bofe bem de carteirinha e mimoso nas horas vagas, DIDA MAIA está de aniversário. Tirante o fato de secar o Grêmio, ele é uma perfeição. Parabéns, querido. Quarenta e dois, é? Coisa linda. Homi nessa idade é um espetáculo. Beijos na patroa também que não tamos aqui pra apanhar de graça e respeitamos o BB das outras.




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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:40 de 28.09.2006
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With Letter and clock.

Wax
to seal the unwritten
that guessed
your name,
that enciphers
your name.

Swimming light, will you come now?

Fingers, waxen too,
drawn
through strange, painful rings.
The tips melted away.

Swimming light, will you come?

Empty of time the honeycomb cells of the clock,
bridal the thousand of bees,
ready to leave.

Swimming light, come.



(Paul Celan, p.83, Poems of Paul Celan, Persea Books, 2002).


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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 11:07 de 28.09.2006
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Scarlet books.

Vocês acham que é mimo demais a gente receber em casa, no recôndido do próprio lar, de presente, um livro absolutamente incrível de poesia de um senhor chamado Paul Celan? É, né? Tá, mas e se eu disser que veio com dedicatória, bilhete, letra linda e - pasmem e morram de inveja - com micro postitizinhos assinalando os preferidos dela? Aí é de matar, fala a verdade.

Eu posso só dar sorte na vida com amigo, mas pótaqueparil, é sorte pra mais de metro.
E eu ainda arrumei sócia para uma grife de camisetas. Eita.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:59 de 28.09.2006
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Outro foco.

Totalmente diferente do que eu costumo escrever, um conto todo em primeira(s) pessoa(s). Hard and heavy. Sucubus e Incubus, dois demônios. Ou mais.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:18 de 28.09.2006
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Way better than any work of fiction, 15. Little child.




Se eu acreditasse em coincidências, diria que é por isso que hoje é o dia dessa música. Mas eu não acredito.



LITTLE CHILD (Des'ree).

Little child, my eyes they see your pain/ My heart cries, when I hear you cry again/ Frail and small, can you believe fifteen years old?/ What is sad, he hasn't got far to go/ Yes, we'll cry, yes we'll cry/ Our hearts they feel no hate/ Babies scream, babies scream/ they'll never achieve their dreams/ Shall we dance? Yes we'll dance/ the sky may hear our song/ And maybe rain…/ 'cos it's been much too long/ Mother's die, leaving hungry mouths behind/ They can't hold on, when God wants them by His side/ It's up to me, it's up to you/ Visualize and pray, is what we musn't forget to do/ Dry land, open up and let me in/ Dry land, look what is happening/ You know, there is plenty, plenty,/ plenty of work to do/ This can't go down as another disaster in history…



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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:02 de 28.09.2006
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