31.07.2006

Mamãe eu quero.


Novo Mini. Ahhhh. PRECISO.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 16:54 de 31.07.2006
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One art.

The art of losing isn't hard to master;
so many things seem filled with the intent
to be lost that their loss is no disaster.

Hopper - New York corner

Lose something every day. Accept the fluster
of lost door keys, the hour badly spent.
The art of losing isn't hard to master.

Then practice losing farther, losing faster:
places, and names, and where it was you meant
to travel. None of these will bring disaster.

I lost my mother's watch. And look! my last, or
next-to-last, of three loved houses went.
The art of losing isn't hard to master.

I lost two cities, lovely ones. And, vaster,
some realms I owned, two rivers, a continent.
I miss them, but it wasn't a disaster.

--Even losing you (the joking voice, a gesture
I love) I shan't have lied. It's evident
the art of losing's not too hard to master
though it may look like (Write it!) like disaster.


(Elizabeth Bishop)


A exemplo do que acontece com filmes, eu também me emociono com pequenos detalhes dos poemas que quase ninguém nota. Neste, por exemplo, "so many things seem filled with the intent to be lost" me bate em cheio.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 15:09 de 31.07.2006
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Before sunset.

Também assisti a esse filme.
Gostei mais do que Before Sunrise.

Eu tenho essa coisa de me emocionar MUITO nas cenas que ninguém nem percebe que existem. Em Before Sunrise desatei a berrar no finalzinho do filme, vendo os lugares (agora desertos) por onde eles tinham passado. Em Before Sunset me emocionei com a alegria dela (e os motivos da alegria dela que as pessoas com quem falei não tinham percebido), também no finalzinho, dançando Nina Simone.

E, Deus, como eu sei como aquela moça se sente. O surto do táxi poderia ter sido meu. Juro.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 13:27 de 31.07.2006
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Chocolate.

Sábado à tarde, mesa coletiva no Café. O garçom é prática e teoricamente um deus de ébano. Tem lá seus 1,90m, costas quilométricas, rosto másculo, sorriso lendo, mãos... bem, tá, vocês entenderam. Pra resumir: o nível de estrogênio do mulheril presente estava prestes a produzir um cogumelo radioativo.

A moça aquela que vocês conhecem pede uma trufa de mousse pra acompanhar o café. Ele anota, coisa mais querida. Dois minutos depois, volta e diz sorrindo:

- De mousse não tem mais. Só negrinho ou branquinho.
- Negrinho, claro,
responde a moça aquela segurando a gargalhada.

Evidentemente que o senhor em questão passou a ser conhecido como trufão.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 12:42 de 31.07.2006
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Sweet misery of life.

Sabe o que acontece com meninas sociopatas que não saem de casa domingo à noite por causa da preguiça e do frio? Ligam pra elas e pedem trabalho pra segunda de manhã.

Sabe o que é pior do que ligarem num domingo à noite pedindo trabalho pra segunda de manhã? Ter que ouvir o amigo no MSN, que te convidou pra sair e você recusou, morrer de rir da sua cara porque agora você vai ter que trabalhar.

T.O.M.A.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 11:49 de 31.07.2006
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Dante.


Michael Parkes - Beatrice alone






Às vezes eu acho perigoso ser feliz, encho as mãos de desastres,
choro num quarto de hotel, moro num arranha céu com paredes feitas de giz,
não ando com os pés no chão e tenho medo de despencar do céu.
Às vezes sou moça, estrela, atriz, às vezes de louça, às vezes de éter,
às vezes danço no sétimo céu e acredito que é outro país,
às vezes só decoro o meu papel e fico pensando se você
pode entrar na minha vida.
Às vezes me chamo Beatriz.








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Coluna: Madame Butterfly
por Ticcia, às 10:25 de 31.07.2006
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Direitos trabalhistas.

Ticcinha acorda com Hildolina debaixo do edredom virada numa bola quentinha e piluda. Liga o rádio antes de qualquer coisa. Fica sabendo que faz 3ºC na capital da Província de São Pedro. TRÊS GRAUS, senhoras e senhores. E a gente não ganha insalubridade por ter que levantar, tomar banho e ir trabalhar. Absurdo isso.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 08:58 de 31.07.2006
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30.07.2006

(Re)nasce um poeta.


Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


(Mário Quintana)



Há cem anos, numa noite igual a essa, muito gelada, fazia 1º em Alegrete e nascia Mário de Miranda Quintana. Pequenininho, prematuro, frágil, era tão branquinho e com as veinhas aparecendo, que as empregadas o chamavam de menino azul.

Quase 80 anos depois disso, ele foi responsável pela minha paixão pela poesia.

Hoje, no seu aniversário, espero que ele se atire do centésimo andar do século e seja encontrado miraculosamente incólume na calçada, outra vez menino, e outra vez poeta, para dizer-nos tudo de novo, para que não esqueçamos.

Um beijo, amigo velho.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 01:16 de 30.07.2006
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29.07.2006

Faz frio em Porto Alegre.


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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 23:58 de 29.07.2006
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Cada vez mais.

Estar com gente. Estar entre amigos. Não usar cueca de aço. Rir. Conversar. Ouvir. Falar. Vozes confortáveis. Rir de si mesmo. Elogiar. Gostar de estar ali. Sentir-se acolhida. Não se preocupar com o que dizer. Não ficar triste com o que se ouve. Trocar idéias. Trocar mesmo. Fazer carinho. Sentir-se bem. Não ver o tempo passar. Não ansiar voltar pra concha. Coisas que me dizem que. Bom. Muito bom. Feliz.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 18:31 de 29.07.2006
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Um tigre e um leão.






Ele é um leão e é um tigre. Não por acaso, nem um, nem outro. E é muitas outras coisas. Nos conhecemos pouco e há pouco, mas são raras as pessoas que eu encontrei na vida com a doçura desse homem. Não sei se ele sabe o quanto eu quero que ele seja absurda e irremediavelmente feliz, mas é isso. É isso que merece quem vê as coisas que ele vê, quem ama as coisas que ele ama, quem percebe as coisas que ele percebe, quem gosta das coisas que ele gosta, quem procura as coisas que ele procura. E é isso que vai acontecer. Tenho certeza absoluta.

Alex, querido, que este ano te traga mais isso. E que saibas que a felicidade já é ser quem és, capaz do que és capaz. Beijos. Te adoro.







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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 00:40 de 29.07.2006
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28.07.2006

A moça do sonho.


Chagall






Desde pequena eu deito em silêncio no sofá da sala e imagino como seria algo que eu gostaria muito que acontecesse. Brinco de imaginar os mínimos detalhes de uma cena, roupa, luz, sons, palavras, gostos, cheiros, faço um filme de sonho, vivo em segredo as coisas mais lindas, possíveis e impossíveis. Foi assim que beijei o menino pelo qual me apaixonei e que nunca soube que eu existia. Foi assim que me vinguei da pior professora que eu tive. Foi assim que planejei algumas das maiores loucuras da minha vida. Umas viraram verdade; outras, não. Vale o sonho. Sempre.




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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 15:43 de 28.07.2006
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CHICO, CHICO, CHICO.

Ganhei ontem de presente, nada mais, nada menos, que TODOS OS DISCOS do Chico Buarque. TODOS. TODINHOS. Mais de quarenta. Tá? Surtei. Me estabaquei de tanto ouvir. Me lambuzei, me deliciei, me refestelei. Tenho trilha sonora pro resto da vida.

Querido, olha, tu sabes que eu te adoro, né?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:08 de 28.07.2006
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Ah, tá.

- Pai, por que é que às vezes tu serves uma xícara de café e só tomas meia?

- Porque se estiver bom, eu tomo toda. Se estiver mais ou menos bom, eu tomo meia. Porque se eu servir meia, estiver muito bom e depois eu servir mais meia, não vai estar tão bom quanto a primeira.



Estão vendo porque a moça aquela que vocês conhecem é anormal?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:01 de 28.07.2006
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O gmail subiu no telhado.

Se você me mandou um e-mail e precisa MOOOOOITO que eu lhe responda logo, reenvie para ticciaARROBAyahoo.com. 'To brigada.

O Gmail está (de novo) com crise existencial. E eu olho no Google talk e tem lá 9 mensagens esperando para serem lidas. E eu imagino o que sejam. E encho de brotoeja. E fico doida. E quero tacar essa porcaria de computador na parede.


O gmail de vocês também tá bichado?!

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:55 de 28.07.2006
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Eugênio falou, Eugênio avisou.

A maior friaca dos últimos anos será neste final de semana.
Previsão de zero grau para Porto Alegre.
Sinto que vou parar no hospital.
Aaaaaaaaaai.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:28 de 28.07.2006
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27.07.2006

Janela.





Carros sem som, guarda-chuvas, semáforos piscando, vidro embaçado, vento na cabeleira das árvores, pássaros encolhidos, cachorros na poça d'água, telhados com musgo, lama, luzes de mercúrio, paredes descascadas, o rio que emenda o céu em cinza. A vida cala por instantes e escorre no silêncio do tempo.
Sei das tuas mãos. Sei das tuas mãos em algum lugar.




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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:42 de 27.07.2006
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Before Sunrise.

Vi ontem o filme esse.
Bem bom. Mas eu acho (tenho certeza) que o meu roteiro é melhor.
Hohoho.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:03 de 27.07.2006
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Fast hooligan.

Fiquei contente que Parreira vai cantar de mula em outra freguesia e que o velho Lobo Zagallo tenha sido demitido. Apesar de gostar muito do Dunga (capitão caverna), tenho medo que a CBF tenha optado por um treinador com experiência zero para enfiar-lhe goela abaixo todas as exigências de patrocinadores e conveniências da Confederação. Isso está me cheirando a jogar pra torcida, a parecer novo e manter fantoches, mudar as moscas. Tomara que não. O cheiro piora quando falam em Branco, Jorginho e até Romário para auxiliar-técnico.

Fala sério, aí, diria Bussunda.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:32 de 27.07.2006
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And so it is.

Por mim a semana tinha acabado ontem, hoje era sábado de manhã, eu tava em casa ainda dormindo debaixo do edredom fofinho com Hildolina fazendo ronron.

Saco.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 09:48 de 27.07.2006
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Ele e todos os outros.


Colette Calascione





Hoje no Focando, o conto incluído no livro Blog de Papel.








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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 09:04 de 27.07.2006
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26.07.2006

Carolina Leopoldina Plá Antoniete






Hoje lembrei dela várias vezes e cheguei a citar o cachorro Sei Lá num post.
Só agora há pouco descobri que hoje é dia da Avó.
Liguei e falamos um pouquinho.
E ela contou da vida, riu, perguntou quando apareço.
Tava com muitas saudades dela. Que bom que ela existe.
Parabéns, Vó Nininha.
Uma vó querida com nome de princesa.


Beijos, vó.






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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 16:52 de 26.07.2006
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Da utilidade do verbo.


Michael Parkes - The Key



Palavras não são grilhões, não são amarras, correntes, pesos, jaulas, cadeados, cofres, celas para se encarcerar o mundo. Não são borracha, nem alvejante que desbotam os sentidos, empobrecem emoções. Tão pouco não são mínimos múltiplos comuns que igualam o que vai dentro de todo mundo, tábula rasa, conceito padrão, sentimento produzido em série e catalogado em prateleira de dicionário. Não pense que colocar-se em palavras te faz miúdo e raso, te traz ao rés do chão, te sujeita ao tempo. Não é pra isso que a palavra existe. Palavra serve para que tua mão sobre meu peito seja minha, para que teus olhos se fechem com meu sonho, para que a ponte que inventaste me atravesse, para que a torre que escalaste me alcance, para que as tuas asas me levem mais alto.





Soneto XVII - No te amo como si fueras rosa de sal, topacio/ o flecha de claveles que propagan el fuego:/ te amo como se aman ciertas cosas oscuras,/ secretamente, entre la sombra y el alma./ / Te amo como la planta que no florece y lleva/ dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores,/ y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo/ el apretado aroma que ascendió de la tierra./ / Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde,/ te amo directamente sin problemas ni orgullo:/ así te amo porque no sé amar de otra manera,/ / sino así de este modo en que no soy ni eres,/ tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía,/ tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño. (Pablo Neruda)
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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 15:07 de 26.07.2006
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O bom filho à casa torna.

Casinha, sopinha, Tylenol Sinus, soninho, suorzinho, banho, um sanduíche pra quem ficou preso em Alcatraz e a pessoa tá de volta. Quase inteira. Quase.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 14:29 de 26.07.2006
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Wednesday morning fever.





38,8ºC.
Já volto.





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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 11:37 de 26.07.2006
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Sem a menor dúvida.

O seu namorado é veado?
Solineuzza sabe, Solineuzza mostra.
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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 11:26 de 26.07.2006
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Atrás do próprio rabo.


Michael Parkes


Não pense que eu não sei. Eu sei. Eu sempre sei. Às vezes eu não quero saber e me engano que não sei, mas sei. Eu sempre sei. Lá no fundo, no fundinho, eu sei. Se parar pra pensar e escutar, eu sei. Dá medo, claro. E dói. E tento pensar se há um jeito de eu estar enganada, totalmente enganada e na verdade não saber. Mas não tem. Nunca teve. Eu sei. E o mais interessante é que tudo que eu sempre quis foi saber e agora quando eu sei, às vezes seria melhor não. Isso de saber sempre, cansa. E não tem graça nenhuma. Antecipa o que vai ser e faz ser já, e eu vivo tudo antes. Tudo em trailer. Em cenas dos próximos capítulos. Antes, antes de. Porque eu sei. Só não sei se é assim porque eu sei mesmo ou porque, achando que sei, faço ser. Sei lá. E Sei Lá era o nome de um cachorro da minha avó.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:09 de 26.07.2006
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Tom & Edu. Edu & Tom.






Pra morrer um pouquinho.






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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:45 de 26.07.2006
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Lambe-lambe digital.



Novo template by Cafeína, mosfios. Toma. Lindérrimo.

Parabéns, Rodrigo.
Arrasou, CALEXIco.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:40 de 26.07.2006
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Doompadee do.

Tão vendo suas incréus? Eu tinha dito que a moça era pheeeena e querida. A Denize não tava respondendo uns mails (200 aproximadamente) porque tavam caindo na caixa de spam. Pare de botar a culpa na menina ou de se achar o único cachorro sarnento do mundo enjeitado e fedorento. Manda de novo que ela responde. Fé, irmã.



Rititi is béqui. E Ticcinha aqui agora tem um botom Rititi de touro com tomates cor de rosa. Um luuuuuxo. Porque hay que tenerlos.



Vocês tão acompanhando Páginas Mal Escritas? Falzuca rulez.



Gentem, ganhei o último livro do Antony Bourdain de presente da Rosinha e do Nemo. Eles são uns queridos. Rosinha mandou mail camuflagem pergundando que livro poderia dar a uma amiga, imagina. A socó de mola aqui nem desconfiou. O livro é barbaro e agora eu posso esnobar aquele homem mau que comprou o livro e ficava folhando sem me deixar dar uma espiadinha.



Parece que a minha testa está recheada de chumbinhos saltadores. É a Cin Usyte, minha velha amiga dando o ar da graça. Tuff.



Desobedecendo as minhas restrições devedais e saindo do castigo, aluguei Antes do Amanhecer. Vi só um pouquinho. Moço e moça desconhecidos se encontram num trem e sentem que há algo de plus a mais químico cósmico entre ambos os dois em conjunto. Fui até aí. Oh. Falta a parte que eles resolvem passar o dia juntos. Oh-oh. Assisto o resto hoje. NÃO ME CONTEEEEEEEEEEEM.



Má influência da Margarida. Depois de pensar em começar a correr (coisa que eu já mandei fazer um despacho pra tirar da cabeça), amanhã vou a um médico ortomolecular. Juro que ao pensar nisso imagino um consultário todo branco com uma cadeira e um microscópio para o paciente chegar, sentar, olhar e ver o médico lá, miudinho, enroscado em DNA: "- Então, como vai?" Uma coisa Willy Wonka da medicina, sabe?

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:40 de 26.07.2006
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25.07.2006

Eu e a fome do tigre.






No Não Discuto.









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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 16:50 de 25.07.2006
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Deus é pai.

Adivinhem quem deve vir para a 3ª temporada de Lost?



Pena que aquela ilha de deserta não tem nada.
Eu raptava ele ceeeeeeerto.

*Fofoca patrocinada pelo cunhadão.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 15:44 de 25.07.2006
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Nosso jabazinho.

Já está disponível no finalzinho da coluna da esquerda o stick que o CALEXIco fez para o Mme. Mean para quem quiser divulgar o blog no seu template.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 15:39 de 25.07.2006
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Soul mate.








Dream of the Hungry Ghost
Colette Calascione
Oil on Wood
(2003)
23" x 28"
















Denial
Colette Calascione
Oil on Wood
(2004)
18" x 24"













Lorelei
Colette Calascione
Oil on Wood
(2001)
16" x 20"















Fiquei lôca. LÔCA. Olhava e enchia os olhos de lágrimas. Emoção. Genial. Uma tradução de mim, de várias formas. Já é o meu objeto de desejo n.º 1.
A mulé expõe só numa galeria em NYC.
Ai. PRECISO MUITO ponto com ponto bê érre barra AGORA.

***Belly, assim que bati o olho, pensei em ti.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 10:52 de 25.07.2006
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Eu tinha quase 16.


Botero
As lembranças de ontem associaram-se a papos do fim de semana e eu fiquei pensando na grande bosta que é a adolescência, ainda mais para as meninas que não se enquadram no padrão. Entenda-se por “padrão” o físico, o comportamental, o familiar, enfim, o padrãozaço, o standard, o controle que qualidade ISO 14000 das meninas fabricadas em linhas de montagens fordistas (sim, estou falando das meninas) que são magras, têm cabelos longos e lisos (preferencialmente loiros com luzes), seios tamanho médio-médio, usam aparelho ortodôntico com elásticos coloridos, têm celular com penduricalho Hello Kitty, usam calça jeans de marca (não sei qual é a hype agora, é qual? Gang? Diesel?), passam férias na praia, comemoram 15 anos na Disney ou em algum outro lugar no exterior muito mais hype e mais cool porque eu-não-sou-mais-criança-e-Disney-já-era, têm uma tribo (emo, gótico, techno, funk), usam cosméticos anti-acne que custam dois salários mínimos, freqüentam salão de belza semanalmente.

Aos 16, além do mais, por mais fora do padrão que você seja, você nem pode usar a roupa que te favorece. Primeiro porque você não tem a grana pra comprar a roupa que te favorece, segundo porque no meio de 436 pessoas de 16 anos de calça jeans, tênis, blusinha justa, creia, você não vai querer ser a única de vestidim solto que não marca o culote. Você PRECISA de uma turma, certo? Mas se você não foi produzida na fila fordista, você NÃO TEM uma turma. Claro, pode ser que você se junte com os freak, mas se você é um freak com D.O.C., vai ser você e você contra os hormônios, a acne, o coração partido, a compulsão alimentar, os pais, os estudos, o futuro, o mundo.

Eu fui uma dessas meninas. Morando com os avós pra poder estudar, 20 quilos acima do peso de qualquer uma das minhas colegas, com espinhas, sem um tostão a mais do que o estritamente necessário para comprar as apostilas da escola federal onde eu estudava, com um pacto de não diversão e enclausuramento (condição dos avós para adotarem uma adolescente em casa) dos 15 aos quase 18. Pais a centenas de quilômetros, namoradinho que me botava chifre idem. Restavam os livros e os diários, a poesia, o choro convulsivo, alguns LP’s, o rádio, cadernos, apostilas, a química orgânica, as operações unitárias. E foi foda, mosfilhos, foi realmente foda.

Mas pronto, passa, e um dia a gente tem trinta, e os livros e os diários e as apostilas e não ter nada além de estudar pra fazer fazem alguma diferença na hora de comprar a roupa que nos favorece ou ajuda muito a achar a turma que a gente achou que não existia, mas existe. Pelo menos isso.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 09:13 de 25.07.2006
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24.07.2006

Em descompressão.


Estou em desaprendizado, procurando analfabetizar os sentidos, me desprover de definições e conceitos, abstrair e desconcluir, desplanificar, deliqüescer, evaporar, eterizar, aspergir, pulverizar, ter asa, vôo, pólen, vento, papel de seda, poeira, deixar de ter pegadas, marcas, impressão e assim, quase por descuido, sair voando por aí.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 17:23 de 24.07.2006
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Ursula Andress. The best Bond girl ever.


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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 17:09 de 24.07.2006
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Turning in your hand.

Faz quase um mês que Small Blue Thing (Suzanne Vega) não me sai da cabeça. Uma música que eu ouvi pela primeira vez há, putz, uns 18 anos pelo menos. Eu era uma reconchuda adolescente internada na casa dos meus avós em Satolep, estudante da ETFPel, blogueira de diários, filósofa de bolacha Bonno e minha amiga Angie me disse: precisas ouvir uma mulher. E ouvimos. Em vinil. Aquelas letras todas. E eu besta. Tinha virado small blue thing e não sabia.

Ouvi muito e depois esqueci. Por anos e anos. Agora nessas semanas andava com essa sensação indefinida e indefinível, até que lembrei de ser pequeninha e redondinha, fria e reflexiva, perdida dentro de um bolso.

Hoje, quando voltei do almoço, esse querido tinha me mandado a música, a irmã dela (que é a , uma caso à parte, linda e linda por todos os lados) tinha comentado aqui e cinco minutos depois ela apareceu no messenger.

De algum jeito que eu não sei qual, num daqueles momentos mágicos, em que por uma associação improvável e irreproduzível de coisas, abre-se uma fresta no tempo, tô sentada no chão da sala da casa dela em Satolep, tenho 15 anos e ouço Suzanne Vega com a devoção da descoberta.

Falta a Bonno de doce de leite e a Coca cola em garrafa de vidro.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 14:46 de 24.07.2006
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Notícias do fim do mundo.



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Coluna: Madame Pompadour
por Ticcia, às 11:46 de 24.07.2006
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It's not that we're scared.

Delicate, Damien Rice, do CD O., no repeat há dias*.


*Mais precisamente desde que Facelo me entregou uma sacola com uns trinta CD's que ele havia "pegado emprestado".
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Coluna: Madame Butterfly
por Ticcia, às 10:58 de 24.07.2006
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Bear hugs.

Fim de semana de atividades sociais muito acima da média. Tudo ótemo, gente queridíssima, mas como boa sociopata que sou, fiquei com aquela falta de ninho eu comigo mesma, sabe?



A melhor do fim de semana foi do Gabriel (4) que, junto com o pai, ajudou um menininho perdido a achar o avô dentro do supermercado. O menino, de camiseta do colorado, chorava em desespero. Gabriel não perdoou: "- Só podia ser do Inter, né, pai?"
Formação de caráter exemplar. Papais de parabéns. Mais um hooligan gremista no mundo. E liiiiiindo. Eu acho que devemos casar ele com a Clarinha, pra desespero do papai colorado.



Aniversário da Adelaidinha no sábado à noite. Lá estavam Nemo Nox e Rosinha Monkees, coisas mais amadas do mundo. Rimos muito e eu fiquei sabendo todos os sete nomes dos sete gatos da Rosinha e os motivos pelos quais ela batizou os bichanos, com comentários impagáveis do Nemo.



Minha companhia na festa foi Tobias, o bulldog francês da ermã Cráudia. Tobias é um fofo mimoso querido que lambe a orelha da gente quando pedimos beijinho. Quem não tá de namorado, caça com cão, não é isso? Eu me apaixonei pelo Tobias.
Falar nisso: Adelaideeeeeeeee, manda a minha foto com Tobias!!



Programas com Isa, a megera enteada, na sexta e no domingo. Nos divertimos horrores às custas dos outros, né Isa? Hildolina, excrusive, quase amoleceu um certo coraçãozinho de pedra. Gata milagreira.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:40 de 24.07.2006
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23.07.2006

Cat Sunday.

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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 23:26 de 23.07.2006
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21.07.2006

BOM FIM DE SEMANA.



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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 20:04 de 21.07.2006
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Sísifo.

Acho que o pior que eu posso sentir é sensação de impotência. Isso de não poder fazer nada, de não haver o que se possa mudar ou alterar ou influir. Terrível. Deve ser por isso que a idéia de morte me apavora tanto. Também por isso a dificuldade de esperar o tempo do outro, sobre a qual a única possível atitude é a desistência prematura, que é um aborto, mas é uma atitude própria possível e de resultado imediato. Melhor "não" já, que a espera pela dúvida. Será? Não, possivelmente não. O melhor é o aprendizado do tempo e o exercício de entender que há coisas além da nossa influência e possibilidade. Mas que exercício.
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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 11:56 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 1.


Chagall
I.
Vi as éguas da noite galopando entre as vinhas
E buscando meus sonhos. Eram soberbas, altas.
Algumas tinham manchas azuladas
E o dorso reluzia igual à noite
E as manhãs morriam
Debaixo de suas patas encarnadas.

Vi-as sorvendo as uvas que pendiam
e os beiços eram negros e orvalhados
uníssonas, resfolegavam.

Vi as éguas da noite entre os escombros
Da paisagem que fui. Vi sombras, elfos e ciladas
Laços de pedra e palha entre as alfombras
E vasto, um poço engolindo meu nome e retrato.

Vi-as tumultuadas. Intensas.
E numa delas, insone, a mim me vi.


(H.Hilst)

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por Ticcia, às 10:08 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 2.


Chagall
II.
Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível?

E o que eu desejo é luz e imaterial.

Que canto há de cantar o indefinível?
o toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis ?
Como te amar, sem nunca merecer?


(H.Hilst)

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por Ticcia, às 10:08 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 3.


Chagall



III.
Vem dos vales a voz. Do poço.
Dos penhascos. Vem funda e fria.
Amolecida e terna, anêmonas que vi:
Corfu. No mar Egeu. Em Creta.
Vem revestida às vezes de asperezas.
Vem com brilhos de dor e madrepérola.
Mas ressoa cruel e abjeta
Se me proponho ouvir. Vem do Nada.
Dos vínculos desfeitos, vem dos ressentimentos.
E sibilante e lisa
Se faz paixão, serpente e nos habita.


(H.Hilst)




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por Ticcia, às 10:08 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 4.


Chagall




IV.

Dirás que sonho o dementado sonho de um poeta
Se digo que me vi em outras vidas
Entre claustros, pássaros, de marfim uns barcos?
Dirás que sonho uma rainha persa
Se digo que me vi dolente e inaudita
Entre amoras negras, nêsperas, sempre-vivas ?
Mas não. Alguém gritava: acorda, acorda VIDA.
E se te digo que estavas ao meu lado
E eloqüente e amante e de palavras ávido.
Dirás que menti ? Mas não. Alguém gritava:
Palavras ... apenas sons e areias. Acorda
Acorda vida.


(H.Hilst)


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por Ticcia, às 10:08 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 5.


Chagall







V.
Águas. Onde só os tigres mitigam a sua sede.
Também eu em ti, feroz, encantoada
Atravessei as cercaduras raras
E me fiz máscaras, mulher e conjetura.
Águas que não bebi. Crepusculares. Cavas.
Códigos que decifrei e onde me vi mil vezes
Inconexa, parca. Ah, toma-me de novo
Antiquíssima, nova. Como se fosses o tigre
A beber daquelas águas.


(H.Hilst)







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por Ticcia, às 10:07 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 6.


Chagall



VI.
O que é a carne ? o que é este Isso
que recobre o osso
este novelo liso e convulso
esta desordem de prazer e atrito
este caos de dor sobre o pastoso.
A carne. Não sei este Isso.
O que é o osso ? Este viço luzente
Desejoso de envoltório e terra.
Luzidio rosto.
Ossos. Carne. Dois Issos sem nome.


(H.Hilst)




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por Ticcia, às 10:07 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 7.


Chagall



VII.
Dunas e cabras. E minha alma voltada
Para o fosco profundo da Tua cara
Passeio meu caminho de pedra, leite e pêlo.
Sou isto: um alguém-nada que te busca.
Um casco. Um cheiro. Esvazia-me de perguntas.
De roteiro. Que eu apenas suba.


(H.Hilst)




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por Ticcia, às 10:07 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 8.


Chagall




VIII.
costuro o infinito sobre o peito
e no entanto sou água fugidia e amarga
e sou crível e antiga como aquilo que vês:
pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível.
Costuro o infinito sobre o peito.
Como aqueles que amam.


(H.Hilst)





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por Ticcia, às 10:07 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 9.


Chagall






IX.
Penso linhos e ungüentos
Para o coração machucado de Tempo.
Penso bilhas e pátios
Pela comoção de contemplá-los
(e de te ver ali
à luz da geometria de teus atos.)
Penso-te
Pensando-me em agonia. E não estou.
Estou apenas densa.
Recolhendo aroma, passo
O refulgente de ti que me restou.


(H.Hilst)








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por Ticcia, às 10:07 de 21.07.2006
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Pra ti, n.º 10.


Chagall



X.
Que te demores, que me persigas
Como alguns perseguem as tulipas
Para prover o esquecimento de si.

Que te demores
Cobrindo-me de sumos e tintas
Na minha noite de fomes
Reflete-me. Sou teu destino e poente.
Dorme.


(H.Hilst)





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por Ticcia, às 10:07 de 21.07.2006
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20.07.2006

Nem ele mesmo acredita.

"Esta é notícia digna de capa do Times, La Nacion e outros jornalecos internacionais... Cacá mão de martelo, mais conhecido como Megero-Pai, acaba de terminar a montagem dos apretechos do apto. da filha Paulinha, sem furar nenhum cano e sem quebrar nada. INACREDITÁVEL...
Beijos e parabéns pelo Blog...está lindo."


Megero-Pai
Carlos
às 13:38 de 20.07.2006
, no post Xiítos, o salgadinho radical.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 17:25 de 20.07.2006
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Bilhete de sereia.


Chagall




Vamos passear de mãos dadas, odiar doce de figo, sentar em banco sujo, dividir fone de ouvido. Vamos rabiscar livros, comer bergamota e cuspir semente, adormecer no sofá, lavar o carro, esquecer de pagar conta, rir de engasgar, comer pão quente. Vamos brincar de insulto, planejar viagem em mapa, dividir escova de dente, tomar banho de cascata, enfiar língua no umbigo. Vamos fingir que dormimos para ver a cara do sonho da gente, vamos judiar do gato, andar descalço, emprestar os óculos, sumir com o jornal, vamos beber e passar mal, abrir a janela pra lua, fazer cosquinha embaixo do braço. Vamos sumir num abraço, falar a mesma coisa ao mesmo tempo, brigar por besteira, fazer amor a noite inteira e reclamar do despertador. Vamos assistir ao temporal com a casa bem escura, vamos chupar rapadura, inventar nome de flor. Vamos viver os planos, os arcanos, os enganos, os anos todos que nos restam, vamos?





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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 16:26 de 20.07.2006
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A mulher de vidro.

Continho no Focando.

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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 11:33 de 20.07.2006
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Amizade over reacting.

Desconfio dos amigos incondicionais e super entusiasmados, aqueles que, ahhhhhhhhhh, se conheceram ontem e já estão SU-PER íntimos, tipo amigos de infância da semana passada, sabe? Esses. São absolutos e inderrogáveis, hiper compatíveis, não sobra lugar nenhum pra quem quer que seja e instala-se uma simbiose exclusivista no melhor estilo nós nos bastamos e não merecemos nada menos que nós mesmos, os the best of, os cool, os crème de la crème. Confabulam, riem dos outros reles mortais, tem seus codiguinhos, seus segredinhos, sua linguagem somente para iniciados. Já viram esse filme? Eu já. Pouco tempo depois um se estranha ou se decepciona por algo que nem sabe bem o que foi, nunca mais se falam, nunca mais se lembram que existiu aquela tórrida amizade amicos para siempre. Palhaçada, né? Totalmente infantilóide. Uma hora é meu amigo de fé meu irmão camarada, noutra passa na rua e nem sabe quem é, atende telefone com cara de nojo, ou olha para o lado para não ter que cumprimentar.
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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 10:28 de 20.07.2006
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Xiítos, o salgadinho radical.

Ameaça de gripe, ameaça de sinusite, ameaça de estomatite, ameaça de enxaqueca e torcicolo que não ameaça: já está instalado. Eta nóis. Bora dar lucro para os homi da farmácia.



O que vale mesmo é que a minha bolsa Santorini made by La Reina Madre chegou e é um arraso arrasante. Vinte pras nove da manhã e já foi elogiada três vezes. E a Doda, que sentou em cima, não conta. Ticcinha toda torta e fungante, mas de bolsa leeeeeeeeeenda. Porque eu sou uma diva.



Paulinha, a irmã mais velha onze anos mais nova, acaba de mudar-se para o seu apê fofoilo com seu fofoilo maridón. Cacá mãos de martelo, conhecido destroyer, está lá fazendo a de pai participante e montando e dependurando armários. Canos d'água, tremei!



Facelo, o irmão colorado para desgraça da família, em vez de ir assistir Inter x DMLU, foi assistir Superman. E deixou pacotim de MM's dentro do carro. Confisquei, claro.



Falando em colorado, tô torcendo para que o time esse chegue à final da Libertadores. E perca, claro, que nada melhor que ver o colorado vice de novo.



E o H. está viúvo. Viúvo e vingativo. Ah, diliça.



Gentem, quem viu o Dr. Luka Kovac no clipe antiguim da Madonna, tascando beijaço na mulé e jogando xadrez? Deus nos defenda.

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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:00 de 20.07.2006
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19.07.2006

Da espera em falta.


Carlos Matos

Tenho faltas ocas, essas faltas que nos fazem as coisas carentes de substância e definição, que se perdem entre uma frase e outra respingada de palavra emprestada de outra boca. A falta que faz não ter sentido um cheiro, não ter encontrado uma mão, não achar rastros pela casa, não esperar por nada além do que a memória recalcitrante das coisas que vivemos por invenção. Tenho faltas fugidias, essas que teimam em brincar sobre a pele, que fazem cócegas e deslizam, mas se escondem antes que eu possa tomá-las entre os dedos, antes que eu saiba que nomes têm. Tenho as faltas que não me fazes, que não me deixas ter, que não me permites, mas tenho, eu que vou aprendendo a re-esperar.


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Coluna: Madame Bovary
por Ticcia, às 17:26 de 19.07.2006
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MM. Pearls.
















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Coluna: Madame Tussaud
por Ticcia, às 15:44 de 19.07.2006
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A verdadeira verdade sobre você.

Você está tendo sexo de qualidade?

Você anda afinada com sua feminilidade?

Você entende os homens?

Que estilo de mãe você é?

Eu já tenho maturidade profissional?

Você sabe reconhecer suas emoções?

Você anda de bem com sua aparência?

Como você reage diante das frustrações?

Você administra sua carreira para o sucesso?

Você sabe driblar o stress?

Decifre os homens!

Até que ponto o amor dele por você é profundo?

Você está estragando seu namorado?

Você está preparada para o metrossexual?

Qual é a sua na cama?

Você é fogo brando ou uma labareda na cama?

Que animal sexual é você?

Você espera de mais ou de menos do sexo?

Caça ou caçadora?

Você é uma conquistadora compulsiva?

Você pega leve ou passa dos limites na paquera?

Qual é o seu estilo de sedução?

Diga como você ama...

Você se apaixona rápido demais?

Você é uma namorada dominadora?

Você é obcecada por casamento?

Você é mais você?

Qual a sua idade emocional?

Você é exigente demais?

Você é capaz de resistir a tentações?

Seu ego tem o tamanho certo?

Desvende seu futuro

Você planeja demais cada passo?

Até que ponto você é esperta para lidar com dinheiro?

Você corre atrás do que quer?

Amigas para sempre?



Daqui e daqui.



Ai, amiga, tanto tempo com essas dúvidas atrozes, tanta grana torrada no psicanalista, tanto divã, tanto papo cabeça, tanta religião e você poderia tê-las solucionado tão facilmente... Tuda, tuda, tuda, tudaaaaaaaaa na banca mais próxima.

"Até que ponto o amor dele por você é profundo?" Vai dizer que não vem logo uma resposta à cabeça, heim hein?
"Seu ego tem o tamanho certo?" Isso não é adorável? Amei!

É tão, mas tão, mas tããããããão idiota que dá vontade de fazer mesmo, é ou não é?

Quem nunca cedeu ao ridículo que atire a primeira revista rabiscada em consultório.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 15:02 de 19.07.2006
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Penne de Veranico.

Quando está tão quente que não dá vontade de comer nada pesado, eu, ao contrários dessas mocinhas muito saudáveis e magrinhas, não como uma saladinha e pronto. Nada contra saladinha, mas minha idéia de refeição passa muito longe de algumas folhinhas verdes e uns fiapos de frango perdidos na relva.

Nesses dias muito quentes em que o apetite pede uma refrescância qualquer, pico azeitonas verdes e pretas, presunto magro em cubos ou tirinhas, umas nozes pra dar crocância, uns tomates bem maduros e já sem pele e perovidencio umas folhinhas de majericão fresco, do meu vasinho particular, que tenho o prazer de rasgar com a ponta dos dedos (hummm, o cheirinho...). Enquanto cozinho um bom punhado de penne, vou esquentando um refratário fundo em forno mínimo (só para o prato ficar quentinho). Depois escorro a massa e, na panela já usada, coloco o alho e o azeite e esquento levemente (levemente mesmo, só para que o alho e o azeite aceitem um ao outro em legítimo matrimônio). Despejo ali a massa já cozida e misturo bem. Depois junto as azeitonas, os tomates, o presunto, as folhas de manjericão, as nozes e metade do parmesão. Misturo para que a massa fique envolta no azeite e os outros ingrediente espalhem seu sabor. Coloco no refratário aquecido e cubro com o restante do queijo.

Vinho branco cheiroso para acompanhar.


Ingredientes: 300g de penne, ¾ xícara de azeitonas verdes sem caroço, ¾ xícara de azeitonas pretas sem caroço, 100g de presunto, uma xícara de azeite de oliva, 4 dentes de alho picadinhos e amassados, 3 tomates bem maduros sem pele, folhas de manjericão rasgadas, ½ xícara de nozes, 150g de parmesão ralado (na hora, de preferência).
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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 11:17 de 19.07.2006
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Como não morrer de sede no inferno.








Hoje às 18h30, na Cervejaria da Trindade, Lisboa,
lançamento do novo livro do Francisco.
Apresentação de Alfredo Saramago.











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Coluna: Uma Madame na Cozinha
por Ticcia, às 08:58 de 19.07.2006
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18.07.2006

Billboard. Semana de 22 de julho de 2006.

1 - "American V: A Hundred Highways" - Johnny Cash
2 - "Loose" - Nelly Furtado
3 - "Testimony: Vol. 1, Life & Relationship" - India.Arie
4 - "Taking The Long Way" - Dixie Chicks
5 - "St. Elsewhere" - Gnarls Barkley
6 - "A Girl Like Me" - Rihanna
7 - "Me And My Gang" - Rascal Flatts
8 - "High School Musical" - trilha sonora
9 - "Dusk And Summer" - Dashboard Confessional
10 - "The Sufferer & The Witness" - Rise Against


Mr. Cash lidera a parada pela primeira vez desde 1969. Ta-ta.

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Coluna: Madame Butterfly
por Ticcia, às 17:29 de 18.07.2006
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Auto-idiotice.

Eu tenho um problema sério com obrigações e compromissos. Quanto mais impositivos eles são, maior a minha tendência subconsciente de boicotá-los. Essa tendência se agrava quando o benefício já foi usufruído e trata-se apenas de cumprir a minha parte no trato. Sim, você pode concluir que eu sou mau caráter, mas isso tudo é para tentar explicar porque a anta essa que vos escreve pagou na semana passada mais de R$ 150,00 em diárias atrasadas na locadora por dois filminhos furrecas que nem lançamentos eram.

Sim, quase um mês com os DVD's em casa e todo dia eu esquecia de levar, eu tinha compromisso, eu tava com preguiça, eu PRECISAVA urgentemente fazer qualquer outra coisa.

Sim, eu sei. Burrice. Mas já estou tratando de me castigar duramente. Aluguel de DVD agora só mês que vem. E nada de séries, só DVD comum e um de cada vez. E sem pipoca. Porque eu faço merda, mas eu me castigo.

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Coluna: Madame Benvenisti
por Ticcia, às 16:06 de 18.07.2006
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Medida cautelar de acomodação de corpos.

Eu acho que assim como existe uma medida judicial de separação de corpos, deveria haver um remédio jurídico assegurado constitucionalmente para aquelas pessoas que, na falta de ter mais o que fazer, resolvem apurrinhar a paciência alheia. Nestes casos, a gente poderia peticionar ao judiciário em sede cautelar e solicitar uma visita íntima obrigatória da criatura em questão ao sistema prisional. Lá solucionava-se a falta do que fazer da desgraçada e dava-se um certo entretenimento ao indivíduo encarcerado sem apoio familiar.

Ticcia para superintendente de segurança pública 2007. Tamos aí.

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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 15:40 de 18.07.2006
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Isso aqui ô-ô. ATUALIZADO.

Aliando Henrique Cardoso tenta fazer o casamento dos Garotinhos com Picolé de Chuchu. Vai ser fácil. Os Garotinhos adoram dieta.



Às 16 deve sair a lista das sanguessugas denunciadas pelo MPF. Até o trânsito em julgado das ações eles não são inelegíveis. Mas isso não significa que a gente vá elegê-los. Aqui a lista.



Nosso Vice Presidente foi operado para tirar um tumor da barriga. Parece que é um sapo não digerido.



No dia em que o caos instalou-se novamente em São Paulo, com cem ônibus queimados e oito pessoas mortas, Picolé de Chuchu apressou-se em voltar de Bruxelas para comemorar o aniversário de sua esposa num restaurante. Detalhe: o bolo era uma bandeira do Brasil-il-il-il.



Ao que tudo indica, Picolé de Chuchu está se empenhando no amor universal. Disse que reza pelos outros candidatos e que nas eleições é preciso amar ao próximo. Ainda mais se ele trouxer votinhos, né não, Picolé de hóstia?

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Coluna: Madame Pompadour
por Ticcia, às 15:02 de 18.07.2006
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Aniversário de Madame.



Delaidinha, a nossa amada querida anã paraguaia, a loura mais loura de farmácia que existe, fã de lorèal louro claríssimo platinado, mulé do Odair, ermã da Cráudia, romântica incorrigível, pós graduada em corte e costura no SESC está de aniversário hoje.

Querida, muito sucesso, muito glamour, muito amor.
Te adoro. Beijo.


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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 10:21 de 18.07.2006
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Canapés.

Quando a gente mais precisa de neblina neblinosa densa e pesada, cadê? Nada. Aí depois que já não tem mais jeito, plum. Vou voltar lá e quebrar tudo.



O querido H. da Roberta estava dando banda no Rio de Janeiro e gravando o primeiro episódio da 5ª temporada de CSI Miami. Foi o Chicão quem me contou.



Que bafafá está dando o depoimento da senhoura aquela na novela das 8, hein? Ana Paula Arósio arrevirando os zóinho e pedindo para o consorte mais uma, mais dez, mais vinte até dormir dentro dela, pode; cidadã brasileira dizendo que se vira como pode ao som do Rei, não. Se é pra baixar o nível e disputar audiência na base do mau gosto, onde passa boi, passa boiada, né não?



Tá faltando o que pra decretarem a falência da Varig? Guerra civil nos aeroportos? Enquanto isso não acontece, ninguém tasca os horários e as rotas da falecida e os atrasos, overbúquis e filas só pioram. Chega. Tirem o tubo, desliguem as máquinas.



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Coluna: Madame Satã
por Ticcia, às 09:50 de 18.07.2006
comentários (15)

From the bottom of my heart.

Meus queridos, muito obrigada por todas as dezenas de comentários. Eu tentei responder um por um, mas foram tantos que ficou impossível. Queria então dizer que fico muito, muito feliz com a companhia de vocês todos. Caprichei no cafofo novo e tals, mas tava morrendo de medo de ser abandonada. Vocês são uns amados queridos fofos e cheirosos. Obrigada.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:04 de 18.07.2006
comentários (21)

17.07.2006

Bem vindos à casa de Mme. Mean.

Queridos,

Bem vindos à minha nova casa. É aqui que espero receber vocês de hoje em diante para os nossos papos. A Rossana desenvolveu o site com uma carinha que lembra o Megeras, para a gente não se sentir perdido, mas com coisas novas, para respirar outros ares.

Aí abaixo tem posts que explicam as novas categorias, que agora chamam-se colunas, para vocês irem conhecendo os novos cômodos. A maioria delas foi batizada em homenagem à grandes madames.

Estou muito feliz com a mudança. Espero que vocês se sintam em casa e que a gente se divirta muito e por muito tempo aqui. Beijos.
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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:43 de 17.07.2006
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Be Mean!!

O moço do café fez um stick para quem quiser colocar link no seu blog (é só salvar a imagem e depois linkar para www.ticcia.com ):




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Coluna: Conversa de Madame
por Ticcia, às 09:40 de 17.07.2006
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07.07.2006

Uma Madame na Cozinha

Cozinha mean, receitas e pitacos gastronômicos, comentários sobre restaurantes, comidas e bebidas.

A cozinha tem seus aromas, seus segredos, as lembranças de infância. Tem também alquimia e arte, diversão, carinho, sedução, amor. Foi-se o tempo em que uma mulher para ser moderna precisava dizer que não sabia fritar um ovo. Podemos finalmente voltar à cozinha e nos divertirmos com isso. Comer e dar de comer. Porque é bom. Porque dá prazer. Porque é uma delícia.
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por Ticcia, às 16:53 de 07.07.2006
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Madame Tussaud

Homens e Mulheres que merecem ser imortalizados.

Nascida Marie Grosholtz, trabalhou como governanta para o Dr. Philippe Curtius, um médico com talento em modelação da cera, que ensinou essa arte a Tussaud. Seus primeiros trabalhos foram máscaras mortuárias. Hoje tem museus de figuras de cera situados em Londres, Amsterdam, Hong Kong (Victoria Peak ), Las Vegas, Copenhagen e Nova York.

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por Ticcia, às 16:47 de 07.07.2006
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Madame Satã

Humor, fofoca, comentários maldosos.

João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã (1900-1976) era artista transformista que passou a maior parte da vida nas ruas do Rio boêmio. Seu codinome foi tirado de um filme de Cecil B. De Mille, de 1930. Sempre desafiou as definições de analfabeto, negro, pobre e homossexual. Com notável capacidade de se recriar conforme as circunstâncias, definia-se como "filho de Iansã e Ogum, e devoto de Josephine Baker". Tinha fama de apaixonado, implacável e violento.

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por Ticcia, às 16:46 de 07.07.2006
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Madame Pompadour

Política e Influência, bastidores do poder.

Jeanne-Antoinette Poisson, mais conhecida como Madame de Pompadour (1721/1764), filha de um rico e influente mercador, foi criada para ser amante do rei Luís XV de França. Teve aulas de grego, inglês e piano, até que foi apresentada ao rei por seu tutor. Tornou-se amante real e chegou a conselheira do rei, tornando-se uma das mulheres mais poderosas de sua época.
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por Ticcia, às 16:45 de 07.07.2006
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Madame Butterfly

Música e Cultura

Madame Butterfly, ópera em três atos de Giacomo Puccini, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no drama de David Belasco, o qual por sua vez se baseia numa história escrita pelo advogado americano John Luther Long. Estreou no teatro Scala de Milão em 17 de fevereiro de 1904. Conta a história de um soldado americano que casa-se "por brincadeira" com uma japonesa na época da guerra.
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por Ticcia, às 16:43 de 07.07.2006
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Madame Bovary

Literatura, cinema, poesia e divagações literárias.

Madame Bovary é o nome e o personagem principal de um romance de Gustave Flaubert (1821-1880) que causou escândalo ao ser publicado em 1857. É considerada como a primeira obra da literatura realista. Conta a história de Emma, pequeno-burguesa sonhadora que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Casa-se com Carlos, um médico entediante mas apaixonado por ela, mas resolve entregar-se à outra paixão.
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por Ticcia, às 16:42 de 07.07.2006
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Madame Benvenisti

Pitacos psíquicos, comportamento, neuroses e overdoses psicanalíticas.

Madame Benvenisti foi paciente de Sigmund Freu e, segundo sua mulher, Martha, teria lhe presenteado com um móvel em agradecimento. O tal móvel não é nada menos que o famosíssimo divã que passou a ter papel importante no processo de análise.
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por Ticcia, às 16:35 de 07.07.2006
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Conversa de Madame

Categoria ampla geral e irrestrita.

É o croissant nosso de cada dia, o nosso balaio de gatos. Tudo o que não couber na cozinha ou na assinatura de alguma das madames, cai aqui na nossa conversa. Porque vamos combinar que mulher adora um papinho, né?

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por Ticcia, às 16:21 de 07.07.2006
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