Carniça
(este está há horas para ser publicado, mas e tempo para isso?)
Quando a Enron quebrou, por péssima gestão de seus administradores, as moças que lá trabalhavam posaram nuas para uma certa revista masculina – tida como mais classuda e “informativa” que as demais. Muito plausível que as moças da Enron tenham decidido tirar as roupas e colher, despidas, os louros da glória de sua beleza de fêmeas jovens e tenras, ainda mais quando o futuro era terrivelmente incerto. O curioso é que as moças da Enron não se prepararam especialmente para os cliques ousados: não se ouviu dizer que tenham feito dietas mirabolantes ou intensificado sua rotina de exercícios de modo a fazer inveja a um exército espartano. Elas simplesmente tiraram as roupas e mostraram toda a sua especial beleza de mulher comum. De onde se conclui, porque óbvio, que as moças da Enron foram interessantes desde sempre. Então, por que o súbito e inexplicável interesse em vê-las despidas?
Quando a Varig quebrou, por péssima gestão principalmente do Estado Brasileiro, as moças que lá trabalhavam posaram nuas para a mesma revista masculina – aquela, tida como mais classuda e “informativa” que as demais. Muito mais plausível ainda que as moças da Varig tenham decidido seguir o caminho das colegas da Enron: país tupiniquim, economia idem, pouquíssimos postos de trabalho, subemprego, aliados ao fato de que a empresa de aviação exige das suas comissárias de bordo um mínimo de 1,60m e pelo menos dez quilos a menos do que os dois últimos dígitos da altura – medidas consideradas de modelo/manequim até pouco tempo atrás e que passaram a ser consideradas medidas pré-modelares (ou medidas de modelo fora de forma) após o advento da curiosa numeração
triple zero. O curioso é que, assim como as meninas da Enron, as moças da Varig não se prepararam especialmente para os cliques ousados: não se ouviu dizer que tenham feito dietas mirabolantes ou intensificado sua rotina de exercícios de modo a fazer inveja a um exército espartano. Elas simplesmente tiraram as roupas e mostraram toda a sua especial beleza de mulher comum. De onde se conclui, porque óbvio, que as moças da Varig, até por conta de toda a mística erótica da figura da aeromoça, sempre foram interessantes. Então, por que o súbito e inexplicável interesse em vê-las despidas?
[clique aqui para ler o texto na íntegra]On and on and on.
O cérebro devia ter botão de
change disc ou, ao menos, de
pause. Na impossibilidade de ter algum desses, ajudaria ter como controlar o volume do som. Mas não. Toca sempre o mesmo disco, no
repeat, incessantemente, no volume máximo. Algumas cenas, inclusive, em câmera lenta, quadro a quadro, com zoom.
E eu aqui tentando puxar a flecha da tomada.
E também não tem. Nem flecha, nem tomada.