26.09.2006

Carniça

(este está há horas para ser publicado, mas e tempo para isso?)

Quando a Enron quebrou, por péssima gestão de seus administradores, as moças que lá trabalhavam posaram nuas para uma certa revista masculina – tida como mais classuda e “informativa” que as demais. Muito plausível que as moças da Enron tenham decidido tirar as roupas e colher, despidas, os louros da glória de sua beleza de fêmeas jovens e tenras, ainda mais quando o futuro era terrivelmente incerto. O curioso é que as moças da Enron não se prepararam especialmente para os cliques ousados: não se ouviu dizer que tenham feito dietas mirabolantes ou intensificado sua rotina de exercícios de modo a fazer inveja a um exército espartano. Elas simplesmente tiraram as roupas e mostraram toda a sua especial beleza de mulher comum. De onde se conclui, porque óbvio, que as moças da Enron foram interessantes desde sempre. Então, por que o súbito e inexplicável interesse em vê-las despidas?

Quando a Varig quebrou, por péssima gestão principalmente do Estado Brasileiro, as moças que lá trabalhavam posaram nuas para a mesma revista masculina – aquela, tida como mais classuda e “informativa” que as demais. Muito mais plausível ainda que as moças da Varig tenham decidido seguir o caminho das colegas da Enron: país tupiniquim, economia idem, pouquíssimos postos de trabalho, subemprego, aliados ao fato de que a empresa de aviação exige das suas comissárias de bordo um mínimo de 1,60m e pelo menos dez quilos a menos do que os dois últimos dígitos da altura – medidas consideradas de modelo/manequim até pouco tempo atrás e que passaram a ser consideradas medidas pré-modelares (ou medidas de modelo fora de forma) após o advento da curiosa numeração triple zero. O curioso é que, assim como as meninas da Enron, as moças da Varig não se prepararam especialmente para os cliques ousados: não se ouviu dizer que tenham feito dietas mirabolantes ou intensificado sua rotina de exercícios de modo a fazer inveja a um exército espartano. Elas simplesmente tiraram as roupas e mostraram toda a sua especial beleza de mulher comum. De onde se conclui, porque óbvio, que as moças da Varig, até por conta de toda a mística erótica da figura da aeromoça, sempre foram interessantes. Então, por que o súbito e inexplicável interesse em vê-las despidas?

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Coluna: Criada de Madame
por Sua Criada, às 16:36 de 26.09.2006
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On and on and on.



O cérebro devia ter botão de change disc ou, ao menos, de pause. Na impossibilidade de ter algum desses, ajudaria ter como controlar o volume do som. Mas não. Toca sempre o mesmo disco, no repeat, incessantemente, no volume máximo. Algumas cenas, inclusive, em câmera lenta, quadro a quadro, com zoom.

E eu aqui tentando puxar a flecha da tomada.
E também não tem. Nem flecha, nem tomada.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 14:53 de 26.09.2006
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Way better than any work of fiction, 14. Cry me a river.




Clásicos dos clássicos, essa música é sempre um up.


CRY ME A RIVER (Mina).



now you say you're lonely/ you cried the whole night through/ well, you can cry me a river/ cry me a river/ I cried a river over you/ now you say you're sorry/ for being so untrue/ well, you can cry me a river/ cry me a river/ I cried a river over you/ you drove me/ nearly drove me out off my head/ while you never shed a tear/ remember, I remember/ all that you said/ told me love was too plebeian/ told me you were through with me/ and now you say you love me/ well, just to prove you do/ come on and cry me a river/ cry me a river/ I cried a river over you.



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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:31 de 26.09.2006
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Mimos, carões e afagos na segunda à noite.





Não tem como não amá-los.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 09:16 de 26.09.2006
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