Quebra-queixo
Quem escolher assistir o filme pelo seu horrendo nome em português - meninamá.com - na esperança de ver sedução lolítica de bonitão com quase o dobro da idade e regozijar-se com cenas picantes entre recém-adolescente e adulto, terá um susto e uma (grata) surpresa.
Hard Candy traz escassez de elenco e de locação e superabundância de roteiro, interpretação e fotografia. O cartaz do filme insinua - quase declara - o que se pode esperar: isso mesmo. E, ainda assim, o filme surpreende.
No papel da própria balinha dura, Ellen Page brinda o espectador com uma performance paradoxalmente fresca e madura. A sua menina tem o olhar mais idoso do que o próprio tempo, num rostinho infantil de tenra pele sardenta. Patrick Wilson tampouco desaponta, emprestando a necessária verossimilhança e dúvida acerca do seu fotógrafo. Talvez também por trazer um profissional da área como personagem, a fotografia do filme é nada menos do que primorosa: cada cena merecia papel couché em folha A5. E, como não podia deixar de ser, o roteiro contempla o público com várias auto-referências e wordplays: o café Nigthhawks, a obra de Hopper e a fúria da estética do design nas tomadas internas, esta última em contraste com o mundo 'real' exterior.
Não perca - e deixe-se envolver pela estética dos créditos iniciais, eles são o antepasto visual do filme.
Curioso como todos agora fazem sua versão da chapeuzinho, não?
Serão blogueiros todos esses roteiristas/produtores/profissionais da animação?
De ratos e frestas.
Sei que me espreitas do teu mundo,
pelas frestas da tua casa,
pelos buracos no assoalho
que o tempo vai abrindo,
e vais me possuindo
em nesgas, em tiras,
e vou sentindo teus olhos
me devorando às fatias.
A cada bocada,
cresço mais um pouco,
ergo mais uma torre,
lanço mais uma ponte.
E tu te esgueiras,
por entre o madeirame do telhado,
e espias como um rato,
para me ver passar.
Uououououou.
Fim de semana de dois dias que pareceram uma semana, de tanta coisa boa e tudo e tal.
Sexta-feira dilíça com
Denize linda, bolsas lindas (eu comprei mais três e uma sapatilha) e decretei falência definitiva e irrevogável. Aquela blasfema, herege, ardilosa, onde se viu, fez botom de Audrey Hepburn pra mim. Ela me entope de xampã e mimos e eu me esbaldo nas bolsas. Bah.
Falzucaaaaaaaaaaaa, ela dormiu lá em casa, viu? Lá em casa. Comigo e Hildolina e 11 bolsas leeeeeendas. E eu dei bem casados pr'ela de presente. E a gente tomou café da manhã no Armazém da Esquina, numa rua linda, cheia de árvores. Toma. Bem feito pra ti que não veio me visitar.
Depois teve tarde de bolsas e gentes lindas, elegantes e sinceras, com mil folhas, mais bem casados, mais café, mais xampã e mais tudo tudo tudo. Teve JL, Leila, Geisa, Jocieli, Michele, Ana a Roberta, Jojo e muito mais. Teve Belly, inclusivemente, que resume tudo de mais lindo no mundo.
Denize tirou fotas, amanhã eu mostro. De brinde, eu cheguei em casa lívida e alegrinha e assisti The Hunger. Bah.
Depois de dormir 12 horas seguidas, almoço com Facelo, café com, claro,
homi do café, e depois Una giornata particolare. Tem jeito de terminar melhor um fim de semana desses? Tem, claro, mas na falta disso no menu, tava bão dimais da conta.